sábado, 6 de junho de 2026

Eleições na Guiné-Conacri dão vitória à coligação do presidente de transição

Por correiokianda.info  06/06/2026 

A coligação política ligada ao presidente de transição da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições legislativas e municipais realizadas a 31 de Maio, num processo marcado pela fraca participação da oposição.

Segundo resultados provisórios divulgados pela Direcção-Geral de Eleições, a coligação Geração pela Modernidade e o Desenvolvimento (GMD) e os seus aliados conquistaram a maioria dos 147 assentos da Assembleia Nacional, garantindo também vantagem significativa nos mandatos locais.

O escrutínio decorreu num contexto político sensível, em que as principais forças da oposição não participaram ou foram excluídas do processo, após a dissolução de vários partidos políticos nos meses anteriores.

Os dados ainda carecem de confirmação final pelo Supremo Tribunal, que deverá validar oficialmente os resultados após o período legal de contestação.

As eleições fazem parte da transição política em curso na Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2021, que levou ao poder a atual junta militar liderada por Mamadi Doumbouya.

Trump diz que não há acordo porque Irão é "forte" e "orgulhoso"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam sem avançar porque os líderes iranianos são "fortes" e "orgulhosos", salientando que se trata de um povo que está a "lutar há 47 anos".

© REUTERS/Nathan Howard  Por noticiasaominuto.com  06/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos considerou que ainda não foi possível chegar a um acordo com a parte iraniana porque os líderes de Teerão são "fortes" e "orgulhosos". 

"Eles são fortes, eles são orgulhosos, há coisas que eles nunca pensaram em fazer que vão ter de fazer. Eles não têm escolha, e demora um bocado [até isso acontecer]", reconheceu Donald Trump na sexta-feira, dia 5 de junho, em entrevista à NBC News.

As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura de vários avanços e recuos nas negociações com o Irão, sem que seja possível chegar a um consenso entre ambas as partes. O conflito, note-se, já decorre há quase quatro meses, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto a Teerão, no final de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatola.

O tempo decorrido, contudo, não é uma questão para Trump - pelo menos para já. Aliás, na mesma entrevista, o chefe de Estado deixou críticas àqueles que reclamam com a alegada demora do acordo com o Irão: "Estas coisas demoram anos."

"Estas pessoas [os iranianos] estão a lutar há 47 anos. Andam a matar americanos. Eu estou a fazer as coisas muito depressa", defendeu. "Estou nisto há três meses. O Vietname [a guerra] durou 19 anos", recordou.

"Estou no meu terceiro mês e tudo o que eles dizem é: «Quando é que vais ganhar?». Se eu fosse um democrata, ninguém estaria a falar desta maneira, mas não me importa. Estou habituado", desvalorizou o presidente norte-americano, fazendo depois questão de frisar que os Estados Unidos "destruíram completamente" as forças iranianas.

"A maioria das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e a maioria das áreas de fabrico de mísseis foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Têm alguns mísseis, têm alguns drones", confessou. "Diria que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% dos seus mísseis. São muitos mísseis, mas não é o que era quando atacámos pela primeira vez", ressalvou.

Praticamente desde o início do conflito que Donald Trump afirma que um acordo entre as duas partes está "para breve", tendo chegado a dar prazos de semanas para que a guerra terminasse. O certo é que desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, foi apenas acordado um cessar-fogo temporário que tem sido prolongado desde abril. Contudo, continuam a haver ataques ocasionais entre ambas as forças ou entre países vizinhos, dado as suas alianças (como por exemplo, ataques iranianos ao Kuwait ou israelitas ao Líbano). Além disso, o estreito de Ormuz continua encerrado, após os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval, de forma a pressionar o Irão.


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O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, condenou hoje os recentes ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait, considerando-os "uma ameaça direta" àquela região.

"Paz só é garantida pela força". EUA pedem investimento europeu em defesa... O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.

© Alex Wong/Getty Images     Por  LUSA    06/06/2026 

"A paz só é garantida pela força", defendeu Pete Hegseth no cemitério militar de Colleville-sur-mer, perante as 9.387 cruzes brancas de soldados norte-americanos mortos em combate durante a batalha da Normandia, em 1944.

O secretário da guerra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado na sexta-feira que renunciava à cerimónia internacional prevista para hoje para se dedicar à cerimónia norte-americana.

Hegseth afirmou que os soldados enterrados na Normandia "combateram no seio de uma aliança guerreira na qual cada parceiro contribuiu com a medida da sua indústria, da sua coragem e do seu sacrifício".

"Nem 'slogans' vazios, nem cimeiras faustosas, nem comunicados", ironizou, referindo que "cada nação" aliada que combateu a Alemanha nazi "sangrou e assumiu a sua parte" em 1944.

"A América deve mostrar o caminho, e nós fá-lo-emos, mas os nossos aliados têm de estar connosco, ombro a ombro", pediu, citado pela agência France-Presse (AFP), num discurso sem referências explícitas às guerras no Irão ou na Ucrânia.

