quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Lula veta projeto de lei que reduz penas de Bolsonaro e outros condenados... O chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, vetou hoje o projeto de lei que reduz as penas do ex-Presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pela tentativa de golpe de Estado.

Por LUSA 

A assinatura do veto foi feita durante cerimónia no Palácio do Planalto, em Brasília, para recordar os três anos desde os ataques às sedes dos Três Poderes em 08 de janeiro de 2023.

No final do ano passado, o Congresso aprovou um projeto de lei que diminuiria a pena dos condenados pelos ataques aos Três Poderes e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados estava Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão e que se encontra a cumprir a pena num estabelecimento da Polícia Federal em Brasília.

No discurso, interrompido várias vezes pelos convidados aos gritos de "sem amnistia", Lula da Silva enalteceu o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento e "que não se submeteu aos caprichos de ninguém".

"Não se rendeu às pressões, não se deixou levar por revanchismos", frisou, sublinhando que o país não deve esquecer o que aconteceu há precisamente três anos.

"Em nome do futuro, não temos o direito de esquecer o passado", disse.

Jair Bolsonaro começou em 25 de novembro a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro dos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado).

O ex-Presidente nunca reconheceu a derrota eleitoral nas presidenciais de outubro de 2022, lançou suspeitas infundadas sobre o uso das urnas eletrónicas, incentivou manifestações de caráter antidemocrático junto a bases militares e, segundo a Justiça, projetou planos para permanecer no poder e até matar adversários políticos e judiciários, entre os quais o próprio Lula da Silva e o juiz Alexandre de Moares.

Os acontecimentos culminaram nos ataques em Brasília, em 08 de janeiro de 2023.

Milhares de apoiantes do ex-Presidente invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, numa tentativa de golpe de Estado para depor Lula da Silva da Presidência.

Rússia diz que forças ocidentais na Ucrânia serão "alvos legítimos"... A Rússia alertou hoje que vai considerar a presença de quaisquer forças ocidentais em território ucraniano como «alvos legítimos», após a cimeira de aliados em Paris de terça-feira onde esteve o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Por  LUSA 

Naquela reunião, os 35 países membros da "Coligação dos Dispostos", principalmente europeus, concordaram em enviar um efetivo multinacional para a Ucrânia e participar na vigilância de um futuro cessar-fogo, sob liderança norte-americana, quando for alcançado um eventual acordo de Paz com a Rússia.

Montenegro esclareceu que "está fora de hipótese que haja tropas portuguesas no território ucraniano enquanto houver guerra".

"Todas essas unidades e instalações serão consideradas alvos militares legítimos para as Forças Armadas russas. O aviso foi repetido diversas vezes ao mais alto nível e permanece válido", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Maria Zakharova, em comunicado.

A Rússia condenou também as declarações que considera "militaristas", após o acordo entre Kiev e seus aliados europeus, para o envio de tropas para a Ucrânia, considerando aquela aliança um verdadeiro 'Eixo de Guerra'".

A Rússia tem rejeitado repetidamente qualquer envio de forças ocidentais para a Ucrânia no passado, o que considera ser uma linha vermelha nas negociações de Paz e que já vem invocando como justificação para a anexação da península da Crimeia, em 2014.

As tropas comandadas pelo Kremlin, liderado por Vladimir Putin, invadiram a vizinha e ex-república soviética Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando a guerra que ainda dura.


Leia TambémRússia acusou EUA de provocarem tensões com apreensão de petroleiro

A diplomacia da Rússia acusou hoje os Estados Unidos de fomentarem tensões militares e políticas após a apreensão de um petroleiro ligado a Moscovo no Atlântico Norte.


O Governo e os parceiros Socias reuniram-se hoje, quinta-feira, (08.01), em Conselho Permanente da Concertação Social.

JULGAMENTO DE BUBO NA TCHUTO ADIADO PARA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA 16 DE JANEIRO, APÓS FALHAS DO ESTADO-MAIOR GENERAL

Por  RSM 08.01.2026

O julgamento do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, foi adiado esta quinta-feira, 08 de janeiro,  pelo Tribunal Militar Superior, após falhas atribuídas ao Estado-Maior General das Forças Armadas.

Segundo o Tribunal, o adiamento deveu-se à ausência das testemunhas, situação provocada por informações incorrectas e falhas de comunicação por parte do Estado-Maior General, que não terá cumprido correctamente o comunicado as datas processuais.

A corte suprema militar guineense informa que a próxima sessão do julgamento será retomada na sexta-feira, 16 de janeiro, com a expectativa de que todas as partes estejam presentes.

Bubo Na Tchuto está sendo acusado de envolvimento na alegada tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro de 2022, um ataque armado ao Palácio do Governo que, segundo as autoridades, resultou na morte de 11 pessoas, entre civis e militares.

Em outubro, o Tribunal Militar Superior decidiu aplicar medidas de coacção ao antigo chefe da Armada guineense, incluindo, Termo de Identidade e Residência, Obrigação de permanência no território nacional, Dever de comunicar qualquer deslocação às autoridades.

O processo Bubo Na Tchuto é considerado um dos mais delicados da justiça militar da Guiné-Bissau, sendo acompanhado com grande atenção pela opinião pública nacional.

AUTORIDADES LIBERTAM OTÁVIO LOPES E MARCIANO INDI


Por
   RSM: 08 01 2026

As autoridades nacionais libertaram, na tarde desta quinta-feira, os dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Otávio Lopes e Marciano Indi, que se encontravam detidos há mais de 40 dias nas instalações da Segunda Esquadra.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi junto de várias fontes partidárias, a libertação ocorreu por volta das 13 horas de hoje.

