© Paul Faith / AFP via Getty Images noticiasaominuto.com 09/06/2026
O homem detido na noite de segunda-feira após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública em Belfast, na Irlanda do Norte, tem nacionalidade sudanesa e "cerca de 30 anos".
Em conferência de imprensa, durante a tarde desta terça-feira, o chefe adjunto da Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Ryan Henderson, acrescentou que, inicialmente, as autoridades pensavam que o homem era somali, mas têm agora razões para acreditar que é sudanês.
O agressor "entrou na Irlanda do Norte vindo de Dublin" e depois "obteve permissão para permanecer no país". A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra da Irlanda do Norte, Emma Little-Pengelly, que indicou que o homem estava no país "com um visto de cinco anos".
O suspeito foi detido por tentativa de homicídio e, segundo a polícia, "uma faca de cozinha foi encontrada no local".
Henderson sublinhou afirmou que a polícia não está à procura de mais ninguém em relação ao ataque neste momento e sublinhou que não há informações de que se trate de um "incidente relacionado com terrorismo".
Já sobre a vítima, um homem com cerca de 40 anos, o responsável revelou que sofreu "ferimentos graves nas costas e na cara", incluindo nos olhos.
Recorde-se que um homem foi detido por suspeita de tentativa de homicídio após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública, em Belfast. O incidente ocorreu na zona da Avenida Kinnaird, pouco depois das 22h30, e foi classificado como "crime grave".
Um vídeo publicado nas redes sociais, que o Notícias ao Minuto decidiu não divulgar devido à violência das imagens, mostra um homem a esfaquear outro várias vezes na cabeça com uma faca. No vídeo, é possível ouvir um dos homens a dizer: "Ele está a tentar cortar-lhe a cabeça".
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer classificou o ataque como "repugnante" e "abominável".
"O horrível ataque ocorrido ontem à noite em Belfast é repugnante. Não tolero de forma alguma cenas de violência abomináveis como esta nas nossas ruas", escreveu na rede social X. "Os meus pensamentos estão, antes de mais, com a vítima, e agradeço aos socorristas e aos cidadãos que intervieram".
Já cinco dos principais partidos do parlamento da Irlanda do Norte emitiram um comunicado, afirmando estarem "unidos na condenação deste horrível incidente".
O crime, sublinhe-se, acontece numa altura de tensão no Reino Unido devido à morte de Henry Nowak, que foi esfaqueado por um imigrante e morreu enquanto estava a ser detido pela polícia.
O caso ocorreu no início de dezembro de 2025, quando Nowak foi erradamente detido e algemado pela polícia, após ser esfaqueado por Vickrum Digwa, pertencente à minoria religiosa sikh. Na altura, o homicida disse aos agentes que tinha agido uma "faca religiosa" em legítima defesa após ser alvo de insultos e agressões.
Imagens divulgadas pela polícia de Hampshire mostram que o jovem de 18 anos alertou várias vezes os agentes que não conseguia respirar e que tinha sido esfaqueado.
"Não consigo respirar. Fui esfaqueado", disse o jovem.
"Acho que não, amigo", respondeu um dos polícias. Os oficiais obrigam-no, depois, a sentar-se, para ser algemado.
O agressor, Vickrum Digwa, foi condenado na semana passada a prisão perpétua com uma pena mínima de 21 anos pelo homicídio.
Leia Também: "Violência bárbara". Homem tenta decapitar desconhecido na rua em Belfast
Uma pessoa foi alvo de um ataque grotesco, na noite de segunda-feira, em Belfast, na Irlanda do Norte. O atacante foi detido e a vítima internada em estado grave. Autoridades e políticos pedem calma e que se deixe a justiça atuar.


Sem comentários:
Enviar um comentário