© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images Por LUSA 28/04/2026
"As autoridades israelitas não podem ignorar que navios chegam aos portos do país nem que carga transportam. Em qualquer país normal, a compra de bens roubados implica responsabilidade penal", afirmou Zelensky nas redes sociais.
Segundo a Ucrânia, que combate há quatro anos a invasão russa, vários navios carregados com cereais roubados por Moscovo chegaram nas últimas semanas ao porto israelita de Haifa.
Na véspera, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, tinha já anunciado a convocação para hoje do embaixador de Israel sobre este assunto.
"Os elementos que sustentam estas acusações ainda não foram apresentados", respondeu na rede social Twitter o homólogo israelita, Gideon Saar, prometendo, no entanto, que o caso seria "analisado".
"A Rússia apropria-se sistematicamente de cereais em terras ucranianas temporariamente ocupadas e organiza a exportação através de pessoas ligadas às forças ocupantes", acusou também Zelensky.
O Presidente ucraniano anunciou a preparação de sanções contra pessoas e empresas "que tentam lucrar com este esquema criminoso".
"Esperamos que as autoridades israelitas respeitem a Ucrânia e se abstenham de ações que prejudiquem as nossas relações bilaterais", acrescentou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou hoje comentar o caso.
Em maio de 2024, o Conselho Europeu indicou que "existem provas de que a Rússia se apropria atualmente, de forma ilegal, de grandes quantidades [de cereais e oleaginosas] nos territórios ucranianos que ocupa, exportando-os como produtos alegadamente russos".
As tropas russas ocupam atualmente pouco mais de 19% do território ucraniano.
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