terça-feira, 10 de março de 2026

Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas no Líbano... Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas devido aos bombardeamentos israelitas no Líbano, totalizando mais de 667 mil já afetadas pelo conflito, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

No Líbano, que está a ser alvo de intensos bombardeamentos israelitas desde segunda-feira, "mais de 667 mil pessoas registaram-se como deslocadas na plataforma online do Governo, um aumento de 100 mil num só dia", disse hoje a representante do ACNUR, Karolina Lindholm Billing, aos jornalistas em Genebra.

"O número de deslocados continua a aumentar neste momento (...). Cerca de 120 mil pessoas deslocadas estão alojadas em locais coletivos designados pelo Governo, mas muitas outras estão hospedadas com familiares ou amigos, ou ainda procuram alojamento. Vemos carros alinhados nas ruas com pessoas a dormir dentro deles, assim como nos passeios", disse Lindholm Billing.

"Muitas pessoas deslocadas estão nesta situação pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 e a maioria fugiu apressadamente, quase sem nada, procurando refúgio em Beirute, no Monte Líbano, na região norte do Líbano e em partes do Vale do Bekaa", explicou a representante do ACNUR.

O ACNUR, cuja operação no Líbano tem atualmente apenas 14% do financiamento necessário, está a apoiar o Governo libanês e as autoridades locais na resposta humanitária à crise, segundo um comunicado da organização.

Até ao momento, o ACNUR distribuiu aproximadamente 168 mil artigos de ajuda humanitária a mais de 63 mil pessoas deslocadas em mais de 270 abrigos coletivos designados pelas autoridades libanesas. Estes artigos incluem colchões, cobertores, sacos-cama, lâmpadas solares e garrafões de água.

"Estamos também a observar um aumento dos fluxos migratórios em direção à Síria, de acordo com as autoridades sírias", disse Lindholm Billing.

"Mais de 78.000 sírios entraram na Síria vindos do Líbano desde o início da escalada das tensões, além de mais de 7.700 libaneses", explicou.

As equipas do ACNUR estão presentes nas passagens fronteiriças sírias, trabalhando em conjunto com as autoridades e os seus parceiros para prestar assistência humanitária de emergência às pessoas que chegam à Síria.

"Uma solidariedade internacional rápida e sustentada é fundamental para nos permitir apoiar o governo e as autoridades libanesas na resposta às necessidades emergentes. A cada dia que este conflito continua, mais sofrimento é infligido a centenas de milhares de civis, enquanto o Líbano e a região se tornam ainda mais instáveis", disse a representante do ACNUR.

O exército israelita realizou um ataque hoje perto da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, depois de alertar que iria visar infraestruturas do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah na região e instar os residentes a saírem do local, segundo os meios de comunicação estatais. O alerta israelita também abrangeu a cidade de Sidon, igualmente no sul do Líbano.

Israel iniciou uma ofensiva militar no Líbano como a resposta aos lançamentos de ataques aéreos do Hezbollah, que se iniciaram há mais de uma semana contra o território israelita em apoio ao Irão.

Na semana passada, o Governo libanês declarou as atividades militares do Hezbollah ilegais, devendo apenas cingir-se a ações políticas, após uma operação de recolha de armas do movimento xiita. O Hezbollah recusa porém o seu desarmamento e acusa o Governo de ceder a pressões de Israel e Estados Unidos.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Governo estabelece preço da castanha de caju para 2026 em 410 francos CFA por quilograma

 

@RTB

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS


O Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério das Finanças e do Secretariado Nacional do Património do Estado, determinou novas medidas para reforçar o controlo da utilização das viaturas administrativas pertencentes ao Estado.

De acordo com o documento, a circular n.º 03/2026 surge no âmbito da implementação do Decreto n.º 12/2024, de 9 de agosto, que regulamenta a gestão da frota automóvel estatal. Fica determinado que a utilização de veículos das categorias D e E, referidas no artigo 3.º do referido decreto, para fins pessoais ou fora do horário normal de expediente — compreendido entre as 7h00 e as 19h00 — é considerada indevida, com exceção das viaturas operacionais.

