quinta-feira, 9 de abril de 2026

EUA ignoram ajuda de Rússia ao Irão: "O problema é que confiam em Putin"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o Governo norte-americano ignorou as provas do apoio russo ao Irão na guerra no Médio Oriente porque "confia" no Presidente russo, Vladimir Putin.

© Alberto Gardin/SOPA Images/LightRocket via Getty Image.    Por LUSA  09/04/2026 

Em entrevista à estação pública italiana RAI, hoje transmitida, Zelensky detalhou ter alertado o governo de Donald Trump para imagens de satélite de infraestruturas energéticas e instalações militares em Israel e nos países do Golfo que a Rússia terá fornecido ao Irão para facilitar os seus ataques. 

"O problema é que confiam em Putin. É uma vergonha", lamentou.

"Disse-o publicamente. Notámos alguma reação dos Estados Unidos em relação à Rússia, uma reação do tipo 'têm de parar com isto tudo'?", questionou Zelensky.

Na entrevista, o Presidente ucraniano abordou a relação que mantém com o homólogo norte-americano desde a sua tumultuosa visita à Casa Branca no final de fevereiro de 2015, considerando-a "boa" e fruto da necessidade mútua.

"Não há muitas pessoas que possam dizer ao Presidente dos Estados Unidos que nem sempre tem razão", assegurou Zelensky.

"Eles precisam de nós e da experiência que adquirimos durante estes anos de guerra", declarou.

Relativamente às negociações mediadas pelos norte-americanos com a Rússia, Zelensky afirma-se confiante de que poderão ser retomadas rapidamente, agora que Washington conseguiu chegar a um acordo de cessar-fogo com Teerão, e reiterou estar "pronto" a reunir-se com Vladimir Putin. 

"Certamente não [um encontro] em Moscovo ou Kyiv. Mas se ele estiver disposto a encontrar-se comigo, há muitos lugares para isso. Podemos encontrar um no Médio Oriente, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar", disse.

Estas negociações continuam focadas no estatuto dos territórios ocupados pela Rússia, que continua a ser um grande ponto de atrito. 

"Não podemos simplesmente falar em entregar o Donbass", reiterou Zelensky, acerca da região histórica do leste, composta por Donetsk e Luhansk.

"Que garantias de segurança teremos se a Rússia decidir avançar novamente? Talvez não imediatamente, ou talvez ataque novamente daqui a dois ou três anos. Também queremos que as garantias de segurança incluam uma presença europeia e americana", observou, referindo-se a outra exigência da Ucrânia nas negociações.

Zelensky afastou ainda a convocação de eleições até que a segurança da população esteja garantida, incluindo a dos "soldados que precisam de votar", e manifestou o seu desejo de que a Ucrânia continue a receber armas e que os Estados Unidos restabeleçam o mais rapidamente possível as sanções ao petróleo russo, que foram levantadas devido à crise energética provocada pela guerra no Irão. 

Numa reunião posterior com media ucranianos, Zelensky abordou a questão do Donbass em resposta às críticas do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que esta semana em Budapeste pareceu minimizar as aspirações da Ucrânia, que criticou por continuar a insistir "em alguns quilómetros quadrados".

"O vice-presidente, com todo o respeito, não está envolvido nas negociações entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia", observou Zelensky, acrescentando acreditar que, se estivesse, Vance e "outros funcionários" compreenderiam muito melhor a importância de reivindicar o território que é ucraniano.

"Cada metro quadrado do nosso território é ucraniano. E, com todo o respeito pelos nossos parceiros, não é definitivamente vosso", acrescentou.

Caso esta parte do país seja cedida, a Rússia usá-la-ia como plataforma para novos ataques, pelo que as garantias de segurança são vitais, disse o líder ucraniano.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

Contagem decrescente: astronautas da Artemis II já têm hora marcada para regresso a casa... Após dez dias no espaço e uma viagem ao lado inexplorado da Lua, os astronautas da Artemis II têm regresso à Terra agendado para a madrugada deste sábado.

Por  SIC Notícias  

No momento em que entrarem na atmosfera terrestre está previsto que os navegantes atinjam quase 40 mil quilómetros por hora.

Será uma fase de alto risco, onde o escudo térmico da nave será posto à prova.

Depois de estarem dentro da atmosfera da Terra, serão acionados dois paraquedas de travagem, isto quando estiverem a cerca de seis mil metros de altitude.

A cápsula Orion, onde viaja a tripulação, irá cair no oceano Pacífico, mais precisamente ao largo da cidade de San Diego, na costa Sul do estado da Califórnia.

O momento está previsto acontecer às 17:07 de sexta-feira (hora local), sendo que Portugal quem quiser assistir terá de ficar acordado até à madrugada de sábado, pelas 01:07. Aquando da queda, um navio da marinha norte-americana vai apoiar o resgate.

