sábado, 1 de agosto de 2026

Curso Gratuito de Biologia Molecular Portátil para Monitorização da Biodiversidade.

Por   IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas

A biologia molecular está cada vez mais acessível. Os avanços na biologia molecular portátil permitem hoje realizar extração de DNA, PCR e sequenciação em áreas protegidas, postos de investigação, universidades e outros contextos onde o acesso a infraestruturas laboratoriais é mais desafiante.

Entre 21 e 28 de setembro de 2026, em Bissau, será realizada um curso intensivo e gratuito dedicado à aplicação destas tecnologias na monitorização da biodiversidade e na genética da conservação.

Durante uma semana, os participantes terão formação teórica e prática em:

🔬 Extração de DNA

🧬 PCR

🧪 DNA barcoding

📖 Sequenciação com equipamentos portáteis

O curso destina-se a estudantes, docentes, investigadores, técnicos de instituições públicas, profissionais de organizações da sociedade civil e outros interessados que pretendam desenvolver competências em biologia molecular aplicadas à conservação da biodiversidade. Será uma oportunidade para promover a troca de experiências e fortalecer redes de colaboração entre profissionais e instituições.

Em Bissau (local a indicar)

De 21–28 de setembro de 2026

14 participantes

Curso gratuito

Bolsas de participação disponíveis para estudantes universitários

Candidaturas até 20 de agosto de 2026

Como candidatar-se?

Envie para primaction.info@gmail.com : 

- Uma carta de motivação (máximo de 1 página), explicando como o curso poderá contribuir para o seu percurso académico ou profissional;

- O seu currículo académico e profissional (máximo de 2 páginas).

Os candidatos selecionados serão contactados até 10 de Setembro. O curso é desenvolvido em parceria com o IBAP e o INIPO, sendo lecionado por investigadores associados às Universidades de Cardiff (Reino Unido) e Oulu (Finlândia) com experiência em genética da conservação e tecnologias portáteis de biologia molecular. 

📢 Partilhe esta oportunidade com quem possa ter interesse! A formação e a colaboração científica são essenciais para fortalecer a investigação e a conservação da biodiversidade

Itália inicia controlo de viajantes de Espanha após suspensão de Schengen... Itália iniciou hoje nos aeroportos e portos verificações aleatórias em viajantes provenientes de Espanha, na sequência da decisão de suspender temporariamente o Acordo de Schengen devido à crise migratória em Ceuta.

© Shutterstock    Por  LUSA  01/08/2026 

No Aeroporto de Fiumicino, em Roma, que recebe uma média de 55 voos diários provenientes de Espanha durante o verão, jornalistas da agência de notícias espanhola Efe constataram a implementação das verificações à medida que os voos comerciais chegavam de cidades como Madrid, Barcelona ou Málaga.

Agentes da polícia italiana solicitavam documentos de identidade ou passaportes aos passageiros provenientes de Espanha, tanto cidadãos da União Europeia, como de fora dos 27, no momento do desembarque, para verificar a nacionalidade, acrescentou a EFE.

Um viajante espanhol confirmou à EFE que os seus documentos foram verificados duas vezes na manga de embarque que liga a aeronave ao terminal do aeroporto.

Os agentes italianos também realizaram verificações de documentos mais direcionadas antes de os passageiros deixarem o aeroporto, designadamente na área pública onde costumam ser recebidos depois de retiradas as bagagens.

Alguns viajantes relataram que a conferência de documentos causou pequenos transtornos na chegada, embora alguns tenham manifestado apoio à medida.

A decisão do Governo italiano, motivada pela crise migratória em Ceuta e justificada pela necessidade de "proteger a segurança nacional", envolve verificações seletivas em cidadãos de países terceiros que chegam de Espanha, para garantir que possuem a documentação adequada para viajar dentro do Espaço Schengen.

A imprensa italiana noticiou que os passageiros só vão passar por verificações adicionais caso surjam irregularidades ou suspeitas.

A suspensão, por Itália, do Acordo de Schengen em relação a Espanha é temporária e deve permanecer em vigor durante todo o mês de agosto, auge da temporada de turismo de verão.

Na sexta-feira, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou que seria dada uma "atenção especial" para garantir que essas verificações não prejudicassem o fluxo de turistas.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a líder da extrema-direita italiana abordou novamente a crise migratória em Ceuta, defendendo "uma resposta europeia urgente à imigração irregular".

Meloni, juntamente com a homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen, liderou uma carta assinada por mais 22 países europeus, instando a liderança da UE a convocar uma reunião de ministros do Interior para coordenar o reforço das fronteiras externas.

"Este é um sinal importante: a posição que a Itália defende há muito tempo é agora partilhada por um número crescente de nações europeias. Defender as fronteiras externas da União não é do interesse de uma única nação, é uma responsabilidade europeia partilhada", observou Meloni na mensagem.

A fronteira entre Marrocos e Ceuta, um enclave autónomo espanhol no norte de África, voltou hoje a uma aparente normalidade, após uma crise sem precedentes que começou na quinta-feira, quando cerca de 50.000 migrantes entraram irregularmente no território, muitos a nado, num incidente que causou pelo menos 67 mortos.

Pelo menos 48.300 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até às 18:00 (17:00 em Lisboa) de sexta-feira, de acordo com o Ministério da Administração Interna espanhol.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


Leia Também: Mais de 600 migrantes atendidos em hospitais e centros de saúde em Ceuta

Um total de 613 pessoas foram atendidas no Hospital Universitário de Ceuta e em centros de saúde, com 12 hospitalizados, durante quinta e sexta-feira, após a entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos naquela cidade espanhola em África.

