Registadas através de camera traps pela equipa do CRISP, com o apoio dos guardas dos parques e colaboradores locais, estas imagens revelam a riqueza da nossa biodiversidade e ajudam a proteger as espécies que fazem parte do nosso património natural.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA em nova escalada na crise entre os dois países
Donald Trump CRÉDITO,GETTY IMAGES Por BBC News Brasil 4 agosto 2026
O governo de Donald Trump revogou nesta terça-feira (4/8) o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em uma nova escalada na crise entre os dois países.
Uma fonte do governo americano confirmou à BBC News Brasil que o visto da embaixadora brasileira está revogado.
O ato, segundo apurou a BBC, foi em resposta à demora do Brasil em autorizar o nome indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização é a concessão de um agrément.
A BBC apurou que o governo brasileiro não tinha a intenção de bloquear a indicação de Perez. Contudo, os Estados Unidos anunciaram o nome do embaixador antes de solicitar formalmente o agrément ao Brasil, contrariando a praxe diplomática.
Além de adiar a aprovação de Perez, o Itamaraty recusou, no mês passado, pedidos de visto de Riley Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, após o jornal The Washington Post ter publicado uma reportagem afirmando que a visita ao Brasil poderia ser utilizada para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Barnes e Samson visitariam Brasília de 27 a 30 de julho para se reunirem com autoridades governamentais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir a integridade eleitoral, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão.
Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão dos EUA e afirmou que as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado são falsas.
O Itamaraty disse que Washington rompeu a praxe diplomática ao anunciar o indicado para a embaixada em Brasília antes de solicitar formalmente o agrément e afirmou que não há prazo definido para a concessão da autorização.
O governo também acusou os EUA de adotar medidas hostis contra o Brasil e de tentar interferir nas eleições do país.
"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz um trecho da nota.
Segundo o diplomata aposentado Rubens Barbosa, ex-embaixador em Londres e Washington, a decisão do governo Trump de revogar o visto é um "precedente perigoso" e marca a escalada da crise política entre os dois países.
"Nunca houve isso [a revogação do visto da embaixadora] na história do Brasil na relação com os Estados Unidos", disse à reportagem.
Ela afirma que foi um problema o governo americano ter ignorado o rito normal da diplomacia e ter anunciado seu novo embaixador para o Brasil sem antes ter solicitado o agrément ao governo brasileiro.
"Na praxe diplomática, a forma é importante. A primeira coisa que têm que fazer é pedir o agrément", destaca.
"E o agrément demora uns 30 dias. Então, é uma forçação um pouco de barra para antecipar a chegada do embaixador aqui", continuou.
Oliver Stuenkel, professor associado de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), também vê a reação do governo Trump como algo desproporcional e que aumenta a pressão da Casa Branca sobre o Brasil.
Ainda assim, não acredita que o governo Lula autorizará rapidamente que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA em Brasília. Com isso, ressalta, a embaixadora brasileira também deve continuar afastada do posto em Washington.
"É pouco provável que a embaixadora volte ao posto antes das eleições. Eu acho que o governo brasileiro, diante das declarações públicas de Trump, de Marco Rubio, prefere não ter um embaixador americano no país que possa buscar legitimar teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral brasileiro", continuou.
EUA avaliam 'novas medidas'
Segundo uma fonte do governo americano ouvida pela BBC News Brasil, a gestão Trump avalia novas medidas diplomáticas caso o governo brasileiro não autorize a nomeação do novo embaixador americano.
Por enquanto, ressalta a fonte, Viotti não foi declarada persona non grata e não foi expulsa do país. Com a medida atual, a embaixadora terá que solicitar um novo visto para entrar nos EUA, caso saia do país.
"O presidente Trump tem o direito de determinar quem representa o povo e os interesses dos Estados Unidos ao redor do mundo. O presidente Trump está formando, em toda a sua administração, uma equipe diplomática de primeira linha pautada pela política 'America First', sujeita ao aconselhamento e consentimento do Senado. Rejeitamos qualquer tentativa de países estrangeiros de interferir em nossos processos internos", disse ainda um porta voz do Departamento de Estado à reportagem.
Quem é Maria Luiza Ribeiro Viotti
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| Viotti foi a primeira mulher embaixadora do Brasil nos Estados Unidos Maria Luiza Ribeiro ViottiCRÉDITO,JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO |
De Belo Horizonte, Viotti foi a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, com aprovação em sessão plenária do Senado Federal em maio de 2023.
Na ocasião, ela destacou que a agenda entre Brasil e Estados Unidos não se restringia apenas às relações econômicas, mas também incluía os planos político, o ambiental e a defesa dos direitos humanos.
"Hoje o Brasil e os Estados Unidos se reconhecem como duas grandes democracias que compartilham valores", afirmou a diplomata.
Ela ingressou na carreira diplomática em 1976 e se graduou em Ciências Econômicas pela Associação de Ensino Unificado de Brasília em 1978, onde também concluiu os cursos de Aperfeiçoamento de Diplomatas (1982) e Altos Estudos (1995). É mestre em economia pela Universidade de Brasília.
Foi a representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas, de 2007 a 2013. Nesse cargo, chefiou a Delegação do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU e presidiu o Conselho de Segurança da ONU.
Também foi embaixadora do Brasil na Alemanha, de 2013 a 2016. Foi chefe de Gabinete do Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante o seu primeiro mandato, de 2017 a 2021.
Durante sua carreira, ocupou funções nas áreas de promoção comercial, organismos multilaterais e política bilateral.
Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para ser embaixador dos EUA no Brasil
Daniel Pérez foi indicado por Trump para assumir a embaixada americana no Brasil em 1º de junho.
Seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado americano antes de ser confirmado no cargo.
Aos 38 anos, Perez preside desde 2024 a Câmara dos Representantes da Flórida, equivalente a uma Assembleia Legislativa no Brasil.
Integrante do Partido Republicano, ele é aliado de Trump e, no ano passado, chegou a ser citado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado.
Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou para a Flórida ainda criança, em 1993. Advogado, formou-se pela Faculdade de Direito da Loyola University New Orleans. Ele é casado e pai de três filhos.
Perez foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2017. Segundo informações divulgadas em seu site oficial, sua atuação parlamentar tem como foco temas ligados ao bem-estar infantil, saúde, fortalecimento das famílias, educação e integridade eleitoral.
