segunda-feira, 30 de março de 2026

ONU com 8.200 soldados sob fogo cruzado entre Israel e Hezbollah... A missão da ONU no Líbano, que perdeu vários soldados nos últimos dias, tem servido como força de manutenção da paz desde 1978, mas encontra-se no fogo cruzado entre o exército israelita e o Hezbollah.

Por LUSA 

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), que conta com quase 8.200 soldados de 47 países, encontra-se entre Israel e a formação xiita pró-iraniana, que arrastou o Líbano para a guerra entre Israel e os Estados Unidos, por um lado, e o Irão, por outro, com um ataque a 02 de março.

Desde então, a FINUL tem sido alvo de tiros em várias ocasiões.

Um soldado indonésio foi morto no domingo pela explosão de um projétil de origem desconhecida perto da cidade fronteiriça de Adchit Al Qusayr. Mais dois soldados foram mortos hoje numa "explosão de origem desconhecida" perto de Bani Hayyan, outra cidade fronteiriça, e vários outros ficaram feridos.

A 06 de março, três soldados ganeses ficaram gravemente feridos num ataque à sua base em al-Qauzah, atribuído a Israel pelo Presidente libanês, Joseph Aoun.

Poucos dias depois, projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês.

Durante a última guerra entre o Hezbollah e Israel no outono de 2024, a FINUL acusou as tropas israelitas de disparos "repetidos" e "deliberados" sobre as suas posições.

Em que consiste a FINUL?

A missão está destacada entre o rio Litani e a fronteira entre o Líbano e Israel, e a sua sede está localizada em Ras al-Naqoura, perto da fronteira com Israel.

Os principais contingentes nesta força são fornecidos pela Indonésia, Índia, Gana, Itália e Nepal. Malásia, Espanha, Irlanda e França também contribuem com militares.

A FINUL é principalmente responsável pelo apoio ao trabalho humanitário, mas também pode "decidir sobre quaisquer ações necessárias em termos do destacamento das suas forças, de modo a garantir que a sua área de operações não seja usada para atos hostis".

Criada em 1978, a FINUL destacou 6.000 soldados após uma primeira invasão de parte do sul do Líbano por Israel, que alegava querer proteger o norte do seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Em 1982, as tropas israelitas chegaram até à capital libanesa, Beirute, antes de se retirarem em 1985. Ordenado pelo Conselho de Segurança (resolução 425) para retirar as suas forças de todo o território libanês, Israel manteve uma faixa fronteiriça.

Só em agosto de 2000 é que a FINUL, até então uma testemunha impotente contra Israel no sul do Líbano, foi destacada para a fronteira, após o fim da ocupação israelita em maio.

O mandato da missão, renovado anualmente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, expirará a 31 de dezembro de 2026, depois de, no final de agosto passado, sob pressão dos Estados Unidos e de Israel, o Conselho de Segurança ter decidido agendar a retirada para 2027, o que alguns consideram prematuro.

Resolução 1701

A FINUL apela à aplicação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que pôs fim à guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006.

A resolução estipula a cessação das hostilidades em ambos os lados da fronteira e prevê apenas que os "capacetes azuis" da ONU (como são conhecidos os operacionais das missões da organização internacional) e o exército libanês sejam destacados para o sul do Líbano.

Este texto permitiu a colocação do exército libanês ao longo da fronteira até então mantida pelo Hezbollah. Mas o grupo xiita manteve presença na região, onde, segundo especialistas, escavou uma grande rede de túneis, o que viola a Resolução 1701.

Em 2020, a ONU pediu, em vão, ao Líbano acesso a estes túneis sob a Linha Azul, que marca ao longo de 120 quilómetros a zona de retirada de Israel e a divisão entre os dois países.

Após 2006, tiroteios e tensões entre Israel e o Hezbollah continuaram, ainda que esporadicamente, até à nova escalada em outubro de 2023.

Pelo menos 340 mortos

A missão perdeu pelo menos 340 homens, maioritariamente soldados, desde 1978.

Houve incidentes entre patrulhas dos "capacetes azuis" e residentes do sul do Líbano, incluindo apoiantes do Hezbollah.

O último incidente deste tipo ocorreu em dezembro de 2022, quando um "capacete azul" irlandês foi morto e outros três ficaram feridos num ataque ao veículo em que seguiam.

E agora?

As autoridades libanesas disseram no final de janeiro que queriam "uma presença internacional, preferencialmente a ONU", e pediram aos contingentes europeus que permanecessem.

No início de fevereiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que o exército libanês deveria "substituir a FINUL, que tem 700 soldados franceses, quando chegar a altura".

A Itália indicou que quer manter uma presença militar no Líbano após a saída da FINUL.


Leia Também: FINUL confirma morte de três "capacetes azuis" nas últimas 24h no Líbano

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou hoje, em comunicado, que três dos seus militares foram mortos nas últimas 24 horas em dois incidentes separados no sul do território libanês.

Portugal. LEI DO RETORNO: Estrangeiro ilegal nascido cá evita expulsão se viver no país há 5 anos... Um estrangeiro que tenha nascido em Portugal e que esteja em situação irregular só pode evitar a expulsão se conseguir provar que vive no país há pelo menos cinco anos, segundo uma proposta do Governo.