Divulgação de vídeos íntimos na plataforma TikTok: CNT exige ação do Estado contra partilha de vídeos íntimos e alerta para “grave ameaça social.

Por  Radio Voz Do Povo / Radio África FM 

O Conselho Nacional de Transição, CNT, condenou esta sexta-feira a crescente divulgação de conteúdos íntimos de jovens nas redes sociais e apelou ao Estado para a adoção de medidas urgentes de combate ao fenómeno.

Numa nota de repúdio, o órgão de transição classifica a partilha de vídeos, com especial incidência na plataforma TikTok, como “uma grave ameaça à privacidade, à dignidade humana e à estabilidade social”.

Para o CNT, a exposição não consentida da intimidade não pode ser confundida com liberdade de expressão. “Representa uma violação dos direitos fundamentais, com impactos devastadores para as vítimas, as suas famílias e toda a sociedade”, lê-se no documento.

O Conselho considera o comportamento “inaceitável” e defende uma resposta articulada das autoridades. Entre as medidas propostas estão o reforço da educação digital nas escolas, o lançamento de campanhas nacionais de sensibilização e prevenção e a eventual revisão da legislação em vigor, para assegurar “uma proteção mais eficaz da privacidade e da dignidade dos cidadãos”.

Na nota, o CNT sublinha que “a liberdade implica responsabilidade” e não pode servir de justificação para práticas que atentem contra “os direitos, a honra e a integridade das pessoas”.

O órgão conclui apelando à sociedade, às instituições e às próprias plataformas digitais para que assumam um papel ativo no combate à disseminação destes conteúdos, com vista a um “ambiente digital mais seguro, responsável e respeitador dos direitos humanos”.


Eis a nota👇🏻

CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO – CNT

NOTA DE REPÚDIO E CONDENAÇÃO

O Conselho Nacional de Transição, profundamente preocupado com a crescente divulgação, nas redes sociais em particular no TikTok de conteúdos íntimos envolvendo jovens, vem por este meio expressar o seu mais firme repúdio e condenação a este fenómeno.

Tal prática não pode, em circunstância alguma, ser confundida com liberdade de expressão. Trata-se, antes, de uma grave violação da privacidade, de uma exposição indevida da intimidade e de um atentado direto à dignidade das pessoas, com consequências particularmente nocivas para os jovens, as suas famílias e a coesão social.

Assim, o Conselho Nacional de Transição exorta as autoridades competentes a adotarem medidas urgentes e eficazes, nomeadamente o reforço da educação digital, o desenvolvimento de campanhas de prevenção e, se necessário, a revisão e o fortalecimento do quadro legal aplicável, de forma a garantir uma proteção efetiva da privacidade e da dignidade dos cidadãos.

Por fim, reafirma que a liberdade, sendo um valor essencial, não pode ser dissociada da responsabilidade, nem servir de escudo para práticas que atentem contra os direitos fundamentais.

Muito obrigado.

Bissau, 31 de julho de 2026.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição 

Major - General Tomás Djassi

GUERRA NA UCRÂNIA: Força Aérea ucraniana interceta dois mísseis e 154 drones russos... A Força Aérea ucraniana disse hoje ter intercetado dois mísseis e 154 drones de 35 mísseis e 185 lançados durante a noite pela Rússia.

© REUTERS   Por LUSA   01/08/2026 

Entre os mísseis russos, lançados durante a noite, contam-se quatro antinavios Zircon/Onyx, 27 balísticos Iskander-M/S-400, dois mísseis antirradar Kh-31 e dois mísseis teleguiados Kh-59/69, de acordo com um relatório ucraniano.

"O principal alvo do ataque foi a região de Kiev. As regiões de Dnipropetrovsk, Sumy, Kharkiv e Poltava também foram visadas", lê-se no documento.

Em Kiev, o ataque russo causou pelo menos nove mortos e 30 feridos em sete zonas diferentes, além de danos em edifícios residenciais e comerciais, num centro educativo e na Embaixada da Lituânia.

Por sua vez, em Poltava, no centro da Ucrânia, os russos atingiram infraestruturas essenciais e um terminal logístico, disseram as autoridades regionais.


Leia Também: Navio da agência nuclear russa afundado por drones ucranianos

Um navio pertencente à agência nuclear russa Rosatom, que transportava "mercadorias civis", foi afundado por um ataque de drones ucranianos no mar Negro, sem causar vítimas, anunciou hoje a agência, qualificando o ataque como pirataria.

Irão avisa que vai reforçar bloqueio do estreito de Ormuz... O Irão avisou hoje que vai reforçar o bloqueio do estreito de Ormuz e acusou os Estados Unidos de escalarem o conflito no Médio Oriente, alertando que os países que colaborem com Washington "arderão no fogo da guerra".

© Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP via Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

"A continuação do bloqueio naval e da escalada bélica por parte do regime norte-americano reforçará o encerramento do estreito de Ormuz e provocará também o encerramento de outros estreitos e pontos de estrangulamento", alertou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohamad Bagher Zolgadr, segundo informa a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, citada pela agência de notícias Efe.

Zolgadr alertou que "o preço será pago pela economia mundial e pelo mercado energético", aludindo ao aumento dos preços do petróleo bruto devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava um quinto do petróleo mundial.

Também o comandante do Quartel-General Central Jatam al Anbiya, o general-de-divisão Ali Abdolahi, em comunicado, citado também pela Efe, deixou um aviso aos países do Médio Oriente, alertando que "devem reconsiderar a sua cooperação e colaboração com os Estados Unidos".

