© Anna Moneymaker/Getty Images Por LUSA 30/03/2026
"Os Estados Unidos da América estão em discussões sérias com um novo regime, mais razoável, para acabar com as nossas operações militares no Irão. Foi feito um enorme progresso", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social.
No entanto, deixou uma nova ameaça: "Se por alguma razão não for alcançado um acordo rapidamente, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa encantadora 'estadia' no Irão explodindo e aniquilando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a ilha Kharg (e possivelmente todas as fábricas de dessalinização!)".
Segundo Trump, estas fábricas ainda não foram atingidas "deliberadamente".
"Isto será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irão massacrou durante os 47 anos do 'Reinado de Terror' do antigo regime", concluiu o Presidente dos Estados Unidos.
Nas últimas horas, as autoridades iranianas voltaram a negar que tenham existido contactos diretos com o Governo norte-americano e mostraram dúvidas de que o Presidente Trump tenha um interesse real em alcançar qualquer acordo.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, confirmou contactos através de terceiros, embora tenha classificado as primeiras propostas vindas de Washington como irrazoáveis.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início da guerra, há 31 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

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