terça-feira, 11 de agosto de 2026

LÍBANO: Exército israelita bombardeia colinas no sul do Líbano... O exército de Israel lançou hoje um novo bombardeamento contra colinas no sul do Líbano, avançou a agência de notícias estatal libanesa, apesar dos progressos na ronda bilateral de negociações realizada na semana passada.

© MAHMOUD ZAYYAT / AFP via Getty Images   Por  LUSA  11/08/2026 

A Agência Nacional de Notícias libanesa disse que estava a ocorrer um "intenso bombardeamento de artilharia", tendo como alvo as colinas de Ali Taher, nos arredores da cidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul do país.

O exército israelita não emitiu qualquer alerta através dos habituais canais nas redes sociais.

O novo bombardeamento ocorre depois de as forças israelitas terem atacado as cidades de Mayfadoun e Zawtar al-Sharqiya, no distrito de Nabatieh, bem como as colinas de Ali Taher, no domingo.

Apesar das discussões, em Roma, entre os dois países, sobre um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, o exército israelita tem continuado a realizar ataques no sul do Líbano, afirmando ter como alvo infraestruturas do movimento xiita libanês Hezbollah.

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, reuniu-se na segunda-feira com o chefe da delegação negocial libanesa, a quem deu instruções para definir a estratégia do país tendo em vista a próxima fase das negociações com Israel.

"O general Joseph Aoun recebeu um relatório do chefe da delegação negocial, o antigo embaixador Simon Karam, sobre as reuniões realizadas na semana passada em Roma entre as delegações libanesa, norte-americana e israelita, e transmitiu-lhe orientações para a próxima fase", indicou a presidência, num breve comunicado.

Um acordo-quadro, assinado no final de junho entre representantes libaneses e israelitas após a entrada em vigor de um cessar-fogo, prevê o destacamento do exército do Líbano em "zonas-piloto" no sul do país, ocupando o lugar das tropas israelitas, sob condição do desarmamento das milícias do Hezbollah, que se opõe ao diálogo direto entre Beirute e Telavive.

Na quinta-feira, no seguimento das conversações, uma fonte da presidência libanesa avançou que Israel se tinha recusado a identificar novas áreas de retirada do sul do Líbano até que seja verificado o controlo real do exército de Beirute nas zonas-piloto já existentes.

O destacamento do exército em duas zonas-piloto foi o primeiro teste do entendimento que visa proibir qualquer presença militar de grupos não governamentais no sul do Líbano e garantir a retirada efetiva das tropas de Israel das áreas sob ocupação.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento libanês.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.


Leia Também: Líbano prepara nova fase das negociações com Israel

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, reuniu-se hoje com o chefe da delegação negocial libanesa, a quem deu instruções para definir a estratégia do país tendo em vista a próxima fase das negociações com Israel, sob medição norte-americana.


Ataques russos causam cinco mortos em Zaporijia, explosões em Kyiv... Um ataque russo durante a madrugada de hoje contra Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, fez pelo menos cinco mortos e 20 feridos, disseram as autoridades, enquanto em Kyiv foram ouvidas explosões, após um alerta de mísseis.

© Getty Images    Por   LUSA  11/08/2026 

"Cinco pessoas foram mortas e outras 20 ficaram feridas: infelizmente, o número de mortos continua a subir após o ataque inimigo a Zaporijia", escreveu o chefe da administração militar regional. 

A mensagem de Ivan Fedorov, publicada na plataforma Telegram, é acompanhada de uma foto de um automóvel completamente destruído pelas chamas.

As forças russas "atacaram instalações industriais e infraestruturas", tinha indicado Fedorov, numa mensagem publicada horas antes.

Mais a norte, em Kyiv, uma série de explosões foi ouvida hoje, pouco depois da meia-noite (22:00 de segunda-feira em Lisboa), depois de as autoridades ucranianas terem alertado que vários mísseis se aproximavam.

Pelo menos uma pessoa ficou ferida, informou a administração militar da capital ucraniana, sem adiantar mais pormenores.

O presidente da câmara, Vitali Klitschko, afirmou nas redes sociais que Kyiv estava a ser visada por mísseis balísticos russos, antes de o alerta de ataque aéreo ter sido levantado.

Segundo Klitschko, os serviços de emergência foram enviados para o distrito de Shevchenko, no centro da cidade, sem adiantar mais pormenores.

As sirenes de alerta aéreo começaram a soar pouco antes de se ouvirem fortes explosões na capital.

Na região de Kharkiv (nordeste), em Zlatopil, um ataque russo danificou infraestruturas civis e feriu pelo menos uma pessoa, informou o presidente da câmara, Mykola Baksheev.

Na segunda-feira, um ataque aéreo russo causou a morte de pelo menos cinco pessoas na região de Kharkiv, anunciaram as autoridades locais.

Do outro lado do conflito, na Rússia, pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro do país, atacada por drones ucranianos, anunciaram as autoridades russas.

Também na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos. 

O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário. 

"Esta é a primeira vez que eles [forças russas] não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.

Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo. 


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ESTADOS UNIDOS: Antigo advogado de Trump toma posse como procurador-geral dos EUA... Todd Blanche, antigo advogado pessoal do Presidente Donald Trump, tomou hoje posse como novo procurador-geral norte-americano, após uma dura batalha para a confirmação do nome que gerou preocupações bipartidárias sobre o rumo do Departamento de Justiça.

© Mark Peterson/New York Magazine/Bloomberg via Getty Images   Por  LUSA  10/08/2026 

A secretária de imprensa da presidência, Karoline Leavitt, divulgou um vídeo da cerimónia de juramento de Blanche, com a presença de Donald Trump, que aplaudiu o seu protegido após este tomar posse na Sala Oval da Casa Branca.

Blanche passou por um difícil processo de confirmação no Senado, onde a sua nomeação para o cargo foi aprovada por uma curta margem de 50 votos contra 49.

A oposição democrata opôs-se unanimemente à escolha, que considera confirmar a intenção de Trump usar o Departamento de Justiça para vingança política pessoal.

Blanche foi advogado pessoal de Donald Trump em três processos criminais antes do regresso deste à Casa Branca, incluindo o caso dos pagamentos não declarados à ex-atriz de filmes para adultos Stormy Daniels, no qual o bilionário foi condenado.

De regresso à Casa Branca, Trump nomeou-o vice-procurador-geral e, em abril, após a demissão da procuradora-geral Pam Bondi, confiou-lhe a liderança interina da procuradoria.

No cargo, Blanche tomou decisões que suscitaram críticas até de dentro do Partido Republicano, incluindo a criação de um fundo "anti-instrumentalização" de 1,8 mil milhões de dólares para compensar os aliados de Trump por processos judiciais movidos durante o governo do democrata Joe Biden.