A circular determina ainda que as viaturas encontradas a circular fora do período autorizado serão apreendidas. Os infratores estarão sujeitos a uma coima no valor de duzentos mil francos CFA (200.000 XOF), a ser paga no Tesouro Público, mediante orientação dos serviços competentes.

O documento é assinado pela Secretária Nacional do Património do Estado, Luciana Queta Banjai, e tem conhecimento ao Primeiro-Ministro e ao Ministro das Finanças.

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, preside neste momento à Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, desta terça-feira, 10 de março de 2026.

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Trump sobre Cuba: "Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser"... Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

Por LUSA 

Donald Trump referiu-se, esta segunda-feira, dia 9 de março, a Cuba. O presidente dos Estados Unidos considerou que o país tem "sérios problemas" humanitários, vincando, cita a Reuters, que Marco Rubio está a lidar com a questão - que pode ou não ser uma "tomada de poder amigável".

Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

De recordar que, já na semana passada, Trump tinha afirmado que o governo cubano iria cair "muito em breve", acrescentando que Havana tem "imensa vontade" de negociar com Washington, segundo a estação televisiva CNN.

Numa conversa telefónica com a CNN Internacional sobre a operação militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel no Irão, Trump anunciou que o regime comunista da ilha de Cuba será o próximo alvo, após uma campanha "bem-sucedida" no Médio Oriente.

"Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem qualquer relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Têm imensa vontade de chegar a um acordo", declarou. Para negociar, nomeou o seu secretário de Estado, Marco Rubio, cidadão cubano-norte-americano.

"Veremos como corre. Por agora, estamos muito concentrados nisto, o Irão", acrescentou. "Temos muito tempo, mas Cuba está pronta, ao fim de 50 anos. Há 50 anos que a observo", afirmou.

Na quinta-feira, o republicano tinha dito que Havana "estava desesperada" para chegar a um acordo com o seu governo de imediato e que era "apenas uma questão de tempo" até que os Estados Unidos voltem novamente a sua atenção para a ilha caribenha, dando a entender que a campanha militar contra o Irão desviou um pouco os planos da Casa Branca.

Também na quinta-feira, numa entrevista ao jornal digital Politico, Trump afirmou que a queda de Cuba seria "a cereja em cima do bolo", depois do ataque militar de janeiro passado à Venezuela, em que os Estados Unidos capturaram o então Presidente, Nicolás Maduro, o mais próximo aliado de Havana.

Nas últimas semanas, a comunicação social norte-americana noticiou contactos entre Marco Rubio e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do antigo presidente cubano Raúl Castro.

Tais notícias descrevem contactos, e não negociações, e indicam alegadas conversações sobre possíveis reformas económicas graduais futuras na ilha e uma retirada faseada das sanções de Washington, cujo agravamento nos últimos tempos deixou o país à beira da rutura, à mercê de ajuda humanitária dos países vizinhos para suprir necessidades tão básicas como alimentação.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que vai suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", após o valor do barril de crude ter disparado devido à guerra com o Irão.


Irão ameaça impedir a navegação de petroleiros a países aliados dos EUA... A Guarda Revolucionária iraniana disse hoje que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.

Por LUSA 

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.

A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima.

Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo.

"Os esforços [de Donald Trump] para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás são de curta duração e inúteis. Em tempos de guerra, o comércio depende da segurança regional", disse Ali Mohammad Naini.

Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.


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O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sublinha que a guerra "vai continuar, enquanto for necessário, com o objetivo de eliminar as ameaças do regime iraniano para o território israelita".


Japão aprova autorizações eletrónicas para visitantes de 74 países: Portugal e Brasil estão na lista... Para entrar em vigor, a proposta tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento. O sistema terá uma taxa a pagar e será aplicado a países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas.

Por sicnoticias.pt 

O Governo do Japão aprovou esta terça-feira uma proposta para criar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil.

Para entrar em vigor, a proposta tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento (onde a coligação governamental detém a maioria absoluta na câmara baixa, a mais importante), avançou a agência de notícias japonesa Kyodo.