Nas redes sociais, ele costuma adotar o slogan Make America Great Again (Maga), associado ao movimento político liderado por Donald Trump, que em português significa 'Faça a América Grande Novamente'. Em diversas publicações, também manifesta apoio às principais pautas do presidente americano.
Em janeiro deste ano, Perez elogiou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
Em uma publicação no X, afirmou que Trump havia tomado "medidas decisivas para trazer paz e segurança ao nosso hemisfério" e para desferir "um grande golpe contra os cartéis de drogas que lucram com a morte e a destruição de vidas americanas".
Caso tenha o nome aprovado pelo Senado, Perez será o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca.
Por que governo Lula negou vistos de funcionários da Casa Branca
O Itamaraty se recusou a conceder os vistos para Riley Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado americano, no fim de julho.
Os planos de sua viagem ao Brasil foram revelados pelo jornal The Washington Post.
A agência Reuters informou que um porta-voz do governo americano afirmou que Barnes e Samson visitariam Brasília de 27 a 30 de julho para se reunirem com autoridades governamentais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir a integridade eleitoral, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão.
No entanto, para o Planalto, a visita dos dois funcionários poderia ser usada para levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
O Departamento de Estado americano rejeitou a acusação e classificou as alegações como "mentira sem fundamento".
Samson é subsecretário adjunto de Estado no Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL).
Segundo o Washington Post, Samson viajou da África para a Europa, promovendo a linha política conservadora do presidente Trump e cultivando laços com grupos de direita.
Riley Barnes ocupa o cargo de secretário-adjunto de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) no Departamento de Estado dos EUA.
Desde abril, tem também funções de embaixador extraordinário para a liberdade religiosa internacional.
O Departamento de Estado americano é comandado por Marco Rubio, que é um crítico contumaz do governo Lula e considerado um aliado da família Bolsonaro.
A decisão veio dias depois de uma fala do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro, que fez acusações sobre as urnas eletrônicas já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em evento com presença de diplomatas estrangeiros.
ECLIPSE: Pode ficar cego! NASA deixa recomendações de segurança para ver eclipse... Entusiasmado para ver o eclipse no dia 12 de agosto? Antes de tomar decisões precipitadas saiba quais são os tipos de óculos que não deve mesmo usar durante este fenómeno. Especialistas deixam alerta e nós revelamos onde pode adquirir uns óculos seguros para aproveitar o eclipse.
© Shutterstock Por noticiasaominuto.com 04/08/2026
De olho no eclipse? Então note que um instante de deslumbramento pode custar uma vida inteira de uma visão.
Embora a cegueira total seja muito rara de se desenvolver durante fenómenos como este, especialistas adiantam que a observação de um eclipse pode resultar numa perda parcial da visão - e há um fenómeno que pode contribuir para isso, portanto é importante que tome alguns cuidados.
O que poderá produzir efeitos negativos à visão durante o eclipse?
O fenómeno é fascinante, mas especialistas da NASA já se pronunciaram acerca dos riscos. No entanto, se tem uns óculos próprios para observar o fenómeno pode estar tranquilo.
Devido à raridade do eclipse solar, é também bastante comum este fenómeno arrastar multidões para a rua - e para não perderem o alinhamento milimétrico da passagem da Lua entre a Terra e o Sol, os populares querem todos ter os óculos que permitem ver este bloqueio completo da luz - o que é bastante sensato e obrigatório!
Não obstante, se não adquirir uns óculos atempadamente, é provável que a procura por estes óculos aumente e que cheguem a esgotar em algumas superfícies comerciais. Nalguns casos estas ruturas de stock podem ainda levar à venda de óculos inadequados. É aqui que começa o problema.
"Inundação" de óculos contrafeitos
Mark Margolis, fabricante de filtros solares, alerta para "inundação" de óculos contrafeitos e adianta ao Inside Edition que olhar para o Sol com este tipo de óculos não certificados "pode provocar uma queimadura na retina".
Numa reportagem da CBS News, o astrónomo Rick Fienberg da American Astronomical Society e o cientista da NASA, Alex Young, deixam claro que os danos provocados por este tipo de "óculos falsos podem ser permanentes".
À revista People, a American Astronomical Society esclarece que o problema destes óculos falsificados prende-se com o facto de "não bloquearem a radiação UV, visível e infravermelha, expondo o utilizador a lesões oculares graves e cegueira permanente", que pode afetar atividades como ler ou conduzir.
Para evitar este tipo de riscos, os especialistas sugerem que procure os óculos com alguma antecedência e no momento de adquiri-los deve conferir estas recomendações de segurança da NASA:
- Os óculos devem indicar a "norma ISO 12312-2";
- Não devem ser usados se estiverem riscados, enrugados ou degradados;
- Óculos de sol comuns não substituem óculos para eclipses.
Ainda com dúvidas? Saiba aqui onde pode reservar os seus óculos de forma totalmente gratuita.
Outros tipos de óculos igualmente proibidos durante o eclipse
De óculos sem lentes ou com óculos de brincar, jamais!
Para alguns pode tratar-se de algo muito óbvio, mas quem tem crianças, sabe que é possível identificar um cenário hipotético destes, afinal, qual é a criança que não gosta de sair de casa com um brinquedo na mão? Portanto, o alerta dirige-se, essencialmente, a pais e cuidadores de menores. Eis os objetos proibidos nas mãos dos mais novos neste dia:
- Óculos de natação;
- Binóculos;
- Brinquedos como telescópios ou máquinas fotográficas;
- Óculos 3D de cinema.
Netanyahu recusa retirada de Gaza antes de desarmamento total do Hamas... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recusou hoje a retirada das atuais posições do exército na Faixa de Gaza, demarcadas pela chamada "linha amarela", até que o desarmamento do grupo islamita Hamas esteja concluído.
© Lusa 04/08/2026
Num vídeo divulgado na rede social Facebook, o chefe do Governo afirmou que as tropas israelitas "não se retirarão das atuais linhas em Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado", na sua primeira reação pública ao acordo anunciado na semana passada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre as próximas etapas do cessar-fogo no enclave palestiniano.
"Trump pensa, e a sua equipa pensa, que o Hamas pode ser totalmente desarmado e Gaza desmilitarizada --- estamos a analisar a situação", observou Netanyahu na sua mensagem, na qual confirma divergências com a Casa Branca, onde se encontrou há uma semana com o líder norte-americano.
Na quinta-feira, Donald Trump anunciou que o Hamas tinha aceitado o desarmamento das milícias palestinianas na Faixa de Gaza, num processo que implicaria a retirada gradual das forças israelitas do território.