Hegseth pareceu também fazer referência a uma ameaça que a imigração representará para a "civilização ocidental", numa analogia com o desembarque organizado há 82 anos.

"Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias estão a ser tomadas de assalto por diversas ideologias perigosas: nas praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, barcos e homens estão a desembarcar", criticou.

Na presença da homóloga francesa, Catherine Vautrin, Hegseth desafiou os países da Europa a travar a nova "invasão".

"Irão as capitais europeias agir contra esta invasão ou já é demasiado tarde?", disse Hegseth, antes de concluir com uma citação bíblica.

Donald Trump tem ameaçado diminuir a presença militar norte-americana na Europa, nomeadamente no âmbito da NATO, e exigido um maior investimento dos aliados europeus em defesa.

O desembarque na Normandia, em 06 de junho de 1944, é a maior operação anfíbia da história.

Uma armada de 6.939 navios e 132.700 britânicos, canadianos, norte-americanos, belgas, noruegueses ou polacos tomaram de assalto 80 quilómetros de praias normandas.

A operação contribuiu de forma decisiva para a vitória sobre a Alemanha nazi, que ficou encurralada pela União Soviética a leste.

Do lado francês, as comemorações decorrem em Ouistreham, com a cerimónia dedicada aos fuzileiros navais.

A cerimónia internacional conta com a presença do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey.


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O Irão condenou hoje os ataques aéreos dos Estados Unidos contra radares e instalações de vigilância costeira no Golfo Pérsico, classificando-os como uma "violação flagrante do cessar-fogo".

Bispo em Moçambique assassinado com tiro no coração. Suspeitos fugiram... A polícia de investigação criminal de Moçambique indicou que o bispo de Quelimane, Osório Afonso, foi assassinado hoje com um tiro no coração por indivíduos até aqui não identificados, estando as autoridades a investigar o caso.

© sol   Por LUSA   06/06/2026 

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na madrugada de hoje na sua residência com uma arma do tipo AK-M por indivíduos que teriam escalado o muro da sua residência, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo. 

O responsável disse que Osório foi alvejado na "parte do peito, no coração", provavelmente uma bala", remetendo detalhes para outro momento, quando as autoridades investigam o crime.

O Sernic adiantou que não havia detidos até então, assegurando que não há risco de se atrapalhar as investigações do assassínio do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro de Moçambique.  

"Estamos aqui perante um homicídio agravado como é do vosso domínio, do domínio público e por enquanto não vamos avançar detalhes porque estamos a trabalhar, como sabem que o serviço criminal é para investigar e não é fácil de madrugada para estas alturas trazer estes detalhes deste homicídio agravado", disse Maximino Amílcar.

O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.

Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.

Antes, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

"Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia", disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.

O político moçambicano Venâncio Mondlane lamentou a morte do bispo de Quelimane, repudiando o "brutal assassinato" de Osório Afonso.

"A trágica perda de uma voz tão relevante para a igreja Católica e para a sociedade moçambicana constitui um golpe doloroso contra os valores da paz, da reconciliação e do diálogo no nosso país", escreveu Mondlane nas suas redes sociais.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.

Cientistas alertam para os riscos de levar vida terrestre para outros planetas... Estudo internacional com investigador da Universidade do Minho pede prudência na introdução de vida fora da Terra para não se repetirem “erros ecológicos cometidos na Terra”.

Por  SIC Notícias 

A introdução de organismos terrestres noutros planetas ou luas poderá desencadear invasões biológicas irreversíveis, alerta um estudo internacional. Os autores defendem a criação de regras internacionais para regular futuros projetos de terraformação e evitar que se repitam no espaço erros ecológicos já observados na Terra.

Publicado por uma equipa internacional de investigadores, o trabalho analisa os riscos associados à terraformação, o processo teórico de modificar um planeta ou outro corpo celeste para criar condições mais favoráveis à vida terrestre.

Segundo o estudo, a introdução de microrganismos, plantas ou animais em ambientes extraterrestres poderá ter consequências imprevisíveis caso esses organismos escapem ao controlo.

"A introdução de espécies da Terra em corpos extraterrestres é um evento de invasão potencialmente imprevisível", afirma Ronaldo Sousa, investigador do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Escola de Ciências da Universidade do Minho e coautor do trabalho.

De acordo com o cientista, "a presença prolongada na Lua ou em Marte pode contribuir para a sobrevivência da humanidade a longo prazo, mas também pode alterar esses ecossistemas".

"Devemos evitar criar as primeiras espécies invasoras interplanetárias e repetir erros ecológicos cometidos na Terra".

Lições retiradas da Terra

Os investigadores defendem que a colonização espacial deve ser regulada, "com princípios similares (aos utilizados) no combate a espécies invasoras na Terra", incluindo medidas de prevenção, monitorização e avaliação de riscos.

O objetivo é "antecipar problemas ambientais, éticos e evolutivos, evitando que passem da ficção científica para a realidade".