Após deixarem as instalações policiais, os dois dirigentes deslocaram-se à residência de Domingos Simões Pereira (DSP), líder do PAIGC, com o objetivo de manifestar solidariedade à sua família.

De acordo com as mesmas fontes, depois do encontro, Otávio Lopes e Marciano Indi foram conduzidos para as suas respetivas residências, onde permanecem em liberdade.

Ainda segundo dirigentes do PAIGC ouvidos pela Rádio Sol Mansi, existe a expectativa de que Domingos Simões Pereira possa também ser libertado nos próximos dias, embora até ao momento não haja confirmação oficial por parte das autoridades.

A soltura dos dirigentes acontece no mesmo dia em que as autoridades de transição anunciaram a vinda ao país, no próximo sábado, de dois líderes da CEDEAO, tratando-se do Presidente da República da Serra Leoa e Presidente da Autoridade de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, Julius Maada Bio, e do Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye, para encontros com o Alto Comando Militar.


COMUNICADO: Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné‑Bissau anunciou que o Presidente da República da Serra Leoa e Presidente da Autoridade de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada Bio, juntamente com o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, chegarão a Bissau no próximo sábado, 10 de janeiro.



𝗡𝗢𝗩𝗔𝗦 𝗢𝗥𝗜𝗘𝗡𝗧𝗔ÇÕ𝗘𝗦 𝗢𝗕𝗥𝗜𝗚𝗔𝗧Ó𝗥𝗜𝗔𝗦 À𝗦 𝗘𝗦𝗧𝗥𝗨𝗧𝗨𝗥𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗚𝗜𝗢𝗡𝗔𝗜𝗦 𝗘𝗠𝗜𝗧𝗜𝗗𝗔𝗦 𝗣𝗘𝗟𝗢 𝗔𝗟𝗧𝗢 𝗖𝗢𝗠𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗠𝗜𝗟𝗜𝗧𝗔𝗥

Por: Rádio Jovem

O Governo de Transição, através do Ministério da Administração Territorial e Poder Local, emitiu novas orientações com caráter obrigatório destinadas às estruturas centrais, regionais e setoriais da Administração Territorial, no âmbito de uma reunião alargada do Conselho Diretivo do referido Ministério realizada ontem quinta-feira (7/1) no salão Vítor Saúde Maria, junto ao Palácio do Governo em Bissau.

Entre as principais decisões, destaca-se o reforço da autoridade administrativa do Estado, com a reafirmação do respeito pela hierarquia e pelo papel dos administradores, secretários regionais e setoriais como representantes diretos do Estado no território. A ausência prolongada e injustificada dos responsáveis nos seus setores passa a ser considerada falta grave.

O Ministério determinou ainda a normalização imediata dos serviços onde se registam disfunções administrativas ou operacionais, exigindo informações claras e atualizadas sobre funcionamento dos serviços, gestão financeira, pessoal, infraestruturas e equipamentos.

As medidas surgem num contexto marcado por disfunções recorrentes ao nível da legalidade administrativa, gestão financeira, governação territorial e prestação de serviços essenciais às populações. O objetivo principal da reunião foi avaliar de forma objetiva a situação geral no terreno, reforçar a autoridade administrativa do Estado e clarificar procedimentos que devem ser rigorosamente cumpridos em todos os níveis da Administração.

Segundo um documento assinado pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, que à Rádio Jovem teve acesso, as orientações visam garantir o funcionamento regular dos serviços públicos, a legalidade e transparência das cobranças, a boa gestão dos recursos públicos, a correta governação territorial e a manutenção da ordem, da confiança institucional e da paz social.

No domínio da legalidade e transparência das receitas, o Governo de Transição proibiu terminantemente qualquer cobrança com recurso a senhas ou recibos falsificados, copiados ou não autorizados. Todas as receitas devem ser devidamente registadas, sendo igualmente obrigatório o envio ao Ministério do apoio institucional correspondente a 12,5% das receitas locais, dentro dos prazos estabelecidos.

Em matéria de gestão financeira e patrimonial, ficou reafirmado que setores e regiões não podem ultrapassar os plafonds de despesas fixados sem autorização superior, sendo as situações de má gestão classificadas como infração administrativa grave.

As orientações abordam também questões ligadas à terra, urbanismo e ordenamento do território, proibindo a cedência informal ou negociação ilegal de terrenos e exigindo a comunicação imediata ao Ministério de conflitos fundiários ou práticas irregulares.

No plano social e comunitário, o Ministério da Administração Territorial e Poder Local reforçou o papel da Administração Territorial na prevenção e mediação de conflitos locais, bem como a necessidade de coordenação com autoridades tradicionais, comunidades locais, sociedade civil e forças de defesa e segurança.

Na massiva, o Ministro reiterou a política de tolerância zero face a práticas ilegais, abuso de autoridade e má gestão de recursos públicos, alertando que o incumprimento das orientações poderá resultar em exoneração, suspensão, processos disciplinares e, quando aplicável, responsabilização criminal.

As novas orientações entram em vigor com efeitos imediatos, conforme documento assinado em Bissau, a 7 de janeiro de 2026, pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó.


Forças Armadas esclarecem treinos militares em Cumeré

O Estado-Maior General das Forças Armadas informou esta quinta-feira a população em geral, bem como a comunidade nacional e estrangeira, de que estavam a decorrer treinos militares com armas pesadas na Escola de Formação Militar de Cumeré.

Em comunicado, a instituição lamenta a exaltação e a inquietação geradas junto da população em consequência dessas actividades e garante que o referido exercício foi cancelado.