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

O Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica.

Visitar o Japão por menos de 90 dias

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

De acordo com as autoridades, o sistema visa prevenir o trabalho ilegal e o terrorismo.

Além disso, a proposta inclui um aumento significativo das taxas de renovação de vistos para residentes estrangeiros e para pedidos de residência permanente.

De acordo com a Kyodo, a taxa base atual para a renovação de vistos de residência temporária é de seis mil ienes (33 euros) e de dez mil ienes (55 euros) para pedidos de residência permanente

A alteração proposta eleva a taxa máxima de renovação para vistos temporários para 100 mil ienes (546 euros) e para residência permanente para 300 mil ienes (1.637 euros).

"Ao exigir que os estrangeiros suportem uma quota-parte justa dos custos necessários para a gestão equitativa da entrada, saída e residência, pretendemos reforçar e expandir ainda mais as medidas destinadas a alcançar uma sociedade ordenada e inclusiva", explicou o ministro da Justiça japonês, Hiroshi Hiraguchi, em conferência de imprensa, citado pela emissora pública NHK.

Segundo a Kyodo, se a alteração for aprovada pelo Parlamento, as novas taxas de visto entrarão em vigor ainda este ano, enquanto o sistema JESTA só entrará em vigor no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.


Trump acusa Irão de criar novo local para desenvolver armas nucleares... O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares.

Por LUSA 

Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA.

"Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local --- e esse estava protegido por granito", disse Trump.

O Presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a "ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear".

Trump garantiu ainda que o Irão teria sido capaz de dominar o Médio Oriente se os EUA e Israel não tivessem lançado a atual campanha de ataques aéreos.

"Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam primeiro os nossos aliados. Acredito nisso com base em informações", disse o Presidente, antes de acrescentar: "Eles iriam tomar conta do Médio Oriente".

O republicano disse aos jornalistas estava desapontado com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, suceder ao pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos EUA e de Israel.

A escolha de Mojtaba Khamenei levaria a "mais do mesmo" para um país que Trump procura mudar, lamentou o chefe de Estado.

Ainda assim, o Presidente disse que "não seria correto" dizer se o novo líder do Irão seria alvo de um ataque letal, como aconteceu com o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei.

Trump disse que gostou da ideia de um líder interino, escolhido a partir de um grupo de candidatos locais, afirmando que este processo "funcionou bem" com a nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas.

"Acho que mostrámos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está a fazer um grande trabalho", disse o republicano.

O Presidente dos EUA elevou ainda as expectativas ao dizer que gostaria de um candidato no Irão que fosse "interno e eterno".

Trump também falou por telefone na segunda-feira com o Presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros assuntos.

O Kremlin avançou que os dois líderes tiveram uma conversa "franca e objetiva" que durou cerca de uma hora.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.


Leia Também: Trump ameaça atacar com mais força se Irão bloquear passagem de petróleo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.


segunda-feira, 9 de março de 2026

Ucrânia: Negociações de paz adiadas devido à crise no Irão, diz Zelensky... O Presidente ucraniano anunciou hoje que a ronda de negociações de paz, prevista para esta semana com a Rússia e os Estados Unidos, foi adiada devido à escalada militar no Médio Oriente.

Por LUSA 
Volodymyr Zelensky disse que a reunião foi adiada por sugestão dos Estados Unidos, na sequência dos ataques aéreos norte-americanos e israelitas contra o Irão e das ações de retaliação de Teerão.

"Neste momento, a prioridade e toda a atenção dos nossos parceiros estão focadas na situação em torno do Irão", escreveu o Presidente ucraniano nas redes sociais.

Zelensky indicou que o Governo ucraniano continua em contacto permanente com mediadores norte-americanos e reiterou que Kyiv está disponível para realizar novas reuniões "a qualquer momento" e "em qualquer formato", de modo a avançar nas negociações de paz.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que instruiu os representantes do país nas negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Rússia a contactarem enviados de Washington.

Kyiv manifestou disponibilidade para ajudar países do Médio Oriente visados por ataques iranianos, nomeadamente nos esforços para abater drones, disse Zelensky.

