quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Dias do regime iraniano estão "contados" após repressão sangrenta... O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que os dias do regime iraniano estão "contados", um mês após o início de um movimento de contestação reprimido com violência pelas autoridades do Irão.

Por LUSA 

"Continuo convencido de que um regime que só se consegue manter no poder recorrendo à violência pura e ao terror contra a sua própria população tem os dias contados", disse Merz em Berlim, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo romeno, Ilie Bolojan.

O chanceler acrescentou que esse desfecho "pode contar-se em semanas" e defendeu que o regime de Teerão "não tem qualquer legitimidade para governar".

Merz associou-se ainda à posição da Itália, que pretende incluir a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, na lista de organizações terroristas da União Europeia (UE).

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, deverá apresentar esta proposta aos homólogos europeus na quinta-feira durante uma reunião em Bruxelas.

Merz lamentou ainda que "ainda haja um ou dois países da União Europeia que não estejam prontos" para apoiar essa classificação.

As declarações do chanceler alemão surgem pouco depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter avisado Teerão de que "o tempo está contado" antes de um eventual ataque, após o regime iraniano recusar negociar sob ameaça norte-americana.

Trump lançou o aviso na sua rede social, a Truth Social, numa altura em que Washington está a reforçar a sua presença naval no Golfo, enquanto o Irão procura o apoio das potências árabes da região.

De acordo com um balanço atualizado da organização não-governamental (ONG) Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, 6.221 pessoas, na sua maioria manifestantes, foram mortas desde o início do movimento de contestação no Irão.

A organização está a investigar outras eventuais 17 mil mortes, estimando que pelo menos 42.324 pessoas tenham sido detidas no âmbito da repressão dos protestos.

O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, que levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, perdeu entretanto intensidade, mas as detenções prosseguem, segundo várias ONG.


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Donald Trump escreveu nas redes sociais que tem uma frota militar a caminho do Irão e que está pronta para agir "com rapidez e violência", caso o Irão não aceite negociar com os EUA.


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