sábado, 28 de março de 2026

Multidões voltam às ruas de Nova Iorque contra governo de Donald Trump... A terceira edição do protesto "No Kings" voltou a arrastar multidões para as ruas de Nova Iorque, onde se manifestaram contra o Governo "tirano" de Donald Trump, a quem acusam de tentar derrubar a democracia nos Estados Unidos.

Por LUSA 

Em Nova Iorque, o protesto começou junto ao Central Park e estendeu-se até à turística Times Square, com milhares de pessoas a marcharem pela destituição do Presidente.

Este Presidente está a quebrar tudo aquilo que a América defende. As guerras, a economia, as leis que Trump tem quebrado... Estamos a perder o Estado de Direito", disse à Lusa Ellen, uma nova-iorquina de 84 anos.

"Nunca pensei que, com esta idade, tivesse de sair à rua para protestar contra o fascismo", lamentou, acrescentando: "Esta já não é a nossa América".

Ellen estava acompanha pelo marido, Mark, de 82 anos, que, por sua vez, expressou grande preocupação com a guerra em curso no Irão.

Na visão do octogenário, Donald Trump está a ser manipulado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a quem acusou de matar inocentes do Líbano e em outros países da região.

Mais de 3.000 manifestações estão agendadas para hoje em todo o país, para condenar uma série de políticas do chefe de Estado e expressar descontentamento face à sua forma de Governar, que os manifestantes veem como uma tentativa de monarquia.

"Trump quer governar sobre nós como um tirano", diz o 'site' do protesto "No Kings". "Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo - não a aspirantes a reis ou aos seus comparsas bilionários", argumentam.

No meio da multidão, em Nova Iorque, foram erguidos cartazes em que se podia ler "Graças a este Presidente, somos uma vergonha global", "'Impeachment' já!", "Salvem o Congresso, defendam a Constituição, votem nos Democratas", "Abolir a polícia anti-imigração já!" ou "Trump não tem capacidade para ser Presidente".

Tal como nas anteriores edições, os protestos de hoje não estão focados em nenhuma questão específica. Em vez disso, o objetivo é unir pessoas que têm várias queixas contra o Governo federal.

"Tive de sair à rua porque acho que temos de defender a democracia. Estou especialmente preocupado com a intimidação feita aos eleitores. Estou realmente frustrado com a direção que o nosso país está a levar", afirmou à Lusa Tom, de 56 anos.

Sobre a guerra do Médio Oriente, este nova-iorquino defendeu que "alguém tinha realmente de fazer algo contra o regime do Irão", que está a "prejudicar o povo iraniano". Contudo, argumentou que essas ações deveriam ser feitas "por alguém que sabe o que está a fazer", alegando que Donald Trump e o seu Governo não estão preparados para a complexidade da operação.

Já sobre a política anti-imigração da atual administração, Tom enalteceu a importância dos imigrantes para a prosperidade do país.

"Os imigrantes são muito importantes e deviam ser tratados com todo o respeito. A América está a passar por uma má fase, mas quero que saibam que queremos ser amigos do mundo", concluiu.

A primeira edição do "No Kings" aconteceu em junho passado, no mesmo dia em que o Trump agendou um desfile militar em Washington para celebrar os 250 anos do Exército norte-americano - que também coincidiu com o seu 79.º aniversário.

Quatro meses depois, em outubro, mais de sete milhões de pessoas participaram nas manifestações do "No Kings" em todos os 50 estados norte-americanos, de acordo com a organização, uma coligação de grupos ativistas e associações progressistas.

Já na cidade de Nova Iorque, as autoridades disseram que mais de 100 mil pessoas compareceram na ocasião, com milhares de crianças e idosos na multidão.

Em relação aos protestos de hoje, a organização espera uma adesão ainda superior, prevendo que será o "maior dia de ação não violento" da história norte-americana.

A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson disse, num comunicado divulgado pelo jornal New York Times, que "as únicas pessoas que se importam" com estes protestos "são os repórteres que são pagos para cobri-los".

Israel anuncia ataque à sede do complexo de armas navais iraniano... O exército israelita anunciou hoje que tinha atacado a sede do complexo de armas navais iraniano, bem como outras instalações de fabrico de sistemas de defesa aérea.

Por LUSA 

"Na noite passada, cerca de 50 aviões de guerra israelitas realizaram ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão".

A sede do complexo de armas navais e "instalações utilizadas para a produção de diversas armas e sistemas de defesa aérea" estão entre aqueles locais do ataque, informou o exército israelita.


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Os rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, romperam o acordo com os Estados Unidos quando atacaram hoje Israel, entrando na guerra que, há um mês, está a consumir o Médio Oriente e a abalar a economia mundial.

Combustível ⛽️ tem na terra paka ninguim cria alarme ⏰..

 

O Primeiro-Ministro inaugura neste momento o reservatório de água de Bor, numa cerimónia que conta com a presença de membros do Governo, autoridades locais e representantes da comunidade... A infraestrutura visa reforçar o abastecimento de água à população, melhorando as condições de acesso a um recurso essencial na localidade.

A escassez de combustível em Bissau está a dificultar seriamente a circulação de viaturas particulares, toca-tocas e táxis, causando transtornos à mobilidade urbana e afetando o dia a dia da população... Muitos condutores enfrentam longas filas nos postos de abastecimento, enquanto outros veem-se obrigados a suspender temporariamente as suas atividades devido à falta de combustível.

SINDEPROF DENUNCIA CRISE PROFUNDA NO SISTEMA DE ENSINO NA GUINÉ-BISSAU

Por  RSM 28.03.2026

O Sindicato Democrático dos Professores, SINDEPROF, afirma que o sistema de ensino guineense enfrenta problemas estruturais que comprometem o desenvolvimento do setor e do país.