O Presidente ucraniano acusou Moscovo de tentar explorar a situação no Médio Oriente para reforçar a posição no conflito na Ucrânia.

"Observámos que os russos estão a tentar manipular a situação no Médio Oriente e na região do golfo para intensificar a agressão", denunciou.

O líder ucraniano acrescentou que a Rússia procura transformar os ataques do Irão contra os vizinhos e contra bases norte-americanas numa "segunda frente" na guerra contra a Ucrânia e, de forma mais ampla, contra o Ocidente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


O Presidente russo declarou-se hoje disposto a fornecer petróleo e gás aos países europeus, se estes declararem apoiar uma "cooperação sustentável e estável" com Moscovo, num contexto de encarecimento devido à guerra no Médio Oriente.

CNE COMPLETA NOVA DIREÇÃO COM ELEIÇÃO DO SECRETARIADO EXECUTIVO 

Por: Aguinaldo Ampa.  odemocratagb.com
O Conselho Nacional de Transição (CNT) elegeu, esta segunda‑feira, 9 de março de 2026, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), mantendo dois elementos da anterior direção liderada por M’Pabi Cabi.

Os conselheiros de transição elegeram Idriça Djaló para o cargo de Secretário Executivo da CNE. Durante a anterior direção, liderada por M’Pabi Cabi, Djaló exercia as funções de 1.º Secretário Executivo da instituição responsável pela gestão do processo eleitoral na Guiné‑Bissau.

A juíza desembargadora Felizberta Maura Vaz, que desempenhava o cargo de 2.ª Secretária Executiva, foi eleita 1.ª Secretária Executiva. Para o cargo de 2.ª Secretária Executiva, os conselheiros escolheram a juíza desembargadora Telma Pigna Embassa.

Com a eleição dos membros do Secretariado Executivo, ficou completo o figurino da nova direção da Comissão Nacional de Eleições, agora liderada pela juíza conselheira Carmem Isaura Baptista Lobo, eleita Presidente da CNE no passado dia 20 de fevereiro de 2026.

Após a votação, o presidente do Conselho Nacional de Transição, major‑general Tomas Djassi, informou que o Alto Comando Militar decidiu realizar um “teste” com vista a reforçar a representação feminina na composição da CNE.

Na ocasião, Tomas Djassi agradeceu aos conselheiros por, segundo afirmou, “marcarem a história no processo de transição”, ao aprovarem por unanimidade os membros do Secretariado Executivo. Manifestou ainda confiança de que o país segue “um bom caminho” para alcançar os objetivos definidos pelo Alto Comando Militar.


O presidente do CNT destacou igualmente que foi possível integrar duas personalidades externas no novo Secretariado Executivo — nomeadamente a presidente da CNE, Carmem Lobo, e a 2.ª Secretária Executiva, Telma Pigna Embassa — com o objetivo de conjugar novas perspetivas com a experiência dos anteriores membros da instituição.

“Faremos recomendações, no ato da cerimónia de empossamento, a todos os membros da Comissão Nacional de Eleições. Por agora, importa realçar o trabalho desenvolvido pelos conselheiros em prol do bem‑estar da Guiné‑Bissau”, sublinhou.

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), procedeu esta segunda-feira (09.03) apresentação do autocarro da Seleção Nacional ao Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té, na Primatura.

NATO interceta segundo míssil iraniano na Turquia... Forças da NATO destruíram um segundo míssil disparado a partir do Irão no espaço aéreo da Turquia, anunciou hoje o Ministério da Defesa turco num comunicado.

Por LUSA 

Um míssil balístico disparado do Irão e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", disse o ministério.

"Fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]. O incidente não causou vítimas nem feridos", precisou o ministério no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Reafirmamos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitação perante qualquer ameaça dirigida ao nosso território e ao nosso espaço aéreo", afirmou o ministério da Defesa turco.

"Relembramos a todos que é do interesse de cada um ter em conta as advertências da Turquia a este respeito", acrescentou.

A Turquia é membro da NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte, atualmente com 32 membros, incluindo Portugal.