"Caso contrário, qualquer país que se torne o escudo defensivo dos Estados Unidos, um país criminoso e agressor, arderá no fogo da guerra", disse.

Segundo aquele alto comando militar, Washington "continua, a um ritmo cada vez mais acelerado, a trilhar o caminho de uma escalada generalizada da guerra regional" , numa estratégia que, disse, pretende "expandir e consolidar um domínio ilegítimo sobre toda a região".

Estas declarações surgem num contexto de tensão crescente entre Teerão e Washington, marcado por ataques recíprocos, pelo bloqueio naval norte-americano sobre portos e navios iranianos e pelo encerramento do estreito de Ormuz por parte do Irão.

Nas últimas semanas, o Irão lançou ataques contra bases e alvos dos EUA em países da região, como o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, em resposta às ofensivas norte-americanas contra o seu território.

Hoje, o Exército do Kuwait afirmou ter intercetado ataques iranianos com drones, embora Teerão ainda não tenha anunciado qualquer ofensiva.

A guerra no Médio Oriente começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e já causou milhares de mortos na região, sobretudo no Irão e no Líbano.

Esta semana, o Irão e os Estados Unidos retomaram as trocas de ataques noturnos após vários dias de acalmia, embora não tenha sido registado qualquer ataque na noite de sexta-feira para sábado.


Leia Também: Kuwait interceta drones em ataques contra "locais estratégicos"

A defesa aérea do Kuwait intercetou hoje drones iranianos, na sequência de um conjunto de ataques consecutivos, que o exército alegou ter sido contra "locais estratégicos" dos EUA naquele país.

Cerca de 69.500 migrantes saíram de Ceuta em direção a Marrocos... As Forças de Segurança espanholas calculam que cerca de 69.500 migrantes saíram nas últimas 30 horas de Ceuta em direção a Marrocos depois da entrada em massa que ocorreu na quinta-feira, foi hoje anunciado.

© Adri Salido/Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

Esta manhã começam a ser instaladas barreiras de contenção no espigão da fronteira de Tarajal.

Fontes policiais indicaram à Efe que neste número poderiam estar incluídos migrantes que tinham chegado à cidade autónoma em dias anteriores à entrada massiva e até mesmo outros que na sexta-feira teriam entrado e saído mais de uma vez.

Além disso, segundo informou o ministério do Interior espanhol à Efe, às 7:50 locais, começou a instalação de barreiras de contenção no espigão da fronteira do Tarajal, conforme anunciou na sexta-feira a partir de Ceuta o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

O elemento principal é uma barreira pneumática de 500 metros de comprimento, com uma altura na superfície de 30 a 70 centímetros e uma parte submersa de até um metro de profundidade.

Esta estrutura é combinada com uma primeira linha de boias ancoradas fornecidas pela Armada.

Além disso, um canal intermediário permitirá que as embarcações da Guarda Civil garantam em todos os momentos a proteção da barreira pneumática.

Quanto aos dados da entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos, o ministério do Interior cifrou em 50.000 as entradas do dia 30, enquanto o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, afirmou que poderiam ter alcançado 60.000.

Fontes do Interior informaram esta manhã que a noite em Ceuta foi normal, que as entradas "pararam totalmente" e que continuaram as saídas para Marrocos.

Depois da entrada massiva de quinta-feira, na sexta-feira milhares de pessoas regressaram para a fronteira para voltar a Marrocos por vários motivos, incluindo o anunciado acordo entre Espanha e Marrocos para a sua repatriação, bem como a ausência de lojas, superfícies comerciais ou bares abertos em Ceuta para poder atender as suas necessidades mais básicas.

Entretanto, a tranquilidade voltou à cerca fronteiriça de Melilla após uma noite, a segunda consecutiva, de pressão migratória em diferentes pontos do perímetro e entradas irregulares que não foram quantificadas oficialmente, e que provocaram um grande movimento de patrulhas e uso de material antidistúrbios para repelir os migrantes.

Segundo a Efe, um dos pontos de maior pressão durante a noite foi nas imediações do posto fronteiriço de Beni-Enzar, o único operacional entre Melilla e Marrocos, que permanece fechado enquanto mais de mil viajantes da Operação Passagem do Estreito (OPE) continuam bloqueados à espera da sua reabertura.

Desde antes do anoitecer, e até praticamente a primeira hora da manhã, as tentativas de entrada por essa zona foram contínuas por parte de grupos de jovens migrantes magrebinos que foram se movendo ao longo da cerca, alguns dos quais provocaram danos nas guaritas de vigilância marroquinas e até mesmo um incêndio junto ao perímetro.

Na noite de quinta-feira, ocorreram um total de 130 entradas irregulares em Melilla, incluindo 84 de menores de idade, que elevaram para 260 o número de acolhidos nos centros de proteção da cidade, mais do que o triplo do limite máximo estabelecido na declaração de contingência migratória.

Algarve com vigilância reforçada em mar e terra

A Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa anunciaram, este sábado, que estão a "reforçar o controlo da fronteira marítima, através de patrulhas regulares e diárias, realizadas por mar e por terra, ao longo da orla costeira do Algarve".

Segundo a Polícia Marítima, "estas ações são realizadas de forma coordenada e integrada, garantindo um dispositivo no mar e em terra, reforçando a vigilância, deteção e interceção de embarcações que possam estar ligadas a fenómenos de migração irregular ou outras atividades ilícitas".

