Por Rádio Sol Mansi 05-06-2026
A representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou que as mudanças climáticas já são uma realidade na Guiné-Bissau, destacando a seca, as inundações, a erosão costeira e os impactos na agricultura e na pesca como fatores que afetam diretamente as comunidades e a economia do país.
As declarações foram feitas durante a gravação conjunta da mensagem alusiva às celebrações do Dia Mundial do Ambiente, assinalado anualmente a 5 de junho. Este ano, a efeméride é celebrada sob o lema: “Inspirado pela Natureza, pelo Clima e pelo Nosso Futuro”.
Segundo a diplomata da ONU, Alessandra Casazza, a proteção do ambiente deixou de ser apenas uma questão ecológica, passando a ser também uma questão de desenvolvimento e uma escolha económica inteligente, uma vez que os impactos das crises climáticas não são neutros.
Por sua vez, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, alertou que as alterações climáticas não são o único sinal de alerta dado pela natureza. O governante destacou que a crescente poluição por plásticos representa uma ameaça aos rios, praias, mangais e oceanos. Sacos, garrafas e outros resíduos plásticos continuam a sufocar os ecossistemas e a comprometer atividades essenciais para a economia nacional.
Ainda assim, Carlos Pinto Pereira sublinhou que existem razões para esperança. Segundo o ministro, em todo o mundo têm-se multiplicado iniciativas de transição energética, restauração de ecossistemas, promoção da agricultura sustentável e desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar a crise climática.
Na Guiné-Bissau, as comunidades costeiras enfrentam desafios cada vez maiores para garantir o seu bem-estar e segurança económica, devido à erosão costeira, à intrusão salina e às alterações no regime das chuvas.

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