A declaração foi feita este sábado pelo recém-empossado presidente da organização, Eduardo Djata, durante a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais, sob o lema “A Política Sindical para a Dignidade de Classe”.

Djata considera crítica a qualidade do ensino na Guiné-Bissau e defende maior responsabilidade e ações coordenadas para travar o colapso do setor. O sindicalista alerta ainda que a politização continua a fragilizar o sistema educativo.

Por sua vez, o presidente da UNTG, Júlio Mendonça, afirma que atualmente as instituições que operam no país estão todas desestruturadas.

Mendonça lamenta também a morte diária de professores, uma situação que considera evitável, mas agravada pela desorganização do país. O líder sindical recorda que governar é servir o povo, e não explorá-lo.

Júlio Mendonça desafia ainda os sindicalistas guineenses a não desistirem da luta por melhores condições nos diversos setores, apesar das dificuldades. E assegura que a comunidade internacional continua atenta e reconhece os esforços dos trabalhadores na Guiné-Bissau.

O que aconteceu no Médio Oriente nas últimas horas? Recorde... Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP), são os seguintes:

© AFP via Getty Images     Por  LUSA  28/03/2026 

Os principais desenvolvimentos ocorridos nas últimas horas no conflito israelo-norte-americano contra o Irão, segundo reporta a agência noticiosa France-Presse (AFP), são os seguintes: 

Forte explosão perto do aeroporto de Erbil

Uma forte explosão foi ouvida hoje nas imediações do aeroporto internacional de Erbil, capital do Curdistão autónomo, no norte do Iraque, onde estão destacados conselheiros norte-americanos da coligação internacional anti-jihadista.

As tropas da coligação são regularmente alvo de ataques de grupos armados pró-Irão, realizados com drones explosivos geralmente intercetados e abatidos pela defesa antiaérea.

Reunião dos MNE do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia vão reunir-se no domingo e na segunda-feira em Islamabade para discutir a guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo paquistanês.

Kuwait: ataque com drones ao aeroporto provoca danos importantes 

O aeroporto internacional do Kuwait foi alvo de um ataque com drones que provocou danos significativos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Segundo o porta-voz da aviação civil, citado pela agência de notícias oficial do país, o ataque não fez vítimas, mas o sistema de radar ficou gravemente danificado.

Omã: trabalhador ferido após ataque de drone

Um trabalhador ficou ferido num ataque com drone contra um dos principais portos de Omã, indicaram hoje as autoridades do país do Golfo, em comunicado.

Dois drones visaram o porto de Salalah (sudoeste), segundo as autoridades citadas pela agência de notícias nacional, ferindo um trabalhador estrangeiro e causando danos materiais "limitados" a uma grua portuária.

Huthis reivindicam primeiro ataque contra Israel

Os rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, reivindicaram hoje o primeiro ataque contra Israel desde o início dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, em 28 de fevereiro, poucas horas depois de o exército israelita ter anunciado a deteção de um disparo de míssil a partir do Iémen.

Os huthis tinham ameaçado na véspera juntar-se ao conflito. Mais cedo, o exército israelita afirmou ter ativado a defesa antiaérea após "identificar o lançamento de um míssil a partir do Iémen em direção ao território israelita".

Acordo Tailândia-Irão sobre o estreito de Ormuz

A Tailândia afirmou hoje ter alcançado um acordo com o Irão para permitir a passagem "em segurança" dos seus navios petroleiros no estreito estratégico de Ormuz, declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul.

Emirados Árabes Unidos novamente atacados

Vários incêndios deflagraram hoje na zona industrial de Khalifa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos, segundo as autoridades.

Terceiro ataque contra central nuclear iraniana

O Irão denunciou um novo ataque contra a central nuclear de Bushehr (sul), o terceiro em dez dias, sem provocar danos, anunciou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Pelo menos 12 soldados norte-americanos feridos na Arábia Saudita

Um ataque iraniano contra a base aérea Prince Sultan, a sudeste de Riade, na Arábia Saudita, feriu hoje pelo menos 12 soldados norte-americanos, dois dos quais com gravidade, segundo meios de comunicação social norte-americanos.

Mísseis iranianos contra Israel

Um homem morreu e duas pessoas ficaram feridas na noite de sexta-feira em Telavive, em Israel, segundo os serviços de socorro locais, após o anúncio do exército israelita de disparos de mísseis a partir do Irão. Outras duas pessoas ficaram feridas no sul do país.

O chefe do Comando da Frente Interna do exército israelita, Miki David, afirmou num vídeo divulgado nas redes sociais que um míssil com submunições provocou "destruições consideráveis" num edifício residencial.

Explosões em Teerão

Cerca de dez explosões abalaram Teerão durante a noite de sexta-feira para hoje, constatou um jornalista da AFP, que relatou detonações muito intensas.

O exército israelita afirmou estar a atacar "alvos do regime" na capital iraniana.

Trump ameaça deixar de ajudar a NATO

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) por esta não ter prestado apoio para garantir a segurança do estreito de Ormuz e ameaçou não ajudar a aliança caso esta venha a precisar no futuro.

"Eles simplesmente não estavam lá", lamentou o Presidente norte-americano durante um fórum empresarial em Miami.

Irão promete fazer pagar "um preço elevado" após ataques a locais estratégicos

O Irão fará pagar "um preço elevado" em retaliação pelos "crimes israelitas", prometeu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, após ataques israelitas contra complexos siderúrgicos e instalações do programa nuclear civil iraniano, incluindo o reator nuclear de água pesada de Arak.