A Polícia Marítima e a Marinha sublinharam, ainda, que a "segurança marítima é uma missão partilhada e apelam à colaboração da população, solicitando que todas as movimentações suspeitas sejam comunicadas ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) ou ao Comando Local da Polícia Marítima da respetiva área".


Leia Também: Recuperados 67 cadáveres na costa de Ceuta

O número de cadáveres recuperados na costa de Ceuta depois da entrada massiva de pessoas nos últimos dois dias ascende a 67, segundo os últimos dados fornecidos por fontes policiais.

ESTADOS UNIDOS: Caça F-35B caiu perto de uma base militar na Califórnia. Piloto ferido... Um caça F-35B despenhou-se sexta-feira perto da base aérea de Miramar, em San Diego, adiantou o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, acrescentando que o piloto ejetou-se e sofreu ferimentos que não representam risco de vida.

© Getty Images     Por LUSA   01/08/2026 

"O piloto ejetou e foi transportado para um centro médico local em condição estável para avaliação e tratamento de ferimentos que não representam risco de vida", referiu o Corpo de Fuzileiros Navais em comunicado.

Imagens aéreas de um helicóptero de notícias mostraram uma coluna de fumo negro a subir dos destroços num campo de terra, com vários veículos militares e de bombeiros, bem como pessoas, nas proximidades.

O que parecia ser retardador de chamas branco cobria o solo, e pelo menos uma pessoa estava a deitar água para os destroços com uma mangueira de incêndio, noticiou a agência Associated Press (AP).

Candace Hadley, porta-voz do Corpo de Bombeiros de San Diego, adiantou apenas que os bombeiros estavam no local para combater um incêndio de vegetação que começou perto do local da queda da aeronave.

O F-35B é uma das várias versões do avançado caça furtivo utilizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, pela Marinha e pela Força Aérea.

A versão "B" possui um motor concebido para descolagens curtas e é capaz de realizar aterragens verticais.

Um único caça F-35B custa cerca de 109 milhões de dólares (95 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

A Base Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miramar albergava a escola de treino de pilotos de caça da Marinha, retratada no filme original "Top Gun", e era conhecida como "Fightertown USA" no seu auge.

A escola foi transferida para a Base Aérea Naval de Fallon, no Nevada, em 1996, após a base ter sido transferida para o Corpo de Fuzileiros Navais.

Veja as imagens na galeria.

Novo ataque russo com mísseis balísticos provoca mortes em Kiev... Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky".

Kiev, UcrâniaANATOLII STEPANOV   Por  SIC Notícias Com Lusa 

Um ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev durante esta noite causou pelo menos nove mortos, anunciaram os serviços de emergência ucranianos esta madrugada.

"Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas na sequência de um ataque russo com mísseis balísticos", escreveram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Num balanço anterior, o presidente de câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, tinha avançado com "informações preliminares", segundo as quais três pessoas tinham sido mortas, e logo em seguida a administração militar de Kiev reviu o balanço para quatro mortos.

Tammém o número de feridos no balanço anterior era de 15, subindo agora mais 8, entre os quais, pelo menos dois menores, segundo Klitschko no primeiro balanço, que citou os serviços médicos, e apelou aos habitantes para que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev".

"A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado", precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. Outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis intercetores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que "gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk" para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", disse Trump, garantindo: "Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto".

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que "não tinha a certeza" de dar 'luz verde' a Kiev para a produção dos intercetores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.


Leia Também: Zelensky pede ajuda a Trump para obter acesso aos satélites Starlink

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ajuda ao homólogo norte-americano Donald Trump para obter autorização do magnata da tecnologia Elon Musk e utilizar o seu sistema de comunicações por satélite Starlink na guerra contra a Rússia.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Israel duvida que Hamas se desarme, mas compromete-se com acordo... O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, manifestou hoje ceticismo sobre o desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, mas assegurou o "compromisso" do seu país com o acordo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

© Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images     Por  LUSA    31/07/2026 

"Ninguém confia numa organização terrorista. É preciso verificar o que fazem, não o que dizem. Mas estamos comprometidos com o plano", declarou Danon em entrevista à CNN. 

O embaixador israelita afirmou ter informações de que o Hamas está "a considerar a ideia de transferir armas de um depósito para outro".

"Isto não é desarmamento (...). O desarmar significa retirar completamente as armas da Faixa de Gaza, para que o Hamas nunca mais tenha a capacidade de tocar nessas armas", acrescentou.

Questionado sobre a condição imposta pelo movimento palestiniano, de que Israel retirasse as suas tropas para a fronteira demarcada pela ONU antes do desarmamento, Danon sugeriu que estas são questões que "podem ser discutidas e resolvidas".

No entanto, reiterou a falta de confiança de Israel no Hamas: "Se estão a jogar sujo e a oferecer soluções superficiais, isso não vai funcionar para nós".

Danon afastou a ideia de que Trump devesse preparar-se para uma resposta israelita que frustrasse os seus planos.

"Se realmente [o Hamas] concordar e estiver disposto a entregar as armas, veremos progressos. Mas se for apenas um jogo, teremos de voltar à mesa das negociações", concluiu.

Enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silêncio, Trump afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

Questionado pelos jornalistas durante uma reunião com membros da sua administração se tinha garantias de que o executivo israelita concordava com o acordo, Trump respondeu: "Sim, temos um entendimento com Israel. Israel está muito satisfeito com isso".

Anteriormente, um alto membro da administração de Washington disse à imprensa norte-americana que Donald Trump ficará "muito, muito desapontado" se Israel não cumprir a sua parte do acordo de paz na Faixa de Gaza.

