terça-feira, 4 de agosto de 2026

GREVE DE TÉCNICOS ESTAGIÁRIOS PARALISA SERVIÇOS E AGRAVA CRISE NO HOSPITAL SIMÃO MENDES

Por Rádio Sol Mansi   04/08/2026 

O Sindicato de Base do Hospital Nacional "Simão Mendes" denunciou hoje, que a greve dos 325 técnicos estagiários, iniciada na segunda-feira e por tempo indeterminado, está a comprometer seriamente o funcionamento do maior centro hospitalar da Guiné-Bissau.

A denúncia foi feita esta terça-feira, pelo presidente do sindicato, Iburaimi Sambú, ao repórter da Rádio Sol Mansi durante a visita a este  hospital, para avaliar o impacto desta paralisação.

Segundo Iburaimi Sambú, a ausência dos técnicos estagiários obrigou os profissionais efetivos, a assumirem uma carga de trabalho muito superior ao normal, situação que afirma, coloca pressão sobre os serviços e pode comprometer, a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.

Este líder do sindical afirmou ainda que, setores considerados essenciais, tais como a urgência, a maternidade, a pediatria e a sala de curativos, eram assegurados em grande parte, pelos técnicos estagiários. Com a greve, diz, muitos doentes deixaram de receber assistência atempadamente, devido à insuficiência de pessoal.

Iburaimi Sambú apelou à Direção do Hospital, para que não recorra ao destacamento de técnicos provenientes de outras unidades hospitalares, como forma de suprir a falta de profissionais. Na sua opinião, essa medida apenas transferiria o problema para outras instituições de saúde, em vez de resolver as reivindicações dos grevistas.

A Rádio Sol Mansi procurou ouvir a reação da Direção do Hospital Nacional "Simão Mendes". No entanto, o secretário da instituição informou que, o diretor se encontrava no Ministério da Saúde Pública e, por isso, não foi possível obter um posicionamento sobre o assunto.

Ministério Público emite mandado de detenção do Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira

Por  Radio TV Bantaba 

Bissau, 31 de Julho de 2026 – O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), da Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau, emitiu um mandado de detenção contra o empresário Carlos Alberto Mendes Teixeira, por alegado incumprimento das medidas de coação que lhe haviam sido impostas no âmbito de um processo criminal.

De acordo com o despacho do Ministério Público, o arguido é investigado por factos suscetíveis de configurar os crimes de falsificação, administração danosa e abuso de confiança, previstos no Código Penal.

Segundo o documento, durante o inquérito foi aplicada ao suspeito a medida de obrigação de permanência com Termo de Identidade e Residência (TIR), que o impedia de se ausentar do estrangeiro sem autorização judicial, de abandonar a cidade de Bissau sem autorização e de alterar a sua residência sem comunicação prévia às autoridades.

Contudo, o Ministério Público sustenta que Carlos Alberto Mendes Teixeira terá viajado, sem autorização, num voo da TAP no dia 16 de Julho de 2026, com destino aos Estados Unidos da América, para assistir à final do Campeonato do Mundo, violando assim as obrigações impostas pela justiça.

Face à alegada violação das medidas de coação, os magistrados consideraram que estas se revelaram inadequadas para assegurar as finalidades do processo, determinando, ao abrigo do artigo 188.º do Código de Processo Penal, a detenção do arguido e a sua condução à cela de detenção provisória da Polícia Judiciária, onde deverá permanecer à ordem do processo.

O mandado de detenção foi assinado pelos magistrados Serifo Seidi, Domingos Sana Na Mbuda e Jussufi Mané, todos afetos ao Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos.

Nota da redação: As acusações descritas constam dos documentos do Ministério Público. Até decisão judicial transitada em julgado, o visado beneficia da presunção de inocência.

Líbano critica Hezbollah por dar a Israel "pretextos" para a guerra... O primeiro-ministro libanês respondeu hoje às críticas do Hezbollah pela participação do seu Governo nas negociações com Israel, afirmando que foram as ações do grupo xiita que deram aos israelitas pretextos para atacarem o Líbano.

© Stringer/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA   04/08/2026 

"A verdade é que a maior ajuda a Israel veio daquele que escolheu o Líbano para aventuras militares de 'apoio' sem sentido e deu-lhes pretextos para atacar o nosso país, espezinhar a sua soberania, destruir as suas cidades e vilas, matar o seu povo e deslocar centenas de milhares", disse Nawaf Salam na rede social X. 

O primeiro-ministro reagiu a um discurso do líder do Hezbollah, Naim Qassem, que hoje voltou a criticar as negociações de paz entre o Líbano e Israel, retomadas hoje em Roma, reiterando a exigência do grupo de que o diálogo seja suspenso porque estes contactos "só trouxeram vergonha" ao país.

O Líbano tem sido palco de uma nova ofensiva israelita desde 02 de março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em apoio ao Irão - um aliado do grupo xiita libanês e que está em guerra com os israelitas e norte-americanos -, o que desencadeou um conflito que resultou em mais de 4.300 mortos e mais de um milhão de deslocados no território libanês.

Nem o Estado libanês nem o Exército intervieram nesta guerra, razão pela qual Salam criticou indiretamente o grupo xiita por "decidir unilateralmente entrar em guerra" e ignorar "os interesses dos seus vizinhos e do povo libanês".

Israel e Líbano realizam uma nova ronda de negociações entre hoje e quinta-feira, em Roma, sob os auspícios dos Estados Unidos, para avançar com a implementação do acordo-quadro assinado em junho e finalizar a retirada das tropas israelitas do sul do país, onde o Exército libanês ficará posicionado no seu lugar.

CEUTA: Menino suplica a militar espanhol em Ceuta: "Não, Marrocos não"... Um menino de 12 anos, em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos. Recorde-se que, desde quinta-feira passada, Ceuta vive um crise migratória, tendo entrado na cidade, em apenas 24 horas. cerca de 72.000 pessoas.

© Henry Nicholls / AFP via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto   04/08/2026 

Ceuta tem vivido uma crise migratória desde quinta-feira passada quando milhares de marroquinos entraram na cidade autónoma espanhola a nado. A mais recente história é a de um menino de 12 anos que, lavado em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos.

Num vídeo, partilhado nas redes sociais, é possível ver a criança, que estaria sozinha, sem família, a agarrar-se ao militar enquanto chorava.

