quinta-feira, 11 de junho de 2026

Teerão anuncia bombardeamento e destruição de base dos EUA na Jordânia... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

© Soeren Stache/picture alliance via Getty Images      Por  LUSA   11/06/2026 

Esta "operação punitiva contra o agressor" teve como alvo "a base aérea de Al-Azraq e o seu centro de controlo, com a utilização de 12 mísseis balísticos", declarou a Guarda, citada pela agência Tasnim, garantindo ter destruído essas instalações "e um grande número de aviões de combate".

Em comunicados publicados antes pela agência de notícias iraniana Fars, a Guarda afirmou ter atacado 18 alvos em duas vagas de ataques contra as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Issa, no Bahrein, e voltou a afirmar a determinação de controlar a navegação através do estreito de Ormuz, especificando que está fechado.

Washington negou que o estreito esteja fechado. "Esta noite [quarta-feira], os navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do estreito de Ormuz", afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) num breve comunicado.

As forças iranianas indicaram ainda que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein.

"Nesta onda de ataques com drones militares, as antenas de comunicações e as instalações de radar do sistema [de mísseis] Patriot da Quinta Frota foram o alvo", referiu a Fars.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra "múltiplos alvos" no Irão como "resposta às agressões" do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

"As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe", o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os "bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão".

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em "um ou dois dias".

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"Estávamos mesmo prestes a chegar a um acordo, mas eles não param de nos enrolar, estão a gozar connosco", exclamou Trump perante a imprensa.

Hegseth, por sua vez, acusou o Irão de "brincar ao gato e ao rato" nas negociações e ameaçou: "Se tivermos de negociar à base de bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso".


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Washington negou que o estreito de Ormuz esteja fechado, como afirmou Teerão, pouco depois de os Estados Unidos terem iniciado uma nova onda de ataques, no maior pico de tensão desde a assinatura do cessar-fogo em abril.

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