A oposição democrata acusou Trump de promover um "fundo secreto", cujo futuro permanece incerto.

Blanche criou também condições para a imunidade fiscal para o Presidente republicano e os seus associados próximos.

A fim de garantir a nomeação para o Senado, o governo anunciou o abandono do projeto do fundo de compensação e esclareceu que o acordo de imunidade fiscal assinado com Trump, os dois filhos mais velhos deste e a Trump Organization só se aplicaria retroativamente a anos fiscais passados, e não a declarações futuras.

“A Lua está a afastar-se da Terra. No futuro, já não haverá eclipses solares totais. É de aproveitar”... Portugal prepara-se para voltar a assistir a um eclipse solar total, um fenómeno raro que só voltará a ser visível no país daqui a mais de um século. Na antena da SIC Notícias, o comissário nacional do Projeto Eclipse, Pedro Mota Machado, explica por que razão este será um acontecimento histórico.

Por  SIC Notícias  10/08/2026

Mais de um século depois, Portugal vai voltar a assistir a um eclipse solar total. O Parque Natural de Montesinho, em Bragança, será o único local do país onde a observação do fenómeno atingirá os 100%.

O comissário nacional do Projeto Eclipse, Pedro Mota Machado, explica que a Lua está a afastar-se gradualmente da Terra, o que fará com que, no futuro, deixem de existir eclipses solares totais: “É de aproveitar”, sublinha.

O eclipse ocorre quando a Lua coloca-se entre a Terra e o Sol, cobrindo todo o disco solar, o que impede a passagem da luz. O último eclipse total visível em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo deverá acontecer apenas em 2144, tornando este um acontecimento único. 

Ormuz? "Está aberto agora. Marinha dos EUA é única que controla"... O presidente norte-americano, Donald Trump, reivindicou hoje controlo do estreito de Ormuz, declarando-o desminado e aberto à navegação comercial, que tem sofrido ataques do Irão.

© Anna Moneymaker/Getty Images    Por  LUSA   10/08/2026 

"Está aberto agora (...) a Marinha dos Estados Unidos é a única que controla o Estreito de Ormuz neste momento", declarou Trump numa conferência na Casa Branca. 

A República Islâmica colocou "ocasionalmente" minas marítimas no estreito, mas as forças norte-americanas retiraram-nas completamente da via marítima, adiantou. 

O Irão, que negoceia com o seu vizinho Omã um possível acordo sobre a passagem de navios comerciais no estreito, divulgou no passado sábado uma lista de exigências que os Estados Unidos devem cumprir para que o tráfego marítimo seja reaberto nesta importante via navegável para o comércio global de petróleo. 

As exigências incluem o fim do bloqueio naval e das sanções ao país, o descongelamento de fundos iranianos e indemnizações pelos danos causados pelos ataques contra o país pelos Estados Unidos e Israel, iniciados a 28 de fevereiro. 

Através da sua rede Truth Social, Trump respondeu hoje que a exigência de uma indemnização será feita também por Washington, firmemente em quaisquer negociações. 

"Da mesma forma, também exijo reparações ao Irão por todas as pessoas que mataram e feriram", declarou Trump, incluindo "as famílias daqueles que morreram no 'USS Cole'", um navio de guerra norte-americano atingido por um ataque em 2000 ao largo do Iémen. 

Os Estados Unidos e o Irão assinaram em junho um memorando de entendimento que previa um cessar-fogo imediato na guerra iniciada pela ofensiva aérea israelo-americana e a abertura de um período de dois meses de negociações para se alcançar um acordo de paz definitivo. 

As hostilidades recomeçaram entretanto e os países mediadores do Médio Oriente têm procurado devolver as partes ao diálogo, centrado no levantamento dos bloqueios do Irão ao estreito de Ormuz e dos Estados Unidos aos portos iranianos, no programa nuclear iraniano e no fim das sanções à República Islâmica, que exige igualmente reparações pela destruição causada durante os cinco meses de ataques aéreos.  

Trump foi também questionado na Casa Branca sobre a sua relação com Benjamin Netanyahu, após o primeiro-ministro israelita ter rejeitado o mais recente plano norte-americano para Gaza. 

Segundo o Presidente norte-americano, as relações com Netanyahu continuam "muito boas". 

Em abril, Trump acusou Netanyahu, em termos invulgarmente duros, de minar as negociações para um cessar-fogo com o Irão. 

No domingo, o primeiro-ministro israelita afirmou que "Israel rejeita" o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington, aceite pelo Hamas, e condicionou qualquer retirada israelita a um desarmamento real do movimento islâmico. 

"Israel rejeita o documento de 15 pontos" apresentado no final de julho pelo "Conselho de Paz" de Donald Trump, afirmou Netanyahu durante uma reunião do executivo. 

O primeiro-ministro israelita insistiu que as forças armadas israelitas "não farão qualquer retirada" do território palestiniano enquanto o Hamas não for verdadeiramente desarmado". 

As declarações surgem após o diretor-geral do Conselho de Paz para Gaza, o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ter confirmado que o Governo israelita, através do gabinete de segurança presidido por Netanyahu, tinha dado "luz verde" à entrada em Gaza da Força Internacional de Estabilização, a missão de paz organizada pelo próprio Trump.  

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia vai receber mais soldados e mísseis norte-coreanos, diz Zelensky ... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos.

© Lusa   10/08/2026 

O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário. 

"Esta é a primeira vez que eles (forças russas) não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.

Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo. 

No passado fim de semana, Zelensky afirmou que tinha sido tomada uma decisão relativamente ao destacamento em solo russo de 30.000 a 50.000 soldados norte-coreanos.  

Pyongyang tornou-se um dos parceiros militares mais próximos da Rússia desde que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, apoiou a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, culpando a "política hegemónica" dos Estados Unidos e dos países ocidentais.

Nas Cimeiras Putin-Kim de 2023 e 2024 foi elevada a cooperação bilateral a novos patamares. A viagem de uma semana de Kim à Rússia em 2023 foi o seu primeiro encontro com um líder estrangeiro desde 2019. 

Em junho de 2024, Putin deslocou-se a Pyongyang --- a sua primeira visita à Coreia do Norte em quase um quarto de século --- e assinou com Kim o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, formalizando uma aliança militar entre dois Estados nucleares. O tratado inclui disposições de assistência militar mútua, violando diretamente as sanções do Conselho de Segurança da ONU relativamente a Pyongyang. 

Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas combateram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, e mísseis e munições de artilharia fabricados por Pyongyang chegaram à frente de batalha para alimentar a máquina de guerra russa.

No início de 2026, serviços de informações sul-coreanos estimaram que cerca de 6.000 soldados norte-coreanos, mais de um terço dos destacados em território russo, tinham morrido ou ficado feridos nos combates. 