"Enviaram-nos uma minuta, com a qual não concordámos. Não era a nossa minuta. Enviámos as nossas respostas", relatou hoje Netanyahu, acrescentando que as observações de Israel foram transmitidas a Washington antes de o assunto ser abordado pelos meios de comunicação social.
Antes desta declaração, um porta-voz do seu gabinete disse na segunda-feira à agência Associated Press (AP) que Israel partilhou "graves preocupações de segurança" com os Estados Unidos relativamente à proposta de acordo para a Faixa de Gaza.
Segundo Doron Spielman, a avaliação dos serviços de informação israelitas indica que o Hamas continua empenhado em reconstruir a sua capacidade militar em vez de se desmilitarizar genuinamente.
O porta-voz afirmou ainda que o exército israelita não se retirará da Faixa de Gaza, onde controla mais de 60% do território, antes de o Hamas se desarmar.
Os islamitas palestinianos começaram por confirmar que foi alcançado um acordo relativamente à questão do desarmamento mas posteriormente indicaram que só o farão depois da cessação dos ataques israelitas e retirada do exército.
O Conselho da Paz, órgão criado por Trump para a Faixa de Gaza no âmbito do plano da Casa Branca, esclareceu na segunda-feira que, "ao contrário de informações imprecisas", a "retirada completa" do exército israelita para além da "linha amarela" só ocorrerá após o desarmamento total do grupo islamita palestiniano, "conforme o Hamas se comprometeu perante os mediadores".
Isto aplica-se tanto a armas ligeiras como pesadas, bem como aos túneis das milícias palestinianas, declarou a organização liderada pelo diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, na rede social X.
A instituição informou ainda que no mesmo dia decorreu uma reunião entre Mladenov e Netanyahu, na qual o futuro do território foi discutido de forma "construtiva e abrangente".
Em resposta, o Hamas disse que aguardava informações "claras e oficiais" do Conselho da Paz e dos países mediadores sobre o processo de desarmamento e reiterou o compromisso com os pontos acordados.
Já hoje, fonte do grupo islamita comentou à agência France-Presse (AFP) que o Hamas e outras fações palestinianas "estão desconfortáveis" com a declaração de Nikolai Mladenov.
O anúncio do acordo com o Hamas colocou Benjamin Netanyahu sob pressão dos ministros ultranacionalistas do seu Governo de coligação, que recusam o entendimento, a poucos meses das eleições agendadas para outubro.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro do ano passado, as hostilidades nunca cessaram no território de Gaza, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violação da trégua.
A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
Leia Também: Israel passa a exigir aprovação do chefe do Estado-Maior antes de qualquer ataque a Gaza
Mudança de procedimento no exército israelita coincide com redução dos bombardeamentos. Qatar pressiona Israel a cumprir acordo, enquanto Netanyahu levanta "graves preocupações".
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Presidente do Irão afasta demissão: "Vou manter-me firme"... O presidente iraniano afirmou hoje que não se irá demitir, apesar dos rumores de que o líder supremo da República Islâmica, Mojtaba Khamenei, estaria a tentar limitar a sua influência.
© Iranian Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images Por LUSA 04/08/2026
"Se alguma vez decidir demitir-me, serei eu próprio a anunciá-lo. Mas não me vou demitir e vou manter-me firme", disse Masoud Pezeshkian numa entrevista televisiva citada pela agência iraniana Tasnim.
O jornal norte-americano The New York Times avançou no dia 4 de julho que Pezeshkian tinha ameaçado demitir-se caso o líder supremo iraniano rejeitasse o memorando de entendimento com os Estados Unidos, firmado a 17 de junho, o que terá aumentado a pressão sobre o líder religioso xiita para que aprovasse o acordo.
Segundo a organização não-governamental (ONG) norte-americana Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), Khamenei acabou por autorizar o acordo apesar de ter "uma opinião diferente".
Em 18 de junho, o líder supremo "provavelmente atribuiu a responsabilidade pelo acordo a Pezeshkian" e ao Conselho de Segurança iraniano para se distanciar de qualquer "fracasso resultante do memorando de entendimento ou das negociações", adiantou o ISW.
Além do Presidente iraniano, Khamenei estará também a procurar limitar a capacidade de outros responsáveis da linha mais pragmática do regime para influenciar a abordagem de Teerão em relação aos Estados Unidos no atual conflito.
Segundo a agência Tasnim, o diretor adjunto do gabinete de comunicação presidencial, Seyyed Mehdi Tabatabaei, rejeitou também hoje as notícias "infundadas" da demissão de Pezeshkian, classificando-as como uma "mentira descarada".
Criticou ainda "os extremistas políticos por espalharem os rumores", numa "tentativa de minar a unidade nacional e servir os interesses dos inimigos do Irão", de acordo com a agência noticiosa iraniana.
Horas antes de se pronunciar sobre a alegada demissão, o Presidente iraniano disse que a República Islâmica não pretende alargar o conflito com Washington, após o homólogo norte-americano, Donald Trump, ter insistido uma vez mais que os países estavam a negociar.
"Defendemos o nosso território, mas não pretendemos uma escalada da guerra nem prolongar o conflito", afirmou Pezeshkian durante um discurso na inauguração de um projeto de saúde de apoio a famílias, segundo a Tasnim.
O líder apelou também ao reforço da coesão interna para impedir que "o inimigo" consiga "dividir e destruir" a sociedade iraniana.
"Devemos trabalhar para construir, nas circunstâncias atuais, uma sociedade que não desperte a ganância do inimigo, na qual este não possa intervir nem seja capaz de a dividir e destruir", afirmou.
Trump insistiu na segunda-feira que os Estados Unidos mantêm negociações com o Irão, apesar de Teerão ter negado isso horas antes, uma postura que o republicano classificou de hipócrita.
