Por RSM 30 03 2026
A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois cidadãos suspeitos de cobrarem quantias elevadas de dinheiro sob a alegação de que seriam capazes de curar o VIH tipo 1, num caso que está a ser tratado como crime de atentado contra a saúde pública.
Entre os detidos encontram-se uma mulher de nacionalidade luso-guineense de 50 anos de idade e o seu marido, de nacionalidade sueca, de 53 anos de idade.
Segundo as autoridades, o esquema estaria a ser desenvolvido na localidade de Bor, arredores de Bissau, numa casa arrendada.
De acordo com informações recolhidas, o casal promovia os seus supostos tratamentos através das redes sociais, atraindo diversas pessoas. Pelos serviços, cobravam cerca de 100 mil francos CFA aos cidadãos nacionais e valores que podiam atingir os 18 mil euros aos estrangeiros.
Os suspeitos deverão ser apresentados ainda hoje às autoridades judiciais. Em conferência de imprensa, o subinspetor da PJ, Domingos Etiene Gomes, explicou que, durante a operação, foi confirmado que o casal tem filhos menores, que serão encaminhados para o lar de acolhimento da SOS Guiné-Bissau.
O responsável adiantou ainda que os dois cidadãos não possuíam qualquer certificação para exercer atividades na área da saúde.
As autoridades admitem, no entanto, que ainda não é conhecido o número exato de pessoas que terão sido submetidas ao alegado tratamento fraudulento.
O caso continua sob investigação, com o Ministério Público a conduzir diligências para apurar todos os factos.
Entretanto, a PJ não adianta se esquema ter sido expandido para outras regiões do país. Situações semelhantes têm sido frequentemente reportadas, com indivíduos a utilizarem megafones nas ruas para vender remédios tradicionais, prometendo alegada cura de diversas doenças crónicas.


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