Por LUSA
"As forças iranianas parecem ter atacado deliberadamente pelo menos dois navios mercantes civis no estreito de Ormuz e imediações em 11 de março de 2026", lê-se em comunicado, no qual se sublinha que tais ataques contra embarcações e suas tripulações "constituem um crime de guerra".
A HRW frisou que crimes de guerra "não justificam a prática de outros crimes de guerra" e instou Irão, Estados Unidos da América (EUA) e Israel a "cessarem imediatamente os ataques ilegais contra civis e bens civis", além de "cessarem as tentativas de apresentar tais bens como alvos legítimos".
Aquela ONG alertou também que os ataques, além da ameaça de novos ataques, podem contribuir para um aumento significativo dos custos globais de energia, alimentos e outros setores críticos, com impacto negativo ao nível dos direitos humanos.
O texto apelou ainda às forças iranianas a "cessarem imediatamente" tais ataques, bem como a "resgatarem os três tripulantes restantes a bordo do (cargueiro tailandês) 'Mayuree Naree' e a libertarem todos os marinheiros detidos".
Segundo a HRW, "os ataques das forças iranianas contra embarcações civis em Ormuz causarão danos a algumas das pessoas mais desfavorecidas socioeconomicamente do mundo", tendo em conta a dependência mundial de combustíveis fósseis, bem como suas conexões com o poder corporativo e governos autoritários, o que torna imperativa uma transição justa para energias renováveis.
Desde o começo dos bombardeamentos norte-americanos e israelitas, em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos EUA e também várias infraestruturas petrolíferas.
Em simultâneo, mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde transita 20% de petróleo e gás natural liquefeito do Mundo, fazendo disparar os preços destes produtos à escala global.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ba segunda-feira que aquela via marítima deverá reabrir "em breve" caso as negociações tenham sucesso, e admitiu a possibilidade de estabelecer um controlo "conjunto" daquela passagem comercial.

Sem comentários:
Enviar um comentário