Estados Unidos preveem fim próximo das operações no Irão

Quando os Estados Unidos "terminarem" as operações contra o Irão nas próximas semanas, o país "estará mais enfraquecido do que em qualquer momento da história recente", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Segundo Rubio, os Estados Unidos poderão ainda atingir os seus objetivos sem enviar tropas terrestres. Não está excluída a possibilidade de armas destinadas à Ucrânia, que combate a invasão russa desde 2022, serem redirecionadas para a guerra no Irão.


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Na rubrica 'Não é bem assim', o escritor Henrique Raposo analisa o aumento da fortuna do Presidente dos Estados Unidos e as movimentações suspeitas no mercado do petróleo.

Huthis do Iémen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel... Os rebeldes Huthis do Iémen anunciaram hoje ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.

© Lusa   28/03/2026 

Numa declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra "alvos militares sensíveis" no sul de Israel e foram realizados em coordenação com o que designou como operações em curso do Irão e do Hezbollah no Líbano.

A declaração por parte dos Huthis, que até agora tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças, surge horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, esta madrugada, que detetaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iémen.

"Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para intercetar a ameaça", indicaram as FDI no seu canal do Telegram, antes de darem a ameaça por concluída.

O grupo rebelde justificou os ataques como uma resposta à ofensiva contínua dos EUA e de Israel contra o Irão e ao que descreveu como uma escalada de violência contra as fações aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinianos.

Sarea declarou que a operação "atingiu com sucesso os seus objetivos" e advertiu que haverá novos ataques.

"As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (...) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência", afirmou.

O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que estas condições incluem "o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irão" e a "utilização do Mar Vermelho para realizar operações hostis" contra Teerão ou contra qualquer país muçulmano.

O ataque dos Huthis surge um mês depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irão, bastião do "Eixo da Resistência" que inclui os Huthis, entre outros grupos armados do Médio Oriente.

A renovada campanha militar Huthi acarreta o risco de agravar o já volátil conflito regional.

A localização geográfica do grupo ao longo do Mar Vermelho, especialmente perto do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, confere-lhe a capacidade de perturbar um dos corredores marítimos mais importantes do mundo.

Ataques anteriores contra navios que transitavam pela zona obrigaram as companhias marítimas a desviar as suas rotas para evitar o sul de África, o que sublinha as implicações económicas globais da escalada Huthi.

Durante a guerra em Gaza, os Huthis lançaram mais de 1.800 ataques contra Israel em apoio à Palestina, incluindo mísseis balísticos, de cruzeiro, hipersónicos, drones e barcos, de acordo com os números fornecidos pelos insurgentes iemenitas.

A maioria destes ataques é intercetada por Israel sem causar vítimas nem danos.


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Um ataque de mísseis iranianos a uma base aérea na Arábia Saudita feriu vários soldados norte-americanos e danificou aviões ali estacionados, noticiou a agência AP.

Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"... O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o governo de Havana, afirmando que "Cuba é a próxima", sendo o seu próximo alvo a seguir ao Irão. O secretário de Estado, Marco Rubio, já tinha dito, recentemente, que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

© Nathan Howard/Getty Images  Por  noticiasaominuto.com  28/03/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o "próximo" na sua lista, a seguir ao Irão. 

A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimento em Miami, onde aproveitou para deixar largos elogios aos militares norte-americanos, nomeadamente na sua ofensiva na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, e, depois, no Irão.

"Eu construí este grande exército. Eu disse: 'Nunca vão ter de o usar'. Mas às vezes temos de o usar. E Cuba é a próxima, já agora. Mas finjam que eu não disse isto, por favor. Finjam que eu não disse", afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.

"Por favor, por favor, por favor, media, ignorem esta afirmação", disse num tom aparentemente irónico. "Muito obrigado. Cuba é a próxima", rematou.

Pode ver este momento abaixo:

A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade, com Trump a já ter reiterado, por diversas vezes, que acredita que a administração no poder está à beira do colapso. O plano do presidente norte-americano para a ilha não é conhecido, sendo que Trump, até ao momento, adiantou apenas que pode haver uma tomada de controlo do país - e que pode, ou não, ser "amigável".

"O governo cubano está a conversar connosco e está numa situação muito difícil", referiu Trump na Casa Branca, no passado dia 27 de fevereiro. "Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba", apontou.

A tensão entre os dois países aumentou depois de, a 25 de fevereiro, a Guarda Costeira cubana ter matado quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, que não terá obedecido a uma ordem de paragem das autoridades, em águas nacionais. A Guarda Costeira chegou mesmo a afirmar que a "lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos".

Desde então, Trump já garantiu que Cuba "vai cair muito em breve", afirmando que Havana tem "imensa vontade de chegar a um acordo" com os Estados Unidos, chegando mesmo a dizer que "estava desesperada" por esse acordo.

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", atirou num outro momento.

Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, foi a vez do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se pronunciar sobre o assunto, notando que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

"Precisamos de mudar o sistema que governa o país, e é necessário mudar o seu modelo económico. É o único caminho a seguir se as pessoas quiserem um futuro melhor. Há muitos anos que o expressamos clara e repetidamente", declarou Marco Rubio aos jornalistas no final de uma reunião com os homólogos do G7 nos arredores de Paris.

As repetidas ameaças norte-americanas ao governo de Havana já levou a que Cuba começasse a tomar medidas preventivas, com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernández Cossío, a afirmar que as forças militares cubanas se estavam a preparar para um possível ataque.

"As nossas forças armadas estão sempre preparadas e, de facto, nestes dias, estão a preparar-se para a possibilidade de uma agressão militar", disse, numa entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC News.

