segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Primeiro-ministro sueco defende criação de "NATO europeia"... O primeiro-ministro sueco defendeu a opção de se criar uma NATO europeia, em resposta às dúvidas suscitadas pela intenção declarada dos Estados Unidos de assumirem o controlo da Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca.

Por LUSA 

"Há quem, quando pensa na NATO, pense nos Estados Unidos, mas eu penso Dinamarca, Finlândia, Noruega, nos três Estados bálticos, na Polónia, Alemanha e Reino Unido. Toda a nossa parte do mundo está ligada por uma estreita cooperação no âmbito da NATO. Queremos construir a nossa NATO europeia", afirmou Ulf Kristersson numa entrevista à televisão pública sueca STV, transmitida na noite de domingo.

O chefe do Governo sueco defendeu assim a necessidade de "assumir e reforçar o controlo" da Suécia". 

"Vamos fazê-lo, entre outras formas, através dos países da NATO", indicou, lembrando que a Aliança Atlântica é composta por 32 países aliados. 

"Todos os países aliados estão convencidos de que o Artigo 5, o de 'todos por um e um por todos', continua a ser muito, muito forte. Todos gostaríamos de uns Estados Unidos cujas ações fossem diferentes", acrescentou.

Durante a entrevista, o dirigente escandinavo lembrou que a Suécia tem participado "em todas as discussões, também na Europa, que dizem respeito ao armamento nuclear" - Estocolmo não dispõe dele -, desde que o país aderiu à NATO.

Kristersson não quis avançar pormenores concretos, mas confirmou que estão em curso conversações sobre a capacidade nuclear com as potências nucleares europeias, França e Reino Unido.


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O secretário-geral da NATO considerou hoje que a Europa não se conseguiria defender sem os Estados Unidos, salientando que o desenvolvimento de uma Defesa autónoma no continente necessitaria de um investimento de 10% do PIB por Estado-membro.



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