© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images Por LUSA 12/06/2026
Grupos 'jihadistas' e bandos armados especializados em sequestros para obtenção de resgate aterrorizam as comunidades do norte e do centro da Nigéria, onde realizam ataques mortíferos e impõem taxas aos agricultores que desejam aceder às suas terras.
Os criminosos, que circulavam de moto e se faziam passar por visitantes, abriram fogo contra agricultores que trabalhavam nos seus campos na aldeia isolada de Goron Namaye, no distrito de Maradun, segundo as mesmas fontes.
Além dos 17 mortos, outras cinco ficaram feridas.
"Recebi esta manhã um relatório que indicava 17 mortos na comunidade de Goron Namaye", contou Sanusi Dosara, administrador político do distrito de Maradun.
Já Abubakar Jarra, um líder comunitário da aldeia, confirmou o número de mortos, acrescentando que outras cinco pessoas ficaram feridas, três delas gravemente.
Com o início da estação das chuvas anual, crucial para a Nigéria, os agricultores do norte do país estão a abandonar as suas terras devido aos ataques de grupos armados, ameaçando assim o abastecimento alimentar do país mais populoso de África.
No domingo, 39 idosos de uma aldeia do mesmo distrito de Maradun foram raptados quando se dirigiam ao acampamento de um chefe de gangue para negociar um acordo de paz que permitisse à comunidade cultivar as suas terras.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na terça-feira que a insegurança generalizada causada pelos grupos armados pode "afetar as receitas fiscais e de exportação e agravar a pobreza e a insegurança alimentar" no país.
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