"Estamos a dialogar e fazemo-lo a pedido do Irão, com o apoio da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar, além de outros países. (...) Todos queriam dar uma última oportunidade a este processo. É uma última oportunidade. É a última oportunidade que (o Irão) tem para assinar um bom acordo", continuou o líder norte-americano de 80 anos, um dia depois de ter suspendido os ataques contra infraestruturas energéticas iranianas para retomar as conversações.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
Leia Também: Ataque afunda navio indiano na costa do Iêmen, no Mar Vermelho
Região vive instabilidade com o conflito entre o grupo Houthis e a Arábia Saudita. Todos os 14 tripulantes foram resgatados com segurança
SINAPROF APELA AO GOVERNO PARA REVOGAR O DESPACHO QUE SUSPENDE PAGAMENTO DE DIVIDAS AOS SERVIDORES DO ESTADO
Por Rádio Sol Mansi 04. 08. 2026
O presidente do Sindicato Nacional dos Professores apelou ao governo de Transição, no sentido de revogar o despacho nº 07-PM-2022 de 4 de março de 2022, do antigo primeiro-Ministro, Nuno Gomes Nabiam, que mandou na ocasião suspender pagamento de todas dívidas atrasados, aos servidores de estado, desde pensões, subsidios de representações, renumerações, assessorias e outras dividas que, reportam os ano de 2021.
Este apelo foi manifestado hoje, na abertura de um Seminario de Formação dos Formadores dos Agentes do Terreno, para realizar inquérito nas regiões, no quadro da politica de alfabetização.
Domingos de Carvalho, apelou ao governo, no sentido de pagar todas as dividas atrasadas, e efetivar os professores e ainda reclassicar e colocar os professores no regime de novo ingresso no proximo ano letivo.
Este sindicalista planeja levar a cabo, um inquerito em todas as quatro regioes educativas, SAB, Gabu, Quinara e Cacheu, para recolhas das informações, sobre as construções, bem como inteirar-se da politica nacional de alfabetização.
Os professores devem iniciar no dia 12 do mês corrente o inquerito nas quatro regiões educativas, para a recolha das informações, sobre a politica nacional de alfabetização e igualmente saber o numero de pessoas que ainda não sabem ler e escrever
Gabu regista primeiro apagão desde início do fornecimento da EAGB e consumidores relatam prejuízos
Por Braima fati Radio Sintchan ôcco 04/08/2026
A cidade de Gabu registou nos últimos dias o primeiro apagão desde que a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau, EAGB, iniciou o fornecimento de energia elétrica na região.
De acordo com relatos de moradores, o corte de energia pegou comerciantes e famílias de surpresa. Muitos consumidores afirmam que já não têm para onde recorrer e que a falta de comunicação da empresa tem agravado a situação.
Comerciantes denunciam perdas significativas. Produtos refrigerados, como alimentos e bebidas, foram danificados devido à interrupção prolongada do fornecimento. "Investimos para ter as coisas na arca e agora está tudo estragado. E ninguém da EAGB vem explicar nada", disse um comerciante local.
Até ao momento, a EAGB não se pronunciou oficialmente sobre as causas do apagão nem sobre a previsão de restabelecimento do serviço em Gabu. O silêncio da empresa tem gerado indignação entre os residentes, que esperavam maior estabilidade com o início do fornecimento.
A população de Gabu pede esclarecimentos urgentes e medidas para evitar novos cortes, bem como apoio aos que sofreram prejuízos materiais.
PRESIDENTE DO GABÃO REALIZA VISITA DE TRABALHO À GUINÉ-BISSAU PARA REFORÇAR COOPERAÇÃO BILATERAL
Por Rádio Sol Mansi 04-08-2026
O Presidente da República do Gabão, General Brice Clotaire Oligui Nguema, efetuou esta terça-feira, uma visita de trabalho de algumas horas à Guiné-Bissau, com o objetivo de reforçar as relações de amizade e cooperação entre os dois países.
De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, divulgado na segunda-feira e consultado pela redação da Rádio Sol Mansi, a visita visa fortalecer o diálogo político, aprofundar a cooperação bilateral e promover a concertação sobre questões de interesse comum.
Durante a sua permanência em Bissau, o chefe de Estado gabonês manteve encontros com as mais altas autoridades guineenses, centrados no fortalecimento das relações bilaterais e na troca de pontos de vista sobre assuntos regionais, continentais e internacionais.
O programa oficial previa a chegada de Brice Clotaire Oligui Nguema ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira às 11h00. No entanto, o Presidente gabonês chegou por volta das 13h00, tendo sido recebido pelo Presidente da Transição da Guiné-Bissau, General Horta Inta-á.
Após a receção oficial, os dois líderes deslocaram-se para a Primatura, situada nas proximidades do Palácio Presidencial, no centro de Bissau, onde realizaram um encontro privado (tête-à-tête) de poucos minutos.
No final da reunião, os dois chefes de Estado não prestaram declarações à imprensa, mantendo reserva sobre os temas abordados durante o encontro.
GREVE DE TÉCNICOS ESTAGIÁRIOS PARALISA SERVIÇOS E AGRAVA CRISE NO HOSPITAL SIMÃO MENDES
Por Rádio Sol Mansi 04/08/2026
O Sindicato de Base do Hospital Nacional "Simão Mendes" denunciou hoje, que a greve dos 325 técnicos estagiários, iniciada na segunda-feira e por tempo indeterminado, está a comprometer seriamente o funcionamento do maior centro hospitalar da Guiné-Bissau.
A denúncia foi feita esta terça-feira, pelo presidente do sindicato, Iburaimi Sambú, ao repórter da Rádio Sol Mansi durante a visita a este hospital, para avaliar o impacto desta paralisação.
Segundo Iburaimi Sambú, a ausência dos técnicos estagiários obrigou os profissionais efetivos, a assumirem uma carga de trabalho muito superior ao normal, situação que afirma, coloca pressão sobre os serviços e pode comprometer, a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
Este líder do sindical afirmou ainda que, setores considerados essenciais, tais como a urgência, a maternidade, a pediatria e a sala de curativos, eram assegurados em grande parte, pelos técnicos estagiários. Com a greve, diz, muitos doentes deixaram de receber assistência atempadamente, devido à insuficiência de pessoal.
Iburaimi Sambú apelou à Direção do Hospital, para que não recorra ao destacamento de técnicos provenientes de outras unidades hospitalares, como forma de suprir a falta de profissionais. Na sua opinião, essa medida apenas transferiria o problema para outras instituições de saúde, em vez de resolver as reivindicações dos grevistas.
A Rádio Sol Mansi procurou ouvir a reação da Direção do Hospital Nacional "Simão Mendes". No entanto, o secretário da instituição informou que, o diretor se encontrava no Ministério da Saúde Pública e, por isso, não foi possível obter um posicionamento sobre o assunto.