© Luis Boza/NurPhoto via Getty Images  Por  LUSA  30/03/2026 

A proposta de lei do Governo que visa acelerar os procedimentos de afastamento de estrangeiros em situação irregular, conhecida como lei do retorno, deu hoje entrada na Assembleia da República após ter sido aprovada a 19 de março em Conselho de Ministros e estado em consulta pública.

O Governo mantém que um estrangeiro com um filho menor português não pode ser expulso do país, no entanto estabelece limites quanto aos afastamentos, nomeadamente que só pode evitar uma expulsão quem "tenha nascido em território português e aqui resida há pelo menos cinco anos".

Este requisito também passa a ser exigido aos imigrantes que tenham vindo para Portugal com menos de 10 anos e que aqui residam.

A proposta estabelece também que os menores não acompanhados com menos de 16 anos não podem ser expulsos, ficando também vedados ao afastamento coercivo os estrangeiros com "filhos maiores que, em razão de deficiência, doença grave ou incapacidade, deles dependam efetivamente".

Ressalvando que têm de ser ponderados os princípios "do superior interesse da criança e da unidade da vida familiar", o executivo defende a expulsão de quem "tenha sido condenado em pena de prisão igual ou superior a cinco anos" e de suspeitos dos "crimes de terrorismo, sabotagem ou contra a segurança do Estado ou de condenação pela prática de tais crimes".

Os prazos de detenção de estrangeiros nos centros de instalação temporária (CIT) e espaços equiparados para efeitos de afastamento do país foram alargados dos atuais 60 para 180 dias, podendo ser alargados por mais 180 dias.

"A colocação de cidadão estrangeiro em centro de instalação temporária não pode exceder o estritamente necessário à execução da decisão de afastamento coercivo, com o limite de 180 dias, prorrogáveis por igual período, no caso de se verificar a falta de cooperação do cidadão estrangeiro ou atrasos na obtenção da documentação necessária junto de países terceiros", precisa o documento.

A proposta prevê a introdução de novas medidas de coação alternativas à detenção, como o depósito de caução ou garantia financeira, obrigação de entrega de documentos de viagem e instalação em regime aberto em centros de instalação temporária.

O Governo propõe também que o cidadão estrangeiro notificado de decisão administrativa para abandonar o país deve fazê-lo entre 20 e 30 dias, podendo este prazo ser prorrogado quando está em causa "a duração da permanência, a existência de filhos que frequentem a escola, a existência de outros membros da família e de laços sociais, disso sendo notificado o cidadão estrangeiro".

O Governo propõe também o fim das notificações de abandono voluntário, além de alargar para cinco anos o prazo de interdição de entrada em Portugal para os estrangeiros que sejam afastados coercivamente, prazos que podem ainda aumentar em situações agravadas.

No caso dos pedidos de asilo, a proposta refere que a apresentação do pedido de proteção internacional "não suspende a tramitação de procedimento administrativo ou de processo criminal por entrada irregular em território nacional" e que o desfecho do processo-crime só pode ocorrer depois de decidido o pedido de proteção internacional.

A proposta ressalva que os requerentes de asilo "não podem ser mantidos em regime de detenção somente pelo facto de a terem requerido", frisando que só devem ser detidos em CIT "por motivos de segurança nacional, saúde pública, quando exista risco de fuga ou no caso de entrada ou permanência ilegal em território nacional, com base numa apreciação individual e se não for possível aplicar de forma eficaz outras medidas alternativas menos gravosas".

"O Governo propõe um conjunto de medidas com vista a acelerar os procedimentos de afastamento de cidadãos estrangeiros em situação irregular", refere o executivo, sustentando que as medidas, "não comprometendo a garantia de respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos estrangeiros", procuram promover "uma desburocratização do processo e reforçar os meios legais para a efetiva concretização do afastamento de quem não tem direito a permanecer em Portugal".

A proposta visa alterar o regime de acolhimento nos centros de instalação temporária, que são geridos pela PSP, a lei de estrangeiros e a legislação que regula o asilo.

NATO confirma interceção de míssil iraniano que se dirigia para a Turquia... A NATO confirmou hoje ter intercetado um míssil iraniano que se dirigia para a Turquia, o quarto desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  30/03/2026 

"[A Aliança Atlântica] está pronta para enfrentar tais ameaças e fará sempre o que for necessário para defender todos os aliados", afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart, na rede social X.

Momentos antes, o Ministério da Defesa turco já tinha anunciado a interceção, através dos mecanismos de defesa aérea da NATO, de um quarto míssil lançado contra o seu território, que atribuiu ao Irão.  

"Um projétil balístico, que se determinou ter sido lançado a partir do Irão e ter penetrado no espaço aéreo turco, foi neutralizado pelos meios de defesa aérea e antimísseis da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", indicou o ministério.

O comunicado das autoridades turcas não especificou a região em que o míssil foi intercetado pelos meios da NATO, nem qual poderia ter sido o potencial alvo.

A Turquia, que está envolvida nas tentativas de mediação para pôr fim à guerra, nomeadamente através de negociações conduzidas com o Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Egito, pretende manter-se fora do conflito em curso, desencadeado pelos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.