"Não estamos a pedir mais nada a Israel para além de que aceite o plano de 20 pontos que inicialmente endossaram. Por isso estamos totalmente confiantes de que o respeitarão. Se não o fizerem, obviamente o Presidente Trump ficaria muito, muito desapontado", afirmou o responsável.

O líder norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas, mas Netanyahu, que se encontrou com Trump esta semana na Casa Branca, ainda não se pronunciou, entre divergências já conhecidas sobre a interpretação do entendimento.

Nas suas declarações hoje à imprensa em Camp David, nos arredores de Washington, o político republicano não deu detalhes quando questionado se os israelitas precisam concluir a sua retirada do enclave palestiniano antes do desarmamento do Hamas, ou o inverso, insistindo que o acordo é um "grande avanço" para a paz na Faixa de Gaza.

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa israelita, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual 'linha amarela' sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo, firmado em 10 de outubro de 2025, e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

No primeiro pronunciamento de um membro do Governo israelita, o ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou, pelo seu lado, que o acordo é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território palestiniano.

Para o político de extrema-direita, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

O roteiro para a cessação das hostilidades inclui a eliminação progressiva das capacidades militares do Hamas, o desmantelamento de túneis no território e arsenais de armas e um sistema de monitorização internacional durante o processo.

O documento estabelece ainda que a primeira condição para o progresso será a cessação completa das operações militares e o cumprimento das obrigações estipuladas no acordo de cessar-fogo, além de contemplar uma retirada gradual das forças israelitas.

O Conselho da Paz, órgão criado por Trump no seu plano para a Faixa de Gaza aceite pelas Nações Unidas, publicou hoje os pontos deste roteiro na rede social X, advertindo que Israel deve "cumprir sem demora os compromissos pendentes do Protocolo de Sharm el-Sheikh, particularmente a cessação das operações militares", tal como o Hamas.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Trump alega que Israel está "muito satisfeito" com acordo em Gaza

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silencio.

Trump acusa Teerão de mentir a avisa que está a "perder a fé" no diálogo

Por   dnoticias.pt  31 jul 2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou hoje os negociadores iranianos de mentirem e disse que está "a perder a fé" nas conversações para pôr fim ao conflito com a República Islâmica.

"Estou a perder a fé neles porque mentem", disse o líder da Casa Branca aos jornalistas durante uma reunião com a sua administração realizada no retiro presidencial de Camp David, nos arredores de Washington.

Trump alegou que as forças iranianas "dispararam cinco mísseis", depois de os Estados Unidos terem interrompido os seus ataques na última semana para abrir espaço às negociações.

"Intercetámo-los, mas estávamos no meio das negociações", condenou.

O Presidente norte-americano insistiu que "os iranianos querem sempre conversar, mas quebram a sua palavra com demasiada frequência", embora os seus enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, bem como o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, continuem envolvidos nas negociações.

Após cinco meses de conflito, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a guerra voltou a intensificar-se nas últimas semanas com o colapso do cessar-fogo assinado em junho.

Há meses que Trump procura um acordo com Teerão para pôr fim a uma guerra impopular entre o eleitorado norte-americano e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos.

Se as negociações falharem, o líder dos Estados Unidos tem insistido na ameaça de que os ataques aéreos serão retomados, depois de terem sido interrompidos na semana passada, ao fim de 13 dias consecutivos. 

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano.

No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano. 

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, informa os funcionários e agentes da Administração Pública, os trabalhadores e empregadores do setor privado, bem como o público em geral, que segunda-feira, dia 3 de Agosto, é dia normal de trabalho em todo o território nacional, como pode ver no comunicado.

Por  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Seguranças da Presidência recuperam cidadão alegadamente raptado em Bandim

O cidadão Amadu Baldé, alegadamente raptado na tarde desta sexta-feira no Mercado de Bandim, em Bissau, foi recuperado pelas forças de segurança da Presidência da República.

Segundo informações, os indivíduos desconhecidos que transportavam a vítima colocaram-se em fuga, enquanto Amadu Baldé foi encontrado sã e salvo e encontra-se neste momento nas instalações do Palácio da República.

Por Radio TV Bantaba

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 ... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

Por  PAIGC 2023 

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online nos dias 24 de julho e 31 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, com especial destaque para os seguintes pontos:

a) Situação judicial do Presidente do Partido;

b) Decisões da última Cimeira da CEDEAO;

c) Preparativos para o XI Congresso do PAIGC.

Relativamente à situação judicial do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, o Coordenador do seu Coletivo de Advogados, camarada Mário Lino da Veiga, explicou os desenvolvimentos recentes do processo, designadamente a suspensão da prisão preventiva, que permitiu a sua deslocação a Lisboa, no passado dia 23 de julho, bem como as diligências em curso para o pleno restabelecimento da sua liberdade.

A Comissão Permanente tomou conhecimento do Acórdão da Câmara Crime do Supremo Tribunal de Justiça, que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade insanável de todos os atos por este praticados no processo do camarada Domingos Simões Pereira. Esta decisão confirma o que já era do conhecimento geral: a farsa judicial montada para tentar encobrir a perseguição política movida contra o Presidente do PAIGC.

