O julgamento do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, foi adiado esta quinta-feira, 08 de janeiro, pelo Tribunal Militar Superior, após falhas atribuídas ao Estado-Maior General das Forças Armadas.
Segundo o Tribunal, o adiamento deveu-se à ausência das testemunhas, situação provocada por informações incorrectas e falhas de comunicação por parte do Estado-Maior General, que não terá cumprido correctamente o comunicado as datas processuais.
A corte suprema militar guineense informa que a próxima sessão do julgamento será retomada na sexta-feira, 16 de janeiro, com a expectativa de que todas as partes estejam presentes.
Bubo Na Tchuto está sendo acusado de envolvimento na alegada tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro de 2022, um ataque armado ao Palácio do Governo que, segundo as autoridades, resultou na morte de 11 pessoas, entre civis e militares.
Em outubro, o Tribunal Militar Superior decidiu aplicar medidas de coacção ao antigo chefe da Armada guineense, incluindo, Termo de Identidade e Residência, Obrigação de permanência no território nacional, Dever de comunicar qualquer deslocação às autoridades.
O processo Bubo Na Tchuto é considerado um dos mais delicados da justiça militar da Guiné-Bissau, sendo acompanhado com grande atenção pela opinião pública nacional.

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