"Impedir que o nosso país seja arrastado para este conflito é a nossa prioridade número um", afirmou o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O míssil hoje intercetado foi o quarto lançado em direção à Turquia desde o início da guerra no Irão, sem que algum tenha atingido solo turco.

"Todas as medidas necessárias são tomadas com determinação e sem hesitação perante qualquer ameaça ao território e ao espaço aéreo do nosso país e todos os desenvolvimentos na região são acompanhados de perto, dando prioridade à nossa segurança nacional", declarou o ministério.

A embaixada do Irão na Turquia negou qualquer responsabilidade de Teerão, mostrando-se disposta a constituir "uma equipa técnica conjunta" para investigar estes incidentes.

Apesar disso, Ancara anunciou na semana passada o destacamento pela NATO de uma nova bateria antiaérea Patriot na base militar de Incirlik (sul), que alberga forças norte-americanas.

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.

Teerão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.


Leia Também: Turquia anuncia interceção de quarto míssil lançado a partir do Irão

A Turquia anunciou hoje a interceção de um quarto míssil lançado contra o seu território, atribuído ao Irão, segundo o Ministério da Defesa turco.

EUA afirmam que em breve "retomarão o controlo" do Estreito de Ormuz... Os Estados Unidos (EUA) defenderam hoje que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, "retomarão o controlo" desta via marítima estratégica para que os navios petroleiros possam circular pela rota sem restrições.

© Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  30/03/2026 

A garantia foi dada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa entrevista à estação de televisão Fox News, que lembrou que o trânsito de petróleo e mercadorias no estreito foi interrompido pelo Irão em represália pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.

"O mercado está bem abastecido e todos os dias vemos um número crescente de navios a transitar [pelo estreito], mas, com o tempo, os Estados Unidos retomarão o controlo dos estreitos e a liberdade de navegação será restabelecida, quer através de escoltas norte-americanas quer por meio de uma escolta multinacional", referiu Bessent.

Ainda assim, o representante estimou o atual défice do mercado entre 10 e 12 milhões de barris, perante o qual a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, está a fornecer cerca de quatro milhões de barris por dia, no âmbito da decisão dos 32 países da Agência Internacional da Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris das reservas de emergência.

Antes da eclosão do conflito, pelo Estreito de Ormuz passava quase um quinto do petróleo mundial.

O risco de uma profunda crise económica mundial persegue a administração Trump, que solicitou a ajuda de países aliados para reabrir o tráfego no Estreito de Ormuz, sem conseguir apoios à sua proposta, após o que chegou a qualificar como "cobardes" os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Trump adiou até 06 de abril o ultimato a Teerão para desbloquear esta passagem estratégica, dando margem a negociações cuja existência o Irão nega, reconhecendo apenas a troca de mensagens através de intermediários como o Paquistão.

Já hoje, o Presidente norte-americano afirmou, numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, que "foram alcançados grandes progressos" nas conversações "para pôr fim às operações militares [dos EUA] no Irão", sem entrar em pormenores, ao mesmo tempo que ameaçou atacar instalações energéticas e petrolíferas do país persa caso não seja alcançado um acordo.

O Presidente norte-americano assegurou no domingo que o Irão permitirá a passagem de 20 navios petroleiros através do Estreito de Ormuz como um "presente" e "sinal de respeito" para com os Estados Unidos.

As declarações de Trump surgem num contexto de aumento da presença militar de Washington no Médio Oriente, com o destacamento de cerca de 50.000 militares no total e alegados planos do Pentágono (Departamento de Defesa) para uma incursão terrestre no Irão, segundo informações divulgadas por meios de comunicação social norte-americanos.

Quanto ao levantamento das restrições ao petróleo iraniano e russo já carregado em navios, o secretário do Tesouro norte-americano defendeu que "nenhum dos regimes receberá dinheiro adicional" com esta medida, aplicada para aliviar os mercados energéticos sujeitos a fortes flutuações após o encerramento de Ormuz.

Além disso, não demonstrou preocupação com os ataques dos rebeldes xiitas huthis, do Iémen, que anunciaram no sábado a entrada na guerra do Irão, e indicou que as ações das forças iemenitas estão dirigidas "especificamente" contra Israel.

"Estamos a levar a cabo uma campanha de bombardeamentos contra os huthis e, até agora, têm-se mantido bastante tranquilos, e prevejo que assim continuarão", afirmou Bessent.

Presidente libanês tenta negociar com Israel e alerta para guerra civil... O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou hoje que as autoridades continuam a tentar negociações com Israel e advertiu contra qualquer tentativa de arrastar o país para uma guerra civil, num contexto de crescentes tensões entre comunidades.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   30/03/2026

"A mão que se estender contra a paz civil será cortada", alertou Joseph Aoun num encontro com representantes de um fórum local, em declarações citadas a partir de um comunicado da Presidência libanesa.

"Ninguém no Líbano quer que rebente uma guerra civil e aqueles que tentarem pescar em águas turbulentas não terão sucesso nos seus esforços", acrescentou Aoun, referindo-se a qualquer ator que procure tirar partido do caos da guerra para provocar novos problemas.

O novo conflito entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah voltou a aumentar o receio de um eventual surto de violência interna, depois de um ataque unilateral do movimento armado ter desencadeado uma intensa campanha de bombardeamentos israelitas contra o sul do Líbano e o aparente início de uma invasão.