O tratado de 1949 fundador da NATO inclui um artigo, o 5.º, que prevê uma resposta coletiva em caso de ataque contra um dos Estados-membros.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, apelou no sábado para a prudência do Irão.

"Falámos com os nossos amigos no Irão e dissemos-lhes que, se se tratar de um míssil perdido, a história é outra", afirmou.

"Poderia tratar-se de um incidente isolado, mas se isso se repetir, aconselhamos a maior prudência, ninguém no Irão se deve lançar numa tal aventura", disse Fidan no sábado.

Uma fonte da NATO confirmou na quinta-feira à AFP que o primeiro míssil visava efetivamente a Turquia.

A fonte da organização não especificou os meios militares utilizados para a interceção do míssil.

O Irão reagiu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro com ataques contra países do Golfo Pérsico, sobretudo contra interesses norte-americanos, incluindo bases militares.

Também foi atingida uma base britânica em Chipre, o país que exerce atualmente a presidência rotativa da União Europeia (UE).

A República de Chipre não é membro da NATO, mas anunciou em 2024 a intenção de aderir à organização de defesa ocidental.

O Presidente cipriota, Nikos Christodoulides, afirmou na sexta-feira que Chipre apresentaria um pedido de adesão à NATO "amanhã mesmo, se fosse possível", embora reconhecendo que as atuais condições políticas impedem tal iniciativa.

Em declarações à estação grega Skai TV, citadas pelo jornal grego I Kathiremini, Christodoulides disse que Chipre se está a preparar para uma eventual adesão, apesar dos obstáculos.

"Não pode acontecer neste momento porque as condições políticas não existem, tendo em conta a conhecida posição da Turquia", afirmou, aludindo ao conflito com Ancara desde 1974, de que resultou a divisão da ilha.

Acrescentou que Chipre está a realizar trabalhos preparatórios a nível militar, operacional e administrativo para estar pronto para aderir "quando as condições políticas o permitirem".

"Sim, para apresentar um pedido relevante para a adesão da República de Chipre à NATO", afirmou.


A plenária do Conselho Nacional de Transição (CNT) reuniu-se esta segunda-feira para eleger a nova equipa executiva da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Na sessão, Idrissa Djalo foi eleito Secretário Executivo da CNE, enquanto Felisberta Moura Vaz assumiu o cargo de Primeira Secretária Executiva Adjunta. Já Telma Bigna Embassa foi escolhida para Segunda Secretária Executiva da instituição. A eleição ocorreu no quadro do processo de reorganização administrativa do órgão responsável pela gestão dos processos eleitorais no país.

Teerão acusa Europa de ter criado condições para a guerra... O Irão acusou hoje os países europeus de terem contribuído para criar as condições propícias aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam a guerra com a República Islâmica.

Por LUSA 

"Os países europeus ajudaram, infelizmente, a criar estas condições", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, durante uma conferência de imprensa semanal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Baghai criticou os países europeus por terem estado de acordo com os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre o restabelecimento das sanções em 2025, em vez de "insistirem no Estado de direito".

Lamentou que os europeus não se tivessem oposto então ao que descreveu como "intimidação e excessos" dos Estados Unidos.

"Todas estas coisas juntas encorajaram as partes norte-americana e sionista [Israel] a continuarem a cometer os seus crimes", acrescentou.

Os países europeus criticaram os ataques iranianos contra os países do Golfo Pérsico em reação à ofensiva israelo-americana que o Irão enfrenta desde 28 de fevereiro, mas sem uma posição conjunta contra a intervenção contra Teerão.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desencadeou a guerra em curso há 10 dias no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países.

O guia supremo da República Islâmica do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no poder desde 1989, foi morto logo no primeiro dia da ofensiva, e foi substituído no domingo pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O conflito fez também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás mundiais.

Os preços do petróleo registaram hoje subidas históricas acima dos 100 dólares por barril, o que estava a fazer afundar os mercados bolsistas e a reavivar os receios de um choque inflacionista mundial.

