segunda-feira, 9 de março de 2026

Ucrânia: Negociações de paz adiadas devido à crise no Irão, diz Zelensky... O Presidente ucraniano anunciou hoje que a ronda de negociações de paz, prevista para esta semana com a Rússia e os Estados Unidos, foi adiada devido à escalada militar no Médio Oriente.

Por LUSA 
Volodymyr Zelensky disse que a reunião foi adiada por sugestão dos Estados Unidos, na sequência dos ataques aéreos norte-americanos e israelitas contra o Irão e das ações de retaliação de Teerão.

"Neste momento, a prioridade e toda a atenção dos nossos parceiros estão focadas na situação em torno do Irão", escreveu o Presidente ucraniano nas redes sociais.

Zelensky indicou que o Governo ucraniano continua em contacto permanente com mediadores norte-americanos e reiterou que Kyiv está disponível para realizar novas reuniões "a qualquer momento" e "em qualquer formato", de modo a avançar nas negociações de paz.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que instruiu os representantes do país nas negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Rússia a contactarem enviados de Washington.

Kyiv manifestou disponibilidade para ajudar países do Médio Oriente visados por ataques iranianos, nomeadamente nos esforços para abater drones, disse Zelensky.

O Presidente ucraniano acusou Moscovo de tentar explorar a situação no Médio Oriente para reforçar a posição no conflito na Ucrânia.

"Observámos que os russos estão a tentar manipular a situação no Médio Oriente e na região do golfo para intensificar a agressão", denunciou.

O líder ucraniano acrescentou que a Rússia procura transformar os ataques do Irão contra os vizinhos e contra bases norte-americanas numa "segunda frente" na guerra contra a Ucrânia e, de forma mais ampla, contra o Ocidente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


O Presidente russo declarou-se hoje disposto a fornecer petróleo e gás aos países europeus, se estes declararem apoiar uma "cooperação sustentável e estável" com Moscovo, num contexto de encarecimento devido à guerra no Médio Oriente.

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