Em retaliação, o Governo libanês ilegalizou no início do mês as atividades armadas do movimento xiita pró-iraniano e prometeu concluir o desarmamento de Hezbollah, uma questão que tem gerado tensões entre ambas as partes desde o verão passado.

Além disso, a ofensiva aérea e terrestre israelita deslocou mais de um milhão de pessoas, a grande maioria oriunda de regiões xiitas, para zonas habitadas em maioria por outras comunidades, por vezes desencadeando tensões e provocando a rejeição dos residentes locais, receosos de que os recém-chegados possam tornar-se alvo de ataques.

"A situação no sul é trágica devido às graves violações cometidas por Israel e continuamos os contactos internacionais para impulsionar as negociações com Israel", indicou o Presidente, segundo a nota.

Aoun procura promover uma iniciativa para pôr fim à guerra que inclui uma proposta de negociações com Israel, uma opção que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, considera "inaceitável", tendo em conta a continuação da ocupação e dos ataques israelitas.

Rússia captou imagens de satélite de base aérea dos EUA atacada pelo Irão... A Rússia terá captado imagens de satélite da base aérea dos Estados Unidos na Arábia Saudita, dias antes do ataque do Irão, que feriu soldados norte-americanos. A informação foi divulgada pelo próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© AHMAD AL-RUBAYE / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  30/03/2026 

A Rússia terá captado pelo menos três imagens de satélite da base aérea norte-americana na Arábia Saudita apenas dias antes de o Irão atacar o local, ferindo os soldados dos Estados Unidos. A informação é da inteligência ucraniana, partilhada pelo próprio presidente Volodymyr Zelensky em entrevista à NBC News.

"Eu acho que é do interesse da Rússia ajudar os iranianos. E eu não acredito - eu sei que eles partilham informação", afirmou de forma perentória no sábado, 28 de março, depois de uma reunião no Qatar. "Eles ajudam os iranianos? Claro que sim. Quanto é que eu acredito nisto? 100%."

Durante a mesma conversa, Zelensky partilhou um relatório da inteligência ucraniana onde era detalhado que os satélites russos tinham captado imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, a 20, 23 e 25 de março. No dia seguinte a esta última imagem, o Irão atacou a base, que albergava tropas norte-americanas e sauditas.

Vários soldados dos Estados Unidos ficaram feridos, segundo duas altas patentes norte-americanas, mas nenhum ficou em perigo de vida.

Na opinião do líder ucraniano, a captura de fotografias pelos russos mostra, claramente, uma indicação de que podem ter auxiliado a planear o ataque.

"Nós sabemos que se eles tirarem as imagens uma vez, estão-se a preparar. Se tirarem imagens uma segunda vez, é como uma simulação. A terceira vez significa que em um ou dois dias vão atacar", garantiu sem, no entanto, mostrar provas das informações que estava a partilhar durante as entrevistas. A NBC News faz também questão de notar que não conseguiu verificar a informação.

A possível partilha de dados entre a Rússia e o Irão não é novidade. Aliás, a própria chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas já acusou Moscovo disso mesmo: "Estamos a ver que a Rússia está a ajudar o Irão com informações para visar americanos, para matar americanos", disse à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris, na sexta-feira, 26 de março. Kallas acrescentou ainda que os russos estarão ainda a fornecer drones melhorados ao Irão.

Desde o início que a Rússia critica a ofensiva israelita e norte-americana a Teerão, tendo dito que a justificação usada por Donald Trump para atacar o Irão era "infundada" e que os dois países tinham mergulhado "o Médio Oriente num abismo".

Ainda na mesma entrevista, Volodymyr Zelensky confessou estar preocupado que as armas que os Estados Unidos estão a enviar para a Ucrânia possam ser desviadas para o conflito no Médio Oriente.

"Estou muito preocupado. Espero que os Estados Unidos não cometam estes erros", afirmou, realçando que o envio de armas dos seus aliados no Ocidente é crucial para que Kyiv continue a defender-se contra Moscovo.


Leia Também: Irão: União Europeia decide prolongar sanções ao regime até abril de 2027

O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje prolongar até abril de 2027 as sanções contra o Irão devido a "graves violações dos direitos humanos" no país, anunciou a instituição.

POLÍCIA JUDICIÁRIA DETÉM CASAL ACUSADO DE FALSA CURA DO VIH NA GUINÉ-BISSAU

Por  RSM 30 03 2026

A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois cidadãos suspeitos de cobrarem quantias elevadas de dinheiro sob a alegação de que seriam capazes de curar o VIH tipo 1, num caso que está a ser tratado como crime de atentado contra a saúde pública.

Entre os detidos encontram-se uma mulher de nacionalidade luso-guineense de 50 anos de idade e o seu marido, de nacionalidade sueca, de 53 anos de idade. 

Segundo as autoridades, o esquema estaria a ser desenvolvido na localidade de Bor, arredores de Bissau, numa casa arrendada.

De acordo com informações recolhidas, o casal promovia os seus supostos tratamentos através das redes sociais, atraindo diversas pessoas. Pelos serviços, cobravam cerca de 100 mil francos CFA aos cidadãos nacionais e valores que podiam atingir os 18 mil euros aos estrangeiros.