O Estado-Maior General apela ainda à colaboração dos órgãos de comunicação social na difusão desta mensagem de esclarecimento, com o objectivo de tranquilizar o público e evitar interpretações erróneas sobre a situação.

Mais de um milhão de casas sem energia e água após ataque na Ucrânia... Mais de um milhão de casas na Ucrânia ficaram sem aquecimento e sem água após ataques aéreos russos durante a noite e que atingiram sobretudo a região de Dnipropetrovsk, no centro do país, disse hoje o Governo de Kiev.

Por LUSA 

O vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia, Oleksiy Kuleba, afirmou que os trabalhos de reparação decorrem na região de Dnipropetrovsk para restabelecer o fornecimento de água e aquecimento a mais de um milhão de casas.

Anteriormente, a empresa ucraniana Ukrenergo responsável pelo fornecimento de energia indicava que os ataques russos contra a Ucrânia durante a última noite provocaram falhas de eletricidade nas regiões centro e leste do país.

De acordo com a Ukrenergo, o fornecimento de energia nas regiões entre Dnipropetrovsk e Zaporijia foi afetado após os ataques russos com aparelhos aéreos não tripulados (drones).

Entretanto, o governador de Dnipropetrovsk, Vladyslav Gaivanenko, afirmou através das redes sociais que a "situação é difícil".

Por outro lado, as forças de defesa aérea russas reclamaram hoje a neutralização de 86 drones ucranianos sobre diversas regiões da Rússia e dos mares Negro e de Azov entre as 20:00 de quarta-feira (17:00 de quarta-feira em Lisboa) e as primeiras horas da madrugada de hoje.

O comando militar russo afirmou também que foram abatidos sete drones ucranianos sobre a Península da Crimeia anexada e outros dois: um na região de Volgogrado e outro no Mar Negro.


Leia Também: China critica EUA por interceção de navio ligado à Rússia

Pequim denunciou hoje a apreensão por parte dos Estados Unidos de um petroleiro que navegava sob bandeira russa em águas internacionais, classificando a ação como "arbitrária" e uma violação do direito internacional.


Fósseis com 773 mil anos reforçam teoria sobre origem humana em África... Fósseis descobertos em Marrocos e datados recentemente em 773 mil anos reforçam a hipótese de uma origem africana para o Homo sapiens, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira na revista Nature.

Por LUSA 

O fóssil mais antigo de Homo sapiens, o único representante vivo do género Homo, descoberto em Jebel Irhoud (Marrocos), data de há 300 mil anos.

Mas acredita-se que os antepassados tenham divergido muito antes --- entre há 750 mil e 550 mil anos --- das linhagens euro-asiáticas que deram origem aos Neandertais e aos Denisovanos, dois dos primos dos já extintos.

Até então, os principais fósseis de hominídeos arcaicos deste período no 'Velho Mundo' ocidental tinham sido encontrados em Atapuerca, Espanha.

Datando de há aproximadamente 800.000 anos, este "Homo antecessor" combinava características que faziam lembrar o Homo erectus com outras semelhantes às do Homo sapiens e dos Neandertais/Denisovanos.

Isto levou à hipótese, bastante debatida, de que o Homo sapiens teria tido origem fora de África antes de para lá regressar.

Havia uma "lacuna no registo fóssil de África", explicou à agência France-Presse (AFP) o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, autor principal do estudo.

Este estudo preenche esta lacuna ao datar os fósseis da "Caverna dos Hominídeos", descoberta em 1969 em Casablanca, na costa atlântica de Marrocos.

O local, ocupado esporadicamente por hominídeos que deixaram para trás ferramentas de pedra típicas da indústria acheulense, serviu também de refúgio para carnívoros.

Isto é comprovado por um fémur humano com vestígios de consumo, provavelmente por uma hiena, que já tinha sido alvo de um estudo anterior.

Cerca de trinta anos de escavações conduzidas por uma equipa franco-marroquina desenterraram vértebras, dentes e fragmentos de mandíbulas humanas, cuja morfologia intrigou imediatamente os investigadores.

Em particular, uma mandíbula "muito graciosa", descoberta em 2008.

"Os hominídeos que viveram há meio milhão ou um milhão de anos não tinham, geralmente, mandíbulas pequenas. Aqui, era claramente algo invulgar. E perguntávamo-nos qual seria a sua idade", recordou Hublin.

Diversas tentativas de datação revelaram-se infrutíferas. Até 2022, altura em que foi utilizado um método baseado na inversão da polaridade magnética da Terra.

Há 773 mil anos, o campo magnético terrestre inverteu-se. Até então, o pólo norte magnético estava próximo do polo sul geográfico. Rochas de todo o mundo preservaram evidências dessa mudança.

Os fósseis na "Caverna dos Hominídeos" foram encontrados precisamente nas camadas correspondentes a esta inversão, permitindo uma datação "muito, muito precisa", salientou Hublin.

Graças a esta datação, a "ausência de antepassados plausíveis" do Homo sapiens em África foi eliminada, acrescentou.

Embora intimamente relacionados, os fósseis marroquinos e espanhóis não são totalmente semelhantes, um sinal de "populações que estão em processo de separação e diferenciação", acrescentou o paleoantropólogo.

Embora o Médio Oriente seja considerado a principal rota migratória dos hominídeos que saíram de África, a descida do nível do mar em determinados períodos pode ter criado passagens entre a Tunísia e a Sicília, e através do Estreito de Gibraltar.

Estes fósseis são "mais uma evidência que suporta a hipótese de possíveis intercâmbios" entre o Norte de África e o Sudoeste da Europa, segundo Hublin.


