terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Trump confirma convite a Vladimir Putin para integrar Conselho de Paz... O presidente norte-americano confirmou ter convidado o homólogo russo, Vladimir Putin, para integrar o Conselho de Paz, uma organização que pretende criar para trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, em concorrência com a ONU.

Por LUSA 

"Sim, foi convidado", disse na segunda-feira Trump a um jornalista na Florida, quando este perguntou se convidou o líder russo para integrar a organização, onde a taxa de entrada para um lugar permanente será de mil milhões de dólares (857 milhões de euros).

"O Presidente Putin recebeu um convite para integrar o Conselho de Paz por vias diplomáticas", declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa diária.

Peskov disse que a Rússia pretende "esclarecer todos os pormenores" da proposta com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump divulgou na sexta-feira a composição do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O enviado especial norte-americano Steve Witkoff também fará parte do órgão, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Sabe-se ainda que Trump convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.

O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

A Casa Branca disse que durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa ao longo desta a semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza.

Trata-se de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.

O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.


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