Os ministros das Finanças do G7 vão reunir-se hoje para analisar a situação e uma fonte francesa admitiu que possam discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo.

A fonte do Governo da França, país que exerce atualmente a presidência rotativa do G7, disse que se trata de "uma opção em análise", segundo a AFP.

A reunião por videoconferência dos ministros do grupo que reúne as economias mais desenvolvidas (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália), em que participa a União Europeia, está agendada para as 12h30 em Lisboa.

Mulher detida após disparos em junto à casa de Rihanna... Uma mulher foi detida no fim de semana depois de disparos de vários tiros em direção à casa de Rihanna. A cantora estaria em casa no momento em que ocorreu os disparos, mas não houve feridos.

Por noticiasaominuto.com 

Rihanna não contou com um fim de semana tranquilo. Uma mulher foi detida na tarde de domingo, dia 8 de março, depois de ter disparados vários tiros a partir do seu veículo em direção à casa da cantora. 

De acordo com o TMZ, as autoridades informaram que a suspeita é uma mulher de aproximadamente 30 anos, que conduziu até perto da propriedade da artista em Los Angeles e depois disparou contra a mansão. No entanto, dizem, não se sabe até à data o que motivou o incidente. 

O TMZ acrescenta ainda que as autoridades foram informadas sobre o facto de a cantora estar em casa no momento em que houve os disparos, mas não há feridos registados. Não está claro, ainda assim, se A$AP Rocky e seus filhos, RZA, Riot Rose e Rocki estavam em casa.

Um representante do Departamento de Polícia de Los Angeles disse à People que a polícia foi contactada e receberam a denúncia de "disparos" na residência por volta das 13h15 (hora local). A mulher foi localizada e detida sem incidentes, e foi apreendida uma arma. "Está a decorrer uma investigação", informaram ainda as autoridades.

Através de um áudio das autoridades de Los Angeles, obtido pelo Los Angeles Times, é possível perceber que foram disparados "aproximadamente dez tiros" contra a residência através de um carro, tratando-se de um Tesla branco, que estaria do outro lado da rua. 

Seguro agradece a Marcelo e promete ser "Presidente de Portugal inteiro"... O novo chefe de Estado, António José Seguro, agradeceu hoje ao seu antecessor a dedicação a Portugal e prometeu ser o "Presidente de Portugal inteiro", expressando respeito pela pluralidade do parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional.

Por LUSA 

No início do seu discurso de posse como Presidente da República, na Assembleia da República, António José Seguro saudou o parlamento português na pessoa do seu presidente, José Pedro Aguiar-Branco, e expressou "respeito democrático pela expressão popular do povo português aqui representada na sua pluralidade".

Depois, dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, deixou-lhe uma "palavra de gratidão pela sua dedicação a Portugal e a defesa do interesse nacional" e manifestou-lhe "o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença", considerando que, "qualquer que seja o balanço" que cada um faz dos seus mandatos, "ninguém pode negar o seu amor a Portugal".


Antes de entrar na Assembleia da República, onde esta segunda-feira António José Seguro toma posse como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa fez, pela última vez, a revista à Guarda de Honra


O Conselho Nacional Islâmico- CNI, através do seu Presidente da Juventude, Abubacar Baio, está em conferência de imprensa.

 

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Irão ataca Israel com míssil com mensagem assinada por novo líder... "Ao vosso serviço" podia ler-se num dos mísseis que foi lançado contra Israel, este domingo, naquele que foi o primeiro ataque do Irão após a eleição do novo líder do país.

Por  LUSA 

O Irão terá enviado um míssil contra Israel com uma mensagem inscrita pelo novo líder da República Islâmica do Irão.

O Irão, recorde-se, lançou no domingo a primeira salva de mísseis contra Israel após o anúncio que o 'ayatollah' Mojtaba Khamenei era o novo líder supremo do país.

Nesse ataque, terá usado um míssil onde se podia ler "Ao vosso serviço, mestre Mojtaba".

A imagem desse engenho, alegadamente com uma mensagem assinada pelo novo líder do Irão, foi partilhada nas redes sociais da página do canal oficial do Irão.