A Rússia começou a usar mísseis balísticos de curto alcance KN-23 norte-coreanos contra a Ucrânia no final de 2023, tendo desde então ajudado a melhorar a sobrevivência e precisão do sistema.

Ao abrigo do tratado de junho de 2024, mais de 30.000 trabalhadores norte-coreanos estão atualmente destacados na Rússia. 

Em contrapartida pelo apoio militar e civil prestado, um veto russo em 2024 no Conselho de Segurança - com a China a abster-se - acabou efetivamente com o principal mecanismo multilateral de aplicação das sanções à Coreia do Norte, o painel de peritos da ONU. 

Com apoio dos parceiros europeus, a Ucrânia tem conseguido atingir áreas do território russo a milhares de quilómetros da linha da frente, e a sofisticação tecnológica de Kyiv no campo dos drones aumentou de forma expressiva no último ano. 

Em junho passado, Zelensky, anunciou uma campanha de 40 dias para intensificar os ataques com drones em território russo. 


Leia Também: Trump assegura que relação com Netanyahu "é boa" apesar de divergências

O presidente dos Estados Unidos assegurou que a sua relação com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, continua "muito boa", apesar das divergências em relação a Gaza. Israel, recorde-se, recusou o plano proposto pelos EUA que já havia sido aceite pelo Hamas para o seu desarmamento.

Irão: Trump exige compensação de Teerão por décadas de ataques iranianos... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos exigem uma indemnização por décadas de ataques de Teerão no estrangeiro e contra manifestantes em solo iraniano.

© Graeme Sloan/Bloomberg via Getty Images   Por  LUSA  10/08/2026 

Donald Trump indicou, através da sua rede Truth Social, que a exigência de uma compensação será "feita firmemente" em quaisquer negociações, em resposta à autoridades iranianas, que condicionaram um acordo sobre a passagem de navios comerciais no estreito de Ormuz ao pagamento de reparações por de Washington.

"O Irão está a exigir uma indemnização pelos danos sofridos durante os cinco meses de conflito militar", escreveu o líder norte-americano, referindo que o assunto não foi discutido "em nenhuma das negociações ou reuniões".

©Fox News
Os Estados Unidos e o Irão assinaram em junho um memorando de entendimento que previa um cessar-fogo imediato na guerra iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva aérea israelo-americana, e a abertura de um período de dois meses de negociações para se alcançar um acordo de paz definitivo.

As hostilidades recomeçaram entretanto e os países mediadores do Médio Oriente têm procurado devolver as partes ao diálogo, centrado no levantamento dos bloqueios do Irão ao estreito de Ormuz e dos Estados Unidos aos portos iranianos, no programa nuclear iraniano e no fim das sanções à República Islâmica, que exige igualmente reparações pela destruição causada durante os cinco meses de ataques aéreos.

O Presidente norte-americano referiu-se à reclamação de indemnizações como uma "ideia interessante", desde que recíproca.

"Da mesma forma, também exijo reparações ao Irão por todas as pessoas que mataram e feriram", declarou, incluindo "as famílias daqueles que morreram no 'USS Cole'", um navio de guerra norte-americano atingido por um ataque em 2000 no Iémen.

Donald Trump acrescentou que também devem ser pagas reparações "às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irão matou nos últimos cinquenta anos, sem mencionar os 52 mil mortos nos últimos cinco meses".

Pouco depois, noutra publicação, o líder da Casa Branca afirmou que o Irão devia ser ainda responsabilizado "pelos danos e mortes causados ??no Líbano, na Síria, no Iémen e em Gaza", aludindo às atividades de grupos armados aliados de Teerão.

Estas exigências do dirigente norte-americano ameaçam ainda mais o sucesso de um acordo rápido sobre o estreito de Ormuz, que já parecia bastante improvável quando o Irão exige que Washington aceite todas as suas condições para levantar o bloqueio ao tráfego naquela via marítima, que assegurava a passagem de 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra.

Teerão defende que os Estados Unidos devem "finalmente pôr fim à guerra e à agressão" contra a República Islâmica e aliados, incluindo no Iémen e no Iraque, suspender o bloqueio aos portos iranianos, "compensar integralmente o Irão pelos danos causados" pelas hostilidades, suspender as sanções contra a economia iraniana, a par do descongelamento de ativos no estrangeiro.

No domingo, Donald Trump sugeriu que não precisava nem de uma grande ofensiva militar nem de um esforço diplomático especial, afirmando que bastava observar as dificuldades económicas do Irão.


Leia Também: Trump já retirou mais de 175 mil vistos a cidadãos estrangeiros

O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje ter revogado mais de 175 mil vistos a estrangeiros desde o início do segundo mandato do Presidente Donald Trump, em janeiro de 2025.

Guiné-Bissau: Ex-comandante apresenta queixa contra presidente do TMS... O ex-comandante-geral da Guarda Nacional guineense, coronel Victor Tchongo, apresentou hoje uma queixa-crime contra o presidente do Tribunal Militar Superior (TMS), general Ioba Embalo, por alegado abuso do poder e obstrução à justiça.

© Lusa   10/08/2026 

A informação está a ser transmitida nos órgãos de comunicação social guineenses, segundo a qual Victor Tchongo, atualmente detido, apresentou uma queixa-crime no Ministério Público.

O coronel acusa o general de alegados crimes de abuso de poder, prevaricação, usurpação de funções públicas e obstrução à atividade jurisdicional ao ter, supostamente segundo a acusação, ordenado que um acórdão dos juízes do TMS não fosse cumprido.

A defesa de Victor Tchongo acusa Ioba Embalo de ter emitido uma nota interna na qual instava a que um acórdão, que concederia liberdade ao coronel, não fosse notificado aos mandatários da defesa nem divulgado publicamente.

O ex-comandante da Guarda Nacional guineense cumpre pena de oito anos de prisão, decretada em junho de 2025, pelo Tribunal Militar Regional de Bissau, que o acusa de crime de sequestro.

Inicialmente, o coronel foi indiciado de crime de "comando Ilegítimo, movimento injustificado de forças, uso ilegítimo de armas de guerra, desobediência, desmando e desobediência coletiva", todas ao abrigo Código de Justiça Militar, mas durante o julgamento acabou condenado por crime de sequestro.

Victor Tchongo foi responsabilizado pelos acontecimentos de 30 de novembro e 01 de dezembro de 2023, quando soldados da Guarda Nacional retiraram à força dois membros do Governo que estavam detidos na Polícia Judiciária (PJ), acusados de alegadas práticas de corrupção.

Os dois políticos foram retirados das celas da PJ e transferidos para o quartel da Guarda Nacional em Bissau. A ação resultaria em trocas de tiros com as forças Armadas que fizeram regressar os detidos para as celas e prenderam o coronel Tchongo.

