Por LUSA
Os Estados Unidos intercetaram o petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela, após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico, avança a Reuters.
A apreensão, que pode aumentar as tensões com a Rússia, acontece depois de o petroleiro, originalmente conhecido como Bella-1, ter passado o "bloqueio" marítimo dos EUA a petroleiros sancionados e ter rejeitado as tentativas da Guarda Costeira dos EUA de abordá-lo.
A operação foi levada a cabo pela Guarda Costeira norte-americana.
Na rede social X, esta força escreve que intercetou o navio por este ter "violado as sanções dos EUA".
A Guarda Costeira diz que procedeu à intercepção sem sinais de "resitencia ou hostilidades por parte da tripulação", reporta o The New York Times.
Esta terá sido a primeira vez, em muitos anos, que o exército norte-americano interceptou um navio com bandeira russa.
Rússia envia submarino para escoltar petroleiro
A operação ocorre poucas horas depois de notícias de a Marinha russa ter enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar a embarcação, potencialmente para levá-la a um porto russo, segundo relatórios citados pelo jornal Wall Street Journal e pela cadeia televisiva CNN.
A perseguição do Marinera começou em dezembro, quando a Guarda Costeira tentou abordar o navio no Mar das Caraíbas enquanto este se dirigia para a Venezuela sem carga.
Meios de comunicação russos publicaram imagens que alegadamente mostram um helicóptero militar sobrevoando o navio em mar aberto, enquanto a perseguição prossegue.
O "Marinera", que antes transportava petróleo e foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por alegadas ligações a cargas ilícitas e à chamada "frota fantasma", foi localizado na zona económica exclusiva da Islândia depois de navegar pelo Atlântico Norte.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.
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O secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, garantiu que serão os EUA a controlar a venda de petróleo venezuelano num evento da Goldman Sachs, em Miami.
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