Os suspeitos deverão ser apresentados ainda hoje às autoridades judiciais. Em conferência de imprensa, o subinspetor da PJ, Domingos Etiene Gomes, explicou que, durante a operação, foi confirmado que o casal tem filhos menores, que serão encaminhados para o lar de acolhimento da SOS Guiné-Bissau.

O responsável adiantou ainda que os dois cidadãos não possuíam qualquer certificação para exercer atividades na área da saúde.

As autoridades admitem, no entanto, que ainda não é conhecido o número exato de pessoas que terão sido submetidas ao alegado tratamento fraudulento. 

O caso continua sob investigação, com o Ministério Público a conduzir diligências para apurar todos os factos.

Entretanto, a PJ não adianta se esquema ter sido expandido para outras regiões do país. Situações semelhantes têm sido frequentemente reportadas, com indivíduos a utilizarem megafones nas ruas para vender remédios tradicionais, prometendo alegada cura de diversas doenças crónicas.

VICE- PRESIDENTE, DIONÍSIO CABY, ASSEGURA A GESTÃO DOS ASSUNTOS CORRENTES DO PRS NA AUSÊNCIA DO PRESIDENTE FÉLIX BULUTNA NANDUNGUE.

A DIREÇÃO DA COMUNICAÇÃO E IMAGEM DO PRS  Bissau, 30 de março de 2026

EUA ameaçam destruir ilha petrolífera iraniana se Ormuz não reabrir... O presidente norte-americano ameaçou hoje eliminar a ilha de Kharg, importante local petrolífero iraniano, se o Estreito de Ormuz não for reaberto e as negociações com Teerão, que descreveu como "sérias", não chegarem a uma conclusão "rápida".

© Anna Moneymaker/Getty Images     Por  LUSA    30/03/2026 

"Os Estados Unidos da América estão em discussões sérias com um novo regime, mais razoável, para acabar com as nossas operações militares no Irão. Foi feito um enorme progresso", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social.

No entanto, deixou uma nova ameaça: "Se por alguma razão não for alcançado um acordo rapidamente, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa encantadora 'estadia' no Irão explodindo e aniquilando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a ilha Kharg (e possivelmente todas as fábricas de dessalinização!)".

Segundo Trump, estas fábricas ainda não foram atingidas "deliberadamente".

"Isto será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irão massacrou durante os 47 anos do 'Reinado de Terror' do antigo regime", concluiu o Presidente dos Estados Unidos.

Nas últimas horas, as autoridades iranianas voltaram a negar que tenham existido contactos diretos com o Governo norte-americano e mostraram dúvidas de que o Presidente Trump tenha um interesse real em alcançar qualquer acordo.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, confirmou contactos através de terceiros, embora tenha classificado as primeiras propostas vindas de Washington como irrazoáveis.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início da guerra, há 31 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Zelensky propõe trégua energética a Moscovo para responder à crise... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país intensificou nas últimas semanas os ataques contra instalações petrolíferas russas, propôs hoje uma trégua energética a Moscovo para responder à crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

© Danylo Antoniuk/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA  30/03/2026 

A Ucrânia recebeu recentemente "sinais de alguns dos [seus] parceiros" a pedir para "reduzir os ataques contra o setor petrolífero" russo, indicou Zelensky numa mensagem de voz enviada para o grupo de WhatsApp que partilha com os jornalistas que acompanham a atualidade da Ucrânia.

A guerra no Médio Oriente começou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

"Sublinho mais uma vez que, se a Rússia estiver pronta para não atacar o setor energético ucraniano, nós não atacaremos o seu setor energético em resposta", acrescentou Zelensky, que insistiu que está disposto a declarar qualquer tipo de cessar-fogo que também seja aceite pela Rússia.

"Recordem que estamos prontos para qualquer tipo de cessar-fogo que seja positivo. Cessar-fogo total. Cessar-fogo energético. De segurança alimentar, energética. Por mar e ar...", declarou o Presidente ucraniano.

Zelensky disse que transmitiu esta posição aos líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar, com os quais se reuniu no final da semana durante a sua digressão pelo Golfo e alguns dos quais têm mediado entre ucranianos e russos.

O chefe de Estado ucraniano voltou a pedir que as negociações de paz tripartidas com norte-americanos e russos sejam retomadas o mais rapidamente possível e explicou, uma vez mais, que o próximo encontro neste formato -- que deveria ter decorrido no início deste mês -- continua a ser adiado devido à recusa dos russos em que se realize nos Estados Unidos.

O presidente ucraniano indicou que a equipa negociadora dos Estados Unidos deixou claro que não viajará enquanto o seu país estiver em guerra com o Irão.

Segundo Zelenski, os russos rejeitam deslocar-se aos Estados Unidos e propuseram a Suíça e a Turquia como possíveis locais para uma nova ronda de negociações. O chefe de Estado ucraniano reafirmou que a Ucrânia está aberta a qualquer opção para que a reunião tenha lugar.

Por outro lado, Kiev pediu desculpas à Finlândia depois de dois drones ucranianos terem caído no domingo no sul daquele país, informou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguiï Tykhy.