Na altura, o poder político acusou o coronel de liderar uma alegada tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a defesa de Tchongo, no âmbito dos fundamentos da queixa-crime, o general Ioba Embalo teria impedido o cumprimento do acórdão número 02/2025 que ordenava a libertação do seu constituinte.

"Uma vez concluído, assinado e depositado, o acórdão passa a constituir um ato jurisdicional autónomo do coletivo de juízes, saindo da esfera de disponibilidade administrativa do presidente do tribunal", argumenta a defesa do coronel.

A defesa de Victor Tchongo, aponta a conduta de Ioba Embalo como "uma potencial violação" da independência dos tribunais e das garantias de defesa consagradas na Constituição do país.

SIBÉRIA: Ucrânia: Putin visita Sibéria pela terceira vez em menos de três semanas... O Presidente russo está hoje de visita à República da Buriácia, a 4.500 quilómetros a leste de Moscovo, na sua terceira viagem à Sibéria em menos de três semanas, território que permanece fora do alcance dos drones ucranianos.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images   Por  LUSA  10/08/2026 

Segundo informou a agência oficial RIA Novosti, Vladimir Putin deverá assistir hoje a uma exposição organizada pela Universidade Estatal de Ulan-Udé, capital regional.

A Buriácia, região budista banhada pelo lago Baikal, é uma das zonas da Federação Russa que mais contribuiu com homens para a guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Putin já tinha visitado, no passado dia 24 de julho, a vizinha Irkutsk, onde inspecionou uma fábrica de aviões e manteve reuniões com os dirigentes locais.

Além disso, a 03 de agosto, deslocou-se ao coração da Sibéria, a região de Krasnoyarsk, a mais de 3.300 quilómetros a leste de Moscovo.

A Ucrânia tem conseguido atingir áreas do território russo a milhares de quilómetros da linha da frente, mas a sofisticação tecnológica de Kiev no campo dos drones aumentou de forma expressiva no último ano.

Em junho passado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou uma campanha de 40 dias para intensificar os ataques com drones em território russo.

Desde o ano passado que o Kremlin (presidência russa) reforçou significativamente a segurança do chefe de Estado, que reduziu as suas deslocações, uma vez que os drones ucranianos têm atingido alvos situados em toda a Rússia europeia e mesmo para além dos Montes Urais.

Putin viajou sozinho, desde o início do ano --- para além de Moscovo e São Petersburgo ---, para a capital tártara, Kazan, para participar na cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), e, recentemente, para Irkutsk e Krasnoyarsk.

Não se sabe se se encontra de férias na Sibéria, para onde costumava viajar há anos com o ex-ministro da Defesa Serguei Shoigu.

Devido ao cansaço causado pela guerra junto da população russa, ao bloqueio da Internet e à atual crise de combustível, a popularidade de Putin está a sofrer uma queda nas sondagens semelhante à que registou em 2018, após a aprovação de uma controversa reforma das pensões.

Em plena contagem decrescente para as eleições legislativas russas de 20 de setembro, Putin, que surge na propaganda do partido do Kremlin, o Rússia Unida, pela primeira vez desde 2007, lançou a campanha oficial em meados de julho sob o lema "Tudo pela Vitória".

Além de Putin ter sofrido uma queda de quase 20 pontos percentuais nas sondagens nos últimos meses, o partido Rússia Unida atravessa também um dos seus piores momentos.

Segundo fontes independentes, o partido no poder conta com menos de 30% das intenções de voto, devido à má situação económica e às consequências da guerra na Ucrânia, que nas últimas semanas procedeu a um aumento significativo de ataques com drones contra refinarias, desencadeando uma grave crise de combustível em todo o país, e contra armazéns de comércio eletrónico.

UCRÂNIA/RÚSSIA: Ucrânia inicia campanha para inutilizar Crimeia como base russa... Os recentes ataques na Crimeia são a primeira fase de uma campanha para inutilizar a península, anexada ilegalmente por Moscovo em 2014, como base das forças russas, afirmou hoje o comandante que lidera as operações de drones ucranianos.

© REUTERS/Alexey Pavlishak    Por LUSA   10/08/2026 

"A Crimeia enquadra-se nos principais pilares conceptuais no caminho para o fim da guerra", afirmou o major Robert "Magyar" Brovdi, em entrevista à agência norte-americana Associated Press (AP).

O comandante militar destacou que as suas forças poderão atingir sete vezes mais alvos militares na Crimeia se a ajuda financeira prometida pelos aliados ocidentais de Kiev chegar mais rapidamente.

Apesar desta limitação, a campanha de verão da Ucrânia na Crimeia já infligiu danos significativos, atingindo pontes ferroviárias, depósitos de petróleo e infraestruturas energéticas para interromper as linhas de abastecimento e "cegar" as defesas aéreas russas, enquanto os drones ucranianos sobrevoam a região.

No entanto, Brovdi disse que as suas forças estão equipadas com apenas 14% do que precisariam para realizar a campanha na Crimeia na sua plena capacidade.

Antigo gestor de um negócio internacional de comércio de cereais, Brovdi juntou-se à defesa territorial da Ucrânia como voluntário nos primeiros dias da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Progrediu rapidamente, comandando uma das brigadas de drones mais eficazes do país antes de ser escolhido para liderar um contingente sem precedentes antes da guerra: as Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia.

"Não é que a capacidade de produção dos fabricantes ucranianos não nos permita produzir as quantidades necessárias" de drones, observou, mas "o problema banal do financiamento" que os parceiros anunciam para a Ucrânia e que chega "mais devagar" do que os planos militares de Kiev.

As suas unidades trabalham 24 horas por dia para tentar impedir que a Crimeia funcione como uma base de operações para o exército russo, segundo Brovdi, cujo nome de guerra "Magyar" faz referência às suas raízes étnicas húngaras.

Para abrir uma "janela" que permita que os drones atinjam a Crimeia sem serem abatidos em massa, as suas forças destruíram mais de 300 dispositivos de defesa aérea nos últimos meses, entre sistemas terra-ar, estações de radar e equipamento de guerra eletrónica.

Grande parte do equipamento de defesa aérea da era soviética da Rússia funciona com a rede elétrica, o que é uma das razões pelas quais a infraestrutura energética da Crimeia se tornou num alvo recorrente.

Os militares russos ficam "cegos", restando apenas metralhadoras e espingardas, relatou.

Esta tática também afetou o acesso à energia elétrica para os civis, e Brovdi afirmou à AP já ter pedido desculpas públicas duas vezes aos ucranianos que vivem na Crimeia por estas interrupções.