Dois militares encaminham-no em direção à fronteira, tendo o rapaz continuado a implorar até que outro soldado, um tenente-coronel, tomou conta da situação, explica a Telecinco. 

De acordo com a rádio Cadena SER, o menino repetia: "Não, Marrocos não".

"Estava acompanhado, mas deixaram-no sozinho", ouve-se um dos militares a dizer. "Com quem? Não, isso não pode ser", refere de volta o tenente-coronel, levando o menino.

Vários jornalistas terão testemunhado o momento, tendo relatado que o menor de 12 anos quase foi levado para a fronteira e que a intervenção de algumas mulheres, que estavam no local, traduziram o que o menino dizia.

"O menino mal conseguia falar, estava agarrado à senhora e a olhar para nós", contou o jornalista Nicolás Castellano, tendo ainda acrescentado que, segundo o tenente-coronel, o militar tinha "cometido um erro e que a lei garante que uma criança não pode ser expulsa sozinha".

O tenente-coronel entregou depois o menino a um agente da Guardia Civil, tendo sido mais tarde, foi entregue à Cruz Vermelha.

 De salientar que cerca de 72.000 pessoas entraram em Ceuta de forma irregular em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, adiantou, esta terça-feira, o ministro da Administração Interna espanhol.

Fernando Grande-Marlaska assegurou que não houve qualquer "movimento secundário" e que "em nenhum momento ficou comprometido o espaço Schengen".

Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


Leia Também: Ceuta prepara armazéns para acolher mil menores desacompanhados

O governo de Ceuta disponibilizou dois armazéns industriais com capacidade para aproximadamente 500 pessoas cada para acolher os cerca de mil menores desacompanhados que entraram de forma ilegal na cidade, foi hoje divulgado.

CABO VERDE: FMI desmente avaliação invocada por Francisco Carvalho e MpD exige retratação... O Fundo Monetário Internacional desmentiu o Primeiro-Ministro de Cabo Verde e levou o MpD a exigir um pedido público de desculpas. A oposição acusa Francisco Carvalho de ter invocado indevidamente o nome da instituição para sustentar críticas ao anterior Governo.

Parlamento de Cabo Verde, cidade da Praia. © Carina Branco/RFI   Por  rfi.fr   04/08/2026

O Grupo Parlamentar do MpD exigiu que o Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, retire as declarações em que atribuiu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) uma avaliação sobre a economia cabo-verdiana, se retrate publicamente e apresente um pedido de desculpas aos cabo-verdianos. A exigência surge depois de o FMI ter esclarecido que não realizou a avaliação invocada pelo chefe do Governo durante o debate sobre o estado da nação.

Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, acusou o Primeiro-Ministro de utilizar indevidamente o nome do FMI para sustentar alegações sobre a existência de contas ocultas e de uma alegada derrapagem orçamental.

" Foi Francisco de Carvalho que falou em contas. Foi Francisco de Carvalho que falou quem acusou Cabo Verde de ludibriar o FMI. Foi Francisco Carvalho quem atribuiu ao FMI uma avaliação que a própria organização afirma não ter realizado. A responsabilidade é inteiramente dele. Não lhe pedimos novas explicações. Exigimos que retire as falsas acusações. Exigimos que se retracte publicamente e que peça desculpas ao povo cabo verdiano", reiterou. 

Segundo o dirigente da oposição, nenhum Governo tem o direito de colocar em causa a credibilidade e a reputação de Cabo Verde para obter vantagens políticas de curto prazo.

Na semana passada, durante o debate parlamentar sobre o estado da nação, Francisco Carvalho afirmou que uma missão do FMI tinha identificado um aumento significativo da despesa pública e que a instituição teria sido "ludibriada" pelo anterior Governo.

Entretanto, o Fundo Monetário Internacional veio esclarecer que, durante a missão técnica realizada em Cabo Verde, não procedeu a qualquer avaliação da execução orçamental, por não ter recebido os dados necessários para esse efeito.

Guiné-Bissau discute futuro da agricultura com a CEDEAO

Por CFM - Rádio Notícias   04/08/2026 

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural promoveu hoje ( 04.08.2026), em Bissau, um seminário de validação da Contribuição Nacional para a Revisão da Política Agrícola da CEDEAO 2026-2035. 

Ao presidir a abertura, o diretor-geral de Planificação Agrária, Ansu Mancal, sublinhou que os instrumentos da Política Agrícola da CEDEAO servem de base orientadora, em articulação com o Plano Nacional de Desenvolvimento.

Já o consultor Carlos Amarante defendeu a criação de um Banco de Desenvolvimento para garantir financiamento aos operadores agrícolas.

O encontro reúne técnicos do ministério e parceiros do setor agrícola durante todo o dia.

🚨 APREENDIDOS 11 KG DE LIAMBA EM OPERAÇÃO FRONTEIRIÇA

Uma cidadã de 37 anos, residente em Bissaquel (Safim), foi detida em flagrante no domingo (02/08) pela Brigada de Ação Fiscal (BAF) no troço Maqué–Ingoré, com cerca de 11 embalagens de produtos estupefaciente de tipo liamba (canábis), de aproximadamente 1 kg cada. 

A droga vinha do Senegal, dissimulada entre os coconetes, e tinha como destino a capital. 

O caso e o produto apreendido foram transferidos oficialmente da Guarda Nacional para a Polícia Judiciária (PJ) na manhã de hoje (04/08), que agora assume a instrução do processo.

Por  GN - Guarda Nacional

HEZBOLLAH: Negociações com Israel só trarão "vergonha e humilhação"... O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou as negociações diretas entre o Líbano e Israel, que começam hoje em Roma, argumentando que representam a "vergonha e humilhação" do povo libanês.

© COURTNEY BONNEAU/Middle East Images/AFP via Getty Images    Por  LUSA   04/08/2026 

Num discurso televisivo durante uma cerimónia no seu partido, Qassem disse que o Presidente libanês, Joseph Aoun, "não agiu como árbitro ou unificador, mas se tornou parcial e divisor, o que é incompatível com o seu papel e com a força do Líbano".

"A destruição sistemática de cidades e vilas no sul não deveria ser motivo para as autoridades políticas dizerem: 'Não queremos o diálogo com a entidade israelita'?", questionou Qassem.

O líder do Hezbollah referiu que "isso é completamente incompatível com aqueles que desejam a soberania e a unidade da pátria".