Ronaldo Sousa dá o exemplo da introdução de espécies em novos ambientes, como o caso dos coelhos e das raposas introduzidos na Austrália no século XIX, que provocaram impactos profundos nos ecossistemas locais.

O investigador refere ainda o acidente da sonda israelita Beresheet, que se despenhou na Lua em 2019 e que poderá ter libertado milhares de tardígrados, pequenos organismos microscópicos conhecidos pela sua extraordinária resistência a temperaturas extremas, radiação e desidratação.

"As missões espaciais estão no centro do debate político e científico, pelo que importa falarmos também da terraformação, que traz riscos profundos de desestabilização de ambientes extraterrestres".

Fungos, bactérias e organismos sintéticos

O estudo, em coautoria com Teun Everts, da Bélgica, e Phillip Haubrock, do Reino Unido, propõe encarar a terraformação como "uma forma de introdução biológica mediada por humanos e não apenas como engenharia planetária".

Entre os organismos considerados potenciais candidatos para futuras missões de terraformação estão fungos resistentes à radiação, cianobactérias, microrganismos produtores de metano e organismos sintéticos. Estes organismos poderão ajudar a formar solos, produzir oxigénio ou alterar atmosferas.

No entanto, os investigadores alertam que também poderão produzir subprodutos tóxicos ou desencadear alterações ecológicas difíceis de prever em ambientes com recursos limitados.

Perante estes riscos, os autores defendem a rápida criação de mecanismos internacionais de supervisão e a colaboração entre biólogos, astrobiólogos, especialistas em ética e decisores políticos.

"A ciência das invasões fornece décadas de conhecimento sobre prevenção, deteção precoce, avaliação de impactos e gestão de espécies introduzidas", sublinha Ronaldo Sousa.

Para os investigadores, o futuro da exploração espacial dependerá não apenas dos avanços tecnológicos, mas também da capacidade de aplicar as lições aprendidas com os erros ecológicos do passado.

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.

Detetado buraco negro 'adormecido' no universo 'primitivo'... Uma equipa internacional de astrónomos conseguiu medir a massa de um enorme buraco negro localizado numa galáxia muito distante, que teve origem quando o universo começava a formar-se.

© Lusa   06/06/2026 

Embora estes tipos de 'colossos' supermassivos sejam estudados por devorarem matéria e emitirem enormes quantidades de energia, este caso é diferente para os investigadores porque o buraco negro está 'adormecido', ou seja, não está a absorver grandes quantidades de matéria, explicou a Universidade da Cantábria (UC), na localidade espanhola de Santander, em comunicado.

Graças às capacidades do Telescópio Espacial James Webb, a equipa de investigação, liderada por Andrew Newman, da Carnegie Institution for Science (EUA), conseguiu calcular o seu tamanho observando como este afeta as estrelas que orbitam à sua volta.

Os resultados foram publicados na revista Science, noticiou na sexta-feira a agência Europa Press.

"Inicialmente, o modelo foi criado para explicar as supernovas Refsdal e Encore, mas, no final, ajudou-nos a saber que existe um objeto massivo no centro da galáxia", explicaram os cientistas espanhóis José María Diego e Ana Acebrón, do Grupo de Cosmologia Observacional e Instrumentação do Instituto de Física da Cantábria (IFCA, CSIC-UC).

Durante décadas, os astrónomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. São como faróis cósmicos alimentados por buracos negros muito ativos.

No entanto, o objeto que foi estudado pertence a uma outra categoria, muito mais difícil de identificar, um buraco negro muito quieto e dormente.

Além disso, sabe-se que o colossal buraco negro reside numa grande galáxia chamada MRG-M0138, que formou a maior parte das suas estrelas há aproximadamente 13 mil milhões de anos.

Atualmente, esta galáxia praticamente não produz novas estrelas, e o seu buraco negro central também permanece inativo.

Até há alguns anos, medir a massa de buracos negros tão distantes era praticamente impossível.

Agora, nesta nova descoberta, a equipa analisou o movimento coletivo das estrelas na galáxia MRG-M0138.

Esta espécie de "dança estelar" permitiu calcular a massa do buraco negro, utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb e aproveitando o fenómeno natural conhecido como lente gravitacional, que amplifica a luz de objetos muito distantes e facilita a sua observação.

"Agora podemos detetar este tipo de buracos negros inativos mesmo quando o universo tinh  a apenas 10 mil milhões de anos", explicou Newman.

"A combinação da nitidez proporcionada pelo telescópio James Webb e o efeito de ampliação das lentes gravitacionais torna isso possível", concluiu.


Sobe para 452 o número de casos de Ébola na RDCongo... As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para "uma transmissão comunitária rápida e contínua".

© Lusa   06/06/2026 

No mais recente boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até quinta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, que faz fronteira com Angola, assinalou que estes números representam 71 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

Embora tenha sido detetado na província congolesa de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia expandiu-se para as províncias orientais vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, bem como para o território ugandês, onde foram registados até agora 19 casos de contágio, incluindo duas mortes.

A epidemia foi declarada oficialmente a 15 de maio.


