© @realDonaldTrump/Truth Social Por Notícias ao Minuto 02/07/2026
O presidente dos Estados Unidos voltou a usar a Inteligência Artificial (IA) para atacar os seus críticos e desta vez, decidiu ir atrás de algumas das estrelas mais conhecidas de Hollywood.
Num vídeo de 1:30, Donald Trump aparece com uma bata de médico e um estetoscópio à volta do pescoço
“Você ou alguém que conhece foi diagnosticado com TDS?”, questiona o chefe de Estado no vídeo, referindo-se ao “Trump Derangement Syndrone” que, em português pode ser traduzido para algo como “Síndrome de Loucura devido a Trump”.
“Os sintomas podem ser impiedosos, mas felizmente eu sou o doutor Trump e tenho um plano de tratamento”, continua a versão gerada por IA do presidente norte-americano, passando depois a palavra a alguns dos seus “pacientes”.
A primeira a aparecer é a atriz e comediante Rosie O’Donnel que, através da ferramenta de inteligência artificial diz sofrer de TPS há já “uma década”, mas que, agora, sob o tratamento de Trump consegue “ver alguns resultados”.
O discurso é repetido, de forma semelhante, por deepfakes de John Leguizamo e Whoopi Goldberg, antes de regressar a Donald Trump.
“Não tinha a certeza se ia conseguir ajudar algumas destas pessoas. Já estavam tão perdidas que não podia ter a certeza”, diz a imagem de Trump, enquanto uma música de tom triste toca no fundo.
Depois, é seguido pelo ator Edward Norton, que, pela voz da IA afirma que a TPS afetou a sua vida, e o seu trabalho: “Mal me reconheço. Precisava de ajuda”.
Logo de seguida, é a vez do lendário ator de Hollywood Robert De Niro, e, por fim, Julia Roberts.
O vídeo termina com Donald Trump a dizer que “o tratamento é simples: desligar as fake news e rezar”. “E se alguma vez se sentir ansioso bebam uma coca-cola zero como eu e vão notar numa diferença significativa nas vossas vidas”, conclui.
Ao longo do seu segundo mandato, Donald Trump tem acusado várias pessoas de sofrerem deste síndrome, tendo mesmo chegado ao ponto de alegar, durante uma conferência de imprensa na Sala Oval, que tinha ouvido que “era mesmo uma doença”.
O termo, segundo o The Independent, é uma variação de “Bush Derangement Syndrome” utilizado pela primeira vez pelo colunista Charles Krauthammer em 2003. A síndrome era descrita pelo mesmo como um “aparecimento agudo de paranóia em pessoas, de resto normais, em reação às políticas, à presidência - ou melhor, à própria existência - de George W. Bush”.

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