Qassem enfatizou ainda a responsabilidade dos Estados Unidos, que sob sua "supervisão e aprovação" foi realizada a "destruição sistemática" do sul do Líbano.

Dirigiu palavras de apoio e reconhecimento ao povo libanês pelos sacrifícios que fizeram ao enfrentar os ataques israelitas.

"Confrontaremos aqueles que colaboram com o projeto israelita e implementam os seus planos contra a resistência, o seu povo e a nossa pátria, tal como confrontamos o inimigo israelita", advertiu Qassem, sublinhando que "o Líbano não pode ser estável enquanto o seu sul sofre".

Qassem afirmou que o Governo libanês "não tem mais nada para oferecer depois de entregar tudo de graça" e que Aoun é um "aliado de Israel".

O líder do Hezbollah afirmou hoje também que está aberto a um "encontro público" com o novo Governo da Síria, algo inédito para o seu partido, que se comprometeu a apoiar o ex-presidente sírio deposto Bashar al-Assad.

"Nada impede um encontro público entre o Hezbollah e a liderança síria quando ambas as partes considerarem apropriado", disse Qassem, defendendo as "relações fraternas, positivas e cooperativas" entre os dois países.

Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter apelado à intervenção de Damasco contra o grupo xiita libanês, entretanto, o Presidente sírio, Ahmad al-Charaa, declarou que se recusava a intervir militarmente no Líbano.


Leia Também: Hutis atacam aeroporto saudita por "violações do espaço aéreo"

Os rebeldes Hutis, apoiados pelo Irão, anunciaram hoje um ataque ao aeroporto de Najran, no sudoeste da Arábia Saudita, alegando tratar-se de uma retaliação por "repetidas incursões" sauditas ao norte do Iémen, controlado pelos insurgentes.

CEUTA: Decisão do Supremo ou desinformação: O que originou crise em Ceuta?... Ceuta vive uma crise após milhares de migrantes marroquinos terem entrado a nado na região. Marrocos afirma que a gestão migratória "é uma responsabilidade partilhada", mas alerta que uma decisão do Supremo espanhol espoletou esta crise. Afinal, o que se sabe?

© Adri Salido/Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa   04/08/2026 

Ceuta vive, desde a quinta-feira passada, uma crise migratória após milhares de migrantes marroquinos terem entrado a nado na comunidade autónoma espanhola. Marrocos afirma que a gestão migratória "é uma responsabilidade partilhada", mas alerta que decisão do Supremo espanhol espoletou esta crise. 

O Tribunal Supremo espanhol, recorde-se, anunciou a 8 de julho que interpretou a disposição da Lei de Estrangeiros sobre rejeição de imigrantes ilegais na fronteira ("devoluções a quente") como aplicável apenas quando o migrante transpõe "elementos de contenção" física, como saltar uma vedação.

Ora, como não existem barreiras físicas no mar, a quem entra a nado em Ceuta (ou no enclave de Melilla) deve aplicar-se o procedimento de devolução ordinário - com direito a entrevista e possibilidade de pedido de asilo - sem procedimento sumário de rejeição na fronteira.

Marrocos alertou Espanha sobre decisão do Supremo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros marroquino assegurou, dias antes da crise migratória, de que uma recente decisão do Tribunal Supremo espanhol enfraquecia um elemento crucial na cooperação bilateral.

"Marrocos assume as suas responsabilidades (...). É um compromisso, não um discurso político ou propaganda. (...) Marrocos não age sob pressões, nem chantagem, nem como contrapartida", afirmou a fonte do MNE marroquino num encontro com um grupo de agências de notícias internacionais.

A mesma fonte referiu ainda que a coordenação com Madrid continua a ser estreita, acrescentando que o governo de Marrocos está "dececionado" com as reações de alguns políticos espanhóis, que acusou de instrumentalizar a crise por interesses eleitorais.

A desinformação

Já o Ministério do Interior de Marrocos apontou, no domingo, que os "acontecimentos em Ceuta" se deveram à desinformação propagada nas redes sociais, à atividade das redes de tráfico de seres humanos e à interpretação errada de dados legais e administrativos.

A entidade salientou que as recentes decisões proferidas pelas autoridades judiciais espanholas quanto à restrição da possibilidade repatriar de forma imediata alguns migrantes irregulares intercetados em alto mar contribuíram para os acontecimentos, tendo em conta que as interpretações erradas e a divulgação enganosa relativamente a essas medidas consolidaram, junto de alguns dos que pretendem emigrar, a convicção de que é possível evitar o repatriamento imediato.

Já esta segunda-feira, os serviços de informação espanhola (CNI) partilharam um primeiro relatório sobre o assunto, e detalharam que Marrocos não planeou a saída de milhares de pessoas do seu território, mas que terá contribuído para a situação.

Segundo o documento, a que o El País teve acesso, Marrocos não planeou o que se passou, mas não fez nada para o impedir. Isto porque o país estaria ciente da notícia falsa que se estava a espalhar nas redes sociais na sequência da decisão do Supremo Tribunal e estava também ciente de que já muitas pessoas estavam a tentar fazer a travessia durante o mês de julho.

"Marrocos mostrou-nos que não é confiável"

O presidente da região de Ceuta, Juan Jesús Vivas, diz-se "indignado com o sucedido", e considera que o presidente de Marrocos provou que não é uma pessoa "confiável".

Segundo detalhou o governante em entrevista ao El País, na segunda-feira, vive-se nestes dias um clima de "tristeza, inquietação, preocupação e angústia" em Ceuta, e aquilo a que se assistiu, diz, não foi uma crise migratória, mas um "ataque, uma violação da integridade territorial de Espanha".

"Não quero que isso seja mal interpretado, mas Marrocos mostrou-nos que não é confiável. Portanto, não há outra opção a não ser implementar todos os meios necessários para evitar que isso aconteça novamente", defendeu notando, ainda, que a fronteira não pode ficar sujeita a "essa constante incerteza de quando Marrocos, em qualquer dia que bem entender, vai abrir as portas e deixar todo o mundo entrar". 

Conselho da UE reúne-se esta terça-feira

De recordar que os ministros da Administração Interna da União Europeia (UE) debatem hoje, por videoconferência, a crise migratória em Ceuta, que gerou divisões e trocas de acusações entre Estados-membros.

Portugal estará representado nesta reunião pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Pelo menos 71 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, segundo o mais recente balanço das autoridades.