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de 518 milhões de dólares contra a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Putin rejeita encontro com Zelensky após carta: "Não vejo interesse"... Vladimir Putin afastou, para já, a possibilidade de um encontro com Volodymyr Zelensky, defendendo que as negociações devem prosseguir. O presidente russo reiterou que a guerra só terminará quando Moscovo atingir os objetivos definidos e voltou a rejeitar um cessar-fogo imediato.

© KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    Por  noticiasaominuto.com  05/06/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou a carta aberta do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante um discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, defendendo que um encontro "não tem sentido" para já. 

"Não vejo o interesse de um encontro. Isso só tem interesse para a parte ucraniana, a fim de travar o avanço das nossas forças armadas", declarou Vladimir Putin, citado pela agência de notícias TASS.

"[É necessário] deixar os especialistas trabalharem, desenvolverem soluções e, depois, poderemos encontrar-nos", acrescentou.

Para Putin, a guerra na Ucrânia só vai terminar quando a Rússia tiver alcançado os seus objetivos.

"Partimos do princípio de que as hostilidades vão terminar um dia. E, sem dúvida, vão cessar quando tivermos alcançado os objetivos que nos propusemos", declarou Putin.

Antes, o presidente russo tinha afirmado que era necessário dirigir-se "não aos autores da carta, mas sim aos soldados russos na linha da frente".

"Dirigindo-me a eles, quero dizer: Camaradas, todo o país olha para vós, todo o país se orgulha de vós e deposita em vós a sua esperança", afirmou Putin. "Trabalhem, irmãos!" 

A carta aberta de quinta-feira, a primeira mensagem pública que Zelensky escreveu diretamente a Putin desde que a Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 2022, constituiu uma crítica contundente aos 26 anos do líder russo no poder.

Nesse sentido, ao rejeitar a proposta de Zelensky para uma reunião, Putin considerou-a grosseira, qualificando com esse mesmo adjetivo a atitude e o documento apresentado pelo homólogo ucraniano, sobretudo depois de um ataque com drones ocorrido a 22 de maio contra uma residência estudantil na região de Lugansk, controlada pela Rússia, que, segundo Moscovo, causou 21 mortos e dezenas de feridos.

"Será uma forma de criar condições para encontros pessoais e conversações ou de criar um ambiente que torne impossível qualquer encontro pessoal?", perguntou Putin, respondendo acreditar tratar-se da segunda opção.

Na carta aberta, Zelensky reconheceu a mudança de prioridades dos Estados Unidos, considerando que seria errado limitar-se a esperar que a administração norte-americana de Donald Trump volte a concentrar a atenção no fim dos combates na Ucrânia, enquanto permanece fortemente focada na guerra com o Irão.

Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que "seria ótimo" que Putin e Zelensky se reunissem.

Putin já tinha anteriormente sugerido que Zelensky se deslocasse a Moscovo para conversações, proposta que o líder ucraniano rejeitou de forma clara.

No mês passado, o presidente russo afirmou não excluir um encontro num país terceiro, mas apenas quando existir um acordo pronto para ser assinado.

Na quinta-feira, Putin voltou a rejeitar a exigência de Zelensky para um cessar-fogo imediato, argumentando que Moscovo pretende uma solução abrangente e não uma trégua temporária.

O presidente russo afirmou que a Rússia está disponível para um compromisso relativamente à Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados na cimeira realizada no ano passado com Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que Kiev terá de os aceitar para que seja possível alcançar um acordo que ponha termo ao conflito, agora no quinto ano.

"Naturalmente, a parte ucraniana gostaria que suspendêssemos os avanços das tropas russas. Mas seria melhor acabar com a guerra através da aceitação dos compromissos discutidos em Anchorage", acrescentou.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, manterão conversações entre si antes de se reunirem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

EUA: Forças Armadas negam ser alvo de mísseis iranianos no Golfo de Omã... As Forças Armadas norte-americanas negaram hoje as alegações do Irão de que teria disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no Golfo de Omã.

© AFP via Getty Images     Por LUSA    05/06/2026 

"As forças iranianas NÃO atacaram nem abriram fogo sobre qualquer navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos. Fazê-lo constituiria uma violação flagrante do cessar-fogo", declarou o CENTCOM, o comando militar dos EUA para o Médio Oriente, numa mensagem publicada na rede social X.

Pouco antes, o Irão anunciou ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, após escaramuças no Golfo esta semana que fragilizaram o cessar-fogo em vigor.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Irna, o Exército iraniano afirmou que "os contratorpedeiros hostis DDG-103 e DDG-8 deixaram o Golfo de Omã e dirigiram-se para o Oceano Índico (...) após o lançamento de mísseis de aviso", numa data não especificada.

A decisão foi tomada "no âmbito das operações em curso para combater as ações ilegais (...) das forças navais terroristas dos Estados Unidos", acrescentou o Exército iraniano.

O Irão isolou o estratégico Estreito de Ormuz em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana lançada contra o seu território a 28 de fevereiro, ponto de partida para uma escalada regional do conflito.

Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram desde abril um bloqueio aos navios iranianos, após o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo.

Apesar de ter sido alcançado um cessar-fogo, o Irão e os Estados Unidos estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre os termos de um pacto duradouro para pôr fim à guerra, após décadas de hostilidade entre os dois países.

As negociações, iniciadas em abril sob mediação paquistanesa, estão paradas, e os frequentes confrontos no Golfo ameaçam a trégua.

No início desta semana, o Irão acusou os Estados Unidos de alvejar um petroleiro com destino ao seu território e de atingir a ilha iraniana de Qeshm.

Em retaliação, Teerão reivindicou a responsabilidade por um ataque ao Kuwait, bem como ao quartel-general da Quinta Frota Naval dos EUA no Bahrein.

Um ataque com drones ao Aeroporto Internacional do Kuwait fez um morto e 63 feridos, mas a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico da República Islâmica, negou qualquer envolvimento.


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O exército iraniano afirmou hoje ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, depois de vários confrontos na região do Golfo.

Putin minimiza dificuldades económicas da Rússia e insiste na soberania... O presidente russo, Vladimir Putin, minimizou hoje as dificuldades económicas enfrentadas pelo país, preferindo destacar a soberania e as parcerias com os países do chamado sul global.

© Lusa    05/06/2026 

"De todos os lados nos dizem que tudo está a correr mal no nosso país. [...]. Sim, a dinâmica económica está atualmente moderada", declarou Putin durante um discurso perante responsáveis políticos e empresários russos e estrangeiros durante um importante fórum de investimento em São Petersburgo.

"Num contexto tenso e difícil, a Rússia continua a reforçar a sua soberania [...] alargando o círculo dos seus parceiros", acrescentou, salientando que os países em desenvolvimento têm assumido um papel cada vez mais importante na economia global, enquanto a participação dos países ocidentais na produção diminuiu.

No discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, Putin acusou o Ocidente de minar a economia e as finanças globais com sanções unilaterais, frisando que, ao congelar os ativos russos no exterior, as nações ocidentais corroeram a confiança em suas próprias moedas.

"As sanções e o bloqueio das reservas soberanas da Rússia impactaram irreversivelmente a posição das moedas internacionais, o dólar e o euro", disse.

"Assim como a Rússia, qualquer outro país pode perder o acesso aos seus ativos legítimos em dólares ou em euros, bem como aos sistemas financeiros e de pagamento ocidentais", referiu, alegando que a alta dívida pública "contribuiu para minar a confiança global" nas instituições ocidentais.

Para Putin, as raízes da atual turbulência global residem na transição de um modelo vertical e hierárquico, que servia aos interesses de um pequeno número de Estados, para um modelo mais complexo, distribuído e multipolar.

"A Rússia vê as mudanças globais não apenas como uma ameaça, mas também como imensas oportunidades. E para capitalizar sobre elas, pretendemos agir com rapidez e pragmatismo", acrescentou


O fórum ocorre em um momento em que as perspetivas económicas da Rússia se tornaram incertas face ao conflito na Ucrânia. O governo aumentou os impostos e intensificou os empréstimos internos para manter seu défice orçamental sob controlo.

Na quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com a imprensa estrangeira, Putin indicou ser "um exagero" dizer que a economia da Rússia estava em dificuldades, observando que Moscovo tomou medidas destinadas a arrefecer a economia e manter a inflação sob controlo.

Putin tem usado o fórum de São Petersburgo, comparado ao Fórum Mundial em Davos, na Suíça, para exibir os avanços económicos russos e incentivar o investimento estrangeiro.

Embora autoridades e líderes empresariais ocidentais se tenham mantido afastados desde que Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, a Rússia tem procurado convidados de outras zonas geopolíticas para reforçar o objetivo declarado de promover um "mundo multipolar".

A Arábia Saudita enviou uma grande delegação este ano, e os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, bem como o vice-presidente da China, também estão presentes. Um representante dos EUA, Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, participa do evento pela primeira vez em anos.


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Oreshnik dava nome a um míssil hipersónico, mas agora os amantes de adrenalina vão poder testar os limites na nova atração do parque de diversões de São Petersburgo, na Rússia, que também se chama "Oreshnik".

"Pressão". Primeiro-ministro libanês insta Irão a deixar de usar Líbano... O primeiro-ministro libanês instou hoje o Irão a deixar de utilizar o Líbano como "meio de pressão" nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

© Ludovic MARIN / POOL / AFP via Getty Images       Por LUSA   05/06/2026 

"Se posso dirigir uma palavra ao Irão, é esta: tenham piedade do nosso sul, deixem de o tratar (...) como um meio de pressão destinado a melhorar os termos das vossas negociações", declarou Nawaf Salam durante uma conferência de imprensa organizada para um apelo de ajuda ao Líbano.

Teerão exige que qualquer acordo com Washington inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, onde Israel combate o Hezbollah pró-iraniano.

Israel, apesar do cessar-fogo acordado na quarta-feira, tem continuado os ataques no sul do Líbano.

