Por: Aguinaldo Ampa. odemocratagb.com
O Conselho Nacional de Transição (CNT) elegeu, esta segunda‑feira, 9 de março de 2026, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), mantendo dois elementos da anterior direção liderada por M’Pabi Cabi.
Os conselheiros de transição elegeram Idriça Djaló para o cargo de Secretário Executivo da CNE. Durante a anterior direção, liderada por M’Pabi Cabi, Djaló exercia as funções de 1.º Secretário Executivo da instituição responsável pela gestão do processo eleitoral na Guiné‑Bissau.
A juíza desembargadora Felizberta Maura Vaz, que desempenhava o cargo de 2.ª Secretária Executiva, foi eleita 1.ª Secretária Executiva. Para o cargo de 2.ª Secretária Executiva, os conselheiros escolheram a juíza desembargadora Telma Pigna Embassa.
Com a eleição dos membros do Secretariado Executivo, ficou completo o figurino da nova direção da Comissão Nacional de Eleições, agora liderada pela juíza conselheira Carmem Isaura Baptista Lobo, eleita Presidente da CNE no passado dia 20 de fevereiro de 2026.
Após a votação, o presidente do Conselho Nacional de Transição, major‑general Tomas Djassi, informou que o Alto Comando Militar decidiu realizar um “teste” com vista a reforçar a representação feminina na composição da CNE.
Na ocasião, Tomas Djassi agradeceu aos conselheiros por, segundo afirmou, “marcarem a história no processo de transição”, ao aprovarem por unanimidade os membros do Secretariado Executivo. Manifestou ainda confiança de que o país segue “um bom caminho” para alcançar os objetivos definidos pelo Alto Comando Militar.
O presidente do CNT destacou igualmente que foi possível integrar duas personalidades externas no novo Secretariado Executivo — nomeadamente a presidente da CNE, Carmem Lobo, e a 2.ª Secretária Executiva, Telma Pigna Embassa — com o objetivo de conjugar novas perspetivas com a experiência dos anteriores membros da instituição.
“Faremos recomendações, no ato da cerimónia de empossamento, a todos os membros da Comissão Nacional de Eleições. Por agora, importa realçar o trabalho desenvolvido pelos conselheiros em prol do bem‑estar da Guiné‑Bissau”, sublinhou.

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