Quanto à transmissão deste momento histórico, esta será feita pelo canal oficial da NASA no Youtube.

"Existe risco de russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico"... O secretário-geral da NATO afirmou hoje partilhar a preocupação do Presidente norte-americano de que Pequim e Moscovo "se envolvam mais ainda" na Gronelândia, considerando que a Aliança Atlântica deve defender-se.

© Lusa  09/04/2026 

"Partilho da sua opinião de que existe um grande risco de os russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico. Creio que o Presidente [Trump] tem razão ao afirmar que devemos defender-nos", declarou Mark Rutte em Washington, ao ser questionado sobre o interesse de Donald Trump em controlar a ilha dinamarquesa.

"O que acordámos em Davos [onde se reuniram em janeiro, no Fórum Económico Mundial] é, em primeiro lugar, que, no que respeita ao Ártico, a NATO deve desempenhar um papel nessa zona", acrescentou.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente retirar-se da Aliança Atlântica devido à falta de apoio da organização na guerra com o Irão, indicou que o descontentamento com a NATO "começou com a Gronelândia".

"Lembrem-se da Gronelândia, aquele enorme e mal gerido bocado de gelo", concluiu Trump numa mensagem publicada nas redes sociais depois do encontro com Rutte, na quarta-feira, numa aparente referência à escalada de tensões em janeiro, quando afirmou não excluir o uso da força para tomar a ilha, território autónomo da Dinamarca, o que irritou muitos aliados.

O secretário-geral da NATO transmitiu no final da reunião, que decorreu à porta fechada, que Trump se mostrou "claramente dececionado" com a Aliança, mas que também "foi recetivo" durante o encontro.

Rutte disse que no Fórum Económico de Davos acordou-se que a Aliança Atlântica desempenhe um papel mais ativo naquela área geográfica e foi posta em marcha uma operação para reforçar a segurança na região, em coordenação com o Canadá e os Estados Unidos.

O responsável explicou que, além disso, a Dinamarca, a Gronelândia e os Estados Unidos mantêm conversações bilaterais e trilaterais centradas em duas questões: as possíveis implicações de uma mudança futura no estatuto constitucional da Gronelândia dentro do reino dinamarquês e formas de impedir que a Rússia e a China acedam à sua economia.

"O que aconteceria se a Gronelândia alterasse futuramente o seu estatuto constitucional dentro do Reino da Dinamarca? Os acordos vigentes continuariam a ser válidos em tal cenário?", interrogou-se Rutte.

"Acho que é uma questão legítima e que pode ser respondida. Acho que tem solução", acrescentou.

Quanto às críticas de Trump sobre a falta de apoio dos Estados-membros da NATO, Mark Rutte afirmou que, "quase sem exceção", estes responderam aos pedidos de apoio dos Estados Unidos na guerra com o Irão, embora reconhecendo que alguns foram "algo lentos" na resposta.

"O que observo hoje, ao olhar para a Europa, é que os aliados estão a prestar um apoio maciço, a facultar bases logísticas e a tomar outras medidas para garantir que as poderosas Forças Armadas dos EUA conseguem impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear. Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os EUA pedem", disse Rutte.

Num debate no Instituto Ronald Reagan, em Washington, o responsável da NATO indicou que "quando chegou o momento de fornecer apoio logístico e de outro tipo de que os EUA necessitavam no Irão, alguns aliados se mostraram um tanto lentos".

No entanto, acrescentou que, "para ser justo", estes também "foram surpreendidos" pela ofensiva lançada pelos EUA e por Israel a 28 de fevereiro contra o Irão, sem consultar os membros do bloco ou as outras nações aliadas.

O responsável da Aliança Atlântica indicou ainda compreender a estratégia de Trump que, "com o objetivo de preservar o fator surpresa nos ataques iniciais, optou por não informar os aliados com antecedência".

Depois de se reunir com Trump durante duas horas na Sala Oval na quarta-feira, Rutte tentou amenizar as tensões, numa altura em que a Casa Branca intensifica as críticas à Aliança e chegou mesmo a ameaçar diretamente retirar-se da organização.

O Presidente norte-americano também criticou duramente os membros do bloco, chamando-lhes "cobardes", por não apoiarem um plano para garantir a passagem segura pelo estratégico estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação à guerra --- um conflito que os países europeus afirmam não ser assunto seu.

Rutte defendeu, no entanto, que "o Reino Unido, em particular, lidera uma coligação de países que estão a alinhar as ferramentas militares, políticas e económicas necessárias para garantir a livre passagem pelo estreito de Ormuz", de cuja reabertura depende a manutenção do atual cessar-fogo de duas semanas acordado entre os EUA e o Irão.

Insistiu também, como já tinha feito após a sua reunião com Trump, que "os aliados reconhecem (...) que se está num período de profunda mudança na Aliança Transatlântica".

