© Getty Images noticiasaominuto.com 23/04/2026
Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América, sugeriu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que trocasse o Irão por Itália, no Campeonato do Mundo, por conta da guerra que o executivo liderado por Donald Trump vive com o país asiático desde o passado dia 28 de fevereiro, quando o atacou, em conjunto com Israel.
"Eu confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irão, no Mundial. Eu sou nativo de Itália, e seria um sonho ver os azzurri num torneio organizado pelos EUA. Com quatro títulos, eles têm o 'pedigree' para justificar a inclusão", confirmou o 'braço direito' do presidente norte-americano, em declarações prestadas ao jornal Financial Times.
A mesma publicação cita fontes próximas do processo, que garantem que esta proposta não passou de uma tentativa de Donald Trump de remendar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na sequência do 'bate-boca' público entre ambos, por conta da posição do Papa Leão XIV sobre a guerra no Médio Oriente.
"Acho que ele não está a fazer um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares", afirmou o líder máximo norte-americano, em abril, a propósito das intervenções públicas levadas a cabo pelo compatriota sobre este tema.
"Continuarei a manifestar-me abertamente contra a guerra, procurando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados, para encontrar soluções justas para os problemas. Há demasiadas pessoas a sofrer no mundo de hoje. Há demasiadas pessoas inocentes a ser mortas", respondeu este.
"Considero inaceitáveis as declarações do Presidente Trump a propósito do Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja Católica, e é correto e natural que peça a paz e condene todas as formas de guerra, interveio a transalpina, deixando Donald Trump "chocado": "Pensei que ela tinha coragem, enganei-me".
Irão está "totalmente preparado" para disputar o Mundial2026
À margem desta manobra levada a cabo pelos Estados Unidos da América (que irão organizar o Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México, entre 11 de junho e 19 de julho), Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irão, garante que o país está "totalmente preparado" para disputar o torneio.
A (curta) intervenção foi feita aos microfones da agência noticiosa estatal IRIB, a menos de dois meses do arranque da prova. O Irão, recorde-se, está inserido no Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Egito e Bélgica, o que significa que irá disputar todos os jogos desta fase inicial em solo norte-americano.
Itália, por seu lado, acabou por ser (surpreendentemente) eliminada na final do playoff europeu, disputado com a Bósnia e Herzegovina, no desempate por grandes penalidades, pelo que irá ficar de fora daquela que é a maior competição de seleções do futebol planetário pela terceira vez consecutiva.
O próprio presidente da FIFA, Gianni Infantino, já tinha assegurado que a participação do país não estava em causa: "É um país de futebol. Queremos que jogue, e vai jogar o Mundial. Não há planos B, C ou D. É o plano A. Vamos unir, juntos, em harmonia e felicidade. É isso que temos de fazer, e vamos fazer".

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