O anúncio não é surpreendente, tendo em conta que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já tinha denunciado que os Estados Unidos "ameaçam publicamente Cuba quase diariamente com a derrubada pela força da ordem constitucional".

PAIGC DENUNCIA QUE FORÇAS DE SEGURANÇA INVADIRAM LOCAL ONDE DEVERIA SER REALIZADA A REUNIÃO DE HOJE, E O ENCONTRO FOI CANCELADO

Por Rádio Sol Mansi  28 03 2026 

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou que o hotel onde estava prevista a realização da reunião do Comité Central, prevista para este sábado, foi alvo de uma visita de elementos das forças de segurança, que informaram a gerência de que a reunião não seria permitida.

Segundo um comunicado divulgado pelo partido, a reunião, considerada de grande importância no quadro da preparação do XI Congresso Ordinário e das celebrações dos 70 anos da sua fundação, não pode ter lugar "devido à atuação das autoridades".

De acordo com o PAIGC, na noite de 27 de março, o hotel inicialmente escolhido para acolher o encontro foi alvo de uma visita de elementos das forças de segurança, que informaram a gerência de que a reunião não seria permitida. As autoridades terão ainda advertido que qualquer tentativa de realização do evento seria da inteira responsabilidade da unidade hoteleira.

O partido refere ainda que informações adicionais indicam que a mesma pressão foi exercida sobre outros hotéis de Bissau, inviabilizando, na prática, qualquer alternativa para a realização do encontro.

Perante este cenário, "o PAIGC viu-se obrigado a cancelar a reunião do Comité Central", decisão tomada pela sua Direção Superior "até que sejam definidas novas orientações" pelos órgãos competentes do partido.

"Nas últimas semanas, foram levadas a cabo várias diligências junto do Alto Comando Militar, a fim de obter a reabertura da Sede Nacional para a retoma das atividades políticas do Partido e a realização da reunião do Comité Central. Infelizmente, todas essas diligências não tiveram sucesso. Por isso, na impossibilidade de aceder à sua Sede Nacional, o Partido optou pela realização do seu Comité Central num dos hotéis de Bissau. Uma carta foi dirigida ao Alto Comando Militar e outra ao Ministério do Interior, informando da realização da reunião.  Contudo, o Ministério do Interior recusou-se a receber a carta, alegando que precisava de instruções superiores", lê-se no mesmo documento.  

No comunicado, o PAIGC lamenta a situação, sublinhando que a interdição contrasta com a liberdade de atuação de outros atores políticos no país, que continuam a realizar reuniões e atividades públicas sem impedimentos.

A formação política recorda que tem enfrentado dificuldades para aceder à sua Sede Nacional, encerrada desde os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, o que a levou a procurar alternativas, incluindo a realização da reunião num hotel.

Apesar dos constrangimentos, o PAIGC apela aos seus militantes e simpatizantes para se manterem firmes na defesa dos valores democráticos e na luta pela reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Estados Unidos e Israel atacaram novamente a central nuclear de Bushehr... Os Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr, no Irão, noticiou na sexta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

© Satellite image (c) 2026 Vantor    Por LUSA   28/03/2026 

As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.

"A AIEA foi informada pelo Irão sobre um novo ataque na área da Usina Nuclear de Bushehr, o terceiro incidente desse tipo em 10 dias", referiu a agência.

A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.

 A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos.

"O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse a agência na rede social X.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado", citado na publicação da agência no X.

Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.

Após este segundo ataque, a Rússia manifestou a sua "profunda indignação" e denunciou que "os agressores procuram deliberadamente provocar uma grande catástrofe nuclear na região para ocultar e justificar as suas ações criminosas", segundo a agência EFE.  

Além de Bushehr, Israel e os Estados Unidos atacaram na sexta-feira outras instalações nucleares no centro do Irão, sem provocar mortes ou fugas radioativas.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.  

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.


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As consequências do ataque israelo-norte-americano ao Irão estão a pesar sobre os agricultores do mundo, tanto pela subida dos combustíveis como pela redução da oferta de fertilizantes que passam pelo Estreito de Ormuz.

Irão: Trump diz que EUA podem não ajudar a NATO em caso de necessidade... O presidente dos Estados Unidos da América disse hoje que o seu país poderá não ajudar a NATO em caso de necessidade, durante um fórum de negócios em Miami.

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images      Por LUSA  28/03/2026 

"Eles simplesmente não estavam lá", afirmou Donald Trump, referindo-se ao pedido americano de apoio militar aos seus aliados para garantir o Estreito de Ormuz, que permaneceu sem resposta.

"Gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano na NATO, centenas de milhares de milhões, para os proteger, e sempre teríamos estado lá para eles, mas agora, face às suas ações, suponho que já não precisamos estar, certo?", sublinhou.

Donald Trump afirmou que a Arábia Saudita e outros dos seus "aliados" no Médio Oriente, como o Kuwait, o Catar, o Barém e os Emirados Árabes Unidos (EAU), "fizeram mais" na guerra contra o Irão do que a NATO, organização com qual está "muito desapontado".

"Quero agradecer ao Reino da Arábia Saudita, tem ajudado muito. Ao contrário da NATO, a Arábia Saudita lutou, o Catar lutou, o Barém lutou e o Kuwait lutou, embora tenham abatido três dos nossos aviões", declarou o chefe de Estado norte-americano no fórum FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.

Trump reiterou as suas críticas à NATO, à França, ao Reino Unido e à Alemanha por recusarem envolver-se ou demorarem a apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irão, que já dura há quatro semanas, pelo que avisou que ele não teria ajudado a Ucrânia na guerra contra a Rússia se tivesse sido presidente quando esta começou, em 2022.