Inquirido sobre a possibilidade de os Estados Unidos se retirarem da NATO, como Trump já ameaçou, o secretário-geral da Aliança não respondeu diretamente e, em vez disso, repetiu que o chefe de Estado norte-americano lhe transmitiu estar dececionado, embora saudando a "conversa franca" que ambos mantiveram.

Mark Rutte falou igualmente do aumento do investimento em Defesa dos Estados aliados, concluindo "tratar-se de uma transição de uma codependência malsã para uma Aliança Transatlântica assente numa verdadeira parceria" e apelando para uma "mudança de mentalidade" que, na sua opinião, "já está em curso".


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O exército do Kuwait indicou hoje estar a ser alvo de um ataque de drones, numa altura em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão entra no seu segundo dia.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia anuncia cessar-fogo de dois dias durante Páscoa Ortodoxa... O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia siga o "exemplo" da Rússia. A trégua irá começar às 16h00 locais de sábado e terminar no final do dia de domingo.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    noticiasaominuto.com  09/04/2026 

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias - 32 horas -, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia faça o mesmo.

"Tendo em conta a proximidade do feriado da Páscoa Ortodoxa, será declarado um cessar-fogo a partir das 16h00 locais do dia 11 de abril até ao final do dia 12", referiu o Kremlin, em comunicado citado pela Reuters.

E acrescentou: "Partimos do princípio que a Ucrânia seguirá o exemplo da Federação Russa".

De recordar que, em 2025, também durante a Páscoa, a Ucrânia e a Rússia concordaram num cessar-fogo.

No entanto, durante esse período de tréguas, os países acusaram-se mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo.

A guerra na Ucrânia em grande escala, recorde-se, teve início a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa, após anos de tensões entre os dois países. 

O conflito tem sido marcado por combates intensos no leste e sul da Ucrânia, destruição de infraestruturas e uma grave crise humanitária, com milhões de deslocados internos e refugiados.

A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e a NATO, respondeu com sanções económicas à Rússia e apoio político, financeiro e militar à Ucrânia.


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A Rússia defende que o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão "se estende" ao Líbano, afirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros, após uma conversa telefónica do ministro, Sergey Lavrov, com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

O Governo da Guiné-Bissau assinou um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar no país.

Radio Voz Do PovoRádio Sol Mansi  09 04 2026 

GOVERNO E PESCADORES ACORDAM BAIXAR EM 35%, O PREÇO DOS PESCADOS NOS MERCADOS 

O governo e a Associação dos Pescadores acordam reduzir em 35% o preço dos pescados nos mercados nacionais.

A informação é avançada esta quinta-feira pelo presidente de Associação Nacional dos Armadores da Pesca Artesanal (ANAPA)  a margem de assinatura do memorando de entendimento entre o governo e os pescadores nacionais para a redução do preço de pescado na Guiné-Bissau.

Augusto Dju diz ainda que o governo prometeu reduzir o preço de combustível aos pescadores para que possam baixar igualmente o preço dos pescados.

O memorando celebrado visa entre outros objetivos, implementar as medidas concertadas destinadas a melhoria de condições laborais dos pescadores, contribuir para redução do preço de pescado no mercado nacional, ao reforço da segurança alimentar, no respeito pelos princípios da sustentabilidade económica, social e ambiental.

No entanto, o diretor-geral da pesca artesanal, Suleimane Dabo garantiu que o governo já negociou com uma empresa de combustível, que por sua vez, prometeu colocar combustíveis aos pescadores ao preço da banca.

Ao presidir o ato de assinatura, a ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires Correia afirmou que tem se assistido nos últimos tempos, uma evolução crescente de preços do pescado, por isso, decidiu-se avançar com esse  compromisso para garantir a maior acessibilidade ao público. 

Espera-se, segundo o memorando, que todas as partes signatárias cumprem rigorosamente os termos deste compromisso e  a adoção de práticas de pesca responsável  e o compromisso com a preservação dos ecossistemas marinhos.

COMISSÃO EUROPEIA: Novo sistema de controlo fronteiriço entra plenamente em vigor 6.ª-feira... O novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários entra plenamente em vigor na sexta-feira, indicou hoje uma porta-voz da Comissão Europeia, afirmando que a sua implementação progressiva correu bem apesar de constrangimentos em alguns países.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images  Por LUSA   09/04/2026 

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz Arianna Podestà referiu que, até ao momento, a implementação progressiva do novo Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) "tem corrido bem" e já está a ter um "papel importante no aumento da segurança da União Europeia (UE)".

"Nos últimos cinco meses, foram registadas mais de 45 milhões de entradas e saídas. Houve 24 mil recusas de entrada, das quais mais de 600 foram identificadas como representando uma ameaça à segurança da nossa União", referiu.

A porta-voz salientou ainda que, "quando o sistema funciona bem", o tempo para registar uma entrada e saída da UE é de cerca de 70 segundos, mas reconheceu que há Estados-membros que têm enfrentado "dificuldades técnicas de implementação".