No que concerne à última Cimeira da CEDEAO, realizada em Lungi, a 19 de julho de 2026, a Comissão Permanente tomou nota do Comunicado Final relativo à Guiné-Bissau e foi informada da posição do PAIGC expressa, designadamente, no Comunicado Conjunto PAI-TR e API-CG, de 22 de julho de 2026, no qual se condena a posição da CEDEAO que, ao normalizar o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025  e a transição militar em curso, se afastou das decisões da Cimeira de Abuja, de dezembro de 2025. A Comissão Permanente tomou nota, igualmente, da designação do Senegal como mediador da crise política na Guiné-Bissau.

Por fim, no âmbito dos preparativos do XI Congresso do Partido, a Comissão Permanente apreciou os avanços registados e incentivou a Comissão Nacional Preparatória a prosseguir os trabalhos, com vista a criar as condições necessárias para o êxito deste importante evento.

Após ampla discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Saudar a suspensão, por motivos médicos, da prisão preventiva do Presidente do PAIGC, camarada Domingos Simões Pereira, e manifestar o seu reconhecimento a todas as entidades nacionais e internacionais que contribuíram para a sua liberdade condicional;

2. Agradecer ao Governo Português pela decisão de acolher o camarada Domingos Simões Pereira e de lhe garantir as condições necessárias para um acompanhamento médico adequado;

3. Congratular-se com o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade de todos os atos por este praticados, reafirmando a natureza política e persecutória deste processo forjado contra o Presidente do Partido; 

4. Apelar às autoridades de facto para que ponham termo à perseguição política contra o camarada Domingos Simões Pereira, a qual constitui uma flagrante violação dos seus direitos fundamentais, e reiterar a sua total solidariedade para com o Presidente do Partido;

5. Condenar o posicionamento incoerente da CEDEAO na Cimeira de Lungi, que, ao não reconhecer a gravidade da ruptura da ordem constitucional na Guiné-Bissau, optou pela normalização do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, afastando-se das decisões da Cimeira de Abuja de Dezembro de 2025;

6. Apelar ao Senegal, enquanto mediador designado pela CEDEAO, para que leve a cabo uma mediação verdadeiramente imparcial, com garantias concretas de neutralidade e de transparência;

7. Reiterar o convite ao Comando Militar para um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, com vista à procura de soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

8. Encorajar a Comissão Nacional Preparatória do Congresso a prosseguir os trabalhos de preparação deste importante evento, criando as melhores condições para a sua realização;

9. Exortar todas as estruturas do PAIGC a manterem-se mobilizadas para os próximos desafios políticos e eleitorais e a prepararem-se para o cumprimento das orientações dos órgãos superiores do Partido;

10. Felicitar as mulheres guineenses pela celebração, hoje, 31 de julho, do Dia da Mulher Africana.

Bissau, 31 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

Ministro ultranacionalista de Israel rejeita acordo com Hamas

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir  Foto: Abir Sultan / AFP  Por  JN/Agências 31 de julho, 2026 

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou esta sexta-feira que o acordo anunciado com o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território.

Na primeira reação de um membro do Governo israelita ao acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o ministro de extrema-direita no Governo de coligação rebateu na rede Telegram os princípios essenciais do entendimento, sobre a retirada gradual das tropas de Israel e o desarmamento do Hamas.

Para Ben-Gvir, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

"Após o massacre de 7 de outubro, o sangue de cada membro do Hamas está sobre a sua cabeça", afirmou o ministro israelita, acrescentando que "os assassínios em Gaza devem continuar, o incentivo à emigração [dos habitantes palestinianos] deve acontecer, Israel deve vencer".

O chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, ainda não se pronunciou.

Desarmamento do Hamas em Gaza

O presidente norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas.

As negociações para a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra, decorriam há semanas no Egito.

Esta fase inclui o desarmamento do Hamas, uma retirada gradual de Israel do território palestiniano e o envio de uma força internacional de estabilização, sob orientação do Conselho da Paz, criado por Trump e aceite pelas Nações Unidas, bem como o estabelecimento de um governo tecnocrático palestiniano.

"Hoje, o Conselho de Paz chegou a um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza. Este é um passo monumental para uma paz e segurança duradouras", escreveu o líder da Casa Branca na rede Truth Social.

Trump afirmou ainda que as forças israelitas se retirarão do território "assim que o desarmamento estiver concluído", apesar de as primeiras reações das partes sugerirem divergências sobre esta questão.

Na sua primeira declaração oficial, o Hamas avisou que não entregará o seu armamento pesado até que as tropas israelitas abandonem a Faixa de Gaza.

O grupo palestiniano sublinha que o acordo referente à recolha de armas pesadas está "vinculado e condicionado" ao cumprimento, por parte de Israel, de dez exigências, incluindo a cessação de todos os ataques israelitas e a retirada de todas as suas tropas.

A declaração refere ainda outras exigências que encontram oposição no Governo israelita, como "a reconstrução, a garantia do direito à autodeterminação, o estabelecimento de um Estado palestiniano independente e a proteção dos direitos dos cidadãos".

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa do seu país, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual "linha amarela" sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

Cessar-fogo inclui trocas de reféns

A primeira fase do cessar-fogo incluiu a libertação dos últimos reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das tropas de Israel e a entrada de ajuda humanitária.

Desde o anúncio da trégua, pelo menos 1214 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, cujos números são considerados fiáveis ​​pela ONU.

O exército israelita relatou ter perdido cinco soldados durante o mesmo período, além de um funcionário civil contratado.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Ben-Gvir elogia ironicamente "diversidade humana" em Espanha

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, dirigiu hoje uma mensagem irónica ao primeiro-ministro espanhol sobre a crise migratória em Ceuta, desafiando-o a "conceder refúgio" aos habitantes de Gaza que desejem emigrar.

