Por RSM 25.02.2026
O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) afirma que mais de 80% das mulheres com fístula obstétrica na Guiné-Bissau foram submetidas à prática da Mutilação Genital Feminina.
Os dados foram revelados pela presidente do Comité esta quarta-feira, em Bissau, durante uma entrevista à margem da apresentação da primeira revista das estratégias e do Plano Nacional de Ação para a Erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau.
Marliatu Djaló alerta que a fístula é uma das mais de mil consequências provocadas pela prática da Mutilação Genital Feminina.
Ainda segundo Marliatu Djaló, os dados do MICS6 indicam que a problemática da Mutilação Genital Feminina continua a afetar 52% das mulheres guineenses, o que demonstra a urgência de adotar práticas culturais mais flexíveis e saudáveis, que não deixem marcas negativas, tanto no corpo como na alma dos seres humanos.
O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) anuncia que continua a criar estratégias para a erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau, através de parcerias com organizações, nacionais e internacionais, que zelam pelo bem-estar das meninas e mulheres no país.
Por isso, apela a mais união e apoio para que esta prática, que considera negativa, seja definitivamente eliminada


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