"Temos mantido um contacto próximo com esses Estados-membros, partilhando, por exemplo, boas práticas dos países onde o sistema está a funcionar muito bem", referiu.

Arianna Podestà acrescentou ainda que o sistema "prevê flexibilidade para garantir a fluidez nas fronteiras", especialmente no período de verão, em que deverá haver um aumento do controlo fronteiriço.

Nesse período, caso se verifiquem "tempos de espera excessivos", a porta-voz referiu que os Estados-membros podem optar por "suspender o registo dos dados biométricos".

"Existem também soluções alternativas às quais os Estados-membros podem recorrer em caso de necessidade", acrescentou.

O novo EES, para registo digital de cidadãos estrangeiros que entram no Espaço Schengen, conclui hoje a sua fase de implementação, tendo sido obrigatório que os Estados-Membros registassem 100% dos cidadãos não pertencentes à UE até 31 de março.

Este novo sistema de registo, que começou a ser implementado nos países do Espaço Schengen em 12 outubro de 2025, incluiu, durante seis meses, a salvaguarda de que, em períodos de maior fluxo de viajantes, as autoridades de controlo fronteiriço podem ativar a suspensão parcial e total do sistema, mas a partir de hoje, data final do período de transição do EES, a suspensão total deixará de poder ser aplicada.

Em Portugal, desde a entrada em vigor deste novo sistema, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos (obtenção de fotografia e impressão digitais do passageiro), causou ainda mais constrangimentos, principalmente no aeroporto de Lisboa.

TA (MES/CMP)

Lusa/Fim

Líbano quer cessar-fogo antes de negociações com Israel... O Líbano quer obter um cessar-fogo antes de iniciar conversações com Israel, disse hoje um elemento do Governo libanês à agência France Presse (AFP), depois do primeiro-ministro israelita ter aceitado negociações diretas com Beirute.

© Murat Åengül/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   09/04/2026 

"O Líbano quer um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação", declarou a fonte do executivo libanês sob anonimato à AFP, que indicou tratar-se de uma figura familiarizada com o processo.

Benjamin Netanyahu anunciou que vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

"Considerando os repetidos apelos do Líbano para o início de negociações diretas com Israel, instruí ontem [quarta-feira] o executivo para as iniciar o mais rapidamente possível", afirmou Netanyahu numa nota divulgada pelo seu gabinete.

O anúncio surgiu um dia depois de dezenas de bombardeamentos de Israel em Beirute e no sul e leste do país vizinho terem provocado 303 mortos e 1.150 feridos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde libanês.

Esta foi a maior vaga de ataques no Líbano desde o reatamento, em 02 de março, dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, logo após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento xiita libanês.

Na sua curta mensagem, Netanyahu afirmou também que "Israel aprecia a decisão do primeiro-ministro do Líbano para a desmilitarização de Beirute", referindo-se à proibição já anunciada por Nawaf Salam do porte de arma por grupos não estatais na capital do país.

Em reação aos desenvolvimentos de hoje, um deputado do Hezbollah reiterou a rejeição do grupo ao diálogo com Israel.

"Reiteramos a nossa rejeição de quaisquer negociações diretas entre o Líbano e o inimigo israelita, bem como a necessidade de aderir aos princípios nacionais, principalmente a retirada israelita, a cessação das hostilidades e o regresso dos residentes às suas aldeias e cidades", disse Ali Fayyad num comunicado divulgado pelos órgãos de comunicação do grupo.

No entanto, Ali Fayyad concordou com o Governo libanês em relação a um cessar-fogo "como condição prévia para a adoção de quaisquer outras medidas".

A aceitação de Israel ao início de negociações diretas, após ter recusado reiteradamente apelos nesse sentido por parte das autoridades libanesas, surgiu no segundo dia de um cessar-fogo de duas semanas entre Irão e Estados Unidos.

Israel concordou com a trégua, mas sustentou que, ao contrário do que tinha sido indicado inicialmente pela mediação do Paquistão, o entendimento excluía o Líbano, levando Teerão a repor temporariamente o bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz e a colocar em dúvida a sua presença nas negociações de paz com os Estados Unidos, previstas para os próximos dias em Islamabad.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reiterou a condenação à "contínua agressão de Israel contra o Líbano" e avisou que os violentos ataques de quarta-feira ameaçam as negociações.

Enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou os bombardeamentos israelitas como "uma escaramuça" e concordou que o Líbano não estava dentro do acordo de cessar-fogo, os mediadores paquistaneses insistiram hoje que o anúncio de Sharif correspondia ao que tinha sido decidido pelas partes.

O chefe do Governo paquistanês confirmou também um contacto com o homólogo libanês, Nawaf Salam, para discutir a exclusão técnica do seu país do cessar-fogo e evitar a repetição dos ataques em grande escala, embora não tenha especificado se constituíram uma violação da trégua.

