terça-feira, 16 de junho de 2026

G7 reafirma apoio à Ucrânia e admite novas sanções ao petróleo russo... Os líderes do G7, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmaram hoje o apoio à soberania da Ucrânia e concordaram que a Rússia deve ser pressionada para negociar o fim da guerra, incluindo através de novas sanções.

© Evelyn Hockstein - Pool/Getty Images       Por  LUSA     16/06/2026 

Segundo fontes diplomáticas francesas, no final da sessão da cimeira do G7 dedicada à Ucrânia, os dirigentes das sete maiores economias industrializadas concordaram na necessidade de aumentar a pressão sobre Moscovo para a levar à mesa das negociações.

As mesmas fontes indicaram que essa pressão poderá passar por novas medidas contra as exportações petrolíferas russas, uma vez reaberto o estreito de Ormuz, cuja interrupção condicionou recentemente os mercados energéticos internacionais.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou na reunião como convidado e ouviu dos líderes do G7 uma reafirmação do apoio político e militar à Ucrânia.

De acordo com fontes francesas, Trump felicitou Zelensky pela evolução recente do conflito, considerando que as forças ucranianas já não se encontram numa posição de recuo e que a atual dinâmica militar é mais favorável a Kyiv.

Os líderes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá partilharam a avaliação de que esta mudança de contexto reforça a posição negocial da Ucrânia.

Um novo encontro bilateral entre Trump e Zelensky deverá decorrer ainda durante a cimeira, que termina na quarta-feira em Évian.

A reunião sobre a Ucrânia foi antecedida por um encontro entre Zelensky e o Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o líder ucraniano no local da cimeira.

Fontes francesas sublinharam que a inclusão da guerra na Ucrânia na agenda do encontro teve como objetivo reafirmar os Estados Unidos como um "parceiro de confiança" de Kyiv, após episódios anteriores de tensão entre Trump e Zelensky.

Apesar desse compromisso, permanece por esclarecer de que forma Washington pretende aumentar a pressão económica sobre Moscovo, depois de ter suspendido algumas restrições às exportações russas de petróleo após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, a 28 de fevereiro.

Na altura, o Governo norte-americano justificou a decisão com a necessidade de aliviar as perturbações nos mercados energéticos provocadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.

À chegada a Évian, Trump mostrou-se disponível para desempenhar um papel mais ativo na procura de uma solução para o conflito.

Os líderes do G7 concordaram ainda que a manutenção da pressão sobre a Rússia exige que a Ucrânia preserve as suas capacidades militares, incluindo sistemas de defesa aérea e outros meios de combate.

Atualmente, os países europeus suportam a maior parte do financiamento destinado ao armamento ucraniano, enquanto os Estados Unidos mantêm um papel relevante sobretudo no fornecimento de informações estratégicas e de vigilância obtidas através dos seus sistemas de satélites.


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