segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Greenpeace contesta UE por troca de gás russo por norte-americano... A organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace contestou hoje a substituição na União Europeia (UE) das importações de gás russo por norte-americano, considerando que ambos os países são liderados por autocratas.

Por  LUSA 

Num protesto organizado junto à sede do Conselho da UE, a Greenpeace contesta os planos do bloco "para substituir o gás russo por gás dos EUA", alertando que "corre o risco de desenvolver dependências perigosas de outros autocratas como [o Presidente dos EUA] Donald Trump se os combustíveis russos forem substituídos por outras importações, em vez de passar a utilizar 100% de energia renovável".

A UE comprometeu-se a importar 750 mil milhões de dólares (cerca de 720 mil milhões de euros) em produtos energéticos dos EUA como parte de um acordo para evitar a imposição de tarifas adicionais pela Casa Branca a importações do bloco europeu.

Os 27 adotaram hoje formalmente a proibição das importações do gás da Rússia que decorrerá gradualmente até à proibição total 2027 e prevê sanções a infratores.

Com os votos contra da Hungria e República Checa e a abstenção da Bulgária, o Conselho da UE decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado russo serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027 e as de gás natural liquefeito (GNL) ficarão interditas no outono desse ano.

Na sequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível. Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.

No entanto, segundo dados de Bruxelas, embora as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representaram cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.

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