O episódio levantou a voz de vários líderes europeus com países como a Itália, a Dinamarca, a Finlândia, a República Checa e a Suécia a pedirem a suspensão de Espanha do Espaço de livre circulação Schengen e muitos outros, incluindo Portugal, a reforçarem os controlos fronteiriços com receio que os milhares de pessoas que entraram em Ceuta conseguissem entrar em Espanha continental e aproveitassem a livre circulação para irem para o resto da Europa.

Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


Leia Também: Trump afirma que EUA com anterior governo estavam "muito pior que Ceuta"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu hoje que "a imigração ilegal está a matar a Europa" e que a situação no seu país, quando os democratas "tinham fronteiras abertas", era "muito pior" do que no enclave espanhol de Ceuta.

Moçambique pondera autárquicas, legislativas e presidenciais num só dia... A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana prevê iniciar em 2027 a preparação das eleições autárquicas, programadas para 2028, mantendo em simultâneo estudos sobre a viabilidade de concentrar eleições autárquicas, legislativas e presidenciais num único dia.

© Lusa    04/08/2026 

De acordo com o plano de atividades e orçamento da CNE para 2027, ao qual a Lusa teve hoje acesso, a comissão prevê supervisionar a elaboração do calendário eleitoral e do cronograma das autárquicas de 2028, bem como elaborar e submeter ao Conselho de Ministros a proposta da data de realização da votação.

Moçambique realizou eleições autárquicas em outubro de 2023 e eleições gerais, incluindo legislativas e presidenciais, em outubro de 2024, processos marcados por forte contestação dos resultados e meses de protestos que provocaram cerca de 400 mortos e a destruição de empresas e infraestruturas públicas. Em ambos os casos os mandatos são de cinco anos.

Entre as atividades previstas para 2027, a CNE mantém igualmente a realização de reuniões com os partidos políticos para discutir a agenda eleitoral e "avaliar a viabilidade da realização das três eleições num único dia", além de debater a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e da Inteligência Artificial (IA) nos processos eleitorais e o período mais adequado para o recenseamento eleitoral.

A possibilidade de concentrar as eleições autárquicas, legislativas e presidenciais num único escrutínio já constava dos planos da CNE para o atual ciclo de preparação eleitoral, de 2026, surgindo agora novamente inscrita nas atividades programadas para 2027.

O plano de atividades da CNE para 2027 prevê um orçamento global de 877,8 milhões de meticais (12,2 milhões de euros), essencialmente para o funcionamento da instituição, preparação das eleições autárquicas, incluindo a constituição dos órgãos eleitorais, ações de formação, comunicação institucional, supervisão do recenseamento eleitoral e outras atividades preparatórias do próximo ciclo eleitoral.

O documento estabelece ainda a elaboração do cenário fiscal de médio prazo da instituição para 2028-2030 e o arranque dos procedimentos de constituição e instalação dos órgãos eleitorais que deverão conduzir os próximos processos eleitorais.

O plano contempla igualmente uma deslocação de trabalho a Angola para recolha de experiências sobre recenseamento eleitoral permanente, modelo que a CNE tem vindo a estudar como alternativa ao sistema atualmente utilizado em Moçambique, que obriga ao recenseamento antes de cada votação.

Na área de comunicação institucional, a comissão pretende reativar o Centro Nacional de Imprensa e as plataformas eletrónicas oficiais, incluindo o sítio na internet e redes sociais, além de relançar o programa eMonitor+ e criar uma equipa de resposta rápida a boatos e notícias falsas relacionados com os processos eleitorais.

O documento prevê igualmente ações de formação sobre utilização de inteligência artificial na comunicação interna e externa dos órgãos eleitorais, com o objetivo de estabelecer regras e limites para o uso institucional destas ferramentas.

Estão ainda programados encontros com jornalistas para analisar a cobertura das eleições de 2023 e 2024 e identificar melhorias para os próximos pleitos eleitorais.

Segundo o plano, a CNE pretende também reforçar a capacitação dos seus órgãos de apoio a nível provincial e distrital, incluindo a formação e tomada de posse de membros das comissões eleitorais que deverão participar na organização das autárquicas de 2028.


Leia Também: Moçambique com mais 450 infetados e 3 mortos por cólera em dois meses

Moçambique registou mais de 450 casos de cólera que provocaram três mortos em quase dois meses, ultrapassando 9.500 infetados e 89 óbitos nesta epidemia, desde setembro, segundo dados oficiais consultados hoje pela Lusa.

Cinco mortos na região de Moscovo após ataque ucraniano... Um ataque da Ucrânia com drones causou hoje a morte de cinco pessoas e seis feridos na região de Moscovo, Rússia, anunciou o governador local, Andrey Vorobyov.

© Getty Images    Por  LUSA   04/08/2026 

"Esta manhã, as forças de defesa aérea [russas] repeliram um ataque com drones contra a região de Moscovo", escreveu o responsável no Telegram, precisando que vários incêndios deflagraram, no entanto, na zona industrial de Novoselki, após o ataque que atingiu um armazém.

Este ataque, com um balanço elevado no número de vítimas para a região de Moscovo, sucedeu a várias centenas de quilómetros da linha da frente, onde os exércitos russo e ucraniano se enfrentam há mais de quatro anos.

Nas últimas semanas, a Ucrânia tem levado a cabo ataques aéreos contra armazéns russos, que se inscrevem numa campanha de ataques de longo alcance lançados por Kyiv contra infraestruturas civis na Rússia.

A Ucrânia tem visado, em particular, armazéns da empresa gigante do comércio eletrónico Wildberries.

Na região de Leningrado (noroeste), um ataque provocou um incêndio num centro logístico da Wildberries, confirmou o departamento de imprensa da empresa.

O governador local, Alexandre Drozdenko, informou que 17 drones foram abatidos na região e que se verificaram estragos materiais em um armazém.

Do lado ucraniano, na região de Sumi, duas crianças e um idoso foram mortos em ataques com bombas aéreas guiadas russas durante a noite, segundo o governador Oleg Grygorov.

Os corpos das duas meninas foram encontrados nos escombros da sua habitação, segundo a mesma fonte.

A cidade de Kherson também foi alvo de ataques do exército russo durante a noite, tendo ficado ferido um morador de 52 anos, segundo a administração militar da cidade.