Onde quer que as comunicações por satélite Starlink (serviço fornecido pela SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk) alcancem a Crimeia, as suas forças podem agora destruir até o alvo mais fortemente defendido, com uma média de apenas três drones, misturando munições com diferentes características e ogivas, dependendo do que está a ser atingido, prosseguiu.

Brovdi descreveu estes ataques como deliberadamente calibrados, munições diferenciadas para um pilar de uma ponte, para um camião-cisterna ou um comboio em movimento -- e insistiu que as suas forças evitam atingir infraestruturas civis.


Pelo contrário, "criar condições que tornem impossível para qualquer tipo de capacidade militar... permanecer no local tornará a Crimeia desinteressante como base militar", comentou.

O comandante militar referiu que a Ucrânia está também a trabalhar para desmantelar o papel da Crimeia como base naval, que seria um golpe para a presença da Rússia perto das fronteiras da NATO.

Os resultados iniciais da campanha não foram divulgados, segundo Brovdi.

Referiu porém que, cerca duas semanas após o início da ofensiva, no final de junho, os serviços de informação ucranianos indicaram que as autoridades russas ordenaram que todos os comandos militares e serviços de segurança se retirassem da península, juntamente com uma ordem secreta para remover ficheiros e obras de arte confidenciais

A AP não conseguiu verificar a informação de forma independente.


Leia Também: CREA: Exportações russas de derivados de petróleo caem 51%

As exportações russas de derivados de petróleo registaram em julho um mínimo histórico, situando-se nos 4,7 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 51%, divulgou hoje o Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo (CREA).

❗❗ TENSÃO NA ORDEM DE JORNALISTAS... A Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau mergulhou em crise institucional. Na reunião da última sexta (7/8), a direção cessante prorrogou o próprio mandato por mais um ano, destituiu a comissão eleitoral e suspendeu a Assembleia Geral.

Por  Capital News Guiné -Bissau  10/08/2026

Jurista receia golpe institucional na Ordem dos Jornalistas

A Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau mergulhou em crise institucional. Na reunião da última  sexta (8/8),a direção cessante prorrogou o próprio mandato por mais um ano, destituiu a comissão eleitoral e suspendeu a Assembleia Geral. Sem consenso sobre regras básicas, como a idade mínima para Bastonário, a organização congelou o processo democrático interno e abriu espaço para o que um jurista Fodé Mané classifica como "aproveitamento oportunista" que pode descredibilizar toda a classe.

O impasse estourou durante encontro marcado para organizar o pleito. O principal ponto de discórdia foi a idade para concorrer ao cargo máximo da Ordem. A proposta previa 35 anos como mínimo. Um grupo defendeu reduzir para 20 ou 25 anos. Outra corrente exigiu manter os 35. Sem cedência de lado nenhum, a reunião terminou em tensão.

Segundo o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Alfredo Maria Gomes, em declarações à Rádio Capital FM, a comissão eleitoral foi destituída e os poderes regressaram à direção cessante. A justificação oficial é "reparar as eleições" adiadas e cumprir duas missões urgentes. Com isso, o atual mandato foi estendido por 12 meses.

Para o jurista Fodé Mané, a solução adotada carece de base legal. 

"Analisando bem os estatutos da Ordem dos Jornalistas, esta situação concreta não tem previsão. As normas para o fim do mandato e preparação das eleições estão claras, mas uma vez não tendo sido feitas no prazo estipulado, as coisas tornam-se complicadas, porque repor a situação seria sempre atribuir competências a quem carece de legitimidade", alerta.

Mané defende que o caminho passa por consenso entre os membros, mas critica a forma como a decisão foi imposta. 

"Aqui é necessário haver algum consenso para aceitar alguma solução consensual, mas não agir como que é uma solução correta, ou seja, tem que ser assim. O meu receio é que não haja o aproveitamento oportunista da situação para descredibilizar os jornalistas", disse.

Apesar do cenário, Alfredo Maria Gomes garantiu que vai trabalhar para viabilizar a Assembleia Geral e defendeu a participação de todos no processo.

DONALD TRUMP: Condutores de carros elétricos são "doentes" e "loucos"... Donald Trump voltou a criticar os carros elétricos, chamando recentemente os seus condutores de "doentes" e "loucos". O presidente dos Estados Unidos da América referiu-se à chamada "ansiedade de autonomia".

© Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images   Por   Notícias ao Minuto  10/08/2026 

No ano passado, Donald Trump acabou com os incentivos fiscais à aquisição de carros elétricos nos Estados Unidos da América, começando a desviar a eletrificação do panorama automóvel do país.

Num recente discurso em Las Vegas, transmitido pela NBC News, o presidente norte-americano começou por falar do fim do chamado "mandato elétrico": "A esquerda radical quer banir uma coisa chamada gasolina. Temos 100 anos de gasolina e é o que as pessoas preferem. Eu terminei com o mandato elétrico. Não quero falar sobre isto porque o Elon [Musk] não ficou propriamente emocionado comigo, mas tive de o fazer. Terminei porque dizia que, num período de tempo muito curto - 2030 - todos teriam de ter um carro elétrico apesar de não haver forma de o carregar".

Importa salientar que o "mandato elétrico" a que Donald Trump se referiu trata-se do conjunto de medidas da administração de Joe Biden para fomentar a adoção de veículos eletrificados - sem, no entanto, impor qualquer obrigação de comprar este tipo de automóveis.

Seguiram-se, então, as críticas aos condutores de carros elétricos, em particular por causa da ansiedade de autonomia: "Já viram os sinais de estar a conduzir um carro elétrico? Eles são doentes, é uma doença. As pessoas estão a conduzir e percebem que a bateria está a ficar com pouca carga, e começam a pensar nisso. Tem três quartos da carga, perde um bocado. Perguntam para onde estão a ir, estão a conduzir na autoestrada e veem uma estação de carregamento com uma seta de 143 km à direita. Estas pessoas são loucas".

A ansiedade de autonomia é o fenómeno de ficar apreensivo com a possível insuficiência de carga para chegar a um determinado destino, não havendo como recarregar entretanto. Mas têm vindo a surgir mais postos de carregamento (ainda que a um ritmo não uniforme). Nos EUA, ainda não há uma disponibilidade tão generalizada fora dos centros urbanos. Ainda assim, a capacidade das próprias baterias tem aumentado, permitindo percorrer mais quilómetros.

Sobre o tema, Donald Trump referiu ainda: "Eu gosto de carros elétricos, vendemos sete por cento [de carros elétricos] apesar de todos os impostos e tudo o que cedemos. Sete por cento. Mas a questão é que temos mais petróleo e gasolina do que qualquer outro país do mundo".