O líder republicano indicou que este tipo de conflitos mostra "quem são os teus amigos".

No mesmo evento, o presidente dos EUA chamou "estreito de Trump" ao estreito de Ormuz, a área controlada pelo Irão por onde passa um quinto do petróleo global, e comparou isso com a mudança de nome do golfo do México para "golfo da América".

"Estamos a negociar agora [com o Irão] e seria ótimo se pudéssemos fazer algo, mas eles têm de o abrir. Têm de abrir o estreito de Trump, quero dizer, de Ormuz. Desculpem-me, lamento muito, que erro terrível", declarou o mandatário no FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.

Trump brincou com a mudança de nome do estreito ao recordar que a sua abertura é uma das suas principais exigências após quase um mês de guerra com o Irão, que impediu o trânsito pela área, o que fez subir esta semana o petróleo Brent até 112,57 dólares por barril para entregas em maio, o valor mais alto desde junho de 2022.

"As 'fake news' [notícias falsas] dirão que ele [Trump] o disse acidentalmente. Não há acidentes comigo, não muitos", sublinhou o presidente.

O republicano comparou a mudança de nome do estreito ao que ordenou no início do seu segundo mandato para chamar ao Golfo do México 'Golfo da América', algo que aparece nos mapas dos Estados Unidos, apesar das críticas da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

"Demorou cerca de uma hora [a mudança] e ficou pronto. A presidente ligou-me. Ela também é mesmo uma boa pessoa. Gosto muito dela. Ele ligou-me. Ela tem a voz mais bonita. Ela é uma mulher muito elegante. Ela tem uma voz lindíssima", afirmou.

 O presidente fez estas declarações ao insistir que Washington está a negociar com o Irão, apesar de o país persa negar que esteja oficialmente em conversações.

Trump anunciou na quinta-feira que, para dar espaço às negociações, adiou até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o Estreito de Ormuz, caso contrário destruirá as suas centrais elétricas iranianas.

 Momentos antes das suas declarações, o enviado especial de Trump no Médio Oriente, Steve Witkoff, assegurou que "há navios" a passar pelo estreito de Ormuz.

Mas a organização Marine Traffic indicou hoje que dois cargueiros chineses que se dirigiam para lá tiveram de dar meia-volta por não terem garantias de passagem por parte do Irão, apesar da sua aliança estratégica com a China.


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Donald Trump solicitou ao Congresso que aprove que as gasolineiras de todo o país vendam combustível com mais etanol, uma medida de emergência imposta temporariamente para enfrentar o impacto da guerra contra o Irão.

PAIGC reúne Comité Central para discutir futuro do histórico partido... Os mais de 500 membros do Comité Central do histórico PAIGC da Guiné-Bissau foram convocados para discutir, hoje, o futuro do partido, numa reunião que poderá ser presencial ou online.

© Lusa   28/03/2026 

A convocatória indica como local da reunião, por volta das 11:00, um hotel de Bissau, mas a possibilidade do recurso aos meios digitais também está em cima da mesa, segundo avançou à Lusa Munire Conté, porta-voz do PAIGC.

Segundo disse, o "histórico de impedimentos e perturbações por parte das autoridades do regime" guineense às iniciativas do partido, levam os dirigentes a admitir a possibilidade de a reunião do Comité Central decorrer online.

De acordo com o porta-voz, esta possibilidade consta nos estatutos do partido desde 2022, concretizando que está fixada no "nº 5, estatuto 29".

A marcação da data do XI Congresso para a escolha da liderança será um dos temas da reunião do principal órgão do PAIGC entre congressos, que ocorre num momento em que a sede do partido foi encerrada pelos militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau no golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.

O XI Congresso do PAIGC estava previsto para novembro e a antecipação do mesmo resulta da convocação de novas eleições gerais no país para 06 de dezembro, por decisão dos militares no poder.

O golpe de novembro de 2025 interrompeu o processo eleitoral para a escolha de novo Presidente da República e dos deputados, sem a divulgação dos resultados oficiais.

O antigo Presidente Sissoco Embaló, e candidato a um segundo mandato, foi deposto e o candidato presidencial da oposição, Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta, remeteu-se ao silêncio.

Considerado o principal opositor de Embaló, Domingos Simões Pereira, eleito por três vezes presidente do PAIGC, desde 2014, foi impedido, por decisão judicial, de concorrer às ultimas eleições, assim como o PAIGC e a coligação PAI-Terra Ranka, que apoiaram Fernando Dias.

Simões Pereira encontra-se em prisão domiciliária e um autodenominado "grupo de reflexão" de dirigentes do partido que integram o atual Governo de transição nomeado pelos militares alegam que não tem condições para continuar na liderança.

O grupo avançou, a 18 de março, que irá realizar o XI Congresso do Partido a 09 e 10 de maio, no mesmo dia em que a Comissão Permanente do PAIGC anunciou a convocação do Comité Central para hoje, 28 de março, com vista à marcação do congresso e com a recomendação de fixar uma data entre os finais de junho e princípios de julho.

A Comissão Permanente do PAIGC reclama que apenas os órgãos estatutários do partido tem legitimidade para marcar a data do congresso.

O PAIGC lidera a coligação PAI-Terra Ranka que foi afastada do poder, em dezembro de 2023, com a dissolução da Assembleia Nacional Popular, pelo então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e Simões Pereira foi deposto da presidência do órgão, entretanto substituído por um Conselho Nacional de Transição.

TRÊS JOVENS DETIDOS POR SUSPEITA DE ROUBO DE CERCA DE 40 CABRAS E CARNEIROS NO SETOR DE GÃ-MAMUDU

Por  Rádio Sol Mansi   28 03 2026

Três jovens, com idades compreendidas entre os 26 e os 28 anos, foram detidos sob suspeita de envolvimento no roubo de cerca de 40 cabras e carneiros, no setor de Gã-Mamudu, região de Bafatá.