A renovação do cessar-fogo visava a criação de várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estão proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos Estados Unidos no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

No entanto, na quinta-feira, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo de cessar-fogo alcançado, exigindo a retirada israelita.

Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

As tropas israelitas já avançaram além do rio Litani, localizado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira com Israel, delimita a zona tampão estabelecida pelas Nações Unidas em 2006, onde a presença do Hezbollah é proibida.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro libanês apelou a todas as partes para assumirem as suas responsabilidades na implementação de uma solução negociada para o conflito.

"É necessário que todas as partes coloquem os interesses do Líbano e do seu povo acima de qualquer outro interesse, seja ele externo ou partidário, e que assumam as suas responsabilidades", apelou Salam durante uma reunião do Conselho de Ministros, numa mensagem aparentemente dirigida ao grupo xiita libanês Hezbollah.

"Quem se recusar ou atrasar o processo arcará sozinho com as consequências que daí possam advir, perante a história e, sobretudo, perante o povo libanês, que tanto sofreu e fez enormes sacrifícios", acrescentou.

Por isso, apelou à união de esforços para trabalhar sob a égide das instituições do Estado libanês, considerando que a via pacífica será mais curta do que a militar e mesmo reconhecendo que o caminho não será fácil nem será percorrido em pouco tempo.

"A próxima etapa será prática e tangível: o destacamento do Exército libanês em zonas-piloto como primeira fase. Isto não significa renunciar ao nosso direito a uma retirada total [das tropas israelitas do Líbano], mas aproxima-nos dela", defendeu Salam durante a sua intervenção.


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O Presidente libanês instou hoje o Irão a deixar de intervir no Líbano e dirigiu-se ao movimento xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, afirmando que a diplomacia é a única solução para o conflito com Israel.

‎GUINÉ-BISSAU OBTÉM FINANCIAMENTO DE 10 MILHÕES DE DÓLARES PARA REFORÇAR RESILIÊNCIA CLIMÁTICA NAS ZONAS COSTEIRAS E URBANAS

Por RSM 05-06-2026

‎A Guiné-Bissau vai beneficiar de um financiamento de 10 milhões de dólares norte-americanos para reforçar a resiliência das zonas costeiras e urbanas face aos impactos das alterações climáticas. 

‎O apoio foi aprovado pelo Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF), gerido pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF).

‎De acordo com uma nota consultada pela Rádio Sol Mansi e datada de 4 de junho, o investimento será aplicado através do projeto “Futuros Resilientes: Proteger as Zonas Costeiras e Urbanas da Guiné-Bissau contra os Riscos Climáticos”, uma iniciativa com duração de sete (7) anos destinada a fortalecer a capacidade de adaptação das comunidades vulneráveis em diferentes regiões do país.

‎As autoridades nacionais e os parceiros internacionais alertam que as zonas costeiras da Guiné-Bissau estão entre as mais vulneráveis da África Ocidental. A subida do nível do mar, as inundações, a erosão costeira e a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos constituem ameaças crescentes para habitações, infraestruturas, ecossistemas e meios de subsistência das populações.

‎A situação é agravada pela degradação dos mangais e das florestas costeiras, ecossistemas que desempenham um papel fundamental na proteção natural contra tempestades, inundações e erosão.

‎O projeto segundo a mesma nota, terá incidência nas áreas urbanas e periurbanas de Bissau, bem como na ilha de Bubaque e em Varela, regiões particularmente expostas às inundações costeiras, à erosão, à intrusão salina e a outros riscos associados às alterações climáticas.

‎A iniciativa prevê o reforço de infraestruturas resilientes, a restauração dos ecossistemas costeiros, a melhoria dos mecanismos de preparação e resposta a catástrofes e o apoio direto às comunidades para o desenvolvimento de meios de subsistência adaptados às novas condições climáticas.

‎Um dos aspetos centrais do programa é a promoção da participação das mulheres nos processos de tomada de decisão e o fortalecimento do seu acesso a oportunidades económicas resilientes ao clima. Segundo os promotores, as mulheres são frequentemente afetadas de forma desproporcional pelos impactos das alterações climáticas devido ao acesso desigual a recursos, terras e oportunidades de rendimento.

‎O projeto será implementado pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática, com apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e pretende estabelecer um modelo de desenvolvimento costeiro resiliente, inclusivo e centrado nas pessoas, capaz de responder aos crescentes desafios climáticos enfrentados pelo país.

Instituto Nacional de Estatística, através do Departamento Central do Recenseamento, promove Conferência de para avaliar o progresso na implementação do RGPH4.

ONU alerta para "deterioração das condições humanitárias" em Cuba... A ONU alertou hoje para a "deterioração das condições humanitárias" em Cuba devido ao impacto da crise energética, agravada pelo endurecimento do bloqueio e das sanções dos EUA, e aos recentes desastres naturais que afetaram serviços básicos.

© Lusa   05/06/2026 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência,

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos".


