segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Congelar pão pode trazer benefícios (inesperados) para a saúde... Há quem compre o pão em quantidade e o guarde no congelador de maneira a evitar desperdício alimentar e a prolongar o seu tempo de vida. Mas sabia que isto pode trazer benefícios para a saúde? Especialistas revelaram ao Huffington Post quais.

Por noticiasaominuto.com 

O pão é um dos alimentos chave para muitas pessoas, mas sabia que a forma como o guarda pode influenciar os benefícios para a saúde?

Talvez faça parte do grupo que guarda o pão à temperatura ambiente ou mesmo no frigorífico (prática pouco recomendada, uma vez que o deixa mais seco), no entanto, o recomendado é colocar o pão no congelador. 

Para além de evitar desperdício alimentar, uma vez que o pão dura mais tempo quando armazenado desta forma, congelá-lo pode trazer benefícios significativos para a saúde intestinal, para os níveis de açúcar no sangue e digestão. Tal acontece por causa de uma alteração natural no amigo através de um processo chamado retrogradação.

A ciência que explica a retrogradação do pão

O amido é um tipo de carboidrato encontrado em alimentos como o pão, batatas e grãos, absorvendo humidade e formando uma espécie de gelatina quando cozinhado com água.

A nível molecular, o amido é composto por dois polímeros de glicose: amilose e amilopectina.

Segundo o que a nutricionista Avery Zenker revelou ao jornal Huffington Post, o calor do cozimento rompe as ligações de hidrogénio que mantêm as moléculas de amido compactadas numa estrutura cristalina, permitindo que a amilose e a amilopectina se tornem mais acessíveis às enzimas digestivas.

À medida que o pão arrefece após ser cozinhado, estes amidos começam a reorganizar-se. "Durante a retrogradação, algumas moléculas de amido realinham-se e formam novas estruturas cristalinas que são mais difíceis para o corpo digerir e absorver, daí o nome 'amido resistente'", notou a nutricionista. 

A quantidade de amido resistente que se forma no pão pode variar, dependendo de fatores como o tipo de trigo, o modo como o pão é processado, os ingredientes utilizados e o método de cozimento.

Benefícios de amido resistente para a saúde

As mudanças de temperaturas a que o pão é sujeito - antes e depois de ser congelado - leva a que o pão produza uma resposta glicémica maior do que o congelado.

Um estudo apurou que torrar o pão depois de congelá-lo e descongelá-lo reduz ainda mais a resposta da glicose. Como o amido resistente não é absorvido pela corrente sanguínea, acaba por fazer pouco efeito no açúcar no sangue, algo positivo para as pessoas com diabetes tipo 2.

"O amido resistente atrasa a absorção de outros carboidratos na corrente sanguínea", revelou Zenker. "Como menos carboidratos dos alimentos são absorvidos, o impacto no açúcar no sangue é atenuado, reduzindo os picos de glicose e insulina. Isso contribui para um nível constante de energia ao longo do dia, ajudando a prevenir quedas bruscas de açúcar e promovendo a sensação de saciedade", completa.

Para além disto, destacam-se ainda benefícios para a saúde intestinal, uma vez que o amido resistente chega intacto ao cólon, onde vai alimentando as bactérias intestinais. 

Há ainda evidências de que o amido resistente pode promover a sensação de saciedade. "Indiretamente, o amido resistente pode impactar a saciedade e o açúcar no sangue, aumentando a produção de GLP-1 no intestino", afirmou a nutricionista. 

Benefícios não se aplicam apenas ao pão...

Para além do pão, existem outros alimentos que adquirem amido resistente quando são levados ao frigorífico. É o caso do arroz, da massa e das batatas. 

A nutricionista Sarah Glinski recomendou que alimentos como as batatas devem ser guardados no frigorífico até três dias, descartando a congelação uma vez que pode afetar o sabor. 

Já em relação ao arroz e a massa, a escolha deverá ser feita consoante a perspetiva de consumo, uma vez que no congelador poderão durar até três meses.


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Um novo estudo revela que a vitamina B1, comum em muitos alimentos, pode influenciar a frequência com que as pessoas vão à casa de banho. A pesquisa foi realizada por investigadores da LUM University, que analisaram dados genéticos e de saúde de mais de 268 mil pessoas.



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