Ministério Público emite mandado de detenção do Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira
Por Radio TV Bantaba
Bissau, 31 de Julho de 2026 – O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), da Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau, emitiu um mandado de detenção contra o empresário Carlos Alberto Mendes Teixeira, por alegado incumprimento das medidas de coação que lhe haviam sido impostas no âmbito de um processo criminal.
De acordo com o despacho do Ministério Público, o arguido é investigado por factos suscetíveis de configurar os crimes de falsificação, administração danosa e abuso de confiança, previstos no Código Penal.
Segundo o documento, durante o inquérito foi aplicada ao suspeito a medida de obrigação de permanência com Termo de Identidade e Residência (TIR), que o impedia de se ausentar do estrangeiro sem autorização judicial, de abandonar a cidade de Bissau sem autorização e de alterar a sua residência sem comunicação prévia às autoridades.
Contudo, o Ministério Público sustenta que Carlos Alberto Mendes Teixeira terá viajado, sem autorização, num voo da TAP no dia 16 de Julho de 2026, com destino aos Estados Unidos da América, para assistir à final do Campeonato do Mundo, violando assim as obrigações impostas pela justiça.
Face à alegada violação das medidas de coação, os magistrados consideraram que estas se revelaram inadequadas para assegurar as finalidades do processo, determinando, ao abrigo do artigo 188.º do Código de Processo Penal, a detenção do arguido e a sua condução à cela de detenção provisória da Polícia Judiciária, onde deverá permanecer à ordem do processo.
O mandado de detenção foi assinado pelos magistrados Serifo Seidi, Domingos Sana Na Mbuda e Jussufi Mané, todos afetos ao Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos.
Nota da redação: As acusações descritas constam dos documentos do Ministério Público. Até decisão judicial transitada em julgado, o visado beneficia da presunção de inocência.
Líbano critica Hezbollah por dar a Israel "pretextos" para a guerra... O primeiro-ministro libanês respondeu hoje às críticas do Hezbollah pela participação do seu Governo nas negociações com Israel, afirmando que foram as ações do grupo xiita que deram aos israelitas pretextos para atacarem o Líbano.
© Stringer/picture alliance via Getty Images Por LUSA 04/08/2026
"A verdade é que a maior ajuda a Israel veio daquele que escolheu o Líbano para aventuras militares de 'apoio' sem sentido e deu-lhes pretextos para atacar o nosso país, espezinhar a sua soberania, destruir as suas cidades e vilas, matar o seu povo e deslocar centenas de milhares", disse Nawaf Salam na rede social X.
O primeiro-ministro reagiu a um discurso do líder do Hezbollah, Naim Qassem, que hoje voltou a criticar as negociações de paz entre o Líbano e Israel, retomadas hoje em Roma, reiterando a exigência do grupo de que o diálogo seja suspenso porque estes contactos "só trouxeram vergonha" ao país.
O Líbano tem sido palco de uma nova ofensiva israelita desde 02 de março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em apoio ao Irão - um aliado do grupo xiita libanês e que está em guerra com os israelitas e norte-americanos -, o que desencadeou um conflito que resultou em mais de 4.300 mortos e mais de um milhão de deslocados no território libanês.
Nem o Estado libanês nem o Exército intervieram nesta guerra, razão pela qual Salam criticou indiretamente o grupo xiita por "decidir unilateralmente entrar em guerra" e ignorar "os interesses dos seus vizinhos e do povo libanês".
Israel e Líbano realizam uma nova ronda de negociações entre hoje e quinta-feira, em Roma, sob os auspícios dos Estados Unidos, para avançar com a implementação do acordo-quadro assinado em junho e finalizar a retirada das tropas israelitas do sul do país, onde o Exército libanês ficará posicionado no seu lugar.
CEUTA: Menino suplica a militar espanhol em Ceuta: "Não, Marrocos não"... Um menino de 12 anos, em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos. Recorde-se que, desde quinta-feira passada, Ceuta vive um crise migratória, tendo entrado na cidade, em apenas 24 horas. cerca de 72.000 pessoas.
© Henry Nicholls / AFP via Getty Images Por Notícias ao Minuto 04/08/2026
Ceuta tem vivido uma crise migratória desde quinta-feira passada quando milhares de marroquinos entraram na cidade autónoma espanhola a nado. A mais recente história é a de um menino de 12 anos que, lavado em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos.
Num vídeo, partilhado nas redes sociais, é possível ver a criança, que estaria sozinha, sem família, a agarrar-se ao militar enquanto chorava.
Dois militares encaminham-no em direção à fronteira, tendo o rapaz continuado a implorar até que outro soldado, um tenente-coronel, tomou conta da situação, explica a Telecinco.
De acordo com a rádio Cadena SER, o menino repetia: "Não, Marrocos não".
"Estava acompanhado, mas deixaram-no sozinho", ouve-se um dos militares a dizer. "Com quem? Não, isso não pode ser", refere de volta o tenente-coronel, levando o menino.
Vários jornalistas terão testemunhado o momento, tendo relatado que o menor de 12 anos quase foi levado para a fronteira e que a intervenção de algumas mulheres, que estavam no local, traduziram o que o menino dizia.
"O menino mal conseguia falar, estava agarrado à senhora e a olhar para nós", contou o jornalista Nicolás Castellano, tendo ainda acrescentado que, segundo o tenente-coronel, o militar tinha "cometido um erro e que a lei garante que uma criança não pode ser expulsa sozinha".
O tenente-coronel entregou depois o menino a um agente da Guardia Civil, tendo sido mais tarde, foi entregue à Cruz Vermelha.
De salientar que cerca de 72.000 pessoas entraram em Ceuta de forma irregular em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, adiantou, esta terça-feira, o ministro da Administração Interna espanhol.
Fernando Grande-Marlaska assegurou que não houve qualquer "movimento secundário" e que "em nenhum momento ficou comprometido o espaço Schengen".
Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.
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O governo de Ceuta disponibilizou dois armazéns industriais com capacidade para aproximadamente 500 pessoas cada para acolher os cerca de mil menores desacompanhados que entraram de forma ilegal na cidade, foi hoje divulgado.
CABO VERDE: FMI desmente avaliação invocada por Francisco Carvalho e MpD exige retratação... O Fundo Monetário Internacional desmentiu o Primeiro-Ministro de Cabo Verde e levou o MpD a exigir um pedido público de desculpas. A oposição acusa Francisco Carvalho de ter invocado indevidamente o nome da instituição para sustentar críticas ao anterior Governo.