Porto com menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos 5 anos

Por dnoticias.pt    31 jul 2026 

O Porto registou menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos cinco anos, tendo terminado 2025 com 526 pessoas a viver na rua, avançou hoje fonte municipal.

Dados da Câmara do Porto revelados hoje à Lusa indicam que nos últimos cinco anos (2021-2025) houve uma redução média de 51 pessoas por ano de pessoas em situação de sem-abrigo no município do Porto, totalizando menos 204 pessoas a viver nas ruas.

Em 2025 foram registadas 526 pessoas em situação de sem-abrigo, uma diminuição de 4,9% face a 2024, a quebra mais baixa dos últimos cinco anos.

Os números da autarquia revelam que, neste período, o maior pico de pessoas sem-abrigo no município foi em 2021, com 730 pessoas a viver na rua.

Em 2022, o Porto registou 647 casos, uma descida de 11,4% face a 2021.

Em 2023, a descida foi na ordem dos 7,7%, com 597 casos.

Em 2024, a tendência da descida do número de pessoas em situação de sem-abrigo mantinha-se, situando-se nos 7,4%, com 553 casos.

Um destaque nos dados é que revelam que o ano de 2025 regista a menor descida (-4,9%).

Os dados avançados à Lusa pela Câmara do Porto são os dados que o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Porto (NPISA Porto) enviou à Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas sem Abrigo (ENIPSSA), uma política pública de âmbito nacional.

Na análise da naturalidade, a maior parte não é do Porto, dividindo-se em 39,9% vindos de outros municípios, 8,2% dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), 1,6% de países da União Europeia e 3,4% de outros locais.

A nacionalidade portuguesa é maioritária (88,4%), mas os dados mostram um ligeiro aumento (+1,8%) de pessoas em situação de sem-abrigo vindas dos PALOP.

Em fevereiro deste ano, a Lusa noticiou que os Albergues Noturnos, um centro de alojamento temporário, retirou nove pessoas em situação de sem-abrigo das ruas do Porto em cerca de seis meses, com uma equipa que estuda o perfil das pessoas para fazerem o 'match' (combinação perfeita) com as casas.

"Fazemos o matching da pessoa com a casa", explicava em entrevista à Lusa a diretora-geral da instituição no centro do Porto Albergues Noturnos, Carmo Fernandes, referindo que havia pelo menos "100 pessoas sinalizadas na cidade" que viviam cronicamente nas ruas da cidade do Porto.

No final de maio, a Câmara do Porto anunciou que a antiga Escola Básica EB1 de Lordelo seria transformada no Centro de Pernoita em Lordelo em 2026, e que teria capacidade para acolher 120 pessoas em situação de sem-abrigo.

O futuro espaço de alojamento noturno oferecerá banhos, roupa lavada e pequeno-almoço com o objetivo de garantir uma resposta imediata e mitigar a exclusão social na cidade.

O Centro Joaquim Urbano também oferece apoio e há uma rede de restaurantes solidários.

Faten Al-Azizi, jogadora marroquina, morre na travessia até Ceuta... Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado desde Marrocos até à cidade espanhola de Ceuta, que já causou mais de 50 mortes.

© Getty Images    Por  Davide Rodrigues Araújo  31/07/2026 

Atravessia de Marrocos até Ceuta já causou dezenas de mortes por afogamento desde esta quinta-feira e já se sabe a identidade de uma das pessoas que perdeu a vida na tentativa de chegar a território espanhol. Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo Tanja24 e dá conta de que a comunidade local de Tanger está chocada com o desfecho desta travessia, com várias homenagens dessa cidade a surgirem nas redes sociais.

Balanço de mortos continua a subir em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, na tentativa de alcançar a nado a costa de Ceuta.

As autoridades não excluem que o número de vítimas mortais continue a aumentar nas próximas horas.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o Governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15:30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: Sobe para 57 o número de mortos durante entrada em massa em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Itália suspende acordo Schengen com Espanha e reforça fronteiras... O Ministério do Interior italiano ordenou a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   31/07/2026

O Ministério do Interior de Itália ordenou, esta sexta-feira, a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país, devido à crise migratória em Ceuta.

A decisão foi tomada após a avaliação das informações mais recentes por parte do Comité de Análise sobre Imigração e Segurança das Fronteiras, presidido esta manhã pelo ministro do Interior, Matteo Piantedosi, de acordo com a agência Ansa.

O governante manteve ainda uma conversa telefónica com o seu homólogo francês, Laurent Nuñez, durante a qual ficou assente reforço dos controlos ao longo da fronteira terrestre entre os dois países.

Recorde-se que, após a divulgação de imagens de milhares de marroquinos a entrarem ilegalmente ao enclave de Ceuta, na quinta-feira à noite, o governo de direita e extrema-direita de Giorgia Meloni, que tem como uma das grandes bandeiras o combate à imigração ilegal, defendeu "o encerramento do espaço Schengen [de livre circulação de pessoas] com Espanha".

O ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro, Antonio Tajani, acusou Madrid de ter encorajado "o tráfico de seres humanos" ao "conceder a cidadania espanhola a 500 mil imigrantes irregulares". Mais tarde, Meloni defendeu também a adoção de "instrumentos extraordinários para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, como a suspensão do espaço Schengen com Espanha", face às "imagens chocantes" da fronteira em Ceuta.