Leia Também: Cuidado com o seu fígado! Esta alimentação pode aumentar risco de cancro

Uma dieta rica em gordura a longo prazo pode desencadear alterações biológicas no fígado que aumentam o risco de cancro, de acordo com uma pesquisa do Massachusetts Institute of Technology (MIT).


EUA saem de organizações internacionais e afastam-se mais da cooperação... A administração Trump vai retirar os Estados Unidos de dezenas de organizações internacionais, incluindo da agência de população da ONU e do tratado da ONU para negociações internacionais sobre clima, distanciando-se cada vez mais da cooperação global.

Por LUSA 

O presidente Donald Trump assinou hoje uma ordem executiva que suspende o apoio dos EUA a 66 organizações, agências e comissões, dando instruções para que a sua administração reveja a participação e o financiamento dos EUA em todas as organizações internacionais, incluindo as ligadas às Nações Unidas, de acordo com um responsável norte-americano que falou à Associated Press (AP) sob condição de anonimato por se tratar de uma decisão presidencial que ainda não foi anunciada publicamente.

A maioria dos alvos são agências, comissões e painéis consultivos relacionados com a ONU, que se concentram em questões de clima, trabalho e outros assuntos que a administração Trump tem considerado como voltados para a diversidade e iniciativas "woke".

"A Administração Trump considerou estas instituições redundantes no seu âmbito, mal geridas, desnecessárias, desperdiçadoras, mal administradas, capturadas pelos interesses de atores que promovem as suas próprias agendas em detrimento das nossas, ou uma ameaça à soberania, liberdades e prosperidade geral da nossa nação", segundo um comunicado do Departamento de Estado citado pela AP.

A decisão de Trump de retirar os EUA de organizações que promovem a cooperação entre nações para enfrentar desafios globais surge num momento em que a sua administração lança esforços militares ou emite ameaças que inquietam tantos aliados como adversários, em que acontece a captura do líder autocrático venezuelano Nicolás Maduro e em que indica a intenção de assumir a Gronelândia.

Esta é a mais recente retirada dos EUA de agências globais.

A administração Trump já tinha suspendido o apoio a agências como a Organização Mundial da Saúde, a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a organização da ONU para a educação, ciência e cultura UNESCO, ao mesmo tem que adotou uma abordagem mais seletiva no pagamento das suas contribuições para o organismo mundial, escolhendo quais as operações e agências que acreditam estarem alinhadas com a sua agenda, em detrimento daquelas que já não servem os interesses dos Estados Unidos.

Esta postura marcou uma mudança significativa em relação a administrações anteriores --- tanto republicanas como democratas --- e forçou a ONU, já a passar por uma reflexão interna, a responder com uma série de cortes de pessoal e programas.

Muitas agências independentes não-governamentais, algumas que trabalham com as Nações Unidas, citaram numerosos encerramentos de projetos devido à decisão da administração dos EUA, no ano passado, de cortar a assistência externa através da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, ou USAID, considerada a maior agência mundial de ajuda humanitária.

Apesar da mudança drástica, os responsáveis dos EUA, incluindo o próprio Trump, dizem ter reconhecido o potencial da ONU e querem, em alternativa, concentrar o dinheiro dos contribuintes norte-americanos na expansão e influência americana em muitas das iniciativas da ONU que definem padrões, onde há competição com a China, como a União Internacional de Telecomunicações, a Organização Marítima Internacional e a Organização Internacional do Trabalho.

A retirada da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, ou UNFCCC, é o mais recente esforço de Trump e dos seus aliados para distanciar os EUA de organizações internacionais focadas no clima e no combate às alterações climáticas. A UNFCCC, um acordo de 1992 entre 198 países para apoiar financeiramente atividades de mudança climática em países em desenvolvimento, é o tratado subjacente ao histórico Acordo de Paris sobre o clima.

Trump, que chama às alterações climáticas uma farsa, retirou-se desse acordo pouco depois de recuperar a Casa Branca.

Outras organizações e agências das quais os EUA vão sair incluem o Carbon Free Energy Compact, a Universidade das Nações Unidas, o Comité Consultivo Internacional do Algodão, a Organização Internacional das Madeiras Tropicais, a Parceria para a Cooperação do Atlântico, o Instituto Pan-Americano de Geografia e História, a Federação Internacional de Conselhos de Artes e Agências Culturais e o Grupo de Estudo Internacional do Chumbo e do Zinco.

O Departamento de Estado afirmou que estão a decorrer revisões adicionais.

Três hábitos que pessoas (mais) inteligentes têm! Psicóloga explica... Já se questionou do que faz uma pessoa inteligente? Que hábitos precisa de adotar, afinal para ficar no nível desses crânios? Uma psicóloga esclarece e dá algumas sugestões para manter a clareza mental.

Por Noticiasaominuto.com 

Incontestavelmente, todos temos hábitos e formas de pensar diferentes. Como tal, os resultados desses comportamentos também serão igualmente diferentes. Mas afinal o que fazem as pessoas mais inteligentes?

O  psicólogo Robert Kraft revela ao Your Tango os segredos dessas pessoas. Veja o que pode melhorar e o que está a falhar na sua rotina.

Falar sozinho

De acordo com este especialista, a primeira coisa que pessoas com mentes brilhantes geralmente fazem em casa e que tende a "confundir mentes comuns é falar em voz alta com elas próprias". 

Apesar de parecer estranho, acredite se quiser falar consigo mesmo até "pode ser saudável", garante o psicólogo.

Robert Kraft acrescenta que "falar em voz alta motiva as pessoas e melhora o desempenho das mesmas para as atividades seguintes", uma vez que esta prática facilita o "processamento de problemas complexos".