O Irão tem, pelo seu lado, reiterado que o conflito entre Israel e as milícias do aliado Hezbollah é "uma parte inseparável" da trégua.

O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, deverá liderar as negociações pelo lado israelita com o Líbano, noticiaram vários meios de comunicação israelitas, citando um alto responsável.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, nunca deixou de lançar projéteis e drones contra o território israelita.

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, provocando mais de 1.500 mortes e acima de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades de Beirute.


Leia Também: Netanyahu quer negociar com o Líbano e estabelecer "ligações pacíficas"

Israel vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

CABO VERDE: Entidade cabo-verdiana sugere medidas após casos de doença parasitária... A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) de Cabo Verde recomendou hoje medidas de controlo e desinfeção após a confirmação de novos casos da doença parasitária esquistossomose no concelho de São Miguel, no interior da ilha de Santiago.

© Lusa   09/04/2026 

"[Após] confirmação de novos casos na localidade de Ribeira de Principal, a ANAS, enquanto entidade reguladora do setor da água e saneamento, está a acompanhar a situação", afirmou a instituição, num comunicado. 

Segundo a mesma fonte, a doença está associada ao contacto com água doce contaminada por parasitas, sendo favorecida pela presença de caracóis hospedeiros, o que exige uma resposta coordenada entre os setores da saúde, ambiente, agricultura e recursos hídricos.

Para já, a instituição está a colaborar com a Direção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP), o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e outras autoridades locais.

Além da restrição de acesso ao reservatório identificado, a ANAS recomenda evitar o contacto com águas potencialmente contaminadas, proceder ao esvaziamento controlado da infraestrutura, realizar a limpeza integral com remoção de caracóis e avançar posteriormente para a desinfeção sob orientação técnica.

A entidade reguladora sublinha que estas ações devem ser realizadas no âmbito de um plano conjunto entre as várias entidades envolvidas, garantindo a monitorização contínua da situação após a implementação das medidas corretivas.

A esquistossomose é uma doença parasitária considerada um problema de saúde pública.

As formas larvares dos parasitas são libertadas por moluscos (caracóis) de água doce e transmitem-se ao ser humano através da pele, após contacto com águas infetadas.

No dia 02, o cientista cabo-verdiano Maximiano Fernandes confirmou a existência de um novo surto da doença naquele concelho, referindo que a origem do foco permanece desconhecida.

Na terça-feira, a delegada de Saúde de São Miguel, Antonieta Fonseca, afirmou que as autoridades sanitárias estão a reforçar uma resposta multissetorial para conter a doença no concelho.

Os primeiros registos da doença remontam a 2022, neste mesmo concelho, com cerca de 200 casos, com maior incidência em crianças e adolescentes entre os 4 e os 16 anos, todos acompanhados e tratados pelas estruturas de saúde.

Na altura, os casos foram monitorizados pelas autoridades de saúde pública, em colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL).

No quadro das ações em curso, Antonieta Fonseca destacou o reforço da vigilância epidemiológica, rastreios ativos nas comunidades, investigação ambiental e laboratorial, bem como ações regulares de sensibilização.

De acordo com a delegada, equipas técnicas estão no terreno, sobretudo na localidade de Ribeira de Principal, onde foi identificado um novo foco, realizando exames de urina em crianças e testes a adultos com sintomas suspeitos, para garantir diagnóstico precoce e tratamento atempado.

Paralelamente, análises do Instituto Nacional de Saúde Pública identificaram a presença de caracóis do género Bulinus em alguns pontos de água, considerados potenciais hospedeiros do parasita, estando ainda a decorrer estudos laboratoriais para confirmar a presença de formas infetantes.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou o reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, marcando um passo importante para pôr fim à crise de abastecimento de água que afetava aquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/  Rádio Sol Mansi    09. 04. 2026

EAGB PREVÊ REDUÇÃO DOS CUSTOS DE CONTRATOS DE ÁGUA E ENERGIA

O diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau anunciou que o próximo passo da empresa será a redução dos custos dos contratos de energia e água.

O anúncio foi feito hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro de Antula.

Carlos Alberto Handem afirmou que, neste momento, está a ser realizado um estudo para a criação de uma rede de média tensão que irá abastecer as grandes empresas na zona de Bolola.

Entretanto, na mesma ocasião, durante a inauguração do reservatório de água no bairro de Antula, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, alertou os condutores para conduzirem com prudência. Acrescentou ainda que todas as viaturas que derrubarem postes de luz poderão ser apreendidas e consideradas património do Estado, além de os responsáveis terem de arcar com os custos dos danos causados.