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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a "agressividade e perversidade" dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.

JUSTIÇA AUTORIZA CONTINUIDADE DE ASSISTÊNCIA MÉDICA DOMICILIAR A DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Por Rádio Sol Mansi   05 06 2026

A autoridade judicial decidiu autorizar que o suspeito Domingos Simões Pereira beneficie de assistência médica na sua residência, garantindo a continuidade dos cuidados de saúde que lhe têm sido prestados. A decisão foi tomada depois de mais uma audição ontem de Simões Pereira. 

De acordo com o despacho, a decisão foi tomada após um pedido para a realização de exames médicos e tendo em consideração a necessidade de assegurar o acompanhamento clínico do suspeito. 

O documento na posso da Rádio Sol Mansi refere que, nesta fase do processo, não foi identificado "qualquer elemento" que demonstre que a continuidade da assistência médica domiciliária possa comprometer os fins da investigação.

A decisão fundamenta-se nos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção da saúde e das garantias legalmente reconhecidas aos suspeitos.

O despacho determina ainda que os cuidados médicos necessários sejam assegurados pelo médico Camilo Simões Pereira, que deverá comunicar ao processo qualquer alteração relevante do estado de saúde do suspeito.

‎PNUD ALERTA PARA IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA GUINÉ-BISSAU DURANTE CELEBRAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

Por Rádio Sol Mansi 05-06-2026 

‎A representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou que as mudanças climáticas já são uma realidade na Guiné-Bissau, destacando a seca, as inundações, a erosão costeira e os impactos na agricultura e na pesca como fatores que afetam diretamente as comunidades e a economia do país.

‎As declarações foram feitas durante a gravação conjunta da mensagem alusiva às celebrações do Dia Mundial do Ambiente, assinalado anualmente a 5 de junho. Este ano, a efeméride é celebrada sob o lema: “Inspirado pela Natureza, pelo Clima e pelo Nosso Futuro”.

‎Segundo a diplomata da ONU, Alessandra Casazza, a proteção do ambiente deixou de ser apenas uma questão ecológica, passando a ser também uma questão de desenvolvimento e uma escolha económica inteligente, uma vez que os impactos das crises climáticas não são neutros.

‎Por sua vez, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, alertou que as alterações climáticas não são o único sinal de alerta dado pela natureza. O governante destacou que a crescente poluição por plásticos representa uma ameaça aos rios, praias, mangais e oceanos. Sacos, garrafas e outros resíduos plásticos continuam a sufocar os ecossistemas e a comprometer atividades essenciais para a economia nacional.

‎Ainda assim, Carlos Pinto Pereira sublinhou que existem razões para esperança. Segundo o ministro, em todo o mundo têm-se multiplicado iniciativas de transição energética, restauração de ecossistemas, promoção da agricultura sustentável e desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar a crise climática.

‎Na Guiné-Bissau, as comunidades costeiras enfrentam desafios cada vez maiores para garantir o seu bem-estar e segurança económica, devido à erosão costeira, à intrusão salina e às alterações no regime das chuvas.

Lisboa: Jovem de 16 anos acaba relação e é morta com mais de 20 facadas: O caso... Uma jovem de 16 anos morreu esta semana às mãos do ex-namorado, com que tinha acabado a relação há algumas horas. A adolescente terá sido esfaqueada mais de 20 vezes com pelo menos três facas, em Odivelas. Suspeito ter-se-á depois atirado para a frente de um camião.

© ShutterStock   noticiasaominuto.com   05/06/2026 

Uma adolescente de 16 anos foi assassinada na quarta-feira por um jovem de 20, com quem teria terminado a relação amorosa horas antes da agressão. A vítima terá sido esfaqueada mais de 20 vezes, com uso de pelo menos três facas, em Odivelas, no distrito de Lisboa.

A informação sobre o número de facadas e armas brancas utilizadas é avançada esta sexta-feira pelo Correio da Manhã (CM). O agressor fugiu do local do crime, tendo sido atropelado uma hora depois do crime, no IC17. Foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde permanece em estado grave.

Segundo a mesma publicação citada acima, o suspeito tem várias fraturas no crânio e no corpo. Terá sido atingido por um camião, depois de ter tentado tirar a própria vida, atirando-se para a frente deste veículo.

O Notícias ao Minuto está a tentar confirmar o número e tipo de agressões, assim como a tentativa de suicídio por parte do agressor.

Do término às facadas: O que se passou?

O término da relação aconteceu na terça-feira, dia anterior ao crime, quando a jovem, identificada como Bianca, segundo o CM, acabou com o então namorado, David da Luz. Os dois discutiram e o suspeito abandonou a casa onde viria a decorrer o crime, dizendo à jovem que não iria desistir dela.

Telefonou e enviou mensagens à menor ao longo do quarta-feira e depois foi ter com esta, tendo-a esfaqueado na zona do pescoço. À SIC, um dos vizinhos deu conta de que a jovem também teria facadas no braço, numa tentativa de se defender.

