sábado, 4 de abril de 2026

Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo... O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

© Reuters    Por  LUSA  04/04/2026 

"A captação de fundos está a tornar-se cada vez mais difícil... O Senegal já se encontrava numa situação extremamente difícil, como evidenciado pela dívida exponencial que herdámos", afirmou o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na noite de sexta-feira, num discurso na cidade de Mbour, noticiado pela imprensa local. 

O primeiro-ministro daquele país da África ocidental alertou que o preço do petróleo no país atingiu 115 dólares (cerca de 100 euros) por barril, em comparação com os 62 dólares (54 euros) projetados no orçamento nacional para este ano, antevendo tempos difíceis para a população.

Face à situação financeira difícil, agravada agora pelo aumento do preço do petróleo, o primeiro-ministro anunciou medidas públicas de austeridade, incluindo a suspensão de viagens oficiais.

O Senegal junta-se a outros países africanos que decidiram tomar medidas para fazer face ao aumento dos custos, como a fixação de preços dos combustíveis ou a redução de impostos sobre esses produtos, por forma a tentarem proteger-se dos aumentos constantes dos preços causados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao fecho do estreito de Ormuz.

As economias africanas são especialmente vulneráveis a crises globais, face à sua dependência de mercados externos, volatilidade dos câmbios, falta de infraestruturas e altos níveis de endividamento.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


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A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

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