Presidente da República nomeia Vice-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas

Por  Presidência da República de Cabo Verde

Sua Excelência o Presidente da República, José Maria Neves, acaba de nomear, sob proposta do Governo, o Capitão-de-Navio, Silvino Monteiro Chantre, para o cargo de Vice-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

No uso da competência conferida pela alínea g) do n.º 2, do artigo 135.º da Constituição da República, o Presidente da República decreta: “É nomeado, sob proposta do Governo, o Capitão-de-Navio, Silvino Monteiro Chantre, para exercer o cargo de Vice-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas”, lê-se no Decreto Presidencial N.º 23/2026, publicado esta manhã no Boletim Oficial.

O Decreto Presidencial, datado de 6 de agosto, entra imediatamente em vigor.

Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau, Horta Inta-A desloca-se, esta segunda-feira, à República do Chade, onde vai participar nas celebrações do Dia da Independência daquele país.

© Radio TV Bantaba

Nigéria: O presidente executivo do Serviço de Receita da Nigéria, Zacch Adedeji, defende o estilo de vida do presidente Tinubu, afirmando que o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, costuma ir a pé da sua residência até ao escritório e apenas utiliza o veículo para se deslocar para o aeroporto... Disse ainda que o presidente faz apenas uma refeição por dia e não viajou para fora da Nigéria nos últimos três meses.

Tinubu treks to office, eats once daily — The Executive Chairman of the Nigeria Revenue Service, Zacch Adedeji, has dismissed concerns over the alleged lavish lifestyles of public officials.

Adedeji said President Bola Tinubu does not live extravagantly despite his position.        ..,READ MORE

Relatório: Moçambique. Mais de 400 crianças recrutadas por grupos armados em 2024... Mais de 400 crianças foram recrutadas por grupos armados em Moçambique em 2024, num contexto de agravamento da violência em Cabo Delgado que continua a provocar deslocações e necessidades humanitárias no norte do país, segundo relatório oficial.

Por  RTP/Lusa  10 Agosto 2026  

Entre os 403 menores confirmados nessa situação contam-se 71 raparigas, enquanto outras 468 crianças foram raptadas, das quais 392 para recrutamento e utilização por grupos armados, refere o mais recente relatório Public Health Situation Analysis (PHSA), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Health Cluster, que congrega dados de fontes oficiais, a que a Lusa teve hoje acesso.

O documento acrescenta que Moçambique está entre os cinco países com o aumento mais acentuado das violações graves contra crianças, que cresceram 525% em 2024.

"As crianças em Cabo Delgado enfrentam violações graves, incluindo raptos e recrutamento por grupos armados não estatais", assinala o relatório. Segundo o mesmo documento, estes abusos "não apenas roubam às crianças a sua segurança e dignidade, como também deixam profundos traumas psicológicos".

O relatório alerta que, quase nove anos após o início da insurgência armada em Cabo Delgado - por grupos insurgentes associados ao Estado Islâmico -, as necessidades humanitárias permanecem elevadas. Atualmente, cerca de 1,1 milhão de pessoas necessitam de assistência humanitária no norte de Moçambique, incluindo 919 mil residentes nos distritos mais afetados pelo conflito naquela província, rica em gás.

A insegurança continua igualmente a provocar novas deslocações e só em junho, refere o relatório, pelo menos 12.174 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido à violência, elevando para 26.184 o número de novos deslocados desde o início deste ano. Os movimentos ocorreram sobretudo dentro dos próprios distritos ou para distritos vizinhos de Cabo Delgado.

No total, o norte de Moçambique acolhe atualmente 506.214 deslocados internos, mais 9% do que no ano anterior, refletindo o agravamento da insegurança. Mulheres e crianças representaram 79% dos deslocados registados em junho.

O relatório acrescenta que mais de 715 mil pessoas regressaram às suas zonas de origem, embora muitas continuem dependentes de ajuda humanitária devido ao acesso limitado a terras agrícolas e à interrupção de serviços básicos.

Segundo o relatório, "quase todas as famílias deslocadas fugiram múltiplas vezes", num sinal da persistência da crise humanitária e da incapacidade de muitas comunidades regressarem em segurança às suas zonas de origem.

O documento refere preocupações relacionadas com separação familiar, violência baseada no género, perda de documentação e sofrimento psicossocial: "Mulheres, crianças, idosos e outros grupos vulneráveis foram particularmente afetados pela incerteza e pela deterioração das condições de vida".

A OMS assinala que a recente escalada da violência em Cabo Delgado e Nampula é marcada por assassinatos, raptos e destruição generalizada, contribuindo para novas deslocações e para o agravamento das necessidades humanitárias.

A resposta internacional continua limitada pela falta de financiamento, com o Plano de Resposta Humanitária para 2026 a necessitar de 348 milhões de dólares (304 milhões de euros), tendo recebido apenas 116 milhões de dólares (101 milhões de euros) até meados do ano, equivalentes a 34% das necessidades identificadas.

Até ao final de maio, a comunidade humanitária tinha conseguido prestar algum tipo de assistência a cerca de 520 mil pessoas, correspondentes a 46% da população-alvo. Nos distritos considerados mais críticos de Cabo Delgado, foram apoiadas 263 mil pessoas, muito abaixo das 919 mil consideradas prioritárias.

A violência continua igualmente a afetar serviços básicos em Cabo Delgado, com 30 das 150 unidades sanitárias da província totalmente destruídas no final de 2025, enquanto vários parceiros humanitários suspenderam atividades devido à insegurança e às dificuldades de acesso.


Leia Também:  Cinco mortos em ataque aéreo russo na região de Kharkiv

Pelo menos cinco pessoas morreram num ataque aéreo russo hoje na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais.

Pelo menos 13 mortos num dos mais letais ataques de drones ucranianos em território russo... Ataque “massivo” teve como alvo instalações petrolíferaas. Do outro lado do conflito, pelo menos cinco pessoas morreram num ataque aéreo russo na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia,

Por  DN/Lusa  10 Ago 2026 

Pelo menos 13 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro da Rússia, atacada durante a noite por drones ucranianos, anunciaram esta segunda-feira (10 de agosto) as autoridades russas.

“De acordo com as informações disponíveis neste momento, 13 pessoas morreram e outras 39 ficaram feridas na sequência de um ataque com drones inimigos contra Nizhnekamsk”, indicou o governo do Tartaristão num comunicado, posterior às primeiras informações.

Segundo as autoridades, este ataque “massivo” teve como alvo “instalações industriais e civis” nesta cidade, situada a cerca de 1.600 quilómetros (km) da fronteira ucraniana, que alberga, nomeadamente, refinarias de petróleo e uma importante fábrica petroquímica.

Foi declarado um dia de luto no Tartaristão na segunda-feira, por decisão do líder local, Rustam Minnikhanov.