"Os mísseis de defesa iranianos respondem ao terceiro líder da República Islâmica", indicou a agência de notícias Irib na sua plataforma do Telegram.

Mojtaba Khamenei foie elito este domingo e não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Uma salva de mísseis iranianos causou hoje dois mortos perto de Telavive, no centro de Israel, anunciaram as equipas de socorro israelitas, ao décimo dia de guerra no Médio Oriente.


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O Presidente russo, Vladimir Putin, aliado de Teerão, prometeu hoje "apoio inabalável" a Mojtaba Khamenei, nomeado no domingo como o novo líder supremo do Irão.



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A China pediu hoje respeito pela soberania e pela integridade territorial do Irão após a nomeação do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, e reiterou a sua oposição a qualquer interferência externa nos assuntos internos de outros países


Aí está a despedida de Marcelo do Palácio de Belém... O relógio batia as 09:00 quando Marcelo Rebelo de Sousa, ainda Presidente da República, agradecida aos funcionários da Casa Civil que o acompanharam nos últimos 10 anos de mandato, e saía pela última vez do Palácio de Belém.




António José Seguro vai tomar hoje posse como Presidente da República, numa sessão solene na Assembleia da República com início às 10h00 em que prestará juramento sobre a Constituição.

Peixe raro das profundezas do mar dá à costa em praia no México... Avistamento de peixes-remo é muito raro e há quem acredite que estejam associados a fenómenos como terramotos e tsunamis.

Por noticiasaominuto.com 

Dois peixes-remo deram à costa numa praia do México. O momento consiste numa rara aparição desta espécie marinha.

Os dois peixes foram filmados por turistas que caminhavam à beira-mar e foram surpreendidos por dois peixes de comprimento longo.

Esta espécie de peixe vive nas profundezas do mar, e por norma ocupa uma das zonas menos exploradas do oceano, conhecida como a zona mesopelágica, a cerca de 1.000 metros de profundidade.

O surgimento dos dois peixes no Cabo de San Lucas, na Baja, México, pode ser, por isso, considerado um fenómeno raro.

O momento foi captado em vídeo e mostra duas irmãs a serem surpreendidas pela descoberta, achando inicialmente que o que viam não podia ser real. 

Segundo informações partilhadas juntamente com o vídeo, as duas irmãs tentaram ajudar um dos animais a regressar ao mar, momento em que percebem que há um segundo peixe, tornando a situação ainda mais rara.

Segundo o site Surfer, o avistamento destes animais é muito raro. Especialistas acreditam que estes animais estão relacionados com "terramotos ou tsunamis", estado por isso as imagens a gerar algum alarme.

“Reza a lenda que, se você vir um peixe-remo, isso é um sinal de alerta das forças superiores de que desastres como terremotos estão prestes a ocorrer... Antes do terremoto de 2011 no Japão (um dos mais catastróficos da história), um total de 20 peixes-remo foram levados para a costa", recorda a mesma publicação, salientando porém que até ao momento não foram registadas situações estranhas na costa mexicana.


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Se passa inúmeras horas à frente do ecrã a fazer scroll infinito nas redes sociais, então saiba que este hábito poderá estar a aumentar os seus níveis de stress. Um estudo realizado em 2025 destaca, por isso, um truque simples, mas eficaz: desligar a internet do telemóvel.


Portugal sem sistema de defesa anti-míssil de médio e longo alcance

Míssil Stinger (AP).  Por CNN Portugal

REVISTA DE IMPRENSA | País dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger

Portugal continua sem capacidade de defesa antiaérea de médio e longo alcance, mantendo apenas sistemas de curto alcance para responder a ameaças vindas do ar. A fragilidade tem sido apontada há vários anos por responsáveis militares e permanece por resolver.

Segundo fontes do Exército Português citadas pelo Público, o país dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger, adquiridos na década de 1990 durante o governo de Cavaco Silva. Estes sistemas, guiados por infravermelhos, destinam-se a alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones.