"Já apresentámos as nossas desculpas à parte finlandesa por este incidente. Nenhum drone ucraniano foi direcionado para a Finlândia. A causa mais provável é um desvio provocado pelos sistemas de guerra eletrónica russos", afirmou o porta-voz.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu desculpas à Finlândia após a queda de drones ucranianos em território finlandês. O incidente, ocorrido no domingo, levou a Força Aérea da Finlândia a ativar o estado de alerta

Líder da UNRWA diz que destruir agência foi objetivo de Israel em Gaza... O comissário-geral da Agência das Nações Unidas (UNRWA), Phillipe Lazzarini, afirmou hoje que a destruir a agência se tornou um objetivo da guerra de Israel em Gaza para destruir arquivos fundamentais para os direitos dos palestinianos.

© Celestino Arce/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   30/03/2026 

Lazzarini, que termina este ano o seu mandato, escreveu, num arigo de opinião hoje publicado no jornal Público, que o registo de refugiados e os arquivos guardados pela UNRWA "que documentam o deslocamento histórico destas populações, são fundamentais para a proteção dos direitos dos palestinianos nas determinações de Estatuto Final". 

Por isso, acusou, tornou-se um "objetivo explícito" da guerra a eliminação da agência.

O comissário adiantou ter escrito, na semana passada, ao presidente da Assembleia Geral da ONU, a apelar aos Estados-membros para que "utilizem a força de trabalho e a experiência da UNRWA como ativos essenciais para a implementação bem-sucedida da resolução 2803 do Conselho de Segurança".

Adotada em novembro de 2025, a resolução autoriza a criação de uma Força Internacional de Estabilização na Faixa de Gaza para estabilizar a região, supervisionar o desarmamento de grupos armados e apoiar a reconstrução.

No seu artigo de opinião, Lazzarini criticou a comunidade internacional, considerando "incompreensível que se tenha permitido a destruição de uma entidade das Nações Unidas como a UNRWA" com "total impunidade", lembrando que isso não só viola o direito internacional como obriga as comunidades palestinianas a pagar "um preço inaceitável".

O responsável da adiantou ter escrito, em dezembro de 2023, ao presidente da Assembleia Geral da ONU, para lhe sublinhar que, "em 35 anos de trabalho em emergências complexas, nunca tinha tido de comunicar o assassínio de 130 funcionários".

Na altura, recordou, não sabia que esse número iria triplicar

"O total ultrapassa agora os 390", afirma, adiantando que também não previa que "tantos outros sofreriam ferimentos que lhes mudariam a vida ou seriam detidos arbitrariamente e torturados".

O comissário-geral mostrou-se ainda indignado por "centenas de instalações da UNRWA em Gaza terem sido destruídas" e por "o parlamento israelita ter aprovado legislação para pôr fim à presença da agência em Jerusalém Oriental ocupada, incluindo o encerramento forçado de escolas e de clínicas, bem como o corte do fornecimento de água e de eletricidade às instalações".

Segundo referiu, a sede da UNRWA em Jerusalém Oriental foi "tomada, saqueada e incendiada, com altos responsáveis israelitas a celebrar essa destruição quer no local quer 'online'" e "um vice-presidente da Câmara de Jerusalém apelou à 'aniquilação' do pessoal da UNRWA".

Apelando aos Estados da ONU para ajudarem a UNRWA e usarem os seus ativos para implementar a resolução 2830, Lazzarini defende que só isso evitará "repetir o erro desastroso de ter retirado toda a administração civil no Iraque em 2003, o que devastou as perspetivas de recuperação e de uma paz sustentável"


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Um militar indonésio da força de paz da ONU no Líbano (FINUL) morreu hoje após um segundo ataque contra um comboio sob comando de militares espanhóis que também integram a missão, indicou a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles.

Mais um turista morre após visita a Cabo Verde. É o 7.º britânico... Homem de nacionalidade britânica, que esteve uma semana de férias na ilha do Sal, em Cabo Verde, morreu de problemas gástricos. A morte acontece depois de as autoridades do país terem confirmado a presença da bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis

© Getty    noticiasaominuto.com   30/03/2026 

Em três anos, pelo menos sete turistas de nacionalidade britânica morreram após irem de férias para Cabo Verde, e de padecerem de problemas gástricos.

Esta última vítima é um homem na casa dos 50 anos que morreu após uma estadia de uma semana no hotel de cinco estrelas Riu Palace, em Santa Maria, na ilha do Sal, noticia o The Mirror.

É a sétima pessoa a morrer desde janeiro de 2023, tendo as primeiras vítimas sido, alegadamente,  Jane Pressley, de 62 anos, Mark Ashley, de 55, ambos hospedados no mesmo hotel e de Karen Pooley, de 64, que estava no Rio Funana, pertencente à mesma cadeia. 

Detetada bactéria Shigella

A notícia surge depois de Cabo Verde ter detetado a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

Os resultados surgem depois de o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla europeia) ter emitido, na quarta-feira, recomendações para viajantes devido a um "risco moderado" de infeções gastrointestinais em Santa Maria, ilha do Sal.

O aviso foi feito por continuarem "a ser reportados casos" e "a origem da infeção" ainda não ter sido identificada, apontou o ECDC, indicando que, desde setembro de 2022, "foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis" de infeções gastrointestinais com origem em Cabo Verde.