Os postes nas vias públicas têm sido frequentemente derrubados por viaturas. Recentemente, um veículo pesado colidiu com um poste de média tensão, deixando alguns bairros sem eletricidade.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugura reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, pondo fim à crise de água que afetava a população daquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/ Rádio Sol Mansi   09. 04. 2026

OS MORADORES DE ANTULA EXIGEM MELHORIAS NA SEGURANÇA, INFRAESTRUTURAS E ACESSO A SERVIÇOS BASICOS

Os moradores do bairro de Antula querem que o Governo crie estratégias para melhorar a segurança, bem como para a construção de escolas públicas e de um centro de saúde.

A preocupação da população daquela zona foi destacada hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro. A comunidade exige ainda a construção de estradas, de um mercado e esclarecimentos sobre os contratos de fornecimento de água.

Falando no ato de inauguração do furo de água na localidade, em representação do régulo de Antula, Júlio Nanque pediu que os agentes da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau esclareçam os moradores sobre o processo de realização dos contratos de fornecimento de água.

O imame local, Tcherno Iaia Bari, bem como a representante das mulheres, Nfuna Amona, pediram que o processo de contratação para o fornecimento de água tenha sempre um despacho célere por parte da empresa responsável.

Entretanto, na mesma ocasião, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, prometeu realizar obras na estrada de terra batida antes do início das chuvas.

A comunidade do bairro de Antula conta agora com um reservatório de água destinado a abastecer os moradores, que, por outro lado, denunciam o roubo de contadores de água instalados recentemente.

PAÍS REGISTA AUMENTO DE CASOS E MORTES POR CANCRO, UMA AMEAÇA SILENCIOSA QUE ESTÁ A TIRAR VIDAS

Por  Rádio Sol Mansi  09 04 2026 

Até 2022, os casos novos de cancro registados no país superaram dois mil, com maior prevalência nas mulheres e nos idosos. No entanto, desse número, mais de 800 resultaram em mortes dos pacientes, o que mostra uma taxa de mortalidade muito elevada.

Os dados revelam uma situação preocupante, o que levantam questões sobre os mecanismos de tratamento, e as políticas públicas para fazer face à esta doença. 

As informações foram reveladas em entrevista à Rádio Sol Mansi, pelo médico e Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique.

Com base nestes dados preocupantes, o responsável afirmou que o Governo está atento à situação e que, estão a ser implementados planos que visam impulsionar a redução dos casos no país.

Sendo de destacar que no país, os cancros mais frequentes nas mulheres são os do colo do útero, da mama e do fígado. Nos homens, destacam-se os cancros da próstata, do fígado, do estômago e dos pulmões. Segundo Papique, esta situação deve-se ao consumo excessivo de álcool e de tabaco.

Atualmente, o país carece de dados mais atualizados, mas a situação indica que os casos estão a aumentar, devido à escassez de meios de diagnóstico e às limitações no tratamento do cancro.

Observa-se um aumento dos casos também, porque já existem no país, algumas condições para o diagnóstico, sendo que anteriormente, a maioria dos pacientes era diagnosticada apenas no exterior.

O Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique, admite que o diagnóstico tardio, dificulta o tratamento adequado dos pacientes.

Os dados apresentados revelam que o cancro constitui um grave problema de saúde pública no país, com um número elevado de novos casos e uma taxa de mortalidade preocupante. A maior incidência entre mulheres e idosos, aliada à prevalência de tipos de cancro associados a fatores de risco como o consumo de álcool e tabaco, reforça a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.

Irão anuncia mais de três mil mortos dos ataques de EUA e Israel... O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.

Por  LUSA 

"Registámos mais de 3.000 mártires dos ataques inimigos em todo o país", disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo". 

O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".

A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel foi lançada a meio de negociações indiretas --- intermediadas por Omã - com o objetivo de alcançar um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Entretanto, as delegações de Teerão e Washington têm previsto o início de novas conversações, agora incidindo sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, no sábado, em Islamabade.

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, anunciou quarta-feira ter acordado "suspender os ataques" contra o Irão por duas semanas e Teerão garantiu que a "passagem segura" de navios em Ormuz também seria possível durante o mesmo período, embora "mediante coordenação" com os militares iranianos.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que o acordo inclui os aliados dos Estados Unidos e representa um "cessar-fogo imediato em todo o território [iraniano], no Líbano e em outros locais".


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O Paquistão condenou e exigiu hoje a Israel a suspensão imediata dos ataques contra o Líbano, advertindo que violam o direito internacional e colocam em risco a trégua regional alcançada na quarta-feira sob mediação paquistanesa.

O Governo da República da Guiné-Bissau informa que o Banco Mundial levantou a suspensão dos desembolsos relativos aos projetos financiados no país, com efeitos a partir de 3 de abril de 2026.

A decisão segue-se à conclusão da revisão conduzida pela instituição, permitindo a retoma normal da implementação das operações em curso.

O Executivo esclarece que as informações que apontavam para um alegado bloqueio total das relações com o Banco Mundial não correspondem à realidade.

