Por SIC Notícias
A investigação foi liderada por Becca Levy e Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale com base em dados do Health and Retirement Study, um projeto que acompanha indivíduos ao longo do tempo.
Os investigadores analisaram indicadores como a função cognitiva e a velocidade da marcha, considerada um sinal relevante da condição física. Os resultados mostram que melhorar com a idade não constitui uma exceção, mas uma realidade para uma parte significativa da população idosa.
Pra o estudo, que foi publicado na revista científica Geriatrics, os investigadores acompanharam os participantes durante 12 anos, o que permitiu observar mudanças ao longo do tempo.
Becca Levy explicou que a investigação surgiu após refletir sobre exemplos de envelhecimento bem-sucedido.
“Comecei a pensar nestes exemplos de pessoas que prosperam mais tarde na vida”, afirmou.
Os dados indicam que há ainda uma ligação entre a forma como as pessoas encaram o envelhecimento e o resultados que alcançam. Participantes com crenças positivas apresentaram maior probabilidade de melhoria física e cognitiva.
No âmbito desta investigação, Becca Levy desenvolveu também uma abordagem para contrariar estereótipos negativos associados à idade, conhecida como método ABC. Esta estratégia passa por:
- reconhecer as mensagens negativas sobre o envelhecimento;
- perceber que nem tudo o que corre mal se deve à idade, mas sim das ideias erradas sobre envelhecer;
- questionar e criticar crenças negativas, tanto a nível individual como social.
Louise Aronson, médica geriatra e professora na Universidade da Califórnia, em São Francisco, destacou que o envelhecimento não corresponde necessariamente a um processo de perda contínua.
“Vai continuar a envelhecer. Vai morrer. Mas pode tornar esse processo muito melhor”, afirmou.
Os autores defendem que fatores como atitude, comportamento e envolvimento social podem influenciar diretamente a evolução das capacidades físicas e mentais em idades mais avançadas.
Um estudo com dezenas de milhares de participantes concluiu que pequenos ajustes no sono, na atividade física e na alimentação podem prolongar a vida e aumentar os anos de saúde. A investigação foi liderada por cientistas da Universidade de Sidney com base em dados do UK Biobank.

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