© Satellite image (c) 2026 Vantor Por LUSA 28/03/2026
As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.
Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.
"A AIEA foi informada pelo Irão sobre um novo ataque na área da Usina Nuclear de Bushehr, o terceiro incidente desse tipo em 10 dias", referiu a agência.
A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.
A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos.
"O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse a agência na rede social X.
O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado", citado na publicação da agência no X.
Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.
Após este segundo ataque, a Rússia manifestou a sua "profunda indignação" e denunciou que "os agressores procuram deliberadamente provocar uma grande catástrofe nuclear na região para ocultar e justificar as suas ações criminosas", segundo a agência EFE.
Além de Bushehr, Israel e os Estados Unidos atacaram na sexta-feira outras instalações nucleares no centro do Irão, sem provocar mortes ou fugas radioativas.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
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As consequências do ataque israelo-norte-americano ao Irão estão a pesar sobre os agricultores do mundo, tanto pela subida dos combustíveis como pela redução da oferta de fertilizantes que passam pelo Estreito de Ormuz.


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