Parlamento de Cabo Verde, cidade da Praia. © Carina Branco/RFI Por rfi.fr 04/08/2026
O Grupo Parlamentar do MpD exigiu que o Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, retire as declarações em que atribuiu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) uma avaliação sobre a economia cabo-verdiana, se retrate publicamente e apresente um pedido de desculpas aos cabo-verdianos. A exigência surge depois de o FMI ter esclarecido que não realizou a avaliação invocada pelo chefe do Governo durante o debate sobre o estado da nação.
Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, acusou o Primeiro-Ministro de utilizar indevidamente o nome do FMI para sustentar alegações sobre a existência de contas ocultas e de uma alegada derrapagem orçamental.
" Foi Francisco de Carvalho que falou em contas. Foi Francisco de Carvalho que falou quem acusou Cabo Verde de ludibriar o FMI. Foi Francisco Carvalho quem atribuiu ao FMI uma avaliação que a própria organização afirma não ter realizado. A responsabilidade é inteiramente dele. Não lhe pedimos novas explicações. Exigimos que retire as falsas acusações. Exigimos que se retracte publicamente e que peça desculpas ao povo cabo verdiano", reiterou.
Segundo o dirigente da oposição, nenhum Governo tem o direito de colocar em causa a credibilidade e a reputação de Cabo Verde para obter vantagens políticas de curto prazo.
Na semana passada, durante o debate parlamentar sobre o estado da nação, Francisco Carvalho afirmou que uma missão do FMI tinha identificado um aumento significativo da despesa pública e que a instituição teria sido "ludibriada" pelo anterior Governo.
Entretanto, o Fundo Monetário Internacional veio esclarecer que, durante a missão técnica realizada em Cabo Verde, não procedeu a qualquer avaliação da execução orçamental, por não ter recebido os dados necessários para esse efeito.
Guiné-Bissau discute futuro da agricultura com a CEDEAO
Por CFM - Rádio Notícias 04/08/2026
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural promoveu hoje ( 04.08.2026), em Bissau, um seminário de validação da Contribuição Nacional para a Revisão da Política Agrícola da CEDEAO 2026-2035.
Ao presidir a abertura, o diretor-geral de Planificação Agrária, Ansu Mancal, sublinhou que os instrumentos da Política Agrícola da CEDEAO servem de base orientadora, em articulação com o Plano Nacional de Desenvolvimento.
Já o consultor Carlos Amarante defendeu a criação de um Banco de Desenvolvimento para garantir financiamento aos operadores agrícolas.
O encontro reúne técnicos do ministério e parceiros do setor agrícola durante todo o dia.
🚨 APREENDIDOS 11 KG DE LIAMBA EM OPERAÇÃO FRONTEIRIÇA
Uma cidadã de 37 anos, residente em Bissaquel (Safim), foi detida em flagrante no domingo (02/08) pela Brigada de Ação Fiscal (BAF) no troço Maqué–Ingoré, com cerca de 11 embalagens de produtos estupefaciente de tipo liamba (canábis), de aproximadamente 1 kg cada.
A droga vinha do Senegal, dissimulada entre os coconetes, e tinha como destino a capital.
O caso e o produto apreendido foram transferidos oficialmente da Guarda Nacional para a Polícia Judiciária (PJ) na manhã de hoje (04/08), que agora assume a instrução do processo.
HEZBOLLAH: Negociações com Israel só trarão "vergonha e humilhação"... O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou as negociações diretas entre o Líbano e Israel, que começam hoje em Roma, argumentando que representam a "vergonha e humilhação" do povo libanês.
© COURTNEY BONNEAU/Middle East Images/AFP via Getty Images Por LUSA 04/08/2026
Num discurso televisivo durante uma cerimónia no seu partido, Qassem disse que o Presidente libanês, Joseph Aoun, "não agiu como árbitro ou unificador, mas se tornou parcial e divisor, o que é incompatível com o seu papel e com a força do Líbano".
"A destruição sistemática de cidades e vilas no sul não deveria ser motivo para as autoridades políticas dizerem: 'Não queremos o diálogo com a entidade israelita'?", questionou Qassem.
O líder do Hezbollah referiu que "isso é completamente incompatível com aqueles que desejam a soberania e a unidade da pátria".
Qassem enfatizou ainda a responsabilidade dos Estados Unidos, que sob sua "supervisão e aprovação" foi realizada a "destruição sistemática" do sul do Líbano.
Dirigiu palavras de apoio e reconhecimento ao povo libanês pelos sacrifícios que fizeram ao enfrentar os ataques israelitas.
"Confrontaremos aqueles que colaboram com o projeto israelita e implementam os seus planos contra a resistência, o seu povo e a nossa pátria, tal como confrontamos o inimigo israelita", advertiu Qassem, sublinhando que "o Líbano não pode ser estável enquanto o seu sul sofre".
Qassem afirmou que o Governo libanês "não tem mais nada para oferecer depois de entregar tudo de graça" e que Aoun é um "aliado de Israel".
O líder do Hezbollah afirmou hoje também que está aberto a um "encontro público" com o novo Governo da Síria, algo inédito para o seu partido, que se comprometeu a apoiar o ex-presidente sírio deposto Bashar al-Assad.
"Nada impede um encontro público entre o Hezbollah e a liderança síria quando ambas as partes considerarem apropriado", disse Qassem, defendendo as "relações fraternas, positivas e cooperativas" entre os dois países.
Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter apelado à intervenção de Damasco contra o grupo xiita libanês, entretanto, o Presidente sírio, Ahmad al-Charaa, declarou que se recusava a intervir militarmente no Líbano.
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Os rebeldes Hutis, apoiados pelo Irão, anunciaram hoje um ataque ao aeroporto de Najran, no sudoeste da Arábia Saudita, alegando tratar-se de uma retaliação por "repetidas incursões" sauditas ao norte do Iémen, controlado pelos insurgentes.
CEUTA: Decisão do Supremo ou desinformação: O que originou crise em Ceuta?... Ceuta vive uma crise após milhares de migrantes marroquinos terem entrado a nado na região. Marrocos afirma que a gestão migratória "é uma responsabilidade partilhada", mas alerta que uma decisão do Supremo espanhol espoletou esta crise. Afinal, o que se sabe?
© Adri Salido/Getty Images Notícias ao Minuto com Lusa 04/08/2026
Ceuta vive, desde a quinta-feira passada, uma crise migratória após milhares de migrantes marroquinos terem entrado a nado na comunidade autónoma espanhola. Marrocos afirma que a gestão migratória "é uma responsabilidade partilhada", mas alerta que decisão do Supremo espanhol espoletou esta crise.