Líder de Taiwan rejeita "infiltração" e "terror vermelho" da China... Taiwan não aceitará as tentativas de "infiltração" da China nem o "terror vermelho" promovido pela lei sobre unidade étnica, aprovada no mês passado por Pequim, afirmou hoje o líder taiwanês, William Lai Ching-te.

© Taiwan Presidential Office/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   04/08/2026 

No discurso de abertura do Fórum Ketagalan, um encontro sobre segurança no Indo-Pacífico organizado pelo Governo taiwanês, Lai voltou a criticar duramente a Lei para a Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos, que entrou em vigor na China e que, segundo Pequim, visa reforçar a unidade nacional e promover o desenvolvimento das regiões habitadas por minorias étnicas.

Uma das principais preocupações de Taiwan prende-se com o artigo 63 da lei, que estabelece que "organizações e indivíduos fora da China que pratiquem atos que comprometam a unidade e o progresso étnicos ou promovam o separatismo étnico serão responsabilizados nos termos da lei".

Segundo académicos taiwaneses, esta disposição poderá expor os cidadãos da ilha a riscos políticos e jurídicos, sobretudo aqueles que viajam frequentemente para a China continental ou que aí mantêm emprego, investimentos ou laços familiares.

"A lei chinesa sobre a unidade étnica viola a soberania de Taiwan e persegue religiões e grupos minoritários. Mas vai mais longe. Através de formas de repressão transnacional, impõe censura política em todo o mundo e cria um efeito intimidatório", denunciou Lai, frequentemente descrito pelas autoridades chinesas como "independentista" e "agitador".

Neste contexto, Lai garantiu que "Taiwan não se desviará do seu caminho" e continuará a defender "os valores da liberdade e da democracia", prometendo igualmente "não recuar" na proteção desses direitos perante as ameaças decorrentes da nova legislação chinesa.

"Não aceitaremos a infiltração da frente unida nem o terror vermelho. Não ficaremos de braços cruzados enquanto a China tenta alargar a sua influência sobre Taiwan ou qualquer outra nação, ou região livre. Construiremos sistemas mais robustos para prevenir, responder e proteger-nos destas ameaças", afirmou.

O líder taiwanês sublinhou ainda que Taipé responderá com "ações" assentes nos princípios da "defesa coletiva" e da "responsabilidade partilhada", comprometendo-se a aprofundar a modernização das Forças Armadas e a reforçar a "resiliência de toda a sociedade".

"Mesmo perante ameaças autoritárias e novos desafios globais, manter-nos-emos firmes. Garantiremos que este farol da democracia continue a brilhar e que os alicerces da nossa liberdade permaneçam sólidos", declarou.

As declarações surgem numa altura de crescente tensão entre Taiwan e a China, que considera a ilha, governada autonomamente desde 1949, uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o seu controlo.

As Forças Armadas de Taiwan iniciam na quarta-feira a fase com fogo real das manobras militares anuais Han Kuang, destinadas a testar o grau de preparação das tropas perante uma eventual ofensiva militar chinesa.

Rússia interceta drone "desafiante". O que se sabe sobre Tekever e o AR3?... A Tekever é a empresa portuguesa responsável pelo AR3, o veículo aéreo não tripulado [UAV, na sigla em inglês] destruído pela Rússia na região fronteiriça de Briansk. A empresa foi recentemente selecionada pelo ministério da defesa do Reino Unido para o sistema de vigilância Corvus.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto com Lusa  04/08/2026 

As últimas horas ficaram marcadas pela descoberta (e destruição) de um drone de origem portuguesa por militares russos, que abateram o veículo aéreo não tripulado [UAV, na sigla em inglês] na região fronteiriça de Briansk, na Rússia.

O batalhão anti-UAV, que opera os intercetores de drone Lis, especificou que, embora o drone tenha sido intercetado, permaneceu inteiro. "O motor ficou danificado, mas a fuselagem, o equipamento a bordo e a maior parte da estrutura permaneceram intactos", indicaram as forças russas.

Os militares relataram à Tass que a tarefa de intercetar o drone português "foi desafiante".

O drone em questão foi identificado como um AR3 e foi desenvolvido pela Tekever, uma empresa portuguesa fundada nas Caldas da Rainha em 2001 que, no começo de julho, somava mais de 1.300 trabalhadores e estava instalada em Portugal, no Reino Unido, França, Estónia, Ucrânia e EUA.

Mais recentemente, a Tekever foi até a escolhida pelo ministério da defesa do Reino Unido para o fornecimento do Corvus - um sistema de vigilância do exército britânico assente nos drones AR5 desenvolvidos pela empresa de origem nacional. O contrato é de 467 milhões de euros.

O drone AR3 Evo da Tekever © Getty Images

Quanto ao AR3 que foi abatido nas últimas horas em solo russo, sabemos pelo site oficial da Tekever que se trata de um drone híbrido - na medida que consegue operar em modo asa fixa (como uma aeronave tradicional) e também efetuar descolagem e aterragem vertical.

Este drone da Tekever conta com 4,2 metros de envergadura e 1,96 metros de comprimento, tem um peso entre os 25kg e os 30kg, uma capacidade de transportar cargas até 6kg, uma velocidade de cruzeiro que ronda os 85km/h e uma autonomia que vai até às 22 horas. Mais ainda, o AR3 da Tekever tem um alcance de comunicações máximo de 230km de distância.

Serve lembrar que desde 2023 que a Tekever está envolvida no conflito entre a Ucrânia e a Rússia e, na altura, o presidente executivo e cofundador da Tekever, Ricardo Mendes, afirmou que a empresa estava "muito orgulhosa por estar a apoiar a Ucrânia neste momento crítico”.

"As nossas equipas estão a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, para adaptar continuamente os nossos produtos às condições de campo em constante mudança na Ucrânia, superando dificuldades e desafios tecnológicos a um ritmo diário", referiu ainda.

Aposta da Tekever em Inteligência Artificial

No passado mês de julho foi notícia a decisão da Tekever em comprar a Cloudsweep, uma startup portuguesa dedicada ao desenvolvimento de Inteligência Artificial. A Tekever, que não divulgou o investimento na aquisição, indicou que a Cloudsweep é "uma startup portuguesa especializada na aplicação de inteligência artificial ao desenvolvimento de 'software'".

