segunda-feira, 9 de março de 2026

NATO interceta segundo míssil iraniano na Turquia... Forças da NATO destruíram um segundo míssil disparado a partir do Irão no espaço aéreo da Turquia, anunciou hoje o Ministério da Defesa turco num comunicado.

Por LUSA 

Um míssil balístico disparado do Irão e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", disse o ministério.

"Fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]. O incidente não causou vítimas nem feridos", precisou o ministério no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Reafirmamos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitação perante qualquer ameaça dirigida ao nosso território e ao nosso espaço aéreo", afirmou o ministério da Defesa turco.

"Relembramos a todos que é do interesse de cada um ter em conta as advertências da Turquia a este respeito", acrescentou.

A Turquia é membro da NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte, atualmente com 32 membros, incluindo Portugal.

O tratado de 1949 fundador da NATO inclui um artigo, o 5.º, que prevê uma resposta coletiva em caso de ataque contra um dos Estados-membros.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, apelou no sábado para a prudência do Irão.

"Falámos com os nossos amigos no Irão e dissemos-lhes que, se se tratar de um míssil perdido, a história é outra", afirmou.

"Poderia tratar-se de um incidente isolado, mas se isso se repetir, aconselhamos a maior prudência, ninguém no Irão se deve lançar numa tal aventura", disse Fidan no sábado.

Uma fonte da NATO confirmou na quinta-feira à AFP que o primeiro míssil visava efetivamente a Turquia.

A fonte da organização não especificou os meios militares utilizados para a interceção do míssil.

O Irão reagiu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro com ataques contra países do Golfo Pérsico, sobretudo contra interesses norte-americanos, incluindo bases militares.

Também foi atingida uma base britânica em Chipre, o país que exerce atualmente a presidência rotativa da União Europeia (UE).

A República de Chipre não é membro da NATO, mas anunciou em 2024 a intenção de aderir à organização de defesa ocidental.

O Presidente cipriota, Nikos Christodoulides, afirmou na sexta-feira que Chipre apresentaria um pedido de adesão à NATO "amanhã mesmo, se fosse possível", embora reconhecendo que as atuais condições políticas impedem tal iniciativa.

Em declarações à estação grega Skai TV, citadas pelo jornal grego I Kathiremini, Christodoulides disse que Chipre se está a preparar para uma eventual adesão, apesar dos obstáculos.

"Não pode acontecer neste momento porque as condições políticas não existem, tendo em conta a conhecida posição da Turquia", afirmou, aludindo ao conflito com Ancara desde 1974, de que resultou a divisão da ilha.

Acrescentou que Chipre está a realizar trabalhos preparatórios a nível militar, operacional e administrativo para estar pronto para aderir "quando as condições políticas o permitirem".

"Sim, para apresentar um pedido relevante para a adesão da República de Chipre à NATO", afirmou.


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