O Tribunal Supremo espanhol, recorde-se, anunciou a 8 de julho que interpretou a disposição da Lei de Estrangeiros sobre rejeição de imigrantes ilegais na fronteira ("devoluções a quente") como aplicável apenas quando o migrante transpõe "elementos de contenção" física, como saltar uma vedação.
Ora, como não existem barreiras físicas no mar, a quem entra a nado em Ceuta (ou no enclave de Melilla) deve aplicar-se o procedimento de devolução ordinário - com direito a entrevista e possibilidade de pedido de asilo - sem procedimento sumário de rejeição na fronteira.
Marrocos alertou Espanha sobre decisão do Supremo
"Marrocos assume as suas responsabilidades (...). É um compromisso, não um discurso político ou propaganda. (...) Marrocos não age sob pressões, nem chantagem, nem como contrapartida", afirmou a fonte do MNE marroquino num encontro com um grupo de agências de notícias internacionais.
A mesma fonte referiu ainda que a coordenação com Madrid continua a ser estreita, acrescentando que o governo de Marrocos está "dececionado" com as reações de alguns políticos espanhóis, que acusou de instrumentalizar a crise por interesses eleitorais.
A desinformação
Já o Ministério do Interior de Marrocos apontou, no domingo, que os "acontecimentos em Ceuta" se deveram à desinformação propagada nas redes sociais, à atividade das redes de tráfico de seres humanos e à interpretação errada de dados legais e administrativos.
A entidade salientou que as recentes decisões proferidas pelas autoridades judiciais espanholas quanto à restrição da possibilidade repatriar de forma imediata alguns migrantes irregulares intercetados em alto mar contribuíram para os acontecimentos, tendo em conta que as interpretações erradas e a divulgação enganosa relativamente a essas medidas consolidaram, junto de alguns dos que pretendem emigrar, a convicção de que é possível evitar o repatriamento imediato.
Já esta segunda-feira, os serviços de informação espanhola (CNI) partilharam um primeiro relatório sobre o assunto, e detalharam que Marrocos não planeou a saída de milhares de pessoas do seu território, mas que terá contribuído para a situação.
Segundo o documento, a que o El País teve acesso, Marrocos não planeou o que se passou, mas não fez nada para o impedir. Isto porque o país estaria ciente da notícia falsa que se estava a espalhar nas redes sociais na sequência da decisão do Supremo Tribunal e estava também ciente de que já muitas pessoas estavam a tentar fazer a travessia durante o mês de julho.
"Marrocos mostrou-nos que não é confiável"
O presidente da região de Ceuta, Juan Jesús Vivas, diz-se "indignado com o sucedido", e considera que o presidente de Marrocos provou que não é uma pessoa "confiável".
Segundo detalhou o governante em entrevista ao El País, na segunda-feira, vive-se nestes dias um clima de "tristeza, inquietação, preocupação e angústia" em Ceuta, e aquilo a que se assistiu, diz, não foi uma crise migratória, mas um "ataque, uma violação da integridade territorial de Espanha".
"Não quero que isso seja mal interpretado, mas Marrocos mostrou-nos que não é confiável. Portanto, não há outra opção a não ser implementar todos os meios necessários para evitar que isso aconteça novamente", defendeu notando, ainda, que a fronteira não pode ficar sujeita a "essa constante incerteza de quando Marrocos, em qualquer dia que bem entender, vai abrir as portas e deixar todo o mundo entrar".
Conselho da UE reúne-se esta terça-feira
Portugal estará representado nesta reunião pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Pelo menos 71 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, segundo o mais recente balanço das autoridades.
O episódio levantou a voz de vários líderes europeus com países como a Itália, a Dinamarca, a Finlândia, a República Checa e a Suécia a pedirem a suspensão de Espanha do Espaço de livre circulação Schengen e muitos outros, incluindo Portugal, a reforçarem os controlos fronteiriços com receio que os milhares de pessoas que entraram em Ceuta conseguissem entrar em Espanha continental e aproveitassem a livre circulação para irem para o resto da Europa.
Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu hoje que "a imigração ilegal está a matar a Europa" e que a situação no seu país, quando os democratas "tinham fronteiras abertas", era "muito pior" do que no enclave espanhol de Ceuta.
Moçambique pondera autárquicas, legislativas e presidenciais num só dia... A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana prevê iniciar em 2027 a preparação das eleições autárquicas, programadas para 2028, mantendo em simultâneo estudos sobre a viabilidade de concentrar eleições autárquicas, legislativas e presidenciais num único dia.
© Lusa 04/08/2026
De acordo com o plano de atividades e orçamento da CNE para 2027, ao qual a Lusa teve hoje acesso, a comissão prevê supervisionar a elaboração do calendário eleitoral e do cronograma das autárquicas de 2028, bem como elaborar e submeter ao Conselho de Ministros a proposta da data de realização da votação.
Moçambique realizou eleições autárquicas em outubro de 2023 e eleições gerais, incluindo legislativas e presidenciais, em outubro de 2024, processos marcados por forte contestação dos resultados e meses de protestos que provocaram cerca de 400 mortos e a destruição de empresas e infraestruturas públicas. Em ambos os casos os mandatos são de cinco anos.
Entre as atividades previstas para 2027, a CNE mantém igualmente a realização de reuniões com os partidos políticos para discutir a agenda eleitoral e "avaliar a viabilidade da realização das três eleições num único dia", além de debater a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e da Inteligência Artificial (IA) nos processos eleitorais e o período mais adequado para o recenseamento eleitoral.
A possibilidade de concentrar as eleições autárquicas, legislativas e presidenciais num único escrutínio já constava dos planos da CNE para o atual ciclo de preparação eleitoral, de 2026, surgindo agora novamente inscrita nas atividades programadas para 2027.
O plano de atividades da CNE para 2027 prevê um orçamento global de 877,8 milhões de meticais (12,2 milhões de euros), essencialmente para o funcionamento da instituição, preparação das eleições autárquicas, incluindo a constituição dos órgãos eleitorais, ações de formação, comunicação institucional, supervisão do recenseamento eleitoral e outras atividades preparatórias do próximo ciclo eleitoral.
O documento estabelece ainda a elaboração do cenário fiscal de médio prazo da instituição para 2028-2030 e o arranque dos procedimentos de constituição e instalação dos órgãos eleitorais que deverão conduzir os próximos processos eleitorais.