Num comunicado, o Ministério da Defesa russo indicou anteriormente que os sistemas de defesa aérea russos intercetaram e destruíram, durante a noite passada, 456 drones ucranianos, que tiveram como alvo cerca de 15 regiões russas e a Crimeia anexada.

Por seu lado, as autoridades da região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, relataram a morte de uma mulher num ataque com drones que teve como alvo uma casa na localidade de Novaya Tavolyanka.

Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, a diplomacia encontra-se num impasse e os dois países intensificam os seus ataques de longo alcance, causando um número crescente de vítimas civis.

Do outro lado do conflito, pelo menos cinco pessoas morreram num ataque aéreo russo na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais.

As forças russas realizaram um "bombardeamento de artilharia massivo" contra uma zona residencial de uma aldeia no distrito de Chuhuiv, informou a procuradoria-geral na rede social Telegram, divulgando imagens de casas destruídas.

Ataques ucranianos à Crimeia querem tornar península "inutilizável" para operações militares

O comandante responsável pela guerra de drones da Ucrânia afirmou que os recentes ataques na Crimeia representam a primeira fase de uma campanha destinada a tornar a península, anexada pela Rússia em 2014, inutilizável para operações militares.

O major Robert Brovdi, um dos comandantes mais proeminentes da nova geração de militares ucranianos, disse à agência Associated Press (AP) que as suas forças poderiam atingir sete vezes mais alvos militares na Crimeia se o financiamento prometido pelos aliados ocidentais chegasse mais rapidamente.

Apesar dessa limitação, a campanha de verão já provocou danos significativos, atingindo pontes ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas elétricas para cortar linhas de abastecimento e cegar as defesas aéreas russas à medida que os drones avançam.

“A Crimeia insere‑se nos pilares conceptuais essenciais para pôr fim à guerra”, declarou.

Segundo Brovdi, as suas forças dispõem apenas de 14% da capacidade necessária para executar a campanha na Crimeia em pleno.

Antigo empresário do comércio internacional de cereais, Brovdi juntou‑se voluntariamente à defesa territorial nos primeiros dias da invasão e rapidamente ascendeu ao comando de uma das brigadas de drones mais eficazes do país, antes de ser nomeado líder das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, uma estrutura sem precedentes antes da guerra.

CRIMEIA: Ataques à Crimeia destinados a tornar península "inutilizável" para operações... O comandante responsável pela guerra de drones da Ucrânia afirmou hoje que os recentes ataques na Crimeia representam a primeira fase de uma campanha destinada a tornar a península, anexada pela Rússia em 2014, inutilizável para operações militares.

© REUTERS     Por LUSA   10/08/2026 

O major Robert Brovdi, um dos comandantes mais proeminentes da nova geração de militares ucranianos, disse à agência Associated Press (AP) que as suas forças poderiam atingir sete vezes mais alvos militares na Crimeia se o financiamento prometido pelos aliados ocidentais chegasse mais rapidamente.

"A Crimeia insere-se nos pilares conceptuais essenciais para pôr fim à guerra", declarou.

Apesar dessa limitação, a campanha de verão já provocou danos significativos, atingindo pontes ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas elétricas para cortar linhas de abastecimento e cegar as defesas aéreas russas à medida que os drones avançam.

Segundo Brovdi, as suas forças dispõem apenas de 14% da capacidade necessária para executar a campanha na Crimeia em pleno.

Antigo empresário do comércio internacional de cereais, Brovdi juntou-se voluntariamente à defesa territorial nos primeiros dias da invasão e rapidamente ascendeu ao comando de uma das brigadas de drones mais eficazes do país, antes de ser nomeado líder das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, uma estrutura sem precedentes antes da guerra.

"Não se trata de falta de capacidade de produção dos fabricantes ucranianos para produzir drones em quantidade suficiente", explicou. "É o problema banal do financiamento tardio atribuido pelos nossos parceiros, mas que chega muito mais devagar do que os nossos planos exigem."

Patrono dedicado das artes, Brovdi transformou o seu posto de comando subterrâneo num espaço semelhante a um museu, com obras de artistas ucranianos, incluindo da pintora Maria Prymachenko, acompanhadas de legendas e códigos QR.

As peças convivem com dezenas de ecrãs que transmitem imagens em direto da frente de combate e dados em tempo real para decisões militares. Os soldados podem beber café, ler, treinar ou descansar em cápsulas, um ambiente mais próximo de um escritório do que de uma sala de guerra.

Brovdi destacou que, em quatro recentes ataques maciços de mísseis russos a partir da Crimeia, apenas cinco foram lançados, atribuindo a redução à destruição sistemática de mais de 300 ativos de defesa aérea russos, incluindo sistemas antiaéreos, radares e equipamentos de guerra eletrónica.

A infraestrutura elétrica da península tornou-se um alvo recorrente, deixando os militares russos "cegos", dependentes apenas de armas ligeiras, com Brovdi a dizer já ter pedido desculpa publicamente aos civis da Crimeia pelos cortes de energia.

Com recurso à ligação Starlink, as forças ucranianas conseguem destruir alvos fortemente defendidos com apenas três drones, calibrando munições diferentes consoante o objetivo - uma ponte, um camião cisterna ou um comboio em movimento - e evitando atingir infraestruturas civis.

"Criar condições que impossibilitem qualquer capacidade militar de permanecer ali tornará a Crimeia irrelevante como base de operações", afirmou, acrescentando que Kyiv procura também desmantelar o papel da península como base naval russa.

Moscovo procura contrariar a vantagem ucraniana instalando sistemas de bloqueio para degradar a ligação Starlink e desenvolvendo um sistema próprio de comunicações por satélite.

Brovdi alertou ainda para o aumento de drones iranianos Shahed a jato, mais difíceis de abater, e para a capacidade russa de lançar salvas de até 77 mísseis balísticos, com planos para elevar esse número a 200, enquanto a Ucrânia enfrenta escassez de mísseis interceptores Patriot.

Entre os novos alvos está a plataforma russa de comércio online Wildberries, que o comandante descreveu como um "administrador da guerra", por vender produtos destinados às forças armadas. Os ataques visam também fazer os cidadãos russos sentir diretamente o impacto da guerra.

Brovdi sublinhou que a perda de acesso à plataforma afeta o quotidiano de milhões de russos que se julgavam imunes às ações do seu país agressor.

"Acabou por ser um sensor sensível do conforto da vasta população russa - pessoas que se consideram completamente intocadas pelas ações do país agressor", acrescentou.


Leia Também: Governo de Taiwan planeia aumentar em 16% despesas com a Defesa em 2027

O Governo de Taiwan vai propor aumentar em 16% a despesa em Defesa para 1,1 biliões de dólares taiwaneses (29.5 mil milhões de euros) em 2027, informou este domingo a agência de notícias estatal CNA.