O Governo reafirma o seu compromisso com a boa governação, a transparência e a continuidade das parcerias internacionais para o desenvolvimento do país.

Bissau, 9 de Abril de 2026

França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia... O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.

© GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP via Getty Images    Por  LUSA   09/04/2026 

"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou hoje Jean-Noel Barrot à rádio France Inter. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.

Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.

As gravações publicadas pelo VSquare, FrontStory, Delfi Estonia, The Insider e pelo Centro Ján Kuciak de Jornalismo de Investigação da Hungria, registaram as conversas entre os dois ministros entre dezembro de 2023 e agosto de 2025.

"Estas gravações revelam que, entre outras coisas, Szijjarto entregou documentos da União Europeia a Lavrov", afirmou Szabolcs Panyi, editor da publicação húngara VSquare.

O Governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, é o aliado mais próximo de Moscovo na Europa.

Panyi, especialista em segurança nacional e espionagem, já tinha publicado em março a transcrição de uma chamada telefónica de 2020 na qual Szijjarto pedia a Lavrov apoio para um aliado político, o que demonstraria a coordenação entre Budapeste e Moscovo em questões internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria não negou ter contactado Lavrov e afirmou que as conversas apenas demonstram que "a Hungria defende firmemente a paz", mas não se referiu a nenhuma conversa ou conteúdo específico.

Orbán reconheceu na quarta-feira que conversou com Vladimir Putin, depois de a agência Bloomberg ter revelado uma conversa em que o primeiro-ministro húngaro se colocou "inteiramente ao serviço" do Presidente russo.

Szijjarto afirmou que a divulgação as gravações áudio constituiu "interferência dos serviços de informações estrangeiros nas eleições parlamentares" que a Hungria realiza no próximo domingo.

As sondagens indicam a possível derrota de Orbán para o conservador Peter Magyar.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, passou informações por telefone ao homólogo russo, Sergey Lavrov, em 2023, sobre uma cimeira da UE relativa a negociações de adesão da Ucrânia, segundo chamadas hoje divulgadas.

Delegação do Irão chega ao Paquistão para negociações com EUA... As autoridades do Irão confirmaram que uma delegação oficial do país chegará hoje à capital do Paquistão, Islamabad, para conversações diplomáticas com os Estados Unidos.

© Getty Images/ Jalaa MAREY / AFP     Por  LUSA   09/04/2026 

"Apesar do ceticismo entre a opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo pelo regime israelita para sabotar a iniciativa diplomática, a delegação iraniana chegará esta noite a Islamabad, a convite do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, para conversações sérias fundamentadas nos 10 pontos propostos pelo Irão", afirmou o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, numa mensagem nas redes sociais. 

Sharif anunciou na quarta-feira um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e convidou delegações de ambos os países para se reunirem esta sexta-feira em Islamabad.

A delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente do país, J.D. Vance, confirmou na quarta-feira a Casa Branca.

Este encontro tem como objetivo iniciar contactos para um acordo definitivo, após mais de um mês de ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de fevereiro em plena negociação entre Washington e Teerão para alcançar um novo acordo nuclear.

O chefe do Executivo paquistanês sublinhou na sua mensagem que "Irão e Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo o Líbano e outros locais".

Israel, porém, afirmou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a maior vaga de bombardeamentos contra o país, causando mais de 250 mortos e um milhar de feridos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, declarou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, com o Irão a criticar que a mensagem publicada por Sharif tinha mencionado especificamente que o Líbano estaria incluído.

As autoridades iranianas anunciaram ainda o abate de dois drones israelitas que entraram no seu espaço aéreo, descrevendo que estas incursões constituíam igualmente violações do cessar-fogo, e ameaçando responder caso os incidentes se repetissem.

O próprio Sharif reconheceu horas depois "violações do cessar-fogo em alguns locais ao longo da zona de conflito" e argumentou que estas "minam o espírito do processo de paz".

"Peço encarecidamente a todas as partes que demonstrem moderação e respeitem o cessar-fogo de duas semanas, como acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel principal rumo a uma solução pacífica do conflito", acrescentou.

As dúvidas sobre a viabilidade do acordo temporário incluem a posição dos Estados Unidos relativamente à recusa de permitir que o Irão continue a enriquecer urânio, parte dos dez pontos divulgados por Teerão como base aceite por Washington para negociar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nas últimas horas que essa proposta é um "boato", apesar de anteriormente ter considerado que seria uma "base viável para negociar".


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Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

É seguro tomar vitamina B12 todos os dias? Médica esclarece... Quando o organismo regista falta de vitaminas, a suplementação assume-se com a principal solução. No caso da vitamina B12 coloca-se uma questão: é seguro tomá-la todos os dias? Uma médica respondeu à pergunta em declarações ao Only My Health.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   09/04/2026 

A suplementação é necessária quando a alimentação não supre as necessidades ao nível das vitaminas. No caso da vitamina B12 - uma das mais conhecidas  - é seguro tomá-la todos os dias em forma de suplemento? A médica Pooja Pillai respondeu à questão num artigo do Only My Health. 