De acordo com a empresa, esta operação enquadra-se na sua estratégia "de reforçar o ecossistema nacional de inovação, investindo em empresas tecnológicas emergentes, atraindo e retendo talento altamente qualificado e acelerando o desenvolvimento de capacidades críticas para a Europa nas áreas da inteligência artificial, engenharia de 'software' e sistemas autónomos".

Paralelamente, destacou, "reforça uma transformação tecnológica que já vinha desenvolvendo internamente", através da utilização da inteligência artificial como "elemento nativo dos seus processos de engenharia, permitindo acelerar o desenvolvimento de soluções cada vez mais sofisticadas para defesa, segurança e monitorização".

"A Cloudsweep destacou-se desde a sua criação pela qualidade da sua equipa e pela inovação na aplicação da IA ao desenvolvimento de 'software'", indicou, apontando que a integração na Tekever permitirá "potenciar esse conhecimento num contexto de escala internacional", com o "desenvolvimento de tecnologias críticas produzidas em Portugal" e usadas por governos e organizações em toda a Europa.

Com esta aquisição, a Tekever reforça ainda "o seu compromisso com o crescimento do ecossistema tecnológico português", apontando que a inovação passa também "por apoiar empresas emergentes, integrar equipas altamente especializadas e criar condições para que o talento nacional participe no desenvolvimento das tecnologias estratégicas que irão moldar o futuro da Europa".

Momento em que drone cai em resort na Rússia e faz 7 mortos (3 crianças)... Sete pessoas, entre as quais três crianças, morreram numa praia de uma zona de resorts na Rússia. Segundo a imprensa internacional, cerca de 40 pessoas ficaram feridas (21 foram hospitalizadas).

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO
© DC_Global_News/ X (antigo Twitter)   Por   Notícias ao Minuto  03/08/2026 

Pelo menos sete pessoas, entre as quais três crianças, morreram numa praia de uma zona de resorts em Gelendzhik, na região russa de Krasnodar, na sequência da queda de destroços de um drone ucraniano.

Segundo a imprensa local, este é um dos acidentes mais mortíferos das últimas semanas, tendo também 40 pessoas ficado feridas - 21 foram hospitalizadas e 19 assistidas.

Não está ainda claro se o incidente foi causado pela ação dos sistemas de defesa russo ou se pela queda do drone.

Antes da explosão terá sido possível ouvir alguns disparos de armas automáticas. Segundo uma análise feita pela CNN Internacional, estes disparos vêm de, pelo menos, três armas.

Veja as imagens na galeria.


Leia Também: Rússia enfrenta verão marcado por intensificação de ataques ucranianos

A Rússia enfrenta um dos períodos mais sangrentos no seu território desde o início da guerra, com a Ucrânia a intensificar ataques contra refinarias, centros logísticos, zonas costeiras e regiões fronteiriças.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

🇬🇼🇬🇦 Guiné-Bissau recebe o Presidente da República Gabonesa, General Brice Clotaire Oligui Nguema, em visita de trabalho

A República da Guiné-Bissau acolherá, no próximo dia 4 de agosto, Sua Excelência o Presidente da República Gabonesa, General Brice Clotaire Oligui Nguema, para uma visita de trabalho.  

A visita insere-se no reforço das relações de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e o Gabão e constitui uma oportunidade para aprofundar o diálogo político e a cooperação bilateral. 

 Consulte o comunicado na íntegra. ⤵️  

Por MNE.Bissau, 03 de agosto de 2026  

Jornalista condenado no Mali após criticar junta militar... Um jornalista maliano, detido em junho após ter abertamente criticado a junta militar no poder durante um fórum de comunicação social, foi hoje condenado a um ano de prisão, seis meses dos quais com pena suspensa.

© Shutterstock    Por LUSA    03/08/2026 

"Esperávamos um veredicto mais clemente, mas infelizmente...", reagiu em declarações à agência France-Presse (AFP) um dos advogados de Chahana Takiou, jornalista do "22 Septembre" (22 de setembro).

Takiou foi detido no início de junho, na sequência de uma intervenção contra a junta durante o Fórum Panafricano dos 'Media', realizado em Bamaco, a capital.

Durante o fórum, no decorrer de um painel moderado por Idrissa Hamidou Touré, procurador de um tribunal de Bamaco, o jornalista afirmou: "Não há qualquer dinâmica de paz no Mali. Prendem os jornalistas e, em vez de os julgarem ao abrigo do regime de imprensa e dos delitos de imprensa no Mali, é a lei sobre a cibercriminalidade que aplicam".

"A narrativa soberana africana não existe, tal como não existe uma narrativa europeia ou magrebina. O jornalismo é o mesmo em qualquer parte do mundo", tinha também afirmado Chahana Takiou, desencadeando uma ovação dos seus colegas durante outro painel.

Desde a sua chegada ao poder através de um golpe de Estado em 2020, os militares impuseram restrições severas às liberdades no Mali, reduzindo ao silêncio a oposição e as vozes dissidentes por meio de medidas coercivas, processos judiciais e dissolução de partidos políticos.

A junta, liderada pelo general Assimi Goïta, falhou a promessa de devolver o poder aos civis até março de 2024.

O Mali ocupa este ano a 121.ª posição entre 180 países no índice mundial de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Este país do Sahel enfrenta desde 2012 uma profunda crise de segurança, alimentada nomeadamente pela violência de grupos terroristas afiliados à Al-Qaida e à organização Estado Islâmico (EI), bem como de grupos criminosos comunitários e separatistas.


Oficial: Internacional nigeriana Sabastine contratada pelo Benfica... O Benfica contratou Flourish Sabastine para a equipa feminina de futebol, com a atacante de 21 anos, internacional pela Nigéria, a assinar contrato até 2029, com mais um ano de opção, anunciou hoje o clube da Luz.

© SL Benfica    Por LUSA   03/08/2026 

"Antes de mais, estou muito feliz por estar aqui. É muito bom para mim juntar-me a um dos maiores clubes do mundo. Estou muito feliz e muito contente por estar aqui", afirmou Sabastine, em declarações aos meios do Benfica.

A futebolista iniciou o percurso sénior no Bayelsa Queens, da Nigéria, e, em outubro de 2023, saiu para os franceses do Stade de Reims, rumando no ano seguinte para a Turquia, para representar o Galatasaray, e, em julho de 2025, assinou pelo Fenerbahçe, emblema pelo qual foi campeã nacional na derradeira temporada.