O Comando Territorial (03) da Guarda Nacional, em colaboração com o Ministério Público da região de Bafatá, procedeu à entrega de 20 dos 35 animais recuperados, que se encontravam na posse dos suspeitos, na aldeia de Sado.

A recuperação dos animais resulta de uma operação desencadeada no passado dia 24 deste mês, após uma denúncia apresentada por uma das vítimas do furto.

A cerimónia de entrega decorreu esta sexta-feira, nas instalações do Ministério Público, na cidade de Bafatá, e contou com a presença do presidente da Liga dos Direitos Humanos na região, bem como de representantes da Associação dos Criadores de Gado.

Após a restituição, os proprietários, provenientes da aldeia de Mansaine, situada a cerca de três quilómetros de Sado, local onde os animais foram encontrados, manifestaram preocupação com o aumento de furtos na zona. Segundo indicaram, os animais agora recuperados estavam desaparecidos desde agosto do ano passado.

A Rádio Sol Mansi tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto do delegado de investigação do Comando Territorial 3 da Guarda Nacional na província Leste. Fonte da instituição indicou que o processo continua em investigação e sob alçada da justiça.

Entretanto, a RSM apurou que os três suspeitos foram apresentados, esta sexta-feira, ao Ministério Público.


sexta-feira, 27 de março de 2026

Teerão promete fazer pagar "preço elevado" por ataques na energia... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano prometeu que Teerão vai cobrar "um preço elevado" pelos "crimes israelitas", referindo-se aos ataques aéreos de hoje a siderurgias e instalações nucleares civis iranianas.

Por LUSA 

"Israel atacou duas das mais importantes siderurgias do Irão, uma central elétrica e instalações nucleares civis, entre outras infraestruturas, em coordenação com os Estados Unidos", declarou Abbas Araghchi.

A Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica, também reagiu aos bombardeamentos, instando os responsáveis de instalações industriais da região do Médio Oriente ligadas aos Estados Unidos e a Israel a evacuarem esses locais, porque o Irão vai retaliar.

Por seu lado, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, reiterou o "apelo para a contenção militar, para evitar qualquer risco de acidente" no Irão, após os ataques israelitas e norte-americanos a instalações nucleares.

"A AIEA foi informada pelo Irão" de um ataque contra a central de Arkadan, na província de Yadz, no centro do país, declarou a agência especializada da ONU nas redes sociais.

"Não foi registado qualquer aumento nos níveis de radiação fora da central", acrescentou.

O ataque aéreo à unidade de processamento de urânio de Ardakan foi inicialmente anunciado pela Organização Iraniana de Energia Atómica e logo confirmado pelo Exército israelita.

As forças israelitas "atacaram a única instalação deste tipo no Irão utilizada para produzir materiais necessários ao processo de enriquecimento de urânio", indicou o Exército num comunicado, acrescentando que Israel "não permitirá" que o Irão "avance com o programa de armas nucleares".

O complexo de processamento de água pesada de Khondab (novo nome do reator de Arak), situado a duas horas da capital, foi também "alvo de um ataque, em duas fases, orquestrado pelo inimigo norte-americano e sionista", informou a agência de notícias Fars, citando uma fonte local.

Foram igualmente bombardeados dois importantes complexos siderúrgicos iranianos, na região de Isfahan, no centro do Irão, e na província de Cuzistão, no sudoeste.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situa o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.329, entre as quais 1.492 civis.


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O chefe da diplomacia norte-americana disse esperar que o conflito com o Irão termine dentro de duas semanas, enquanto o G7 apelou para o "fim imediato dos ataques contra população e infraestruturas civis" no Médio Oriente.

Ex-ministro diz que Lula "está abusando do direito de falar besteira"... O ex-ministro Geddel Vieira da Lima criticou o presidente brasileiro, Lula da Silva, considerando que "está abusando do direito de falar besteira" em relação às suas declarações sobre gastos com cães no Brasil e na China.

Por LUSA 

O ex-ministro da Integração Nacional do Brasil, Geddel Vieira da Lima, afirmou esta sexta-feira que o presidente do país, Lula da Silva, "abusa do direito de falar besteira".

Geddel Vieira da Lima foi ministro entre 2007 e 2010, durante o segundo mandato de Lula da Silva. Ainda assim, o presidente brasileiro foi criticado pelas suas recentes declarações sobre a presença de cães na China. 

Para o ex-ministro, citado pelo jornal brasileiro Metrópoles, Lula "está abusando do direito de falar besteira".

Em causa está o facto de Lula da Silva ter abordado os gastos que os brasileiros têm com animais de estimação, sobretudo cães, durante uma visita a uma fábrica, em que estava presente o presidente do conselho da empresa chinesa Changan, Zhu Huarong. 

"Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro", disse Lula da Silva.

Sublinhe-se que o consumo de carne de cão na China tem raízes históricas antigas, associadas sobretudo a períodos de escassez alimentar. No entanto, trata-se de uma prática regional e minoritária.

União Africana recusa apoiar candidatura de Macky Sall à chefia da ONU... A candidatura do ex-Presidente senegalês Macky Sall ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas para substituir António Guterres foi recusada pela União Africana (UA), depois de ser rejeitada por 20 dos 55 Estados-membros da organização.

Por LUSA 

Segundo a agência France-Presse (AFP), um total de 20 Estados-membros da UA, cujos nomes não foram comunicados, opuseram-se à candidatura de Sall, que liderou o Senegal de 2012 a 2024 e que não é apoiado pelo seu país. A candidatura de Sall tinha sido proposta pelo Burundi, que ocupa a presidência rotativa da UA.