Agendar tempo para absolutamente nada

Pessoas inteligentes fazem exatamente isso: Reservam um tempo na agenda para "não fazerem rigorosamente nada"! 

Seja para fazer uma power nap ou para se limitarem apenas a existir, o psicólogo especialista garante que esta é uma prática de pessoas inteligentes. Nesses momentos, essas pessoas "cuidam de si mesmas e da sua saúde mental", aprendem a estar sozinhas e a trabalhar nas suas inquietações.

Além de tornarem a agenda mais organizada, conseguem assegurar o tempo livre que merecem.

Silenciam notificações

O cansaço digital é real e cada vez mais comum, sobretudo entre os jovens por dedicarem tanto tempo às redes sociais. Seja no trabalho ou em casa, ter várias notificações a tocar ao mesmo tempo, de forma aleatória e inesperada pode causar ansiedade, garante este especialista.

Ao contrário de algumas pessoas, as "mentes brilhantes entenderam o impacto real de manter as notificações ativas 24 horas por dia, 7 dias por semana". À mesma fonte, o psicólogo Mark Travers refere que "fluxos avassaladores e frequentemente incessantes de alertas podem causar distrações, aumentar os níveis de ansiedade e contribuir para a fadiga digital."


Pode tentar forçar manter os olhos abertos quando espirra, mas é quase impossível fazê-lo. Trata-se de um reflexo do corpo. Se o fizer, será que existem alguns riscos? A Internet revela alguns riscos, mas a verdade é que se tratam de mitos. Saiba tudo.


Governo venezuelano diz que ataque dos EUA causou pelo menos 100 mortos... Pelo menos 100 pessoas morreram na sequência do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que levou à captura do Presidente do país, Nicolás Maduro, anunciou o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello.

Por LUSA 

"Até agora, até agora, e repito, até agora, há 100 mortos, 100, e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível", afirmou Cabello na quarta-feira, durante um programa semanal na televisão pública.

"Cilia [Flores, mulher de Maduro] foi ferida na cabeça e golpeada no corpo. O 'irmão' Nicolás foi ferido numa perna. Felizmente, eles estão a recuperar dos ferimentos', acrescentou Cabello.

As forças armadas venezuelanas divulgaram na quarta-feira vários vídeos do funeral dos militares mortos, mostrando dezenas de familiares em lágrimas, caixões cobertos com bandeiras venezuelanas e discursos a elogiar "a coragem, a bravura, a honra e a lealdade" dos militares mortos.

Embora não houvesse um balanço oficial, a agência France-Presse (AFP) noticiou a morte de pelo menos um civil, um miliciano, 23 militares venezuelanos e 32 cubanos.

No domingo, Havana já tinha indicado que 32 militares cubanos, destacados na Venezuela, morreram em "ações de combate" durante o ataque norte-americano.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, explicou nas redes sociais que os militares "cumpriam missões" em Caracas a "pedido de órgãos homólogos desse país", sem mais detalhes.

Fontes venezuelanas, citadas pelo The New York Times, tinham revelado, por sua vez, que morreram 80 pessoas na operação na Venezuela.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para deter o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.


Leia Também: Venezuela admite "mancha" nas relações com os EUA após captura de Maduro

A presidente interina da Venezuela reconheceu uma deterioração sem precedentes nas relações com os Estados Unidos após a captura de Nicolás Maduro. Confirmou, no entanto, negociações comerciais para venda de petróleo aos EUA.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moscovo denuncia uso da força dos EUA contra navio com bandeira russa... Moscovo denunciou hoje o uso da força por Washington contra um navio com bandeira russa no Atlântico Norte, após o anúncio norte-americano da apreensão de um petroleiro no âmbito do bloqueio dos Estados Unidos contra petroleiros ligados à Venezuela.

Por LUSA 

"Segundo as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, em alto mar aplica-se o regime de liberdade de navegação, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados na jurisdição de outros Estados", declarou o Ministério dos Transportes russo.

O ministério especificou que o "Marinera" tinha obtido, em 24 de dezembro, uma "autorização provisória" para navegar sob pavilhão russo e que, quando as forças navais norte-americanas subiram a bordo, "a comunicação com o navio foi perdida".

As Forças Armadas dos Estados Unidos estão a realizar uma operação no Atlântico Norte para tomar o controlo de um petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela, informaram hoje 'media' norte-americanos e confirmou uma fonte militar.

O navio - anteriormente conhecido como "Bella 1" e agora registado como "Marinera" sob a bandeira russa - tem sido perseguido pela Guarda Costeira dos EUA e outras unidades militares desde o final de dezembro, após ter tentado furar o bloqueio marítimo imposto por Washington a petroleiros sancionados, segundo várias fontes noticiosas.

Também uma fonte militar norte-americana confirmou à agência noticiosa Associated Press que as Forças Armadas dos EUA abordaram um petroleiro sancionado e ligado à Venezuela.

A operação ocorre poucas horas após surgirem notícias de a Marinha russa ter enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar a embarcação, potencialmente para levá-la a um porto russo, segundo relatórios citados pelo jornal Wall Street Journal e pela cadeia televisiva CNN.

A perseguição do "Marinera" começou em dezembro, quando a Guarda Costeira tentou abordar o navio no Mar das Caraíbas enquanto este se dirigia para a Venezuela sem carga.

Meios de comunicação russos publicaram imagens que alegadamente mostram um helicóptero militar sobrevoando o navio em mar aberto, enquanto a perseguição prossegue.

O "Marinera", que antes transportava petróleo e foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por alegadas ligações a cargas ilícitas e à chamada "frota fantasma", foi localizado na zona económica exclusiva da Islândia depois de navegar pelo Atlântico Norte.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.