"O Benfica ganha muitos títulos. Acompanho a equipa e, por isso, sei tudo sobre o Benfica. Acredito em mim e acredito no meu futebol, por isso acho que vou conseguir", vincou a futebolista, que representou a Nigéria nos Mundiais sub-20 de 2022 e 2024, e estreou-se pela seleção principal em outubro de 2022, num encontro particular diante do Japão.

Já a norueguesa Rakel Engesvik vai deixas as hexacampeãs nacionais, após mútuo acordo para a rescisão do contrato, anunciou também hoje o clube.

A nórdica representou os lisboetas durante uma temporada e meia e participou em 23 jogos, ficando associada à conquista de duas Ligas, uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga.


Leia Também: Conselho da Paz pede a Netanyahu duas semanas sem operações em Gaza

O alto representante do Conselho da Paz para Gaza, Nikolai Mladenov, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que suspenda durante 14 dias as operações no enclave palestiniano para permitir o início das negociações sobre a desmilitarização do Hamas.

Etiópia quer plantar 800 milhões de árvores num dia para ajudar planeta... A Etiópia quer plantar cerca de 800 milhões de árvores num dia, no âmbito de uma iniciativa climática que cresce a cada ano e que o primeiro-ministro etíope classifica de esforço ambiental do país para ajudar o mundo.

© PixaBay  Por  LUSA   03/08/2026 

A enorme campanha, a ocorrer num só dia, realiza-se no âmbito da Iniciativa Legado Verde (GLI, na sigla em inglês) e "reflete o empenho contínuo da Etiópia na recuperação de paisagens degradadas, no fortalecimento dos ecossistemas e na construção de um futuro verde e resiliente", noticia hoje o meio de comunicação social etíope Fana Broadcasting Corporate.

Além disso, acrescenta, esta iniciativa surge também no âmbito de crescentes preocupações globais sobre alterações climáticas, perda de biodiversidade e degradação ambiental, informou o jornal etíope.

O primeiro-ministro, Abiy Ahmed, disse, num dos locais onde decorre a ação, que as árvores "representam esperança e que as plantas colocadas hoje na terra são investimentos no amanhã e no futuro das crianças".

A ação que tem por objetivo atingir os 800 milhões de árvores plantadas num só dia decorre nos meios rurais e nos centros urbanos do país e, segundo os Serviços de Comunicação do Governo, citados por meios de comunicação nacionais, mais de 22,2 milhões de etíopes participam hoje da campanha nacional de plantio de árvores.

Abiy Ahmed afirma ainda que os esforços contínuos de plantação de árvores na Etiópia nos últimos sete anos, através da GLI, lançaram uma base sólida para a prosperidade, o desenvolvimento e o crescimento sustentável do país.

A Etiópia tem tido, desde 2019, campanhas de reflorestação e já plantou mais de 48 mil milhões de árvores e arbustos até hoje.

"A iniciativa tem continuado a expandir-se a cada ano, com a participação de milhões de cidadãos durante a época das chuvas, altura em que as condições naturais oferecem circunstâncias favoráveis à sobrevivência e ao crescimento das plantas", informa o meio de comunicação social.

"As 800 milhões de árvores que se prevê serem plantadas ou semeadas hoje fazem parte da ambição mais vasta da Etiópia de aumentar a cobertura florestal, reabilitar solos degradados e reforçar a capacidade do país para enfrentar desafios associados ao clima", explica.

A campanha contribui também para os esforços que visam melhorar a saúde do solo, proteger as bacias hidrográficas e aumentar a disponibilidade de água através da redução da erosão e do apoio à recarga dos lençóis freáticos, acrescenta.

Além disso, a plantação de árvores de fruto, incluindo variedades de abacate, manga e papaia, abriu também novas possibilidades para melhorar a nutrição, aumentar os rendimentos das famílias e fortalecer as cadeias de valor agrícolas, incluindo oportunidades para o crescimento futuro das exportações, refere.

A Etiópia prepara-se para acolher a 32.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP32), em 2027.

Segundo o primeiro-ministro, a COP32 proporcionará à Etiópia a oportunidade de demonstrar a sua experiência de desenvolvimento verde e partilhar as suas lições práticas com a comunidade internacional.


Trump volta a ameaçar Teerão e exige acordo ou "rendição total"... O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje a ameaçar Teerão e condicionou o levantamento do bloqueio naval ao território iraniano a "um acordo" ou a "uma rendição total".

© Lusa    03/08/2026 

Através da sua rede social, a Truth Social, o líder norte-americano reiterou que estão em curso negociações entre os Estados Unidos e o Irão, uma alegação negada pela diplomacia de Teerão.

Donald Trump criticou a atitude "incrivelmente hipócrita" da liderança iraniana pela sua recusa em confirmar que está em conversações de paz com Washington.

"Pedem uma reunião, alguns diriam 'imploram', as conversas começam e outras são agendadas para o futuro próximo. No entanto, declaram aberta e orgulhosamente que não estão a negociar nada, que nada está a ser discutido e que estão apenas a lidar com Omã", lamentou.

Para o dirigente norte-americano, Teerão está a recorrer "mais uma vez à sua retórica habitual, alegando que controlará firmemente o estreito de Ormuz, quando na realidade já está sob o controlo absoluto da Marinha dos Estados Unidos", referindo-se ao bloqueio militar imposto pela República Islâmica à navegação comercial desde o início da guerra.

"Nada vai para o Irão a menos que o permitamos, e nada acontecerá a menos que haja um acordo ou uma rendição total. Quer o Irão o admita ou não, o facto é que estamos a falar de uma solução para um problema que eles próprios criaram ao longo de décadas", acrescentou.

O Presidente norte-americano reiterou que "o Irão nunca terá uma arma nuclear", a propósito do programa de enriquecimento de urânio que foi usado como um dos argumentos para o lançamento da ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro e um dos temas centrais das negociações entre as partes.

Trump anunciou no domingo que Washington e Teerão retomariam hoje as conversações de paz, após terem ficado paralisadas durante a escalada das hostilidades nas últimas semanas.

Segundo o líder da Casa Branca, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar pediram-lhe que suspendesse os ataques dos Estados Unidos na expectativa de um acordo com Teerão.

Trump afirmou ainda que o próprio Irão pediu a interrupção do plano de novos ataques, que descreveu como "o maior desde a Segunda Guerra Mundial".

No entanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, desmentiu hoje que a República Islâmica esteja em negociações com os Estados Unidos e que as questões relacionadas com Washington serão analisadas e decididas com base nos desenvolvimentos futuros.