Ministro tinha negado motivo para preocupações

Recorde-se que em fevereiro deste ano, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde reforçou que não existia evidência de surtos Shigella no país, desvalorizando o impacto dos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas.

O governante assegurava que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma "investigação rigorosa" em toda a cadeia produtiva, desde fornecedores a unidades hoteleiras, "para apurar se há ou não há [um surto].

"As informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de que haja surto de Shigella em Cabo Verde", afirmou o ministro, sublinhando que "o turismo está vivo em Cabo Verde" e que o país possui indicadores de saúde "próximos do nível de países desenvolvidos", com uma expectativa de vida de 75 anos.


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Cabo Verde detetou a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou hoje Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

Petroleiro russo com 100.000 toneladas de crude chegou a Cuba... O petroleiro Anatoly Kolodkin, que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou hoje a Cuba, anunciou o Ministério dos Transportes da Rússia.

© Maryorin Mendez / AFP via Getty Images   Por  LUSA  30/03/2026 

"O navio está a aguardar descarregamento", informaram as autoridades russas, num comunicado divulgado pela agência de notícias Interfax, após o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter autorizado a chegada do carregamento de petróleo russo. 

Este é o primeiro carregamento de petróleo a chegar à ilha nos últimos três meses.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

Teerão confirma morte de comandante da Marinha... As autoridades do regime xiita de Teerão confirmaram hoje a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, que Israel anunciou ter matado na passada semana.

© Lusa   30/03/2026 

Tangsiri era um dos rostos mais conhecidos das forças armadas da República Islâmica do Irão e "sucumbiu a ferimentos graves", comunicou a Guarda Revolucionária, exército ideológico iraniano, no portal de notícias Sepah.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Espanha fecha espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão... Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

Por  sicnoticias.pt

"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou, nesta segunda-feira, o jornal El Pais, que cita fontes militares.

A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".

"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".

"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.

O 'não' à guerra de Pedro Sánchez

Segundo escreve, nesta segunda-feira, o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.

O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.

Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.

O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".

Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.

Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial.


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As autoridades russas reconheceram hoje o ataque lançado pela Ucrânia contra uma fábrica de fertilizantes na região de Samara, que tinha sido noticiado por órgãos de comunicação ucranianos.


Líder da oposição de Taiwan confia que visita à China reduza tensões... A presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, manifestou hoje a esperança de que a sua visita à China, prevista para entre 07 e 12 de abril, contribua para reduzir tensões militares.

© I-Hwa Cheng / AFP via Getty Images     Por LUSA   30/03/2026 

A deslocação à China "mostrará ao povo de Taiwan e ao mundo uma coisa: que os dois lados do estreito não estão destinados à guerra, nem precisam de permanecer à beira de um conflito militar", afirmou Cheng numa conferência de imprensa na sede do partido, em Taipé, citada pela agência noticiosa CNA. 

O Comité Central do Partido Comunista da China (PCC) e o seu secretário-geral, Xi Jinping, convidaram Cheng a liderar uma delegação do KMT numa visita a Jiangsu, Xangai e Pequim entre 07 e 12 de abril, anunciou hoje o diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Song Tao.

A viagem será a primeira de um líder do partido da oposição à China desde que a então presidente do KMT, Hung Hsiu-chu, realizou uma visita semelhante em novembro de 2016.

Durante a sua intervenção, Cheng Li-wun afirmou que qualquer esforço para melhorar as relações entre Taipé e Pequim deverá basear-se nos termos do "Consenso de 1992" e na oposição à independência de Taiwan.

Esse consenso corresponde a um alegado entendimento entre o PCC e o então Governo taiwanês, liderado pelo Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), segundo o qual ambas as partes reconhecem a existência de "uma só China", embora com interpretações distintas.

No entanto, o Partido Democrático Progressista (PDP), de orientação soberanista e no poder em Taiwan desde 2016, nunca reconheceu essa interpretação, por considerar que implicaria legitimar a reivindicação chinesa sobre a ilha.

A visita de Cheng ocorre num contexto de agravamento das relações entre Taiwan e a China, que considera a ilha -- governada de forma autónoma desde 1949 -- como uma "parte inalienável" do seu território e não excluiu o recurso à força para assumir o seu controlo.

O anúncio surge também pouco após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter confirmado que viajará à China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com Xi Jinping, numa visita inicialmente prevista para entre o final de março e o início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.

Entre os temas que poderão ser discutidos nesse encontro está a venda de armamento a Taipé: numa chamada telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.


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A presidente do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, aceitou hoje um convite do Presidente chinês, Xi Jinping, para visitar a China entre 07 e 12 de abril.

Ataque aéreo atinge sul de Beirute após alerta do exército israelita... Um ataque aéreo atingiu hoje os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, depois do alerta emitido pelo exército israelita aos moradores de sete bairros, de acordo com imagens da AFPTV.

© REUTERS/Adnan Abidi    Por LUSA  30/03/2026 

As imagens ao vivo mostraram uma densa coluna de fumo a aparecer no local do ataque, uma zona identificada como reduto do Hezbollah pró-iraniano, que tem sido bombardeada por Israel e está praticamente esvaziada de habitantes desde o dia 02 de março. 