A atual Lei de Programação Militar prevê investimentos totais de 5570 milhões de euros em equipamentos para as Forças Armadas, valor que fica aquém das necessidades inicialmente estimadas pelos chefes militares, que apontavam para cerca de 11 mil milhões.

No curto prazo, o Exército deverá receber quatro sistemas móveis RapidRanger, dois radares terrestres de vigilância com alcance de 100 quilómetros e 35 mísseis Starstreak. Até 2030, está ainda prevista a aquisição de 16 sistemas de mísseis-canhão operados remotamente no âmbito do programa europeu SAFE.

Apesar da lacuna, a defesa aérea portuguesa integra um sistema mais amplo que inclui radares e aviões F-16 Fighting Falcon, além da integração no sistema de vigilância da NATO, que utiliza aeronaves AWACS para deteção e alerta.

Portugal aderiu também à European Sky Shield Initiative, que prevê a aquisição de novos sistemas de radar e defesa aérea para reforçar a proteção do espaço europeu. Ainda não há datas para a entrega dos equipamentos.


A petrolífera estatal do Bahrein alertou hoje para uma possível suspensão das exportações de petróleo, depois de um ataque lançado pelo Irão ter incendiado uma refinaria.


Irão será o "maior perdedor" se continuar a atacar países árabes... O Governo de Riade avisou hoje o Irão que será o "maior perdedor" se continuar a visar os países árabes, depois de novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Por LUSA 

No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial.

Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério.

Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade.

No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.

As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceção e destruição de quatro drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, que também já tinha sido atacado no domingo.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo que estavam a ordenar ao seu pessoal diplomático não essencial que abandonasse a Arábia Saudita "devido a riscos para a sua segurança".

O emirado do Kuwait sofreu na madrugada de hoje um novo ataque com mísseis e drones, no décimo dia da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, informou o Ministério da Defesa do Kuwait.

"As defesas aéreas do Kuwait enfrentam atualmente ataques com mísseis e drones hostis", anunciou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias kuwaitiana Kuna.

No domingo, o Kuwait já tinha sido alvo de sete mísseis e cinco drones, de acordo com números divulgados pelas autoridades.

Por outro lado, esta madrugada explosões fortes foram também ouvidas em vários pontos de Doha, no Catar.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje que foram alvo de um ataque com mísseis.

"Os sistemas de defesa aérea estão a responder a um ataque com mísseis", escreveu o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres do país na rede social X.

O ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU divulgou este domingo um comunicado em que revela que a nação se encontra "em estado de defesa em resposta à agressão brutal e não provocada do Irão, que incluiu o lançamento de mais de 1400 mísseis balísticos e drones contra infraestruturas e locais civis, resultando em mortes e feridos entre a população civil".

Os EAU salientam no mesmo comunicado que "não pretendem ser arrastados para conflitos ou escaladas", mas "reafirmam o pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a soberania, segurança nacional e integridade territorial, e para garantir a segurança dos cidadãos e residentes", em conformidade com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei, foi nomeado líder supremo do Irão.

O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Um projétil não identificado causou a morte de duas pessoas e feriu outras doze a sul de Riade, anunciaram hoje os serviços de emergência da Arábia Saudita.


O líder do Baciro Djá, presidente do FREPASNA, já se encontra em liberdade algumas horas após ter sido detido na sua residência na noite de domingo.

 

@RTB

domingo, 8 de março de 2026

Subida do petróleo é "pequeno preço a pagar pela paz e segurança"... A subida do petróleo é "um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo", disse hoje o Presidente norte-americano, depois de o barril West Texas Intermediate (WTI) ter ultrapassado 100 dólares.

Por  LUSA 08/03/2026

"Só os tolos pensam o contrário", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Truth Social, assegurando que os preço do petróleo "cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída".

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.

O Brent, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subiu hoje para 101,9 dólares, um aumento de 9,2% em relação ao preço no final na sexta-feira, de 92,69 dólares.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Hoje à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei.

O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o próximo líder do Irão "não durará muito tempo" sem a aprovação de Washington, no dia em que Teerão escolheu um sucessor para o aiatola Ali Khamenei.