O projeto de decisão que apoiava a candidatura de Sall, submetido aos Estados-membros segundo o procedimento de "aprovação tácita", não deveria suscitar objeções de mais de um terço dos 55 países pertencentes à organização continental.

"Em consequência, o projeto de decisão relativo à candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU de Macky Sall, antigo Presidente da República do Senegal, não foi adotado", indicou a organização pan-africana.

As atuais autoridades do Senegal, eleitas em 2024 - o Presidente, Bassirou Diomaye Faye, e o seu primeiro-ministro, Ousmane Sonko -, acusam os antigos dirigentes, a começar por Macky Sall, de atos culposos na gestão deste país vizinho da Guiné-Bissau.

A ONU enviou em novembro uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral.

O próximo chefe das Nações Unidas iniciará o seu mandato a 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro de Portugal António Guterres.

Cada candidato deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou por um grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Segundo uma tradição de rotação geográfica, nem sempre seguida, o cargo é desta vez reivindicado pela América Latina.

Numerosos Estados defendem igualmente que uma mulher ocupe, pela primeira vez, este cargo.

A antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) Rafael Grossi e a antiga vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan são candidatos ao cargo de secretário-geral.

A diplomata argentina Virginia Gamba, cuja candidatura havia sido apresentada pelas Maldivas, acabou por ser eliminada da corrida ao cargo, anunciou quinta-feira a porta-voz da Assembleia-Geral da organização.

A candidatura da ex-representante especial da ONU para a proteção de crianças em conflitos armados foi anunciada em meados de março, mas as Maldivas informaram a ONU "da sua decisão de retirar a nomeação", disse La Neice Collins à comunicação social.

Como a candidatura foi apresentada apenas por um Estado, ficou automaticamente invalidada.

Escassez de combustível em postos de abastecimento e restrições em África... A guerra no Médio Oriente está a obrigar muitos países africanos, do Quénia à África do Sul ou Egipto, a tomarem medidas face à escassez de combustível e condutores a passarem horas em filas para atestarem os veículos.

Por LUSA 

O Quénia é um exemplo do impacto que os ataques lançados por Israel e os Estados Unidos da América contra o Irão está a ter em África, principalmente depois da interrupção - uma retaliação de Teerão - do tráfego no Estreito de Ormuz, via de escoamento para o petróleo do Golfo Pérsico, por onde passa 20% da produção mundial e 70% do gasóleo que alimenta, por exemplo, a aviação em África.

Desde a semana passada, ficámos vários dias sem gasolina e gasóleo, o que nunca nos tinha acontecido antes", disse à agência espanhola de notícias, a Efe, a gerente de um posto de abastecimento na zona industrial de Nairobi.

Apesar de ter grandes países produtores de petróleo, como Nigéria ou Angola, o continente compra cerca de 70% das suas necessidades aos países do Golfo Pérsico, que aprofundaram os laços comerciais com o continente nos últimos anos, investindo em setores como a logística ou a energia, muitas vezes com acordos que implicavam a compra de petróleo a estes países.

Para além da tradicional vulnerabilidade às flutuações dos preços do petróleo, com impactos a nível das finanças públicas, os países africanos enfrentam também uma forte dependência das importações de gasóleo, devido à baixa capacidade de refinação, muito abaixo das necessidades energéticas.

"O primeiro grande impacto nos consumidores africanos é o aumento nos preços da gasolina em países como a África do Sul, o Zimbabué ou os Camarões", explicou o presidente executivo da Câmara Africana de Energia (AEC), NJ Ayuk.

O líder desta entidade vocacionada para promover o investimento energético em África terá na mente exemplos como os da África do Sul, onde as perdas para as empresas que vendem combustível subiram de 17 cêntimos para 30 cêntimos por litro, ou na Nigéria, onde os preços subiram aos 80 cêntimos, face aos 50 cobrados antes da guerra, de acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

Mesmo com a subida de preços, os consumidores não encontram alternativas, o que já obrigou alguns governos a tomarem medidas como a limitação do horário de abertura de centros comerciais, bares, cafés e restaurantes.

No Egito, o governo decretou hoje o fecho destes estabelecimentos a partir das 21 horas e pondera impor dias de teletrabalho para os funcionários públicos a fim de evitar consumos de combustível, para além de ter tomado mais medidas para controlar os gastos de energia.

O objetivo é conseguir limitar a utilização do petróleo enquanto ainda há reservas, algo que preocupa também o vice-presidente da Associação de Petroleiros da República Democrática do Congo, que disse que receia "esgotar as reservas sem conseguir renová-las".

O Sudão do Sul começou a racionar eletricidade na capital, Juba, o Zimbábue está a aumentar o teor de etanol na sua gasolina e nas Maurícias o governo impôs restrições para reduzir o desperdício, especialmente em áreas de alto consumo de energia.

Ereneo Mogga, um engenheiro elétrico que vive numa das áreas mais afetadas de Juba, disse à BBC que a energia frequentemente é cortada às 16:00 e não volta até às 04:00 do dia seguinte.

"Isso paralisa a maioria dos negócios", disse, acrescentando que alguns daqueles que podem pagar estão mudando para energia solar.

O Sudão do Sul possui algumas das maiores reservas de petróleo da África Oriental, mas a maior parte é exportada, e importa o produto refinado necessário para combustível. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o Sudão do Sul gera 96% da sua eletricidade a partir do petróleo.

Atacada central de processamento de urânio no Irão... A Organização de Energia Atómica Iraniana denunciou hoje ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel a uma central de processamento de urânio no centro do Irão.

