© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images Por LUSA 28/04/2026
"O Irão acaba de nos informar que está em estado de colapso. Querem que abramos o estreito de Ormuz o mais rapidamente possível, enquanto tentam resolver a situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)", escreveu Donald Trump na sua rede social.
O líder norte-americano, que já tinha apontado em várias ocasiões uma alegada divisão entre a ala moderada e a linha dura na liderança iraniana, não especificou quem foi o autor da mensagem de Teerão a Washington.
Esta comunicação de Trump surgiu no mesmo dia em que foram divulgadas notícias sobre a insatisfação do líder norte-americano com o novo plano de Teerão para retomar as conversações de paz e reabrir o estreito de Ormuz, que mantém sob bloqueio parcial há quase dois meses, embora adiando o diálogo sobre o programa nuclear da República Islâmica.
A cadeia televisiva norte-americana CNN indicou, citando fontes próximas do processo, que Trump transmitiu, durante uma reunião realizada no dia anterior com os conselheiros de segurança nacional, não estar inclinado a aceitar o plano de Teerão, que também insta Washington a suspender o bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
O conflito, iniciado com uma ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro contra o Irão, está interrompido por um cessar-fogo precário e as tentativas da mediação do Paquistão em aproximar Washington e Teerão em negociações de paz não produziram ainda resultados.
No sábado, Trump cancelou à última hora uma viagem dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner para Islamabad para uma nova sessão de diálogo com o Irão, que, no entanto, nunca confirmou o encontro, apesar da presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, na capital paquistanesa.
As partes já tinham estado reunidas no Paquistão em 11 de abril e, em resposta ao fracasso dessa ronda negocial, Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos, procurando asfixiar a economia da República Islâmica.
No centro das discussões, está o futuro do estreito de Ormuz e bloqueio naval norte-americano, o programa nuclear e de enriquecimento de urânio do Irão, bem como a produção de mísseis de longo alcance e apoio a milícias no Médio Oriente e ainda o descongelamento de ativos iranianos.
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Um professor do Wisconsin, nos Estados Unidos, foi afastado do cargo depois de ter feito comentários controversos onde referiu não estar "impressionado com os recentes assassinos de presidentes", fazendo ainda referência aos quatro homens que assassinaram os presidentes Abraham Lincoln, James A. Garfield, William McKinley e John F. Kennedy.


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