© Lusa 28/06/2026
Segundo a agência AFP, que cita a Agência Nacional de Informação do Líbano (ANI), este domingo, um avião de combate israelita bombardeou as imediações das localidades de Deir Seryan e Taybeh.
A AFP avança que também hoje, o deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, declarou que o acordo assinado na sexta-feira entre o Líbano e Israel, sob mediação dos Estados Unidos, "não será aplicado", alertando para o risco de um "conflito interno".
No sábado, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurando-lhe que o Estado libanês "assumirá as suas responsabilidades" na implementação do acordo, que condiciona a retirada israelita do país ao desarmamento do movimento xiita.
O Hezbollah, refere a AFP, opôs-se firmemente ao acordo, que estabelece como objetivo uma "paz e segurança duradouras" entre os dois países, tecnicamente em estado de guerra há várias décadas.
Para o líder do Hezbollah, Naïm Qassem, aquele acordo é um "erro grave", apontando que o texto é "humilhante, vergonhoso e representativo de uma renúncia à soberania".
Qassem acusou ainda as autoridades libanesas de "legitimarem a continuação da ocupação" israelita.
"O acordo nunca verá a luz do dia e não será aplicado. O nosso dedo permanecerá no gatilho, continuaremos o nosso caminho de resistência para alcançar os nossos objetivos e exerceremos o nosso direito legítimo de defender o nosso povo", afirmou Hassan Fadlallah durante uma cerimónia comemorativa.
Segundo o deputado, o que as autoridades fizeram "equivale a uma sedição destinada a mergulhar o país no caos e a deslocar o conflito, passando de um conflito com o inimigo para um conflito interno".
Entretanto, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou no sábado que ordenou às tropas israelitas para que "se preparassem para uma permanência prolongada" no sul do Líbano, que ocupam desde março.
No sábado, uma pessoa morreu num ataque aéreo israelita contra a localidade de Nabatiyé al-Fawqa, também no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.

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