sábado, 14 de março de 2026

EUA começam a libertar 172 milhões de barris da reserva de petróleo... O Departamento de Energia dos Estados Unidos (EUA) lançou o primeiro leilão como parte da libertação gradual das reservas estratégicas de petróleo para mitigar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 

O leilão, dirigido às empresas petrolíferas, "abrangerá 86 milhões de barris" de um total de 172 milhões a serem libertados progressivamente, informou o departamento.

De acordo com os termos do acordo, as empresas petrolíferas terão de devolver ao departamento "o petróleo emprestado, mais barris adicionais", refere o comunicado divulgado na sexta-feira.

O objetivo do Departamento de Energia é "reforçar as reservas estratégicas de petróleo, estabilizando os mercados".

Na quinta-feira, o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, disse que a entrega do total de 172 milhões de barris "levará cerca de 120 dias".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou frequentemente a administração do antecessor, o democrata Joe Biden, por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.

Na quarta-feira, o republicano garantiu que as consequências económicas do conflito no Irão, com a forte flutuação dos preços do petróleo, não vão durar muito tempo e assegurou que os mercados foram menos afetados do que tinha previsto.

"Pensei que nos iria afetar um pouco, mas provavelmente afetou-nos menos do que pensava. E voltaremos ao normal muito em breve. Os preços estão a cair consideravelmente", frisou Trump.

Em declarações divulgadas pela Fox News, o Presidente norte-americano acrescentou que "o preço do petróleo vai cair, é apenas uma questão de guerra".

Trump enfatizou que o preço do crude "vai cair mais do que qualquer um imagina", afirmando ainda que os mercados estão a "manter-se bem".

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia decidiram na quarta-feira por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz.

Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.

Apesar deste anúncio, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu 2,67% na sexta-feira, encerrando acima dos 103 dólares por barril numa das suas semanas mais voláteis dos últimos anos

A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial. 


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O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.


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