© Pixabay Por LUSA 13/05/2026
"Durante a operação 'Fúria Épica', o Irão foi militarmente derrotado. Os seus mísseis balísticos foram destruídos, as suas instalações de produção foram desmanteladas, a sua Marinha foi afundada e os seus grupos subsidiários foram enfraquecidos", disse a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, em declarações à agência de notícias espanhola Europa Press.
Segundo a porta-voz, as autoridades iranianas "estão agora a ser estranguladas economicamente pela operação 'Fúria Económica'", referindo-se à mais recente imposição de sanções de Washington.
Além disso, acrescentou, o Irão está a perder cerca de 427 milhões de euros por dia devido ao bloqueio militar norte-americano do estreito de Ormuz, passagem na qual Teerão restringiu a navegação em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel lançada a 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Teerão e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
Por isso, disse a porta-voz da Casa Branca, "o regime iraniano sabe que a sua realidade atual é insustentável" pelo que o Presidente norte-americano, Donald Trump, "tem todas as cartas na manga".
"Qualquer pessoa que pense que o Irão reconstruiu o seu Exército está iludida ou é porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão", afirmou Olivia Wales, referindo-se às reportagens do jornal norte-americano The New York Times que indicam que Teerão conseguiu restabelecer o acesso a 30 dos 33 locais de mísseis ao largo da costa do estreito de Ormuz.
O jornal, que cita fontes familiarizadas com os serviços de informação norte-americanos, adiantou ainda que as forças iranianas podem, em diferentes graus, utilizar lançadores móveis para transportar mísseis para outros pontos e também para disparar contra os seus alvos.
Tanto Trump como o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, têm afirmado que o Irão sofreu graves reveses militares como resultado da ofensiva, chegando mesmo a dizer que "não sobrou nada em termos militares" e que Teerão "estará incapaz durante muitos anos".
As autoridades iranianas já minimizaram estas afirmações de Washington e sublinham que estão preparadas para responder com força a qualquer novo ataque caso as negociações em curso fracassem e o conflito volte a eclodir.
De facto, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhou hoje que "se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha".
"Se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do atoleiro em que está preso", sublinhou.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse na terça-feira que o curso de ação mais racional e benéfico para Teerão é alcançar a vitória no campo de batalha através de negociações com Washington.
Ao mesmo tempo, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que não há alternativa para o fim da guerra senão a aceitação da proposta de Teerão por parte dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos e o Irão encontram-se num processo de diálogo mediado pelo Paquistão. As divergências têm impedido a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que acolheu o primeiro encontro direto após o cessar-fogo de 08 de abril, que foi entretanto prorrogado por tempo indeterminado.
O bloqueio do estreito de Ormuz e os recentes ataques e apreensões de navios iranianos na zona por parte das forças norte-americanas foram alguns dos motivos apontados por Teerão para não participar nas negociações em Islamabad, dado que considera estas ações como uma violação do cessar-fogo.

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