A jovem foi encontrada morta nas escadas do prédio em que vivia, com pelo menos uma das armas do crime ao lado. Antes de ser esfaqueada, a vítima terá também sido agredida com uma barra de ferro.

O aparato na zona fez com que os vizinhos dessem pelo que se estava a passar, tendo acionado as autoridades. "Vejo a miúda deitada no chão e uma data de facadas no braço, estou convencido de que tenha sido para se defender. Quando olho para o pescoço vejo o corte", referiu à SIC Notícias uma das testemunhas que ligou para o 112.

O mesmo vizinho disse que também no apartamento havia sangue: "Estou convencido de que tenha tido a luta desde lá de cima e que tenha fugido dele. Caiu ali [nas escadas]".

Segundo a emissora, houve vizinhos que disseram que os "gritos eram recorrentes" e outros afirmaram que nunca viram agressões ou discussões.

Para além da Polícia de Segurança Pública, também a Polícia Judiciária foi chamada ao local, encontrando-se a investigar a situação.

Troca de ataques Israel/Hezbollah: Um morto e 14 feridos no Líbano... Uma pessoa morreu e pelo menos 14 ficaram feridas em ataques israelitas contra o sul do Líbano, informou hoje a imprensa oficial, após uma troca de tiros entre Israel e a milícia xiita Hezbollah.

© AFP via Getty Images    Por LUSA   05/06/2026 

No distrito de Nabatieh, no sul do país, um ataque levado a cabo durante a madrugada por "aviões de guerra inimigos" contra um edifício na cidade de Doueir fez um morto e um ferido, enquanto ao amanhecer, um drone atacou uma motorizada e feriu uma pessoa, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA, na sigla em inglês) libanesa.

Anteriormente, a NNA tinha noticiado que outro "ataque aéreo inimigo", com pelo quatro mísseis, feriu 12 civis e destruiu um edifício bancário perto do Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro.

Simultaneamente, houve relatos de bombardeamentos de artilharia contra a cidade de Deir Amas, também na região de Tiro.

Além disso, foram relatados bombardeamentos "nas proximidades de Burj Qalawiya e na área em redor de Deir Kifa ao amanhecer", acrescentou a agência.

O Hezbollah e Israel trocaram ataques, apesar do cessar-fogo acordado na terça-feira, em Washington, entre Israel e o Líbano. O cessar-fogo estava condicionado pelo fim dos ataques e operações do movimento xiita no sul do Líbano.

O Hezbollah anunciou em comunicado que, às primeiras horas da manhã, atacou uma concentração de veículos e soldados israelitas com um míssil de precisão perto do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, a norte do rio Litani.

O movimento disse que o ataque surgiu "em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelita e aos ataques contra aldeias no sul do Líbano".

O líder do Hezbollah rejeitou na quinta-feira o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou na quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.

Donald Trump encabeçará abertura de festejos de 250 anos dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que encabeçará, a 24 de junho, um grande comício em Washington para dar início às comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.

© Roberto Schmidt/Getty Images      Por LUSA    05/06/2026 

A alteração ao programa original do evento inaugural, batizado como "The Great American State Fair (A Grande Feira Estadual Americana)", ocorreu após o cancelamento por vários artistas da sua participação, invocando tensões políticas.

Na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu que será "o maior comício de todos os tempos".

"Não queremos cantores sem talento mas com enormes honorários, que vos dão sono -- dissemos-lhes a todos que ficassem em casa", acrescentou o Presidente republicano, referindo-se aos artistas que compunham o cartaz inicialmente anunciado para o evento.

O chefe de Estado norte-americano precisou que será acompanhado de música que os norte-americanos "ouvem há anos" e confirmou que contará com a atuação de Lee Greenwood, sobretudo conhecido por interpretar "God Bless the U.S.A.", uma canção patriótica lançada em 1984 que se tornou um hino frequente em comícios políticos, cerimónias militares e celebrações nacionais nos Estados Unidos.

O tenor Christopher Dennis, cuja voz Trump comparou à de Luciano Pavarotti, também acompanhará o Presidente, com um repertório de canções religiosas.

O anúncio surge depois de diversos artistas terem cancelado a participação nos concertos previstos para inaugurar "The Great American State Fair", o festival promovido pela organização Freedom 250 como parte das celebrações nacionais do aniversário da independência dos Estados Unidos.

Entre os que abandonaram o cartaz, estão o cantor de 'rock' Bret Michaels, vocalista da banda Poison, bem como as bandas Alabama, The Marshall Tucker Band, The Oak Ridge Boys e o músico 'country' Mark Wills.

Os cancelamentos obrigaram os organizadores a repensar a programação da cerimónia de abertura de 24 de junho e de todo o festival estadual, que se estenderá até 10 de julho e contará com pavilhões de todos os 50 estados, exposições históricas e atividades culturais como parte das comemorações dos "250 anos da América".


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O líder cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Donald Trump, que apoia o candidato de extrema-direita que venceu a primeira volta das presidenciais colombianas, de se ter aliado a "genocidas e traficantes de droga".