© Getty Images/ Shawn Thew/EPA/Bloomberg noticiasaominuto.com 04/04/2026
Pouco mais de um dia antes de o Irão ter abatido dois caças norte-americanos, Donald Trump tinha-se gabado do poderio militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerão estava "em ruínas".
Foi no seu discurso de quarta-feira (já quinta-feira em Portugal) numa declaração à nação sobre a guerra no Médio Oriente e, em particular, no Irão, que o presidente norte-americano se mostrou extremamente confiante na ofensiva levada a cabo pelo país que lidera.
"Nós podíamos atingi-lo [ao Irão] e desapareceria, e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Eles não tem qualquer equipamento aéreo. O seu radar está 100% aniquilado", garantiu a partir da Casa Branca, citado pela ABC News. "Nós somos imparáveis enquanto força militar".
Nesse mesmo discurso, Donald Trump assegurou que a força aérea do Irão estava "em ruínas" e que "a sua habilidade de lançar mísseis e drones estava dramaticamente reduzida".
"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em grande escala, numa questão de semanas", comentou ainda Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irão iria ser intensificada nas próximas duas a três semanas.
Recorde-se de que ao longo do conflito, que já se estende há mais de um mês, Donald Trump tem assegurado, reiteradamente, que os Estados Unidos estão a sair vitoriosos da guerra e que a mesma não se deverá prolongar muito no tempo. A data limite de duas semanas, aliás, já tinha sido antes mencionada por Trump - mas, até ao momento, não foi cumprida. O fim do conflito continua incerto.
A confiança no poderio militar dos Estados Unidos foi ecoado pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que precisamente há um mês, a 4 de março, afirmou que "em menos de uma semana", os Estados Unidos e Israel iam ter "controlo completo dos céus iranianos".
"Significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e destruindo os seus líderes e os seus comandantes militares, sobrevoando Teerão, sobrevoando o Irão, sobrevoando a sua capital, sobrevoando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou.
O controlo norte-americano não era, pelos vistos, assim tão completa quanto os líderes dos Estados Unidos queriam fazer parecer. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas abateram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam os céus iranianos.
O ataque desencadeou uma operação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, de modo a resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda durante sexta-feira foi possível localizar e resgatar um dos militares, mas o outro permanece, para já, desaparecido.
Enquanto isso, também as forças iranianas estão à procura do piloto abatido dos céus, chegando mesmo a oferecer uma recompensa pelo mesmo.
"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia iraniana, numa mensagem lida durante uma transmissão da televisão estatal.
A mesma emissora partilhou imagens de aeronaves norte-americanas a sobrevoarem o Irão à procura do piloto desaparecido, que pode ver na publicação abaixo.
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