EUA intercetam petroleiro venezuelano que era escoltado pela Rússia... A Federação Russa tinha enviado um submarino e outros meios para fazerem a escolta do petroleiro que foi agora apreendido pelos EUA.

Por LUSA 

Os Estados Unidos intercetaram o petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela, após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico, avança a Reuters.

A apreensão, que pode aumentar as tensões com a Rússia, acontece depois de o petroleiro, originalmente conhecido como Bella-1, ter passado o "bloqueio" marítimo dos EUA a petroleiros sancionados e ter rejeitado as tentativas da Guarda Costeira dos EUA de abordá-lo.

A operação foi levada a cabo pela Guarda Costeira norte-americana. 

Na rede social X, esta força escreve que intercetou o navio por este ter "violado as sanções dos EUA".

A Guarda Costeira diz que procedeu à intercepção sem sinais de "resitencia ou hostilidades por parte da tripulação", reporta o The New York Times.

Esta terá sido a primeira vez, em muitos anos, que o exército norte-americano interceptou um navio com bandeira russa. 

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro

A operação ocorre poucas horas depois de notícias de a Marinha russa ter enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar a embarcação, potencialmente para levá-la a um porto russo, segundo relatórios citados pelo jornal Wall Street Journal e pela cadeia televisiva CNN.

A perseguição do Marinera começou em dezembro, quando a Guarda Costeira tentou abordar o navio no Mar das Caraíbas enquanto este se dirigia para a Venezuela sem carga.

Meios de comunicação russos publicaram imagens que alegadamente mostram um helicóptero militar sobrevoando o navio em mar aberto, enquanto a perseguição prossegue.

O "Marinera", que antes transportava petróleo e foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por alegadas ligações a cargas ilícitas e à chamada "frota fantasma", foi localizado na zona económica exclusiva da Islândia depois de navegar pelo Atlântico Norte.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.


Leia Também: EUA vão controlar venda de petróleo venezuelano "indefinidamente"

O secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, garantiu que serão os EUA a controlar a venda de petróleo venezuelano num evento da Goldman Sachs, em Miami.


Angola e Cabo Verde entram na lista de caução nos vistos para os EUA... Os cidadãos que viajem com passaporte de Cabo Verde ou Angola para os EUA, em negócios ou turismo (vistos B1/B2), terão de prestar uma caução até 15.000 dólares (12.800 euros) a partir de 21 de janeiro, anunciou a administração norte-americana.

Por  LUSA  07/01/2026

Os dois países passam a integrar uma lista, atualizada na terça-feira nas páginas oficiais (travel.state.gov), que integra agora 38 estados e que já incluía a Guiné-Bissau desde 01 de janeiro e São Tomé e Príncipe desde 23 de outubro de 2025.

No caso de Cabo Verde, os EUA são um dos principais países da diáspora e o arquipélago vai jogar, este ano, o seu primeiro Mundial de futebol em solo norte-americano.

"Cabo Verde vai integrar o Programa de Caução para Concessão de Vistos dos EUA. Qualquer cidadão ou nacional que viaje com passaporte cabo-verdiano --- independentemente do local onde apresente o pedido --- que seja considerado elegível para um visto de negócios/turismo (B1/B2) dos EUA terá de prestar uma caução até 15.000 dólares", lê-se no aviso publicado no Facebook pela embaixada norte-americana na Praia.

O montante será determinado "por um funcionário consular durante a entrevista de visto" e "a caução será reembolsada se o titular cumprir todas as condições do visto e sair dos Estados Unidos antes do termo do período de permanência autorizado", detalhou.

Os vistos B1/B2 válidos já emitidos mantêm-se válidos, acrescentou a embaixada.

O peso da ligação cabo-verdiana aos EUA reflete-se no valor das remessas de emigrantes em divisas para o arquipélago.

As remessas são um pilar da economia e atingiram um recorde de 30,6 mil milhões de escudos (278 milhões de euros), em 2024, cerca de um terço das quais com origem nos Estados Unidos.

O pedido de caução é a mais recente medida da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para apertar os requisitos de entrada nos EUA, que incluem a obrigatoriedade de cidadãos de todos os países sujeitos a visto comparecerem a entrevistas presenciais.

As autoridades norte-americanas defendem a exigência das cauções - que podem variar entre 5.000 e 15.000 dólares (cerca de 4.200 euros a 12.800 euros) - sustentando que são eficazes para garantir que cidadãos dos países visados não permaneçam nos EUA para além do prazo do visto.

O pagamento da caução não garante a concessão do visto, mas o montante será reembolsado caso o visto seja recusado ou quando o titular do visto demonstre que cumpriu os respetivos termos.

Trump já tinha ordenado ainda a proibição total de entrada nos EUA para cidadãos do Afeganistão, Burkina Faso, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Iémen, Irão, Laos, Líbia, Mali, Myanmar, Níger, República Popular do Congo, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul.


Leia Também: Chipre demonstrou solidariedade a Kyiv prometendo apoio da União Europeia

O chefe de Estado cipriota, Nikos Christodoulides, manifestou hoje apoio a Kyiv comparando a invasão russa da Ucrânia à ocupação turca da parte norte da ilha mediterrânica, que se prolonga desde 1974.