Por  LUSA 

A central de Ardakan, localizada na província de Yazd, "foi alvo de um ataque realizado há poucos minutos pelo inimigo norte-americano-sionista", escreveu a organização na plataforma digital Telegram.

De acordo com a organização da República Islâmica, o ataque "não causou qualquer libertação de materiais radioativos".


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O secretário de Estado norte-americano disse hoje que espera o fim do conflito com Irão "nas próximas duas semanas" e que acredita no cumprimento dos objetivos de guerra sem operações terrestres na República Islâmica.

Israel vai intensificar ataques e quer continuar a matar responsáveis... Israel avisou hoje que o seu exército vai "intensificar e expandir" os ataques contra o Irão e ameaçou continuar a assassinar altos responsáveis iranianos, no contexto da ofensiva conjunta com os Estados Unidos, iniciada a 28 de fevereiro.

© Lusa   27/03/2026 

"Os ataques das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra alvos militares e de segurança do Irão continuam sem descanso", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz. 

Katz acrescentou que Israel "advertiu o regime terrorista iraniano" contra o disparo de mísseis contra a população civil israelita.

"Apesar dos avisos, os disparos continuam, pelo que os ataques das FDI se intensificarão e expandirão para alvos e áreas adicionais que ajudam o regime a fabricar e operar armas contra cidadãos israelitas", declarou, antes de sublinhar que Israel continuará a assassinar "líderes do regime terrorista e os seus comandantes, bem como a destruir as suas capacidades estratégicas".

Katz sublinhou que as autoridades iranianas "pagarão um preço elevado e crescente" pelos seus "crimes de guerra" em Israel. 

"A frente interna em Israel e as FDI são fortes e continuaremos a operar no Irão com todo o nosso poderio até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", concluiu, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

As autoridades iranianas confirmaram no seu último balanço mais de 1.500 mortos na ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, entre os quais figuras de destaque como o líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente, bem como altos responsáveis das Forças Armadas e de outros organismos de segurança.

A ofensiva foi lançada no meio de um processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irão para tentar alcançar um novo acordo nuclear, o que levou Teerão a responder com ataques contra território israelita e interesses norte-americanos na região do Médio Oriente, incluindo bases militares.


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A Guarda Revolucionária do Irão reiterou hoje que o estreito de Ormuz continua fechado e ameaçou que qualquer embarcação que atravesse esta rota vital "enfrentará consequências graves".

Portugal aumentou capacidade de processamento e emissão de vistos em Cabo Verde... Os serviços consulares da embaixada de Portugal em Cabo Verde aumentaram a capacidade de processamento e receberam mais 62% de pedidos de vistos (Schengen e nacionais) em 2025 face a 2023, ano dos últimos dados da Lusa.

© Lusa   27/03/2026 

Houve um "aumento enorme da capacidade de processamento", referiu fonte da representação diplomática, numa alusão a reforços de pessoal, de recursos e reformas de gestão.

O incremento é visto como "um sucesso" no combate ao açambarcamento de vagas, motivo recorrente de queixas de quem procura vistos, mas não consegue agendamentos.

Além dos vistos nacionais, Portugal gere o Centro Comum de Vistos (CCV), na capital cabo-verdiana, onde são emitidos os vistos Schengen até 90 dias para vários países europeus.

A emissão destas autorizações de curta duração, em 2025, cresceu 58,3% em relação às 11.600 emitidas em 2023, superando agora as 18.000.

Segundo a mesma fonte, trata-se de "um aumento muito grande de mobilidade não relacionada com emigração", uma vez que o visto Schengen não permite residência e as regras ficaram mais apertadas (com o fim da "manifestação de interesse") para quem não respeitar o prazo fixado no passaporte.

Por outro lado, a possibilidade de alargamento progressivo do prazo de validade destes vistos "tem sido cada vez mais utilizada", quando um requerente volta a pedir autorização de entrada, acrescentou.

O crescimento da mobilidade Schengen coincide também com a expansão de companhias e rotas aéreas entre diferentes ilhas cabo-verdianas, Portugal e o resto da Europa.

Por outro lado, os serviços consulares da embaixada portuguesa em Cabo Verde emitiram 6.894 vistos com fins laborais durante o ano de 2025, um crescimento de 9% face aos 6.319 vistos atribuídos em 2023.

Na altura, os vistos atribuídos tinham quadruplicado em relação a 2022 e a maioria (quase 4.000) eram destinados à procura de trabalho, modalidade que deixou de existir, sendo residual nos números de 2025.

Os vistos agora atribuídos baseiam-se em contratos de trabalho verificados pelos serviços consulares.

Seja qual for o pedido de visto, o apelo dos serviços mantém-se: os interessados devem contactar a embaixada de Portugal sempre que tiverem dificuldades no agendamento, em vez de recorrerem a terceiros -- o agendamento não tem custos para vistos Schengen e, no caso de vistos para Portugal, aplica-se uma taxa (através da empresa VFS Global) no valor de 4.400 escudos (cerca de 40 euros).

As autoridades cabo-verdianas têm realizado detenções, desde 2024, após denúncias relacionadas com burlas e redes que açambarcam vagas em processos de agendamento de vistos, exigindo depois diferentes valores pelas marcações.

As questões migratórias têm motivado debate, em Cabo Verde.

Uma das principais associações de empresários do arquipélago alertou para a crise de mão-de-obra nalguns setores de atividade.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara de Comércio Indústria e Serviços de Sotavento, disse em fevereiro, à Lusa, que Cabo Verde deve deixar claro que compreende as necessidades de Portugal, "mas não pode ser à custa de pressão" sobre o mercado interno.