O plano contempla igualmente uma deslocação de trabalho a Angola para recolha de experiências sobre recenseamento eleitoral permanente, modelo que a CNE tem vindo a estudar como alternativa ao sistema atualmente utilizado em Moçambique, que obriga ao recenseamento antes de cada votação.
Na área de comunicação institucional, a comissão pretende reativar o Centro Nacional de Imprensa e as plataformas eletrónicas oficiais, incluindo o sítio na internet e redes sociais, além de relançar o programa eMonitor+ e criar uma equipa de resposta rápida a boatos e notícias falsas relacionados com os processos eleitorais.
O documento prevê igualmente ações de formação sobre utilização de inteligência artificial na comunicação interna e externa dos órgãos eleitorais, com o objetivo de estabelecer regras e limites para o uso institucional destas ferramentas.
Estão ainda programados encontros com jornalistas para analisar a cobertura das eleições de 2023 e 2024 e identificar melhorias para os próximos pleitos eleitorais.
Segundo o plano, a CNE pretende também reforçar a capacitação dos seus órgãos de apoio a nível provincial e distrital, incluindo a formação e tomada de posse de membros das comissões eleitorais que deverão participar na organização das autárquicas de 2028.
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Moçambique registou mais de 450 casos de cólera que provocaram três mortos em quase dois meses, ultrapassando 9.500 infetados e 89 óbitos nesta epidemia, desde setembro, segundo dados oficiais consultados hoje pela Lusa.
Cinco mortos na região de Moscovo após ataque ucraniano... Um ataque da Ucrânia com drones causou hoje a morte de cinco pessoas e seis feridos na região de Moscovo, Rússia, anunciou o governador local, Andrey Vorobyov.
© Getty Images Por LUSA 04/08/2026
"Esta manhã, as forças de defesa aérea [russas] repeliram um ataque com drones contra a região de Moscovo", escreveu o responsável no Telegram, precisando que vários incêndios deflagraram, no entanto, na zona industrial de Novoselki, após o ataque que atingiu um armazém.
Este ataque, com um balanço elevado no número de vítimas para a região de Moscovo, sucedeu a várias centenas de quilómetros da linha da frente, onde os exércitos russo e ucraniano se enfrentam há mais de quatro anos.
Nas últimas semanas, a Ucrânia tem levado a cabo ataques aéreos contra armazéns russos, que se inscrevem numa campanha de ataques de longo alcance lançados por Kyiv contra infraestruturas civis na Rússia.
A Ucrânia tem visado, em particular, armazéns da empresa gigante do comércio eletrónico Wildberries.
Na região de Leningrado (noroeste), um ataque provocou um incêndio num centro logístico da Wildberries, confirmou o departamento de imprensa da empresa.
O governador local, Alexandre Drozdenko, informou que 17 drones foram abatidos na região e que se verificaram estragos materiais em um armazém.
Do lado ucraniano, na região de Sumi, duas crianças e um idoso foram mortos em ataques com bombas aéreas guiadas russas durante a noite, segundo o governador Oleg Grygorov.
Os corpos das duas meninas foram encontrados nos escombros da sua habitação, segundo a mesma fonte.
A cidade de Kherson também foi alvo de ataques do exército russo durante a noite, tendo ficado ferido um morador de 52 anos, segundo a administração militar da cidade.
Líder de Taiwan rejeita "infiltração" e "terror vermelho" da China... Taiwan não aceitará as tentativas de "infiltração" da China nem o "terror vermelho" promovido pela lei sobre unidade étnica, aprovada no mês passado por Pequim, afirmou hoje o líder taiwanês, William Lai Ching-te.
© Taiwan Presidential Office/Anadolu via Getty Images Por LUSA 04/08/2026
No discurso de abertura do Fórum Ketagalan, um encontro sobre segurança no Indo-Pacífico organizado pelo Governo taiwanês, Lai voltou a criticar duramente a Lei para a Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos, que entrou em vigor na China e que, segundo Pequim, visa reforçar a unidade nacional e promover o desenvolvimento das regiões habitadas por minorias étnicas.
Uma das principais preocupações de Taiwan prende-se com o artigo 63 da lei, que estabelece que "organizações e indivíduos fora da China que pratiquem atos que comprometam a unidade e o progresso étnicos ou promovam o separatismo étnico serão responsabilizados nos termos da lei".
Segundo académicos taiwaneses, esta disposição poderá expor os cidadãos da ilha a riscos políticos e jurídicos, sobretudo aqueles que viajam frequentemente para a China continental ou que aí mantêm emprego, investimentos ou laços familiares.
"A lei chinesa sobre a unidade étnica viola a soberania de Taiwan e persegue religiões e grupos minoritários. Mas vai mais longe. Através de formas de repressão transnacional, impõe censura política em todo o mundo e cria um efeito intimidatório", denunciou Lai, frequentemente descrito pelas autoridades chinesas como "independentista" e "agitador".
Neste contexto, Lai garantiu que "Taiwan não se desviará do seu caminho" e continuará a defender "os valores da liberdade e da democracia", prometendo igualmente "não recuar" na proteção desses direitos perante as ameaças decorrentes da nova legislação chinesa.
"Não aceitaremos a infiltração da frente unida nem o terror vermelho. Não ficaremos de braços cruzados enquanto a China tenta alargar a sua influência sobre Taiwan ou qualquer outra nação, ou região livre. Construiremos sistemas mais robustos para prevenir, responder e proteger-nos destas ameaças", afirmou.
O líder taiwanês sublinhou ainda que Taipé responderá com "ações" assentes nos princípios da "defesa coletiva" e da "responsabilidade partilhada", comprometendo-se a aprofundar a modernização das Forças Armadas e a reforçar a "resiliência de toda a sociedade".
"Mesmo perante ameaças autoritárias e novos desafios globais, manter-nos-emos firmes. Garantiremos que este farol da democracia continue a brilhar e que os alicerces da nossa liberdade permaneçam sólidos", declarou.
As declarações surgem numa altura de crescente tensão entre Taiwan e a China, que considera a ilha, governada autonomamente desde 1949, uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o seu controlo.
As Forças Armadas de Taiwan iniciam na quarta-feira a fase com fogo real das manobras militares anuais Han Kuang, destinadas a testar o grau de preparação das tropas perante uma eventual ofensiva militar chinesa.




























