© Alex Wong/Getty Images Por LUSA 13/05/2026
Trata-se da primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos à China desde que o próprio Trump fez uma visita em novembro de 2017.
O ponto alto da visita só acontecerá na quinta-feira, quando os dois líderes terão conversações bilaterais e um banquete formal.
Os chineses estão a oferecer a Trump uma receção pomposa depois de o avião presidencial norte-americano, Air Force One, ter aterrado na capital chinesa às 19h50 locais (12h50 em Lisboa).
Trump deverá ser recebido pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, pelo embaixador da China em Washington, Xie Feng, e pelo vice-ministro executivo dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, bem como o enviado dos Estados Unidos (EUA) a Pequim, David Perdue, segundo a Casa Branca.
A cerimónia de boas-vindas incluirá cerca de 300 jovens chineses, uma guarda de honra militar e uma banda militar.
Xi receberá Trump na quinta-feira às 10h00 locais (03h00 em Lisboa) no Grande Salão do Povo na Praça Tianamen, no coração de Pequim e que estará sob forte proteção.
A pompa da receção e os sinais de atenção mostrados a um convidado que adiou esta viagem, inicialmente planeada para o final de março e que foi adiada devido à guerra no Irão, não farão desaparecer os múltiplos desentendimentos que aguardam os dois líderes a portas fechadas.
Trump, aparentemente focado nos negócios, levou consigo vários líderes empresariais, incluindo o antigo conselheiro Elon Musk, líder da Tesla e da SpaceX e o homem mais rico do planeta, os chefes da Apple, Tim Cook, da Boeing, Kelly Ortberg, e do gigante dos chips eletrónicos Nvidia, Jensen Huang.
"Vou pedir ao Presidente Xi, um líder incomparável, que abra a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a elevar a República Popular a um nível ainda mais elevado!" escreveu Trump na sua rede social Truth Social, a caminho da China.
No topo da lista de desejos dos EUA está o anúncio de acordos em áreas como a agricultura e talvez a confirmação de uma encomenda massiva de aeronaves à Boeing.
"A China acolhe a visita de Estado do Presidente Trump", disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Pequim está pronta para "expandir a cooperação e gerir disputas", indicou, repetindo o mantra de Pequim na preparação para a cimeira: a busca por "mais estabilidade e certeza num mundo assolado por mudanças e turbulências".
Espera-se que Trump e Xi procurem prolongar a trégua na guerra tarifária alcançada em outubro.



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