Este ataque surgiu depois de, no domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter dito que ordenou "a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Israel recua e concede ao Patriarca Latino de Jerusalém acesso ao Santo Sepulcro... O primeiro-ministro de Israel revogou esta segunda-feira a proibição de entrada no Santo Sepulcro à mais alta autoridade católica da Terra Santa, o Patriarca Latino, afirmando que pode "realizar serviços religiosos como desejar".

Por  sicnoticias.pt

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", disse Benjamin Netanyahu, num comunicado.

A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

A decisão foi tomada apesar de Pizzaballa ter respeitado as restrições de segurança que limitam os aglomerados a 50 pessoas devido à guerra com o Irão.

"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou o clérigo, em declarações transmitidas pela emissora italiana TV2000.

O cardeal também deixou claro que o incidente ocorreu "sem confrontos" e que foi tratado de forma educada.

"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.

Além disso, Pizzaballa indicou que compreende que se deva garantir a segurança em plena guerra, mas também a oração face à celebração da Semana Santa.

O Patriarca Latino de Jerusalém afirmou que pretende aproveitar o impedimento de que foi alvo para que se preserve o direito à oração, "respeitando a segurança de todos".

Benjamin Netanyahu assegurou que as forças de segurança israelitas estavam a "elaborar um plano para que os líderes eclesiásticos possam celebrar os seus cultos no local sagrado durante os próximos dias".

Segundo o governante israelita, o Irão tem atacado "repetidamente" os locais sagrados das três religiões monoteístas, numa referência à queda de destroços da interceção de um míssil no bairro judeu, a apenas 400 metros da Esplanada das Mesquitas ou do Muro das Lamentações.

Não há indícios, até ao momento, de que estes locais (entre os quais a Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão) fossem o alvo específico dos mísseis disparados pelo Irão.

Autoridades de países como Itália, França, Espanha, Brasil e até mesmo Estados Unidos manifestaram rejeição à decisão israelita.

O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, reprovou no domingo o impedimento da celebração da missa de Domingo de Ramos, assim como o Governo, que através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, condenou a ação da polícia israelita.

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

Petroleiro russo alvo de sanções aproxima-se de Cuba apesar do bloqueio... Um petroleiro russo, alvo de sanções, navega em direção a Cuba, que enfrenta uma grave crise energética devido a um bloqueio dos Estados Unidos (EUA), encontrando-se a poucos quilómetros da costa leste do país, no Atlântico.

© Lusa    30/03/2026 

De acordo com o portal de acompanhamento de tráfego marítimo MarineTraffic, o petroleiro Anatoly Kolodkin foi localizado às 21h30 de domingo (02h30 de hoje em Lisboa), a cerca de 30 quilómetros da costa leste de Cuba, perto do município de Banes. 

O MarineTraffic indica que a embarcação de bandeira russa, que está sob sanções dos EUA e da União Europeia, deverá chegar ao porto de Matanzas (a cerca de 100 quilómetros a leste de Havana) às 06h00 de terça-feira (11h00 em Lisboa).

A chegada deste navio, que transporta mais de 700 mil barris de crude, ao principal porto petrolífero do país trará algum alívio à crise energética e económica da ilha caribenha.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

"Eles precisam de sobreviver! (...) Não tenho qualquer problema com isso", afirmou.

O Presidente norte-americano afastou ainda a ideia de que a chegada de crude a Cuba tenha qualquer impacto na situação atual da ilha.

"Cuba está acabada, o regime é péssimo, os seus líderes são muito maus e corruptos, e receber ou não um carregamento de petróleo não fará qualquer diferença", disse Trump.

Em 20 de Março, dois veleiros, o "Friend Ship" e o "Tiger Moth", partiram de Isla Mujeres, no sudeste do México, com nove pessoas e ajuda humanitária a bordo, com destino a Cuba.

Os veleiros fazem parte de uma caravana internacional que transporta 50 toneladas de material médico, alimentos, painéis solares e outros bens de primeira necessidade para abastecer Cuba.

A Marinha mexicana anunciou na quinta-feira que lançou uma missão de busca e salvamento depois de ter perdido todas as comunicações com os dois veleiros.

No sábado, porém, um porta-voz da flotilha disse que a marinha mexicana tinha localizado os dois veleiros e que as tripulações se encontram sãs e salvas.

Central nuclear no Irão inoperacional por danos em ataque de Israel e EUA... A central nuclear de Khondab, no Irão, deixou de funcionar devido aos danos sofridos num ataque por Israel e Estados Unidos, mas não continha material nuclear, revelou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (EIEA).

Por LUSA 

Em comunicado na rede social X, esta organização revelou que, "com base numa análise independente de imagens de satélite e com conhecimento das instalações" de Khondab, concluiu que a central que produz "água pesada" sofreu graves danos e está inoperacional.

Na sexta-feira, os Estados Unidos e Israel atacaram as centrais de Khondab e Ardakan, consideradas instalações-chave na transformação de urânio com vista a enriquecimento nuclear, e igualmente a de Bushehr, no sul do Irão, sem causar vítimas, neste caso embora tenha sido o terceiro ataque em dez dias.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.