Rússia ofereceu-se para trocar Venezuela pela Ucrânia em 2019. "Um acordo muito estranho", disseram então os EUA... Testemunho foi dado por uma antiga conselheira de Trump no Congresso muito antes da invasão russa

Por CNN Portugal

Donald Trump estava no seu primeiro mandato enquanto presidente dos Estados Unidos da América. Na altura, responsáveis russos sinalizaram estar dispostos a permitir que Washington levasse a cabo, livremente, os seus interesses na Venezuela. Com uma condição: os EUA teriam de permitir que Moscovo fizesse o mesmo na Ucrânia.

A história foi contada por Fiona Hill, antiga conselheira de Trump, numa audiência no Congresso em 2019 e agora recuperada, após o ataque do presidente norte-americano à Venezuela, a 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro, um dos aliados de Vladimir Putin.

Como destacam o Kyiv Independent ou o The New York Times, o Kremlin considerou, em abril de 2019, a possibilidade de abdicar da sua influência na Venezuela em troca de um controlo sem restrições na Ucrânia, segundo Hill.

As autoridades russas estavam, segundo disse a antiga conselheira de Trump aos congressistas, “a sinalizar fortemente que queriam, de alguma forma, fazer um acordo de troca muito estranho entre a Venezuela e a Ucrânia”.

Embora as propostas de Moscovo fossem “informais”, a mensagem era clara: “Vocês têm a Doutrina Monroe. Querem que saiamos do vosso quintal. Bom, nós também temos a nossa versão. Vocês estão no nosso quintal, na Ucrânia.”

Hill contou que foi enviada à Rússia para rejeitar a proposta. Contudo, sete anos depois, Trump invoca a Doutrina Monroe para justificar o ataque à Venezuela e o controlo da indústria petrolífera daquele país.

Trump já veio anunciar que a Venezuela irá entregar até 50 milhões de barris de petróleo sancionado aos EUA, que será vendido “ao preço de mercado”.

O presidente dos Estados Unidos também exigiu que a Venezuela corte laços económicos com a Rússia, a China, o Irão e Cuba, para que seja autorizada a explorar mais petróleo.

Vladimir Putin ainda não comentou o ataque dos EUA à Venezuela. Ainda assim, o ministério dos Negócios Estrangeiros russo emitiu uma declaração às Nações Unidas a condenar a agressão americana.

Há analistas que consideram que Putin poderá estar disposto a trocar a sua influência na América Latina pela possibilidade de expandir as suas ambições na Europa.

Polícia impede manifestação e confronta colegas de jovem morto após alegada agressão policial

Colegas e amigos de Luís Joven, ajudante de toka-toka, tentaram realizar na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro, uma manifestação para exigir justiça pela morte do jovem, que, segundo relatos, terá sido espancado por agentes da polícia e não resistiu aos ferimentos.

A concentração, que decorria na estrada de Bôr, no bairro de Matandim, foi rapidamente travada por agentes da Polícia de Ordem Pública. A intervenção resultou em confrontos, e testemunhas afirmam que vários manifestantes foram agredidos e alguns chegaram a ser atropelados durante a operação policial.

Anísio Chache Lopes, colega da vítima e participante do protesto, disse que o objetivo da manifestação era apenas obter esclarecimentos das autoridades sobre as circunstâncias da morte de Luís Joven e exigir responsabilização.

Até ao momento, não houve pronunciamento oficial da Polícia sobre o episódio.

Betegb

Guerra contra a Ucrânia é uma "missão sagrada", considera Putin... O presidente da Rússia considerou a guerra contra a Ucrânia como uma "missão sagrada" durante uma missa de Natal. O discurso acontece numa altura em que o conflito está prestes a completar quatro anos, com o Kremlin a considerar a ofensiva uma missão nacional.

Por LUSA 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou que a guerra contra a Ucrânia era uma "missão sagrada" na defesa da pátria. Durante uma missa de Natal (que na Rússia se celebra a 7 de janeiro) numa igreja ortodoxa, o chefe de Estado russo aproveitou para fazer um pequeno discurso à nação onde se focou, em especial, nos temas da união, caridade e apoio às forças armadas de Moscovo.

Putin falava entre um grupo de soldados e militares fardados, que marcavam presença no evento religioso com as suas esposas e filhos. O chefe de Estado, entre eles, destoava: usava um casaco de fato escuro, mas sem gravata (uma peça que raramente falta no vestuário do presidente russo).

"Muitas vezes chamamos a Cristo 'O Salvador', porque ele desceu à terra para salvar o seu povo", começou por dizer Putin no seu discurso. "Os guerreiros russos, como se comandados pelo Senhor, cumprem sempre esta missão de defender a sua terra natal e os seus cidadãos, de salvar a pátria e o seu povo", acrescentou.

"Desde sempre que, na Rússia, é assim que as pessoas têm olhado para os seus guerreiros - como aqueles que, comandados pelo Senhor, levam a cabo esta missão sagrada", concluiu o presidente russo.

O discurso de Putin, note-se, aconteceu numa altura em que a guerra contra Kyiv está prestes a completar quatro anos, com o Kremlin a considerar a ofensiva uma missão nacional, apoiando-se no patriotismo e na religião para legitimar o conflito.

Na mesa das negociações, os Estados Unidos e a Ucrânia mantém-se otimistas, com o plano de paz a estar já "90% pronto", segundo Volodymyr Zelensky.

"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou o presidente ucraniano a semana passada numa mensagem vídeo publicada na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".

O presidente ucraniano afirmou ainda que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.

O maior ponto de discórdia, contudo, continua a ser as questões territoriais, nomeadamente no que toca ao Donbass, com a Rússia a querer anexar a região industrial e a Ucrânia a recusar.


Leia Também: China apela ao respeito pela Carta da ONU após ameaças sobre Gronelândia

Pequim defendeu hoje que as relações entre países devem respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, após declarações dos Estados Unidos sobre uma possível ação militar para assumir o controlo da Gronelândia.


