© Lusa 25/02/2026
O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013.
O Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar das importações vindas da China terem caído 0,7% em comparação com 2024, para 71,6 mil milhões de dólares (60,7 mil milhões de euros), de acordo com a informação dos Serviços de Alfândega da China.
Pelo contrário, o segundo na lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 7,19 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), um aumento de 17,7%.
Na direção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 1,4% em 2025, para 137,7 mil milhões de dólares (116,9 mil milhões de euros), o valor mais baixo desde 2021, no pico da pandemia de covid-19.
A descida deveu-se, sobretudo, a Angola, o segundo maior fornecedor lusófono do mercado chinês, que viu as exportações decrescerem 9,1%, para 16 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros).
Além disso, também as vendas de mercadorias de Portugal - o terceiro mais importante parceiro comercial chinês no bloco lusófono - diminuíram 10,2% para 2,85 mil milhões de dólares (2,42 mil milhões de euros).
Cinco dos nove países de língua portuguesa viram cair as respetivas exportações para o mercado chinês.
As vendas de Moçambique para a China desceram 11,9%, para 1,59 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros), enquanto as exportações da Guiné Equatorial desceram 20,6%, para 779,8 milhões de dólares (662,1 milhões de euros).
As remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 40,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de oito mil dólares (cerca de 6.800 euros) em mercadorias.
Pelo contrário, as exportações do Brasil - de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês - subiram 0,3% para 116,4 mil milhões de dólares (98,8 mil milhões de euros).
A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares (748 mil euros) em 2024 para 27,2 milhões de dólares (23,1 milhões de euros) no ano passado.
As exportações de São Tomé e Príncipe mais que triplicaram, atingindo 54 mil dólares (46 mil euros), enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares (850 euros) para oito mil dólares.
Apesar de vender mais e comprar menos, a China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 49,6 mil milhões de dólares (42,1 mil milhões de euros) em 2025.
Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 225,8 mil milhões de dólares (191,6 mil milhões de euros), mais 0,3% do que no ano anterior.
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