Por LUSA
Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumo a subir sobre o complexo da embaixada, que até ao momento não fez qualquer comentário público.
O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas com o Irão.
Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança de Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irão e grupos de milícias alinhados com Teerão já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e "podem continuar a atacá-los".
Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias France-Presse (AFP) que um ataque com um drone tinha atingido a embaixada norte-americana.
"Um drone atingiu a embaixada", disse o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.
O ataque ocorre após uma série de ataques contra as Brigadas do Hezbollah, que fizeram dois mortos na capital iraquiana, incluindo um "dirigente importante" do influente grupo armado pró-Irão, também segundo fontes das forças de segurança.
As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas mortais, e as Brigadas do Hezbollah - designadas como um grupo terrorista pelos EUA - não fizeram até ao momento qualquer declaração pública.
Pouco depois das 2h (23h de sexta-feira em Lisboa), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas fações armadas pró-Irão, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.
"Uma figura proeminente foi morta" e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.
Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumo branco a subir do bairro.
Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdad, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.
O falecido era também membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.
Esta coligação de ex-paramilitares, integrada nas forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irão, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.
As Brigadas do Hezbollah fazem também parte da "Resistência Islâmica no Iraque", uma rede pró-Irão que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que albergam soldados norte-americanos no Iraque e no Médio Oriente.
O Iraque está a ser apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irão, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.
Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

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