Estudo revela: Afinal, comer ovos pode ajudar a reduzir o colesterol... Ao contrário de uma crença comum, o consumo de ovos pode não estar associado ao aumento do colesterol. A conclusão é de um estudo publicado no ScienceDirect. Conheça os resultados.

Por LUSA 

Consumir ovos pode aumentar o colesterol? Esta era uma crença comum, mas a verdade é que podem até fazer o contrário. A conclusão é de um estudo publicado no ScienceDirect. Aponta alguns benefícios de consumir este alimento que muitos poderiam não esperar que fosse possível.

“Os ovos podem não contribuir para níveis elevados de colesterol LDL [mau] como se pensava anteriormente”, revelam os autores do estudo. Um dos principais problemas pode estar na gordura saturada que é consumida e não na quantidade de ovos que consome.

O estudo juntou 48 pessoas que passaram por dietas distintas ao longo de cinco semanas. Um dos grupos consumiu dois ovos e juntou alimentos baixos em gordura saturada. Por outro lado, outras pessoas não consumiram ovos e tinham vários alimentos ricos em gordura disponíveis. Por fim, o terceiro grupo consumiu um ovo por dia e tinha alimentos ricos em gordura saturada.

Concluíram que em todas as dietas, o aumento do colesterol mau estava associado ao consumo de gordura saturada e não devido aos ovos. “Os participantes que consumiram dois ovos por dia apresentaram, na verdade, uma redução nos níveis de LDL, desde que a restante da dieta fosse pobre em gordura saturada.”

"As doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte. Embora o colesterol alimentar proveniente dos ovos tenha sido foco das diretrizes dietéticas, evidências recentes sugerem que a gordura saturada tem um impacto maior sobre o colesterol LDL”, continuam os responsáveis pela investigação.

Assim, apostam que o consumo de ovos pode fazer parte de uma dieta equilibrada. “Vários estudos observacionais e ensaios clínicos relataram que o consumo de ovos não afeta negativamente os lipídios sanguíneos nem aumenta o risco de doenças cardiovasculares.”

Colesterol: Conheça os dois tipos

Existem dois tipos de colesterol:  o HDL (o 'bom') e o LDL (o 'mau'). O 'bom' colesterol é responsável pela eliminação de colesterol em excesso do sangue e do que se encontra depositado nas artérias, transportando de volta para o fígado, onde é eliminado. Já o 'mau' colesterol transporta o colesterol do fígado para os tecidos onde este poderá ser utilizado. Quando está em excesso, é responsável pelos depósitos de gordura nas paredes das artérias e um dos fatores de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares.

Quatro alimentos que ajudam a reduzir os níveis de colesterol mau

Especialistas, citados no mesmo website, mencionaram alguns dos alimentos em que deve começar a apostar. Tome nota!

Aveia. É um alimento rico em fibras solúveis. "Pense na fibra solúvel como uma esponja que absorve o colesterol no seu trato digestivo, impedindo-o de entrar na sua corrente sanguínea", explica Elizabeth Katzman, uma profissional de nutrição funcional; 

Feijão e outras leguminosas. Normalmente são ótimas fontes de fibras solúveis. Também "são ricos em proteínas (ajudam a manter-se saciado) e pobres em gorduras saturadas", acrescenta Dalia Beydoun, uma dietista; 

Maçãs. Contêm pectina, "um tipo de fibra solúvel que reduz o colesterol ao formar um gel nos intestinos, o que reduz a absorção do colesterol e ajuda a eliminá-lo do corpo", explica Michelle Routhenstein, outra dietista; 

Frutos secos. "Têm gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas saudáveis para o coração", ambas ajudam a baixar o colesterol LDL, explica Habashy. "Também contêm alguns compostos que bloqueiam a absorção do colesterol no intestino".

Leia Também: O tempo frio pode deixar os rins em risco? Especialista esclarece tudo

O coração pode sair afetado com temperaturas negativas e durante o inverno. Contudo, os rins também podem sair afetados e poderá ser importante adoptar algumas medidas para evitar problemas mais graves. Saiba o que uma especialista tem de dizer.


Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA... A Federação Russa enviou um submarino e outros meios para fazerem a escolta a um petroleiro que os Estados Unidos da América (EUA) tentaram apreender junto à Venezuela, noticiou hoje o jornal norte-americano Wall Street Journal.

Por LUSA 

Segundo fonte oficial dos EUA, o navio em causa é o "Bella 1", que tem estado há duas semanas a tentar furar o bloqueio naval das forças comandadas por Washington, no mar do Caribe.

O referido petroleiro, sem carga nos seus tanques, não conseguiu atracar na Venezuela para ser carregado e foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, que alegam tratar-se de um dos navios da chamada "frota fantasma" com o objetivo de distribuir petróleo russo por vários países, numa espécie de 'mercado negro'.

A tripulação do "Bella 1" repeliu uma tentativa de abordagem das forças norte-americanas, em dezembro, e navegou para o oceano Atlântico. Entretanto, foi pintada uma bandeira russa no costado (parte lateral do casco) do navio, rebatizado "Marinera".

O Wall Street Journal consultou especialistas que relataram que a Rússia está a permitir o registo de navios sem inspeção ou outras formalidades para assim poderem transportar o seu petróleo, considerado ilícito, e obter benefícios económicos.

Moscovo já pediu a Washington o fim da perseguição àquele navio, segundo três outras fontes norte-americanas citadas, e o ministério dos Negócios Estrangeiros do regime liderado por Vladimir Putin declarou estar a acompanhara a situação com preocupação.