quarta-feira, 13 de maio de 2026

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca promove domingo oração cristã com duração de nove horas... A Casa Branca promove no domingo, em Washington, um evento de oração com duração de nove horas, centrado na valorização das origens cristãs dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

© Graeme Sloan/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  13/05/2026 

O evento, que decorrerá no National Mall, o grande parque da capital norte-americana, vai contar com a participação de várias figuras de destaque da administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre as quais o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, bem como o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, e diversos líderes evangélicos. 

Não é esperada a presença de Trump no local, mas o Presidente norte-americano vai enviar uma mensagem gravada para ser transmitida em ecrãs gigantes, segundo o diário de Washington.

A reverenda Paula White-Cain, principal conselheira religiosa da Casa Branca, afirmou que o evento "tem a ver com a história e os fundamentos" dos Estados Unidos, país construído "sobre valores cristãos e sobre a Bíblia".

O Pew Research Center, centro de investigação localizado em Washington que fornece dados sobre questões, atitudes e tendências que estão a moldar os Estados Unidos e o mundo, indicou que 62% dos norte-americanos consideram-se cristãos -- 23% protestantes evangélicos e 19% católicos --, enquanto 29% não têm filiação religiosa e 7% professam outras religiões, incluindo judaísmo (2%), islamismo (1%), budismo (1%) e hinduísmo (1%).

Desde o início do segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem promovido medidas destinadas a reforçar a ideia de uma origem cristã dos Estados Unidos, tendo criado um Gabinete da Fé na Casa Branca e assinado uma ordem executiva para erradicar o alegado "viés anticristão" que, afirmou, existia no Governo federal.

Em março, Trump deixou-se fotografar na Sala Oval rodeado por cerca de duas dezenas de pastores evangélicos a pedir orientação e proteção para o mandato. O Presidente participou também, de forma virtual, numa maratona de leitura da Bíblia.

Trump, que se define como cristão protestante, abriu em abril uma profunda fratura com a Igreja Católica ao atacar o papa Leão XIV, que condenou a guerra do Irão, e ao publicar nas redes sociais uma imagem em que surgia representado como um Jesus Cristo curador.

Marco Rubio, o membro do Governo de mais alto nível que se declara católico depois do vice-presidente JD Vance, deslocou-se na semana passada ao Vaticano para tentar reduzir a tensão com o papa.

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