© Lusa 05/07/2026
"Entre as aldeias cristãs no Líbano, algumas pediram para serem anexadas por Israel, porque as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que as querem aniquilar. E faremos o mesmo com os cristãos de todo o lado", afirmou Netanyahu, cujo país ocupa parte do sul do Líbano, perto da fronteira, numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram o controlo de uma zona tampão de segurança no sul do território libanês, na sequência da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão, que acabou por se alargar à região.
Esta ação militar gerou mais de um milhão de deslocados e causou milhares de vítimas desde que o conflito escalou em março.
A atual escalada aconteceu na sequência da morte do líder iraniano Ali Khamenei durante o primeiro ataque israelo-norte-americano, a 28 de fevereiro.
O Hezbollah, próximo do Irão, retaliou iniciando uma vaga de disparos de mísseis contra Israel, o que levou o exército israelita a lançar uma vasta ofensiva aérea e terrestre contra posições e infraestruturas do grupo no sul do país e nos arredores de Beirute.
Apesar de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado no início de junho, os ataques israelitas não pararam no Líbano, com Telavive a alegar que o Hezbollah não cumpre a trégua e continua a operar em zonas proibidas.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou recentemente que as tropas permanecerão nas zonas de segurança por tempo indeterminado e continuarão a responder a qualquer ameaça que ponha em causa a segurança do norte de Israel.

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