É seguro tomar suplementos de vitamina B12 todos os dias?

A resposta, segundo a médica, é sim. "Os suplementos de vitamina B12 normalmente podem ser tomados todos os dias, sobretudo se houver uma deficiência da mesma e se alguém estiver em risco, como é o caso dos vegetarianos, vegan, idosos ou pessoas com problemas de absorção", realça. 

"A vitamina B12 auxilia na formação de glóbulos vermelhos, é benéfica para a saúde dos nervos, para a função cerebral e na produção de energia. Tomá-la regularmente previne a anemia, fraqueza, problemas de memória e danos nos nervos. Como a B12 é uma vitamina hidrossolúvel, o excesso, normalmente, é eliminado na urina", esclarece. 

Este facto faz com que seja segura, mesmo quando tomada em excesso. 

Falta de vitamina B12: quais são os riscos?

De acordo com um estudo realizado pela American Cancer Society, se uma pessoa tiver falta de vitamina B12 devido à anemia perniciosa, o risco de desenvolver cancro do estômago aumenta. 

Um outro estudo de 2024, que contou com a participação de 788 pessoas, descobriu que os níveis baixos de vitamina B12 são comuns em pessoas com cancro. 

Eis os sintomas da falta desta vitamina no organismo:

  • Cansaço e fraqueza;
  • Náuseas, vómitos ou diarreia;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dor na boca ou na língua;
  • Pele clara;
  • Sensação de dormência nas mãos e nos pés;
  • Problemas de visão;
  • Perda de memória;
  • Sintomas de depressão;
  • Sintomas de irritação.

É importante fazer as suas análises de rotina - todos os anos - de maneira a perceber se é necessária a suplementação. Esta deverá ser feita segundo o aconselhamento do seu médico de família. 

Alimentos ricos em B12

Também poderá aumentar o consumo de vitamina B12 através da alimentação. Segundo o website da CUF, "os adultos devem consumir diariamente cerca de 2,4 microgramas" desta vitamina. A mesma encontra-se sobretudo nos seguintes alimentos:

  • Carne vermelha;
  • Carne de aves;
  • Ovos;
  • Laticínios;
  • Peixe;
  • Marisco.

Vídeo mostra todos os detalhes do lançamento da missão Artemis II... Enquanto a cápsula Orion continua a aproximar-se da Terra, a NASA partilhou mais imagens da missão Artemis II e, entre os vídeos mais impressionantes, está o lançamento do foguetão Space Launch System no dia 1 de abril.

© NASA   CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO   Por noticiasaominuto.com   09/04/2026 

Os astronautas da missão Artemis II têm previsão para regressar à Terra já esta sexta-feira, dia 10 de abril, e, à medida que a cápsula Orion se aproxima do nosso planeta, a NASA continua a partilhar imagens e vídeos desta missão.

Entre os vídeos mais impressionantes está o lançamento do foguetão Space Launch System (SLS) no dia 1 de abril que deu início a toda esta jornada, o qual permite ver os quatro motores RS-25 do sistema principal assim como os dois propulsores auxiliares a funcionar em todo o seu esplendor.

Pode ver acima o vídeo do lançamento do SLS, a partir do Centro Espacial Kennedy na Florida, nos EUA.

Serve recordar que o SLS apresenta uma potência significativamente maior do que o foguetão Saturn V lançado pela NASA há cerca de 50 anos no contexto o programa Apollo - servindo assim como mais uma prova do desenvolvimento que entretanto foi feito pela agência e que permitirá voltar a colocar seres humanos na superfície lunar.

É importante sublinhar que o regresso à superfície da Lua só acontecerá em 2028 com a missão Artemis IV, um momento que será crucial para as ambições da NASA de estabelecer uma base no satélite natural da Terra.

Trump mantém tropas no Médio Oriente e deixa ameaça: "Maior e mais forte"... O Presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

© Ken CEDENO / AFP via Getty Images    Por  LUSA  09/04/2026 

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos" significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.

O Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Uma versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de energia nuclear.

O Irão e os Estados Unidos acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para o conflito.


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A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Mark Rutte diz que Trump está "claramente desapontado" com a NATO, mas "recetivo"... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.AP  Por  sicnoticias.pt

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: 'Foram postos à prova e falharam'".

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Teerão... O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que está pronto para "retomar o combate a qualquer momento" contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão "não marca o fim da campanha" militar.

© Lusa  08/04/2026 

"Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo "não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos", acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido "em plena coordenação" entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

"Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora", acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que "nada está acabado" apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

"Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão", acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um "cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais".

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu "número dois" numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.


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O Bahrein anunciou hoje a reabertura do espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, seguindo o Iraque, na sequência do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irão.