Baghaei indicou que, atualmente, Teerão está apenas em conversações com Omã, focadas num acordo sobre uma rota que garanta a passagem segura dos navios pelo estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do crude mundial antes do conflito. A instabilidade securitária na zona fez disparar os preços internacionais dos bens petrolíferos.

Apesar de ambos os lados terem assinado um memorando de entendimento em 17 de junho para cessar os ataques militares e iniciarem um diálogo durante dois meses com vista a um acordo de paz definitivo, as ofensivas cruzadas recomeçaram.

O aumento da tensão levou Teerão a repor as restrições no estreito de Ormuz e Trump a ordenar o restabelecimento do bloqueio naval à costa iraniana.


Leia Também: Trump acusa petrolíferas de ganharem "dinheiro a mais"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou hoje as petrolíferas dos Estados Unidos de ganharem "dinheiro a mais" e exigiu a descida dos preços, enquanto avisava o Irão que tem uma "última oportunidade" para alcançar um acordo de paz.

Rússia diz ter destruído "raro drone português" fornecido à Ucrânia... As forças russas destruíram "um raro drone de reconhecimento português", da empresa Tekever, que fornece estes aparelhos à Ucrânia, disse hoje um responsável militar à agência de notícias russa oficial, Tass.

© Lusa   03/08/2026 

A agência noticiosa indicou que o aparelho Tekever AR3, que foi intercetado na região fronteiriça de Briansk pelo batalhão anti-drones, foi "transferido para um instituto de investigação, onde especialistas irão estudar o seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia".

"Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor. Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada assim antes. O veículo aéreo não tripulado [UAV, na sigla em inglês] tinha uma estrutura de cauda e asa diferente. Quando chegámos ao local do acidente, descobrimos que era um drone de reconhecimento português", disse o comandante da tripulação, citado pela Tass.

Segundo o responsável, "é importante abater UAV de reconhecimento, primeiro porque traçam rotas para os drones inimigos voarem" e porque, "segundo, estão à procura das posições [russas] para atacar".

O batalhão anti-UAV, que opera os intercetores de drone Lis, especificou que, embora o drone Tekever AR3 tenha sido intercetado, permaneceu inteiro.

"O motor ficou danificado, mas a fuselagem, o equipamento a bordo e a maior parte da estrutura permaneceram intactos", indicaram as forças russas.

Os militares relataram à Tass que a tarefa de intercetar o drone português "foi desafiante".

"Após a deteção por radar, começou uma perseguição de quase 30 minutos. A aeronave circulava a uma altitude de cerca de 2,5 quilómetros a uma velocidade de 90-100 quilómetros à hora, impedindo-os de se aproximar. Na aproximação final, a bateria do Lis estava a ficar esgotada, mas a tripulação conseguiu, ainda assim, capturar o drone de reconhecimento português", descreveram.

Em 2023, foi noticiado que a empresa portuguesa Tekever iria fornecer drones à Ucrânia para apoiar operações terrestres e marítimas através do Fundo Internacional para a Ucrânia (IFU), liderado pelo Reino Unido.

O Tekever AR3 é utilizado para operações de longa duração, que podem chegar às 16 horas e possui um sistema em que o operador pode facilmente escolher qual configuração a usar para cada missão específica.

Numa declaração por escrito enviada à Lusa em 2023, Ricardo Mendes, presidente executivo e cofundador da Tekever, afirmou que o grupo estava "muito orgulhoso por estar a apoiar a Ucrânia neste momento crítico" e "grato ao Ministério da Defesa do Reino Unido e ao IFU por permitir contribuir para uma das causas humana maiores - a liberdade e a defesa de um povo".

"As nossas equipas estão a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, para adaptar continuamente os nossos produtos às condições de campo em constante mudança na Ucrânia, superando dificuldades e desafios tecnológicos a um ritmo diário", referiu ainda.


Leia Também: Reino Unido escolhe Tekever para contrato até 467 milhões de euros

A Tekever foi selecionada pelo ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer o Corvus, a nova capacidade de vigilância do exército britânico assente em drones AR5, num contrato de até 467 milhões de euros, foi hoje divulgado.

COMUNICADO | MADEM-G15... O MADEM-G15 informa que interpôs recurso de apelação da sentença no Processo n.º 715/2025, iniciando uma nova fase judicial perante a instância superior.

O partido reafirma a sua confiança na Justiça e no Estado de Direito, esclarecendo que a decisão recorrida não é definitiva e que todas as questões de mérito e processuais serão reapreciadas pelo Tribunal da Relação.

A Coordenação Nacional apela à serenidade, disciplina e confiança dos militantes, simpatizantes e dirigentes, reiterando que a defesa dos direitos do partido continuará a ser feita exclusivamente pelos meios legais e democráticos.

Por  Mistida DI Pubis  Bissau, 3 de agosto de 2026

Condutores apanhados ao telemóvel por... polícias disfarçados de arbustos... Agentes da polícia de Dunellen, no estado norte-americano de Nova Jérsia, encontraram uma forma invulgar de detetar condutores que usam o telemóvel ao volante: esconderam-se disfarçados de arbustos numa zona movimentada da cidade. A operação resultou em 74 multas em apenas seis horas.

REPRODUÇÃO// FACEBOOK DUNELLEN BOROUGH POLICE DEPARTMENT       Por  SIC Notícias   03/08/2026

"Viu o nosso ‘arbusto’ hoje? Se estava com a cabeça enterrada no seu telefone, provavelmente não." Foi desta forma que o Departamento de Polícia de Dunellen brincou nas redes sociais depois de uma operação pouco habitual para combater o uso do telemóvel ao volante.

Na quarta-feira passada, vários agentes esconderam-se junto à estrada, disfarçados de arbustos, para conseguirem identificar condutores que circulavam distraídos com os olhos afastados da estrada e concentrados nos seus telemóveis.

A operação decorreu na North Washington Avenue, uma zona bastante movimentada do centro da cidade, com grande circulação de veículos e pessoas a andar a pé.

Durante seis horas, os agentes passaram 74 multas a condutores que, segundo a polícia, estavam a utilizar o telemóvel enquanto conduziam.

A iniciativa teve como objetivo reforçar o cumprimento da lei de Nova Jérsia que proíbe o uso de telemóveis na mão durante a condução.