terça-feira, 28 de abril de 2026

"Duro golpe" para cartel de petróleo: Emirados Árabes Unidos saem da OPEP... Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, esta terça-feira, que vão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), numa altura em que o mundo atravessa uma crise energética.

© Shuttertsock  noticiasaominuto.com 28/04/2026 
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, esta terça-feira, que vão sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+ (que inclui também aliados, como a Rússia), avança o Financial Times, que classifica a decisão como um "duro golpe" para o cartel de petróleo. 
 
De sublinhar que os Emirados Árabes Unidos têm expressado, há vários anos, divergências com a OPEP, discordando muitas vezes das quotas de produção acordadas entre o cartel, que os impedem de exportar quantidades de petróleo mais elevadas.  

O mesmo jornal recorda que a decisão dos Emirados acontece numa altura em que o mundo enfrenta a maior crise energética em várias décadas, desencadeada pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão e pelo encerramento do Estreito de Ormuz, local por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo.  

De acordo com a CNBC, a saída torna-se efetiva a partir de 1 de maio. 

Produção de petróleo da OPEP caiu 27,5% por causa da guerra

A produção da OPEP em março caiu quase 8 milhões de barris diários e 27,5% em relação à verificada em fevereiro devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, anunciou a organização.

A OPEP precisou no relatório de março, o primeiro mês em que se reflete o impacto da guerra, que os quase oito milhões de barris diários foram calculados por vários institutos independentes.

Os países mais afetados pela Guerra no Irão, iniciada em 28 de fevereiro pelos EUA e por Israel, e pelo bloqueio do estreito de Ormuz foram o Iraque e os países do Golfo Pérsico.

O relatório sublinha que "os acontecimentos a leste do Suez", numa alusão ao bloqueio de Ormuz e os ataques iranianos às instalações da indústria petrolífera de vários países da região, causaram quedas drásticas na produção da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e, em menor medida, Irão, enquanto a Venezuela aumentou ligeiramente a produção.

Segundo os cálculos, o Iraque foi o mais afetado, com as extrações a caírem para 1,62 milhões de barris diários, menos 2,5 milhões de barris diários do que em fevereiro, enquanto o Kuwait caiu para menos de metade, tendo passado de 2,58 milhões de barris diários para 1,21 milhões de barris diários.

A Arábia Saudita deixou de fornecer 2,3 milhões de barris diários (10,1 milhões de barris diários em fevereiro e 7,8 milhões de barris diários em março) e os Emirados Árabes Unidos reduziram 1,5 milhões de barris diários (3,4 milhões de barris diários em março e 1,9 milhões de barris diários em fevereiro).

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