sábado, 28 de março de 2026

Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"... O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o governo de Havana, afirmando que "Cuba é a próxima", sendo o seu próximo alvo a seguir ao Irão. O secretário de Estado, Marco Rubio, já tinha dito, recentemente, que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

© Nathan Howard/Getty Images  Por  noticiasaominuto.com  28/03/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o "próximo" na sua lista, a seguir ao Irão. 

A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimento em Miami, onde aproveitou para deixar largos elogios aos militares norte-americanos, nomeadamente na sua ofensiva na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, e, depois, no Irão.

"Eu construí este grande exército. Eu disse: 'Nunca vão ter de o usar'. Mas às vezes temos de o usar. E Cuba é a próxima, já agora. Mas finjam que eu não disse isto, por favor. Finjam que eu não disse", afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.

"Por favor, por favor, por favor, media, ignorem esta afirmação", disse num tom aparentemente irónico. "Muito obrigado. Cuba é a próxima", rematou.

Pode ver este momento abaixo:

A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade, com Trump a já ter reiterado, por diversas vezes, que acredita que a administração no poder está à beira do colapso. O plano do presidente norte-americano para a ilha não é conhecido, sendo que Trump, até ao momento, adiantou apenas que pode haver uma tomada de controlo do país - e que pode, ou não, ser "amigável".

"O governo cubano está a conversar connosco e está numa situação muito difícil", referiu Trump na Casa Branca, no passado dia 27 de fevereiro. "Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba", apontou.

A tensão entre os dois países aumentou depois de, a 25 de fevereiro, a Guarda Costeira cubana ter matado quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, que não terá obedecido a uma ordem de paragem das autoridades, em águas nacionais. A Guarda Costeira chegou mesmo a afirmar que a "lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos".

Desde então, Trump já garantiu que Cuba "vai cair muito em breve", afirmando que Havana tem "imensa vontade de chegar a um acordo" com os Estados Unidos, chegando mesmo a dizer que "estava desesperada" por esse acordo.

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", atirou num outro momento.

Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, foi a vez do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se pronunciar sobre o assunto, notando que "talvez agora seja o momento" para uma mudança do regime cubano.

"Precisamos de mudar o sistema que governa o país, e é necessário mudar o seu modelo económico. É o único caminho a seguir se as pessoas quiserem um futuro melhor. Há muitos anos que o expressamos clara e repetidamente", declarou Marco Rubio aos jornalistas no final de uma reunião com os homólogos do G7 nos arredores de Paris.

As repetidas ameaças norte-americanas ao governo de Havana já levou a que Cuba começasse a tomar medidas preventivas, com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernández Cossío, a afirmar que as forças militares cubanas se estavam a preparar para um possível ataque.

"As nossas forças armadas estão sempre preparadas e, de facto, nestes dias, estão a preparar-se para a possibilidade de uma agressão militar", disse, numa entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC News.

O anúncio não é surpreendente, tendo em conta que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já tinha denunciado que os Estados Unidos "ameaçam publicamente Cuba quase diariamente com a derrubada pela força da ordem constitucional".

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