Por LUSA
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou que a guerra contra a Ucrânia era uma "missão sagrada" na defesa da pátria. Durante uma missa de Natal (que na Rússia se celebra a 7 de janeiro) numa igreja ortodoxa, o chefe de Estado russo aproveitou para fazer um pequeno discurso à nação onde se focou, em especial, nos temas da união, caridade e apoio às forças armadas de Moscovo.
Putin falava entre um grupo de soldados e militares fardados, que marcavam presença no evento religioso com as suas esposas e filhos. O chefe de Estado, entre eles, destoava: usava um casaco de fato escuro, mas sem gravata (uma peça que raramente falta no vestuário do presidente russo).
"Muitas vezes chamamos a Cristo 'O Salvador', porque ele desceu à terra para salvar o seu povo", começou por dizer Putin no seu discurso. "Os guerreiros russos, como se comandados pelo Senhor, cumprem sempre esta missão de defender a sua terra natal e os seus cidadãos, de salvar a pátria e o seu povo", acrescentou.
"Desde sempre que, na Rússia, é assim que as pessoas têm olhado para os seus guerreiros - como aqueles que, comandados pelo Senhor, levam a cabo esta missão sagrada", concluiu o presidente russo.
O discurso de Putin, note-se, aconteceu numa altura em que a guerra contra Kyiv está prestes a completar quatro anos, com o Kremlin a considerar a ofensiva uma missão nacional, apoiando-se no patriotismo e na religião para legitimar o conflito.
Na mesa das negociações, os Estados Unidos e a Ucrânia mantém-se otimistas, com o plano de paz a estar já "90% pronto", segundo Volodymyr Zelensky.
"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou o presidente ucraniano a semana passada numa mensagem vídeo publicada na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".
O presidente ucraniano afirmou ainda que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.
O maior ponto de discórdia, contudo, continua a ser as questões territoriais, nomeadamente no que toca ao Donbass, com a Rússia a querer anexar a região industrial e a Ucrânia a recusar.
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