quinta-feira, 23 de abril de 2026

ISRAEL: "Estamos à espera de luz verde dos EUA para eliminar dinastia Khamenei"... Israel está pronto para retomar a guerra contra Teerão e aguarda luz verde de Washington para "concluir a eliminação da dinastia Khamenei", afirmou hoje o ministro da Defesa israelita.

© Getty Images   Por LUSA  23/04/2026 

O exército israelita "está pronto, tanto a nível defensivo como ofensivo, e os alvos foram identificados", disse Israel Katz numa mensagem de vídeo, depois de ter debatido a situação de segurança com altos comandos do Exército.

"Estamos à espera da luz verde dos Estados Unidos - acima de tudo para concluir a eliminação da dinastia Khamenei", acrescentou, referindo-se a Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto a 28 de março, mas também "para fazer o Irão regressar à idade das trevas e à Idade da Pedra".

O ministro israelita disse mesmo que Telavive pretende destruir "as principais instalações de energia e eletricidade e da infraestrutura económica" iraniana.

Katz adiantou que o Estado judaico está à espera de uma eventual coordenação com Washington para ações futuras, acrescentando que o plano prevê "ataques devastadores" contra infraestruturas estratégicas iranianas.

Durante a intervenção, o governante também criticou o regime iraniano, acusando-o de repressão interna e de apresentar dificuldades de coordenação e comunicação na estrutura de comando.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está preparado para "qualquer cenário".

Um dia antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ia prolongar por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irão até que o Governo da República Islâmica, que considerou estar dividido, apresente uma proposta unificada de acordo.

Trump voltou a acusar Teerão de estar a "ter muita dificuldade em perceber quem é o seu líder" e ordenou à Marinha norte-americana a destruição de todas as embarcações lança-minas no estreito de Ormuz, em duas publicações na sua rede social.

Apesar do cessar-fogo, o Irão mantém praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, fundamental para o comércio de petróleo, e os Estados Unidos aplicam um bloqueio naval contra navios e portos iranianos.

Nos últimos dias tem-se registado uma escalada em termos de ações navais entre os dois países, depois de os Estados Unidos terem anunciado a interceção de dois navios no oceano Índico e a apreensão de um navio porta-contentores no fim de semana.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu na quarta-feira dois navios no estreito de Ormuz por "operarem sem as autorizações necessárias".

No total, os Estados Unidos impediram a passagem de pelo menos 31 navios desde o início do bloqueio naval ao Irão, de acordo com dados divulgados ontem pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Mais de 10.000 militares norte-americanos, cerca de 17 navios de guerra e 100 aeronaves patrulham as águas próximas do Irão para garantir que nenhuma embarcação entre ou saia dos portos, segundo o CENTCOM.


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Reza Pahlavi, o filho exilado do último Xá iraniano, criticou hoje a relutância da União Europeia em assumir uma posição mais clara contra Teerão no conflito com os Estados Unidos e Israel, instando-a a fazê-lo.

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