quinta-feira, 4 de junho de 2026

Líder do PAIGC deixa o Tribunal Militar Superior e regressa à residência após audição. Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, deixou o Tribunal Militar Superior esta quinta-feira (04-06), e regressou à sua residência, onde continuará a cumprir prisão domiciliária, após ter sido ouvido no âmbito do processo relativo à alegada tentativa de golpe de Estado.


O Tribunal Militar Superior ouviu, esta quinta-feira, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado que culminou na detenção de Daba Na Walna e de outros elementos ligados à estrutura militar.

Inicialmente considerado declarante no processo, Domingos Simões Pereira passou à condição de suspeito, após o Conselho Superior da Magistratura Judicial ter nomeado juízes civis para o Tribunal Militar Superior.

Após mais de três horas de audiência, o porta-voz da equipa de defesa, Roberto Indequi, classificou a sessão como “tensa e pedagógica”. Segundo o advogado, ficou demonstrado que, em nenhum momento, Domingos Simões Pereira esteve envolvido em qualquer alegada tentativa de subversão da ordem constitucional.

Sem que lhe tenha sido aplicada qualquer nova medida de coação, além da prisão domiciliária, o líder político aguarda uma nova decisão judicial. De acordo com a defesa, o tribunal deverá pronunciar-se sobre os requerimentos apresentados pelos advogados.

Roberto Indequi reiterou que a trajetória política e pessoal de Domingos Simões Pereira é incompatível com qualquer atentado contra a ordem constitucional. O advogado afirmou ainda que o antigo chefe do Governo nunca teve conhecimento da suposta tentativa de golpe de Estado.

Entretanto, no passado mês de abril, o Conselho Superior da Magistratura Judicial nomeou juízes civis para o Tribunal Militar, através de uma deliberação datada de 7 de abril de 2026.

@RSM: 04/06/2026



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