TUPAC SHAKUR: Suspeito da morte de Tupac vai a julgamento 30 anos depois: O que se sabe.... O julgamento de um ex-líder de um grupo criminoso acusado de ter orquestrado o homicídio de Tupac Shakur começa hoje em Las Vegas, 30 anos após a morte do famoso rapper norte-americano.

© Lusa   10/08/2026 

O julgamento provavelmente não deverá desvendar quem disparou contra o músico na noite de 07 de setembro de 1996, que visitava a cidade para assistir a um combate de boxe de Mike Tyson.

Contudo, a acusação espera demonstrar que Duane "Keffe D" Davis, o ex-líder do gangue South Side Compton Crips, encomendou o homicídio e forneceu a arma do crime. Aos 63 anos, arrisca uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O homicídio continua a ser um dos casos não desvendados mais famosos dos Estados Unidos, e objeto de debates sem fim entre os fãs de música. Morto aos 25 anos, '2Pac' era uma figura central na famosa rivalidade entre as cenas de rap da costa oeste e da costa leste dos Estados Unidos.

Com os seus êxitos "California Love" e "All Eyez on Me", interpretados sobre melodias que misturavam melodias suaves com batidas intensas, este filho de uma membro dos Panteras Negras, conhecido grupo militante afro-americano, encarnava a ideia de um rapaz rebelde da "West Coast".

O julgamento promete mergulhar de novo nas guerras de egos entre a sua editora Death Row Records, fundada por Marion "Suge" Knight, e a Bad Boy Records, criada na costa leste por Sean "P. Diddy" Combs, onde trabalhava Christopher "The Notorious B.I.G." Wallace - outro rapper notório morto seis meses após a morte de Tupac Shakur.

Segundo a acusação, a Death Row Records era protegida pelos Mob Piru, uma gangue de Los Angeles da qual Suge era membro; enquanto a Bad Boy Records tinha contratado para a sua proteção a organização rival dos South Side Compton Crips, liderada por Duane Davis.

Após o combate de Mike Tyson no casino MGM Grand, Suge e Tupac agrediram o sobrinho de Duane Davis, Orlando "Baby Lane" Anderson, por este ter arrancado um medalhão do pescoço de um dos funcionários da Death Row. O chefe da gangue terá então organizado uma vingança, segundo a acusação.

Por falta de provas, a investigação estagnou durante décadas, antes de ser reativada pela publicação, em 2019, das memórias de Duane Davis.

No livro, relata que se encontrava no banco da frente do Cadillac branco de onde foram disparadas as balas fatais contra Tupac. Explica também ter passado uma pistola para o banco traseiro, sem nunca dizer quem disparou. Todos os passageiros do veículo faleceram entretanto.

Declarações comprometedoras e coerentes com entrevistas anteriormente concedidas à imprensa, que se voltaram contra ele e levaram à sua detenção em setembro de 2023. No entanto, o ex-chefe de gangue nega agora essas confissões e declara-se não culpado.

"Sou inocente. Nunca matei ninguém", assegurou Davis em março de 2025 à emissora ABC News, numa entrevista a partir da prisão. "Não têm qualquer prova contra mim. Nem sequer conseguem provar que eu estava em Las Vegas."

O mesmo assegura agora que se encontrava em Los Angeles na noite do crime e que nunca leu as suas próprias memórias, segundo ele romantizadas pelo seu coautor por razões comerciais.

"Apenas lhe dei detalhes sobre a minha vida", afirmou. "E ele foi fazer a sua pequena investigação e escreveu o livro sozinho."

Antes do julgamento, os seus advogados lutaram para que o livro, bem como um interrogatório policial realizado em 2008 como testemunha, não pudessem ser utilizados como elementos de acusação. Em vão.

A audiência deverá durar quatro semanas, sendo a primeira inteiramente dedicada à seleção dos jurados. Qualquer que seja o veredicto, é pouco provável que satisfaça os familiares de Tupac Shakur.

Em maio, o seu meio-irmão apresentou uma ação civil na qual considera que "continuam a existir indivíduos envolvidos no homicídio de Tupac que, há 30 anos, não foram responsabilizados pelos seus crimes".

A queixa menciona, nomeadamente, a recente minissérie documental "Sean Combs: The Reckoning" onde Duane Davis assegura, num interrogatório policial, que P. Diddy lhe terá oferecido um milhão de dólares (865.360 euros) para assassinar Tupac.

domingo, 9 de agosto de 2026

Guiné-Bissau: "Prémio da Justiça" atribuído à Embaixada de Portugal... A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau atribuiu hoje à Embaixada de Portugal o "Prémio da Justiça" pelo contributo na promoção do acesso à justiça e direitos humanos naquele país, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

© Shutterstock    Por LUSA  09/08/2026 

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau atribuiu também o prémio à União Europeia, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e ao presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, indicou à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português. 

De acordo com o MNE, o "Prémio da Justiça" foi atribuído àquelas quatro entidades "em reconhecimento pelo respetivo contributo para a promoção do acesso à justiça e dos direitos humanos na Guiné-Bissau".

O galardão foi atribuído no âmbito das comemorações do 35.º aniversário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau.

Em 2024, a Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau já tinha também atribuído o "Prémio da Justiça" ao Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua pelo contributo e apoio que a cooperação portuguesa tem prestado à Guiné-Bissau nas áreas da defesa da justiça, dos direitos humanos e do Estado de direito democrático.

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância.


Leia Também: Guiné-Bissau. LGDH recebe "Prémio Justiça" pela Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) foi distinguida este sábado (08.08) pela Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau (OAGB) com o "Prémio Justiça", em reconhecimento do seu "relevante papel" na promoção e proteção dos direitos humanos no país.

Gabú: Criança de 13 anos morre após alegado ataque de abelhas em Afia Ocumaunde

Por Saliu Sera  Radio Sintchan ôcco   09.08.2026

Uma criança de aproximadamente 13 anos, identificada como Bubacar Camara, morreu neste domingo (09/08/2026) após ser alegadamente atacada por abelhas enquanto se encontrava em cima de uma árvore, nas matas da zona de Afia Ocumaunde, região de Gabú.

Segundo informações de uma fonte a que a TV Sintchan Occo teve acesso, a vítima encontrava-se nas matas na companhia de alguns colegas, à procura de foles, quando foi surpreendida por um enxame de abelhas.

A criança não terá resistido aos ataques e acabou por morrer no local.

Ainda de acordo com a mesma fonte, uma equipa dos Bombeiros da Região de Gabú deslocou-se ao local para retirar a vítima e encaminhá-la para o Hospital Regional de Gabú. No entanto, à chegada ao hospital, a criança já se encontrava sem vida.