A posição de Roma foi severamente criticada pelo chefe da diplomacia espanhola, José Luis Albares, que deplorou "a demagogia" de Itália e convocou mesmo o embaixador italiano em Madrid, tendo recebido o apoio do Partido Democrático (PD), principal força política da oposição em Itália, de centro-esquerda, da família socialista europeia, tal como o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez.

Em comunicado, o responsável pelos Assuntos Externos do PD, Peppe Provenzano, acusou Meloni de "propaganda mesquinha" e considerou que a chefe de governo abriu uma crise diplomática com Espanha para não perder eleitores para a nova figura que está a despontar na direita radical italiana, Roberto Vannacci, que recentemente fundou um novo partido, o Futuro Nacional.

"Uma presidente do Conselho que desencadeia uma crise diplomática com a Espanha devido à louca perseguição a Vannacci. Um ministro dos Negócios Estrangeiros que, evidentemente, ignora que Ceuta é um enclave em África e apela ao encerramento do espaço Schengen com Espanha. É um governo de irresponsáveis e manipuladores, que há quatro anos não resolve um único problema e recorre diariamente à propaganda mais mesquinha", acusou o dirigente.

A completar o comunicado, Provenzano apontou que, "entretanto, a realidade é que Espanha cresce a um ritmo de 2,7% e Itália permanece estagnada, e quem paga a conta são os cidadãos, com salários cada vez mais baixos e um custo de vida cada vez mais insustentável".

Na sequência das declarações de Tajani, o homólogo espanhol lamentou a intervenção, que classificou como inapropriada, por parte de "um país parceiro e amigo de quem se espera solidariedade europeia e não demagogia partidária".

Além dos Irmãos de Itália, partido pós-fascista liderado por Meloni, e do Força Itália, partido de centro-direita encabeçado por Tajani, também o outro partido que integra a coligação governamental, a Liga, força de extrema-direita liderada por Matteo Salvini, defendeu a suspensão do acordo de Schengen com Espanha, comentando que "a chegada de quase 50 mil imigrantes clandestinos a Ceuta em menos de 24 horas comprova o desastroso fracasso do governo socialista de Pedro Sánchez, referência da esquerda italiana".

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar Ceuta a nado, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local. Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta, depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15h30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: UE nega deslocações de pessoas de Ceuta para a Europa continental

O comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, negou hoje que estejam a ocorrer deslocações de pessoas de Ceuta para o continente europeu, classificando, contudo, a situação na cidade autónoma espanhola como "inaceitável".

Donald Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o Conselho de Paz chegou a um acordo para o "desarmamento total" do Hamas e de outros grupos armados em Gaza.

© Fox News  Por  LUSA  31/07/2026 

O republicano descreveu este passo como histórico rumo à criação de um novo governo palestiniano no enclave.

Trump adiantou através da sua rede social, Truth Social, que "o acordo será implementado em fases cuidadosamente estruturadas" e que, uma vez concluído o desarmamento, "as forças israelitas retirarão".

Com a saída das forças israelitas do enclave, uma Força Internacional de Estabilização atuará ao lado de uma nova força policial palestiniana para garantir a segurança de Gaza, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano realçou que o acordo permitirá que Gaza fique sob o controlo de "um novo governo palestiniano" e agradeceu ainda ao Egito, ao Qatar e à Turquia pelos seus esforços de mediação, bem como à sua equipa de negociação por ter alcançado o pacto.

Segundo o portal de notícias Axios, a pressão externa e a crescente crise económica na Faixa de Gaza, pela qual o Hamas é responsabilizado, levaram o grupo a aceitar o acordo de desarmamento.

O Presidente dos EUA descreveu o acordo como um "marco importante" na implementação do seu plano de 20 pontos para Gaza, apresentado a 29 de setembro de 2025, juntamente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

O plano traça um roteiro para pôr fim à guerra, libertar reféns, estabelecer uma estrutura de segurança para Israel e avançar para uma administração palestiniana tecnocrática no enclave.

Uma fonte diplomática e outra ligada ao grupo islamita palestiniano Hamas já tinha adiantado na quinta-feira que as negociações de paz na Faixa de Gaza, a decorrer no Cairo, registaram progressos sobre o desarmamento do Hamas.

Há semanas que decorrem negociações no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra no enclave palestiniano.

Fonte do Hamas tinha destacado à agência de notícias France-Presse (AFP) uma "ampla convergência" em vários pontos relacionados com o armamento e disse que o grupo palestiniano apresentou alterações ao roteiro proposto por Washington aos mediadores e aguarda a resposta de Israel.

"Continuamos a avançar com o roteiro", comentou uma fonte diplomática familiarizada com as negociações, que pediu à AFP para não ser identificada.

A mesma fonte reiterou que o plano estipula o "desmantelamento de todas as armas", especificando que não haverá exceções, de forma a "transferir toda a autoridade para o governo tecnocrático".

De acordo com o plano de paz, a gestão corrente da Faixa de Gaza no período pós-conflito será assegurada por um organismo de tecnocratas palestinianos, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).

A transferência de armas para o CNAG será realizada, segundo a fonte diplomática, em coordenação com a Força Internacional de Estabilização (FIE), uma estrutura destinada a reunir tropas multinacionais sob os auspícios do Conselho de Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Do lado israelita, uma fonte política disse à AFP que "não haverá retirada israelita da 'linha amarela' até que o Hamas esteja completamente desarmado e a Faixa de Gaza totalmente desmilitarizada".

A "linha amarela" é o nome dado por Israel à demarcação entre as áreas controladas pelo Hamas e pelo exército israelita no enclave palestiniano.

Israel reclama o controlo atual de mais de 60% do território.